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Games

Especial Fim de Ano – O que você *precisa* jogar antes de morrer

Ana Carolina Von Daben

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LOJA DC 4

Fala aí, galerinha linda, nossos leitores e leitoras da sessão de GAMES da Cabana do Leitor! 2015 já tá no late game e estamos todos ansiosos na fila de espera pra esse 2016 que com certeza vai ser uma partida e tanto! Porém, enquanto o novo ano não começa, eu (Dabs) e o Edu decidimos fazer duas matérias especiais pra vocês, algo mais parecido com uma conversa boa de bar entre fãs apaixonados por esse hobby de jogos eletrônicos, pra descontrair e também pra vocês nos conhecerem melhor, conhecerem nossos gostos – e claro – , pra interagir com vocês e estreitarmos os laços dessa família que queremos que seja a equipe do CDL e vocês, leitores.

Edu vai dar pra vocês as dicas do que rolou de bom nos games em 2015 nesse review muito f—daora aqui! 😀 Super recomendo dar uma olhada pra saber o que pegar de novo pro seu PC, PS4 ou Xbox One. 😉

Já eu sou das nostálgicas, tenho que admitir. E das pobres também (heh :v), sem Xbox One, sem PS4, então gosto muito de rever títulos mais antigos e recomendar alguns clássicos que, na minha humilde opinião, todo gamer deve ter o direito de jogar para se encantar principalmente com a beleza e genialidade dos roteiros que te prendem ao ponto de você chorar e não saber o que fazer da sua vida quando o jogo termina. Sendo assim, trago pra vocês as minhas dicas de Jogos (Franquias, na verdade rs) Para Zerar Antes De Morrer!

Bioshock (Irrational Games, 2007-2013)

Poster de Bioshock 1; Big Daddy e sua Little Sister

Poster de Bioshock 1; Big Daddy e sua Little Sister

Eu ponho minha mão no fogo: a franquia de Bioshock possui o melhor roteiro de games de todos os tempos. Para quem é fã da série e acompanhou de perto também o universo das DLC’s (“delícias”? ( ͡° ͜ʖ ͡°) ui! :v) e do livro Rapture, é quase impossível de acreditar que a história foi escrita na ordem em que os jogos foram lançados – e ela foi.

As histórias dos três jogos principais aparentemente têm pouco ou nada em comum. Vamos lá: ninguém botou fé no início que, depois de dois jogos passados na icônica e claustrofóbica Rapture, a cidade construída no fundo do mar, Bioshock Infinite daria certo num local completamente diferente: Columbia, a cidade suspensa nas nuvens, mas Ken Levine e sua equipe conseguiram entremear as histórias e ligar todos os pontos dessa narrativa com tanta maestria, que o final de Bioshock Infinite, terceiro título da série, simplesmente explode seu cérebro com o discurso final da maravilhosa Elizabeth – outro ponto positivíssimo do jogo; uma sidekick com vida própria que te ajuda de verdade e que você aprende a amar.

Esse foi o segundo cosplay de Elizabeth que eu fiz <3 É, sou eu mesma na foto XD Clica nela pra ver mais!

Achou que o final de Infinite era demais pro seu coração? Ha-ha-ha… Ainda tem as duas DLC’s “Burial At The Sea”, em que a antes doce Elizabeth retorna agora como uma calejada femme fatale para tratar de assuntos mal resolvidos em nada mais, nada menos que Rapture!

A franquia é cheia de plot twists que vão te deixar boquiaberto, personagens capazes de conquistar sua simpatia ou mesmo seu coração com muito pouco, e não se engane pelo tom festivo do final dos anos 50: quase o tempo todo, Bioshock te colocará frente a decisões chocantes que revolvem seu conceito de “moral e ética”. Jogando contra Andrew Ryan, o criador de Rapture, ou como um Big Daddy louco para reencontrar sua pequena protegida Little Sister, ou como um decadente caçador de recompensas que recebe a missão mais inesperadamente louca de sua vida, Bioshock é uma franquia que irá te arrebatar.

