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Livros

Escola católica proíbe livros de Harry Potter por conter ‘maldições reais’

O Rev. Dan Reehil enviou um e-mail explicando sua decisão.

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Uma escola católica no Tennessee proibiu os estudantes de conferir os livros de Harry Potter porque o pastor sentiu que a série continha “maldições e feitiços”, e que a leitura deles arriscava “conjurar espíritos malignos”.

O Rev. Dan Reehil, pastor da Escola Católica St. Edward em Nashville, enviou um e-mail explicando sua decisão, de acordo com o Tennessean .

“Esses livros apresentam a magia como bem e mal, o que não é verdade, mas de fato é um engano inteligente”, escreveu ele. “As maldições e feitiços usados ​​nos livros são maldições e feitiços reais; que quando lidas por um ser humano correm o risco de conjurar espíritos malignos na presença da pessoa que lê o texto

Reehil escreveu no e-mail que consultou vários exorcistas nos EUA e Roma que recomendaram a remoção dos livros, informou o Tennessean.

Rebecca Hammel, superintendente de escolas da diocese católica de Nashville, confirmou ao jornal que Reehil enviou o e-mail e tomou sua decisão. Hammel também disse que estava dentro do seu direito de proibir os livros.

“Cada pastor tem autoridade canônica para tomar essas decisões em sua escola paroquial”, disse Hammel ao Tennessean . “Ele está bem dentro de sua autoridade para agir dessa maneira.”

Desde que o primeiro romance de Harry Potter foi publicado em 1997, a série não é estranha à controvérsia. Escrito por J.K. Rowling, os livros descrevem o herói titular descobrindo que ele é um bruxo e saindo em aventuras para salvar o mundo bruxo de Lord Voldemort.

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Livros

Mês das mulheres | Personalidades que contribuíram para a literatura

Mulheres literatas e revolucionárias de todos os tempos.

Mylla Martins de Lima

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A literatura sempre foi um espaço ocupado majoritariamente pelo sexo masculino. Mas, apesar de toda essa pressão social em cima das moças, com seus papéis designados a partir do seu nascimento, muitas deram a volta por cima e mostraram seu valor, tendo seus livros atravessado gerações sem sair das livrarias.

Essa lista possui dez mulheres na literatura que resistiram a diversas épocas, provando que seu lugar é onde elas quiserem.

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1. Agatha Christie (1890 – 1976)

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Agatha Mary Clarissa Christie foi escritora, romancista, contista, dramaturga e poetisa britânica, destacando-se no subgênero romance policial.

Segundo o Guiness Book, a autora é a mais bem sucedida dentro do universo literário mundial, com cerca de 4 bilhões de cópias vendidas ao longo dos séculos XX e XXI. Seus números de venda só perdem para Shakespeare e para a Bíblia.

2. Jane Austen (1775 – 1817)

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A inglesa Jane Austen tem seus livros como centro de vários estudos acadêmicos por sua diversidade nas interpretações até hoje. A autora sempre utilizava seu contexto social da nobreza agrária na escrita de seus romances, que normalmente são descritos como inocentes, mas não se enganem!

Ná época, Jane publicava seus textos com pseudônimos masculinos, pois mulheres não podiam ser escritoras, era uma profissão exclusiva dos homens. Isso suscitou muitos debates posteriores, pois os homens consideravam a mulher como intelecto inferior a eles. Chegaram a afirmar que as mulheres possuíam menos neurônios que os homens, quando a ciência atual provou justamente o contrário.

3. Clarice Lispector (1920 – 1977)

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Clarice foi uma escritora e jornalista ucraniana naturalizada brasileira. Autora de contos, romances e ensaios, carrega diversos títulos, como o de personalidade importante do séculos XX e maior escritora judia desde Franz Kafka.

4. J. K. Rowling (1965 – ?)

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Joane “Jo” Rowling, é uma escritora, roteirista e produtora cinematográfica britânica. J.K. é detentora de uma infinidade de prêmios como o Prêmio Hugo de Melhor Romance e Bram Stoker Awards na categoria de Melhor Livro para Leitores Jovens. Ela vendeu mais de 500 milhões de cópias graças ao seu universo mágico!

Hoje, Jo é a escritora mais lida do mundo! Saiba como Harry Potter mudou sua vida e confira a biografia dela clicando aqui.

5. Anne Rice (1941 – ? )

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Howard Allen O’Brien, mais conhecida como Anne Rice, é uma escritora norte-americana que aborda a literatura gótica utilizando o seu melhor ícone da cultura sombria em sua primeira obra-prima, o Vampiro.

O livro Entrevista com o Vampiro fez tanto sucesso que ganhou duas versões cinematográficas, sendo uma delas a continuação, dando origem à um clássico não só literário. A editora Rocco vai relançar este maravilhoso título agora em abril.

