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The Umbrella Academy chega em seu segundo ano na plataforma de Streaming Netflix, série que teve sua estreia na plataforma em fevereiro de 2019 e logo se tornou um verdadeiro sucesso entre os assinantes.

Uma coisa chama muita a atenção nessa série, o que teria a ver Gerard Way com Watchmen? Ainda não parou pra pensar nisso? Vem comigo que eu te explico.

O vocalista da banda My Cheminical Romance, Gerard Way de 43 anos, sempre gostou de historias em quadrinhos e aos 16 anos em 1993, escreveu sua primeira história On Raven’s Wings, publicado pela Hart D. Já em 2007 Gerard começou a escrever as histórias em quadrinhos The Umbrella Academy. Way escreveu a história e ilustrou a versão original, Apocalypse Suite, junto ao cartunista brasileiro Gabriel Bá. Apocalypse Suite foi lançado pela Dark Horse Comics.

Desde então sua paixão pelas historias em quadrinho cresceram, então durante uma entrevista em 2015, Way foi perguntado seWatchmen teve um grande impacto na sua vida, ele claramente respondeu:

“Sim! Watchmen teve um grande impacto. Na verdade, acho que teve um grande impacto na vida de todo mundo que leu!”

Na primeira temporada de Umbrella Academy vemos muitas coisas em comuns entre as duas obras, vamos listar algumas:

  1. Ambas as histórias começam com o fato de que nossos personagens principais eram uma equipe de super-heróis, mas com o tempo eles se separaram e mudaram suas vidas. Alguns usaram seu status anterior para ganhar fama, como Alison e Veidt, enquanto alguns se tornaram/continuaram a ser vigilantes como Rorschach e Diego.
  2. Ambas as histórias começam com a equipe se vendo novamente pela morte de uma figura significativa dos dias de super-heróis. O Comediante em Watchmen, e Reginald em UA. Indo mais longe, ambos parecem semelhantes. Reginald não era um bom pai, e o Comediante era… Bem… Você sabe. Além disso, alguns dos personagens acreditam que há mais na história de sua morte. Rorschach acreditava que alguém estava caçando supers, enquanto Luther acreditava que a morte de Reginald era estranha e que ele foi assassinado.
  3. Ambas as histórias apresentam um personagem anteriormente importante no passado das equipes, mas agora está morto e é menos relevante. Capitão Metrópolis e outros heróis anteriores estão mortos/desaparecidos no presente tempo em Watchmen, enquanto Ben está morto em Umbrella Academy.
  4. Ambas as histórias também (um pouco rapidamente) estabelecem o fato de que há uma condenação iminente sem esperança de parar. No entanto, mesmo com essa tensão e pressão conhecidas, os personagens principais ainda seguem com suas vidas pessoais e conflitam entre si.
  5. Nem todos estão felizes em se ver. Diego e Luther nunca se dão bem, Klaus não quer estar lá, etc. Rorschach e Spectral não são muito amigáveis, Dr. Manhattan explode Rorschach, etc.
  6. Os vigilantes, Rorschach e Diego (de UA), estão no lugar errado, na hora errada na cena de um assassinato e são presos.
  7. Super-heróis são falhos. Em nenhum dos trabalhos, os super-heróis são exemplos. Esta é uma crítica proposital da perfeição de (alguns) super-heróis.
  8. O apocalipse/tragédia acontece inesperadamente mesmo quando os personagens descobrem o autor e milhões de vidas são perdidas.
  9. Durante a sequência de explosão, personagens são mostrados abraçando-se uns aos outros enquanto a morte inevitável os cerca.

Em 2008 banda foi convidada à fazer um cover da música Desolation Row de Bob Dylan, para o filme de Zack Snyder que estrearia em 2009. Aconteceu que o longa foi um sucesso de critica e o cover de Dylan feito pela banda foi esplendido. Já a banda e os trabalhos artísticos ajudaram Gerard a lidar com depressão, alcoolismo e uso de drogas.

Segunda temporada de The Umbrella Academy tem estreia marcada para o dia 31 de julho.

Publicitário, nerd, apaixonado pelo mundo dos games, fascinado pelo mundo do cinema. “Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão.”

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cinema

Crítica | Os 7 de Chicago “falha em transportar o roteiro para a tela”

O recorte de Sorkin soa muito mais como um apelo por empatia sem justificativa e nem razão narrativa para existir.

Davi Alencar

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O ano é 1968 e os Estados Unidos fervilham com o ritmo da sangrenta Guerra do Vietnã. Em meio a esse ambiente, movimentações estudantis começam a agir contra o recrutamento de jovens para o campo de batalha. Os 7 de Chicago, novo lançamento de Aaron Sorkin pela Netflix, conta a história de sete réus acusados de conspiração, formação de quadrilha e incitação de revolta pelo governo estadunidense ao organizar uma manifestação que não acabou nada bem.

O filme marca a segunda tentativa de Sorkin na direção e visivelmente pega emprestado muito da estrutura de A Rede Social (David Fincher, 2010), filme no qual ele é roteirista. A tática de se apoiar em um julgamento para desenrolar fatos passados é interessante, mas ele não consegue obter o mesmo êxito de Fincher e falha em trazer para a tela a complexidade e o ritmo que seu roteiro inspira.

Infelizmente, essa parece ser a sina do diretor. Enquanto sua habilidade de escrita é impecável, principalmente o modo que ele usa os diálogos para arquitetar o desenrolar de uma cena, sua proficiência em coordenar a estética e a linguagem do filme são bem rasas. Seu trunfo é sempre a fala e a impressão que fica é de que suas histórias só funcionam efetivamente como cinema quando tem alguém para “controlá-lo”. Em suma, sua dificuldade é transformar o roteiro em fotografia.

