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Especial Stephen King | O Bazar dos Sonhos Ruins – part. 2

Bárbara Allen

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LOJA DC 4

Hoje é o último dia do nosso mini especial Stephen King –  O Bazar dos Sonhos Ruins. Já falamos algumas curiosidades do autor, comentamos um pouco sobre o processo de criação do livro e agora chegou a vez de falar de alguns dos contos que formam o livro.

Para começar, selecionei 8 histórias. Então, vamos lá saber um pouco mais.

Vamos falar um pouco sobre Milha 81, o primeiro conto do livro. A história é bem diferente do que ela aparenta ser, com o início calmo e com crianças envolvidas, um pouco característico do autor. Mas a história ganha vida e se transforma em uma van suja de lama que come pessoas. Sim, é bem bizarro e parece coisa daqueles filmes trash, porém foi muito gostoso ler esse conto logo de cara e ele fica melhor ainda para aqueles que não tem uma afinidade com a escrita do King.

O segundo conto é Premium Harmony, não é de todos o melhor do livro, porém tem um andamento muito interessante e que flui de forma que quando você percebe, já acabou. Além disso ele é um grande mistério que mesmo quando acaba deixa aquele gostinho de quero mais. A história se desenrola com um casal em que a mulher acaba morrendo de ataque cardíaco no meio do supermercado.

A duna, é o terceiro conto da minha listinha, e digo que se tornou um dos meus contos favoritos. Ele é bem característico do King, porém sem as bizarrices. É um terror com suspense e mistério, e o melhor é que é uma história que quando lemos conseguimos imaginar toda a situação. E o final? Nossa que final, surpreendente. Vale cada linha!

Seguindo essa ordem de contos favoritos, o segundo da minha lista é Garotinho Malvado. Não é uma história maravilhosa, porém é outra história muito fácil e interessante de imaginar, e diferente de A duna, ele mexe muito com o leitor durante a leitura. Ódio, raiva, revolta, pena, vontade de entrar no conto e dar uns tapas na cara de alguém. É brilhante quando uma história desperta essa sensação no leitor. Tudo isso por conta de um menino malvado que é capaz de matar sem dó nem piedade.

Uma morte também é outro conto que faz o leitor questionar o que está lendo. É uma escrita fria e seca, meio diferente do habitual do King, porém deu muito certo. O fato de ser fria e direta torna a história ainda mais crítica. A história é sobre um homem acusado de matar uma jovem na floresta, mas o mesmo jura de pés juntos que não matou. Sua sentença é a forca, mas será mesmo que ele matou?

Não é só de favoritos que se faz uma lista, certo? Então, Ur entra para a lista dos não favoritos. O enredo é um pouco lento demais para um conto, as coisas demoram a acontecer. O início, por exemplo, é muito focado na tentativa do personagem aceitar a tecnologia e depois se habituar a ela. A história é sobre um professor que entra na era tecnológica ao “aceitar” o Kindle em sua vida.

Para terminar, um dos contos que mais mexeu comigo, não significa que é o melhor, foi Herman Wouk ainda está vivo. Mas por que mexe tanto? Simplesmente porque King tirou de um acontecimento real, e como todo mundo da situação estava morto, só restou a imaginação do autor entrar em ação e nos dar uma situação bem ruim sobre o que realmente aconteceu naquele momento. A história narra o que pode ter levado à morte de duas mulheres e três crianças com menos de 6 anos.

Esse é só um pouquinho do mundo inimaginável e tenebroso que Stephen King é capaz de transportar o leitor. Para quem ainda não teve oportunidade para ler algo do autor, O Bazar dos Sonhos Ruins é uma ótima opções para começar.

Bárbara Allen
Apaixonada por histórias de época e com o sonho de viver em cada página que lê. Uma jornalista fascinada no mundo da literatura.
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