Destaque: uma trilha sonora instrumental triste e lindíssima, que capta a essência da solidão no fundo do mar. (Eu tenho em vinil, do box da edição de colecionador!! <3)

Mass Effect  (Bioware, 2007 – 2012)

Trilogia Mass Effect – Poster com todos os personagens do crew da Normady, sob o comando da Comandante Shepard. Acima, dois dos vilões da franquia.

Aviso: vou tratar Shepard sempre como mulher porque 1) eu fiz minha personagem mulher 2) ela fica muito fucking badass e fofa ao mesmo tempo 3) sabiam que, no planejamento inicial de Mass Effect, antes de se colocar o sistema de escolhas, Shepard seria uma personagem do gênero feminino? 😀

Você liga seu videogame pronto para um FPS espacial futurista cheio de ação em guerras interplanetárias e viagens em hiperespaço com um crew de seres das mais diversas raças e origens, tudo no melhor do estilo sci-fi… você só não espera simplesmente acompanhar toda a jornada da Comandante Shepard, o primeiro ser humano a alcançar o cargo de Espectre (mais alta patente militar dentro da aliança galáctica), desde o mais tenro início e em cada decisão que a comandante toma, a ponto de se afeiçoar tanto pela personagem principal que… meu… T.T …Os caras da Bioware conseguem quebrar seu coração a cada jogo. (Melhor game de space opera T.T <3 Ever.)

Sério: se tem uma coisa que a parceria entre EA e Bioware trouxe de bom foi esse estilo de jogo ultra interativo. Em Mass Effect, você constrói absolutamente toda a história de Shepard, escolhendo desde aspectos físicos como gênero e aparência, até a história de sua infância, de seu trabalho como militar, sua reputação e personalidade. E não pense que tudo isso se restringe somente à tela de criação de personagem: ao longo do jogo, cada diálogo com personagens possui diversas opções de resposta que modelarão aos poucos como Shepard se relaciona com outros seres e como é vista na galáxia.

Pulando agora pra ação: você vai observar o eclipse de toda a vida como conhecemos, despontando ali no horizonte, com uma visão sombria sobre a volta dos Reapers, uma raça de máquinas alienígenas que a cada 50 mil anos destrói quase toda a vida orgânica existente, e que todos acreditam que sejam apenas uma lenda… E ninguém vai acreditar no que você diz – como confiar numa raça tão infantil, selvagem e cheia de superstições como os humanos? Mas sua convicção e seu senso de dever para com a galáxia a farão embarcar praticamente sozinha nessa aventura, somente acompanhada pelo fiel crew de sua nave, SSV Normandy SR-1. No meio do caminho, poderá fazer grandes aliados ou preocupantes inimigos, e você quebrará as regras muitas vezes pra seguir lutando pelo que você acredita! Você será aclamada como heroína muitas vezes, e desacreditada muitas vezes mais, e terá que ser não somente uma grande guerreira, mas também uma grande diplomata. Você pode não ser a heroína que a galáxia quer, mas no momento, você é a heroína que a galáxia precisa. E você vai fazer o que quer que seja necessário para chutar a bunda desses Reapers de volta pro buraco de onde vieram e deixar seus amigos – sua família – em paz e segurança novamente.

Destaque: se tem uma mensagem que Mass Effect passa, é sobre aceitar e conviver com as diferenças. Você não somente lida com seres das mais diversas raças; independente do gênero que você tenha escolhido pra sua personagem, Shepard pode se apaixonar tanto por homens como por mulheres, terráqueos ou alienígenas. (E ela é uma galanteadora e tanto… 😉 )

Chrono Cross (Squaresoft, 1999)

Chrono Cross - Serge e Kid, dupla principal do jogo

Chrono Cross – Serge e Kid, dupla principal do jogo

Existem jogos que são simplesmente insuperáveis.

