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Especial “Piano Vermelho” | Semelhanças e diferenças com o livro “Caixa de Pássaros”

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Ontem publicamos aqui a resenha do novo livro do autor norte-americano, Josh Malerman, “Piano Vermelho”, para dar início a semana especial sobre a história, promovida pela editora Intrínseca junto com os parceiros.

Para quem ainda não associou o nome do autor, Malerman é conhecido pelo seu famoso thriller de tirar o folego “Caixa de Pássaros”. E sem dúvidas o autor utilizou muito da receita que fez do livro um sucesso para escrever o recente thriller psicológico. Por esta razão, este post é especial para apontar as semelhanças e diferenças entre os dois títulos do autor.

Vamos lá?

Narrativa

Para começar, algo que logo que iniciei a leitura de “Piano Vermelho” me fez lembrar de “Caixa de Pássaros” foi a narrativa. Ambos são narrados em terceira pessoa e fazem uma viagem no tempo apresentando capítulos intercalados entre o presente e o passado, como forma de contextualizar as informações e também deixar as histórias muito mais dinâmicas. Esse é um ponto muito difícil de ser feito, pois o autor tem que saber levar a história e juntar os acontecimentos para não ficar um vai e vem sem sentido. Isso Malerman consegue fazer perfeitamente bem, e as vezes te faz pensar: Por que ele não faz o livro só com o passado e outro só com presente? Quero mais desse momento!

O clima de mistério:

Em ambos os livros, Josh usa e abusa do mistério, finalizando os capítulos bem quando ele atinge o clímax e faz o leitor correr desesperadamente para próxima página. Às vezes o mistério é tão intenso que dá até um certo medo só imaginando a cena. Por diversas vezes isso aconteceu enquanto lia “Caixa de Pássaros” e “Piano Vermelho”.

Sensações:

Uma coisa é certa: é impossível ler um livro desse autor e não sentir nada durante a leitura. A escrita é detalhista no ponto certo, isso é importante, porque transmite ao leitor todos os sentimentos que ali na história estão. Tenho que confessar que depois que li “Caixa de Pássaros” ficava um pouco receosa toda vez que abria os olhos, sentia que algo estava me observando. E com “Piano Vermelho” não foi muito diferente. Durante a leitura senti certos medos e comecei a achar que estava ouvindo sons demais. Não é exagero, é exatamente essa sensação que sentimos quando lemos os livros de Josh Malerman. Uma experiência incrível.

Cenário:

Tanto em “Caixa de Pássaros” como em “Piano Vermelho”, Malerman trabalha com poucos cenários, na realidade ele foca em apenas 2, e são neles que o autor concentra o desenrolar da história. No caso do primeiro, boa parte se passa dentro de uma casa totalmente fechada e é intercalado com as ações que acontecem no rio. A mesma coisa acontece no segundo, o mais recente da história acontece dentro de uma clínica/hospital, enquanto o passado acontece no deserto. O autor explora muito bem dos dois ambientes que ele escolhe para desenvolver a história.

As diferenças entre um livro e outro são mais na construção do enredo, afinal “Caixa de Pássaros” é sobre um mundo mais assustador, com um cenário mais moderno e que de certa forma remete muito a um filme de terror, enquanto “Piano Vermelho” acontece em uma época não muito longe da Segunda Guerra Mundial, e o seu cenário dá uma ideia de ficção cientifica, dos experimentos médicos com humanos. O foco nos personagens também é uma diferença entre os dois títulos. Enquanto no primeiro livro do autor temos apenas uma protagonista, Malorie, no segundo, Josh procura explorar não só Philip, mas também dá bastante espaço para a enfermeira Ellen.

Quem gostou de “Caixa de Pássaros” sem dúvidas irá gostar de “Piano Vermelho”. Tá que os finais são um pouco diferentes. Um é aquele mistério e “finais felizes nem sempre existem”, e o outro é um clichê feliz, mas com pitada de mistério. De qualquer forma, quem se apaixonou pelas aventuras e sentimentos que Josh Malerman propôs no primeiro livro não terá dificuldade de mergulhar e se envolver no segundo.

LOJA DC 4

Apaixonada por histórias de época e com o sonho de viver em cada página que lê. Uma jornalista fascinada no mundo da literatura.

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