6. Cecília Meireles (1901 – 1964)

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Cecília Benevides de Carvalho Meireles foi jornalista, pintora, poetisa, escritora e professora brasileira. Por muitos é intitulada a maior poetisa do Brasil, ganhando prêmios tanto pela Academia Brasileira de Letras, o Jabuti de poesia e até o Prêmio Machado de Assis.

7. Nora Roberts (1950 – ?)

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Eleanor Marie Robertson, escritora norte-americana, tem mais de 200 best-sellers românticos. Nora também publica pelos pseudônimos J. D. Robb, Jil March e Sarah Hardesty.

A autora foi a primeira mulher a entrar no Romance Writers of America Hall of Fame. Ela teve seus romances, combinados, somando 861 semanas na lista e best-sellers pela The New York Times, com 176 semanas em primeiro lugar.

8. Marry Shelley (1797 – 1851)

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A autora britânica é dona de uma das mais importantes histórias do gênero terror, Frankenstein. Não é à toa que esse ano a obra completa 202 anos desde sua primeira publicação e não existe uma pessoa que não a conheça. Afinal, sua obra despertou o interesse do público para o gênero e ainda promoveu o surgimento de outras narrativas como Drácula de Bram Stoker, O Médico e o Monstro, entre outros.

Além de romancista, Marry também foi dramaturga e editora, tendo escrito peças de teatro, biografias, relatos de viagem e ajudado no primeiro livro de poemas de seu marido, Perry Shelley.

9. Rachel de Queiroz (1910-2003)

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Jornalista, tradutora, romancista, escritora, cronista e dramaturga brasileira, Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, além da primeira mulher a receber o Prêmio de Camões…sem dúvida uma personalidade em tanto!

10. Simone de Beauvior (1908 – 1986)

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Simone Lucie-Ernestine-Marie de Bertrand Beauvoir foi uma francesa escritora, intelectual, filósofa existencialista, ativista e feminista.

Sua fama veio através do movimento existencialista francês mediante às suas teorias acerca do feminismo moderno. Um dos ícones femininos lembrado tanto por suas obras, quanto por suas frases de essência revolucionária.

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Resenha | Urucumacuã

A incrível aventura do príncipe alquímico que realizou diversas façanha no norte brasileiro.

Mylla Martins de Lima

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Heloísa Helena Entringer Pereira, junto à Lura Editorial, entregam uma ótima forma de conhecer um pouco mais sobre a magia do folclore amazônico. Urucumacuã foi originalmente publicado em 2018.

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Urucumacuã conta a história do lendário príncipe mágico que viveu há muitos anos no norte do Brasil, na região que hoje chamamos de Amazonas, e lá deixou seu imenso tesouro. Apesar do foco principal ser a realeza, ícones muito conhecidos como Saci Pererê, Mula sem cabeça e até o Boto cor-de-rosa também fazem parte da leitura.

”No dia em que o Sol e Lunes estiverem na casa de Gemini, um grande pássaro branco, desconhecido neste reinado, pousará na janela dos aposentos reais. Então, a rainha dará à luz filhos gêmeos: Príncipe Urucumacuã e Príncipe Kurokuru “

O tom misterioso dado às frases da leitura é o que de fato convida o leitor a se comprometer até o fim do livro, movido pela curiosidade de entender cada personagem secundário apresentado na grande história. O livro é composto por subcontos que relacionam cada ser existente nesse universo abarrotado de misticismo, onde todos são cruciais para o desfecho.

” — Que menino é este?

— De onde o trouxeram? — perguntaram ao mago Natu.

— Acalmai-vos. Explicarei agora. Esta é uma criatura ex-tranha: é Kurupirá, filho de Kaiporã, aquele ser gerado e reproduzido pela força mágica no dia em que o Bruxo Neno se deitou com a senhora Pan Thera, a Marquesa de Sonça, momentos antes de ela se transformar na gata Pintada! ”

Toda a narrativa é contada através de um jogo bem-humorado de palavras, o que torna tudo mais divertido e dinâmico. Contudo, a linguagem escolhida para trabalhar a história é um tanto cansativa, resultando em um livro denso e longo, com 659 páginas. Uma obra nova, mas com vocabulário antigo, expressões até engraçadas, mas que, em alguns casos, podem passar despercebidas, dependendo de quem está com o livro em mãos.

” — O dançarino de número 69 cometeu o ato seis vezes. Asseguro que com a princesa Putha foi in sexto… As outras cinco continuam virgens, mas pelos exames, foram penetradas pela ré, por isso a ré pendida. Não posso garantir, mas conforme a rainha Vidência, a única a engravidar foi a sexta, que se trata da vossa filha!”