Existem tramas que marcam massas e massas de pessoas por uma vida inteira, qu são capazes não só de entreter, mas de encantar, de te fazer refletir sobre muitos aspectos da vida e eu não estou brincando e nem exagerando quando falo isso.

Você passa tudo isso ao jogar Chrono Cross.

Me lembro de ter encontrado o CD por acaso quando tinha lá meus 8 anos de idade e comprei-o para o saudoso Playstation 1, sem muitas expectativas. Estava começando a entender bem as coisas em inglês e demorava um bocado para traduzir os textos maiores do jogo – com uma linguagem formal digna de “thou” e “cerulean skies” -, mas cada. Mínimo. Segundo. Valeu. A pena.

Chrono Cross, eu sempre digo, é a joia escondida dos RPGs da Square – mestra em aventuras em mundos fantásticos. Sucessor do famoso Chrono Trigger, tem um visual e uma pegada mais maduros, um trabalho esteticamente notável para os gráficos do PS1. Você acompanha a história de Serge, um rapaz de 17 anos do humilde vilarejo de Arni que só quer caçar algumas escamas de dragão de komodo para sua amiga (let’s face it: ele super curte ela e ela corresponde XD), Leena. Entretanto, ao chegar à beira da praia, Serge começa a ter visões estranhas e acaba por desmaiar, acordando num local exatamente como o que caiu, porém num mundo em que ele teria morrido aos 7 anos de idade e, portanto, não existe.

Desesperado e confuso, Serge tentará encontrar uma forma de voltar para sua dimensão, mas sua jornada será muito mais longa e épica do que o rapaz jamais imaginaria para um rapaz de um vilarejo de pescadores. Serge se tornará parte de guerras e grandes dívidas históricas e profecias muito maiores que ele, descobrirá Grandes Dragões Anciões que não foram extintos e tanto terá a ajuda deles como terá que lutar contra eles. Você irá invadir navios pirata, transitar por pântanos tóxicos, lutar com hidras, trocar de corpo com seu maior inimigo e até mesmo adentrar dimensões paralelas onde suas escolhas em outros mundos levaram a um futuro apocalíptico, e você aprenderá com cada personagem que encontrar o valor da amizade, a importância de não se deixar corromper pelo poder, a responsabilidade sobre as escolhas que fizer e o respeito por tudo que é vivo.

Uma aventura épica em mundos de diversas dimensões fantásticas com paisagens das mais estonteantes e um final de arrancar lágrimas de felicidade e nostalgia (mini spoiler: você vai se lembrar de Chrono Trigger e querer abraçar a tela enquanto explode em lágrimas), Chrono Cross é, na minha opinião, o jogo mais belo e completo de todos os tempos que MERECE MUITO um remake por parte da Square para as novas gerações de consoles; uma história que merece atravessar não só o tempo, como também as dimensões – exatamente como as amizades e o amor entre os personagens.

Destaque: Deu pra perceber que eu sou MUITO FÃ de trilhas sonoras, né? XD E Yasunori Mitsuda é meu grande amor no mundo dos games, junto com Akira Yamaoka e Koji Kondo. Toda a trilha sonora de Chrono Cross é maravilhosamente harmonizada com o momento do jogo, e tanto vai te fazer rir quanto vai arrancar boas lágrimas de você. (Afinal, uma aventura épica pede um som épico, né? ^^)

 

Espero que tenham curtido as dicas e se interessado mais por esses jogos que marcaram tanto minha história como gamer e como pessoa também. Se quiserem conversar mais sobre eles ou sobre qualquer outro que você acha que também é digno de configurar na lista de “Zerar antes de morrer”, conversa com a gente lá na página e no grupo da Cabana do Leitor no Facebok. Eu e o Edu certamente adoramos conversar sobre jogos! XD

Ótimo final de ano pra todos vocês! Fiquem ligados nas novidades da CDL em 2016! ;D
#Dabs

Ana Carolina Von Daben
Se não veio ninguém do futuro te impedir de fazer algo dizendo que vai dar ruim, então por quê não fazer?
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