Essa conclusão é bem frustrante já que tanto o cenário quanto a história que escolheu contar são fascinantes. O Vietnã foi um período muito marcante dentro do imaginário popular dos EUA e usar isso para evidenciar como a força policial pode ser ainda mais nociva quando defende os interesses do estado tem um significado bem rico. O filme não passa nenhum sinal dessa opressão a não ser quando efetivamente cumpre o clichê.

Inserir algumas imagens reais dos protestos de 68 é o máximo de personalidade que aspira ter. Spike Lee faz algo bem parecido em Destacamento Blood (2020) e, enquanto a sua versão é uma pausa no filme para honrar a imagem e os nomes de negros que morreram em decorrência dessa guerra sangrenta, o recorte de Sorkin soa muito mais como um apelo por empatia sem justificativa e nem razão narrativa para existir.

O final é tão clássico quanto pode. Uma cena com um teor altamente inspirador encerra a obra com uma série de letreiros para indicar o que aconteceu depois. Uma mesma versão disso ocorre no começo, quando cada personagem recebe uma breve descrição em tela com seu nome e função. Isso é uma prova de que nem o roteiro é tão irretocável e, mesmo com sua verborragia, não consegue desenvolver o básico desses seres sem apelar para um recurso gráfico.

Pode-se dizer que um dos seus pouco acertos é na figura do antagonista. O juíz Julius Hoffman é tão odioso quanto alguém que personifica os interesses do estado deve ser. Ele é uma peça chave onde o filme funciona melhor e sabe criar no tribunal esse senso de causa perdida. De uma maneira muito superficial dá para lembrar de Filadélfia (Jonathan Demme, 1993) no embate entre duas forças tão diametralmente opostas.

Os 7 de Chicago é uma grande isca pro Oscar e marca a tentativa da Netflix em vencer mais prêmios. Infelizmente, por mais que a história seja boa, ele não sabe utilizar a cinematografia para criar um resultado favorável e acaba atingindo uma superficialidade decepcionante. Em um paralelo com outro grande lançamento da plataforma, Estou Pensando Em Acabar Com Tudo (Charlie Kaufman, 2020), falta transformar esse amontoado de ideias legais em um filme propriamente dito.

Os 7 de Chicago esta disponível na Netflix.

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cinema

Michael B. Jordan será produtor do novo filme do Super Choque

Nesta sexta-feira (16) a Warner Bros anunciou que a grande estrela Michael B. Jordan será produtor do longa através de sua produtora Outlier Society.

Davi Alencar

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A produção do novo filme de Super Choque começa a ganhar forma. Nesta sexta-feira (16) a Warner Bros anunciou que a grande estrela Michael B. Jordan será produtor do longa através de sua produtora Outlier Society.

O longa anunciado no DC Fandome também terá Reginald Hudlin ao lado de Jordan.

“Estou orgulhoso de ser parte desse novo universo centrado em super heróis negros. A nossa comunidade merece isso.” Disse o ator em uma entrevista para o The Hollywood Reporter. “A Outlier Society se compromete em trazer conteúdos com diversidade dos quadrinhos para todas as demais plataformas e estamos animados pela união com Reggie e a Warnes Bros para esse primeiro passo.”

Super Choque conta a história de Virgil Hawkins, um menino negro que ganha poderes eletromagnéticos depois de ser exposto a um gás desconhecido. Ele tem que experienciar as problemáticas disso se relacionando diretamente com o ambiente urbano que habita.

Fora os dois produtores, inclusive Hudlin está responsável pela próxima série de quadrinhos do heróis, ainda não foi revelado nada da produção. Ao que tudo indica, esse pode ser o início de um novo selo de filmes de herói a Warner, mas ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa.

Mesmo assim, os fãs não deixam de especular e os mais cotados para o papel de Virgil são Jaden Smith (À Procura da Felicidade) e Caleb McLaughlin (Stranger Things).

Por enquanto ainda não há uma data de estreia para as eletrizantes aventuras de Super Choque nas telonas do cinema.

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cinema

A Voz Suprema do Blues | Último filme de Chadwick Boseman ganha posters

Nesta última quinta-feira (15) a Netflix liberou uma série de posters individuais das personagens de seu novo filme, A Voz Suprema do Blues.

Davi Alencar

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Nesta última quinta-feira (15) a Netflix liberou uma série de posters individuais das personagens de seu novo filme, A Voz Suprema do Blues.

Confira a sinopse: Chicago, década de 1920. A tensão só aumenta entre os músicos que aguardam em uma claustrofóbica sala de ensaio a lendária e revolucionária “Mãe do Blues”, Ma Rainey. Atrasada para a sessão de gravação, Ma trava uma batalha com seu produtor e empresário branco em defesa do controle sobre sua música. Enquanto a banda espera, o ambicioso trompetista Levee – interessado na namorada de Ma e determinado a trilhar seu próprio caminho na indústria da música – faz o clima esquentar entre os músicos com uma profusão de verdades e mentiras que mudarão para sempre o rumo da vida de todos.

Com direção de George C. Wolfe e roteiro de Ruben Santiago-Hudson, o filme ainda conta com a produção de Denzel Washington e Todd Black e a trilha do ganhador do Grammy, Branford Marsalis. O elenco é de peso com nomes como Chadwick Boseman, Viola Davis, Colman Domingo, Glynn Turman, Michael Potts, Taylour Paige e Dusan Brown.

O filme foi o último de Boseman antes de partir precocemente por um câncer de cólon. A cereja do bolo de uma carreira irretocável que deixou muitas saudades.

A Voz Suprema do Blues chega na Netflix 18 de dezembro.

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