A ressignificação de palavras também é considerado um dos pontos altos do livro. O vocabulário popular ganha um novo ponto de vista, na maior parte do tempo, acompanhado de sacadas genuínas. Sem filtro algum, a autora brinca com palavrinhas e palavrões, mostrando seu lado descontraído.

” — O que aconteceu? O que aconteceu?

Sem poder explicar, resumiu o fato numa simples frase:

— Foi o que a princesa Putha pariu… foi a Putha que pariu!”

Para os curiosos, Urucumacuã é uma ótima chance de descobrir o quão bonito, florido e encantador é o nosso folclore.

Urucumacuã é, para os interessados nas raízes do gigante norte brasileiro, uma enciclopédia mitológica

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Resenha

Resenha | Ousadas 2: Mulheres que só fazem o que querem

Conheça mulheres que fizeram história com suas próprias histórias.

Mylla Martins de Lima

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Após o lançamento de Ousadas 1 e Uma Morte Horrível, de Pénélope Bagieu, a editora NEMO traz Ousadas 2, em homenagem ao Dia das Mulheres. Não existe presente melhor que esse no meio literário.

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O livro é recheado com pequenas histórias biográficas que mostram mulheres revolucionárias em diversas épocas. Assim como o primeiro volume, o segundo também possui 15 grandes personalidades que criaram, se destacaram e marcaram a sociedade por meio da arte, política, ciência ou ações sociais.

Todas as personagens têm em comum as dificuldades que passaram até sua ascensão, sendo definidas pelo sexo. Ambas foram atrás do que acreditaram, mesmo diante das opressões sociais ou, em casos piores, violência de todo tipo. Algumas das trajetórias causam grande incômodo por relatarem extremo abuso e pega o leitor desprevenido.

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Dentre as mulheres ousadas dessa edição, se destacam Temple Grandin, a autista que revolucionou as práticas para um tratamento mais racional de animais em fazendas e abatedouros; Sonita Alizadeh, uma rapper e ativista afeganistã que luta contra a submissão da mulher que não tem direito às escolhas do próprio corpo; e Phoolan Devi… que merece ser lembrada de maneira muito especial.

Dona de uma das história mais chocantes, Phoolan é uma indiana que nasceu na casta shudra, a mais baixa dentro do hinduísmo. A menina casou-se com apenas 10 anos, quando não sabia nem quem era si mesma, e foi levada para a casa de seu novo marido. Após ser violentada diversasvezes, a pequena adoeceu e o marido a devolveu para seus pais. Desse modo, Phoolan trouxe desonra à sua família. Não admitia-se que se falassem sobre ela. Mais tarde ela acaba arrumando confusão e é expulsa da vila.

Sem rumo, a pequena e corajosa Phoolan viajou de vila em vila, passou por violência atrás de violência… Mas a menina mais uma vez não deu o braço a torcer e espalhou a notícia dos abusos que sofreu, o que não poderia ter sido pior para os acusados. Os homens mandam uma gangue famosa da época matar a garota e ela acabou sendo capturada. Mas diferente do que se imaginava, Phoolan acaba encontrando nesta gangue seu novo lar e até seu par romântico. Ela conta sua história a seus novos companheiros e eles lhe prometem vingança a todos que a maltrataram. E a promessa foi cumprida.

Tempos depois, seu grupo é caçado e a única a sobreviver é Phoolan. Foi poupada para que passasse por tudo novamente. Tomada pela raiva, a moça monta uma nova gangue com o objetivo de dar fim aos estupradores nos vilarejos, sendo reconhecida com nobreza entre as mulheres mais pobres.

Em Ousadas 2, alguns ícones como a atleta Cheryl Bridges, a cantora Betty Davis, muito à frente de sua época, e Nellie Bly, primeira jornalista investigativa, também tem suas histórias contadas. Mesmo com a narrativa pesada, o texto segue com tiradas bem-humoradas e ilustrações maravilhosas que se encaixam muito bem com o tom dos diálogos.

Pénélope Bagieu trouxe uma grafic novel que independe de gênero para ser lida, mas indicada para jovens a partir de 14 anos, pois esses entendem melhor os acontecimentos relatados. Muito bem escrita, a série Ousadas já vendeu mais de 200,000 exemplares só na França.

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Desde sempre os homens falam pelas mulheres, mas hoje elas conseguiram mostrar que todas têm voz própria e lutam dia pós dia para serem ouvidas. Essas mulheres nunca se calaram, mesmo frente a tudo que passaram, e por isso a importância da HQ. Ousadas 2 funciona como inspiração para jovens e senhoras quebrarem padrões impostos por homens, revelando a força feminina em seu auge.

A editora NEMO, como sempre, acertou em cheio na escolha da publicação. O quadrinho, além de lindo, deixa claro quem fez e faz as regras.

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