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“Eu queria escrever livros sobre mulheres que eu conheço” diz Karin Slaughter

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A XVIII Bienal do Livro Rio chegou ao fim, mas as atividades do último dia de evento foram bem intensas e maravilhosas. E claro, o Cabana do Leitor participou de algumas, e uma delas foi o encontro de blogueiros da HaperCollins, que contou com a presença da autora Karin Slaughter.

Karin é conhecida por seus thrillers fortíssimos que mexem como o psicológico do leitor. Uns deles são “Esposa Perfeita” e “Flores Partidas”, que já publicamos resenha aqui, todos os dois publicados no Brasil pela editora HarperCollins com capas belíssimas e que expressam muito bem o que o livro passa.

Voltando ao encontro com a autora, tudo aconteceu apenas para blogs convidados e durou cerca de uma hora, mas foi o suficiente para descobrirmos muita coisa sobre Karin e seus livros. Sem contar que vimos o lado engraçado e simpático da autora. A mediadora do encontro foi Frini Georgakopoulos que fez algumas perguntas e depois passou a bola para quem quisesse perguntar. Um dos assuntos foi sobre o processo de escrita e, curiosamente, ela afirma que sim, ela se isola em cabanas quando vai escrever uma nova história, fica sem telefone e internet, apenas com uma televisão.

Sobre o porquê de escolher temas com mulheres fortes ela explica: “Eu lia muitas histórias de terror quando era mais nova e o que sempre me incomodou é que a figura da mulher sempre estava lá para ser salva ou para dormir com os homens. Então comecei a querer escrever sobre mulheres, não fortes, mas mulheres que eu conheço, queria um livro que eu não achasse para ler. Comecei a escrever livros focados em mulheres que no final não é o homem que a salva, e sim a mulher que se salva”. Sobre sempre apresentar um passado dos personagens, ela diz que é casual ou sem querer que acontece, ela acha importante contextualizar e apresentar ao leitor o porquê daquele personagem ser assim.

Falando no livro “Flores Partidas” ela contou que foi um dos mais difíceis de escrever, não só porque foi baseado em uma história real da década de 80, mas pelo fato dela ter vivenciado de perto a experiência de ter uma irmã que era viciada por muito tempo em metanfetamina, e ela transferiu muito dessa experiência de vida para a personagem. Então ela se via muito na situação. Mas, como ela se sente ao escrever com tanto detalhe as cenas fortes do livro? Essa pergunta também surgiu e a resposta foi: “O medo vem de onde você não conhece, eu sei o plot do livro inteiro, então não tenho medo porque já sei o que acontece”. Mesmo assim ela assumiu que tem vezes que fica tão envolvida no caso que tem de parar e se chamar de volta para terra.

Claro, o Cabana do Leitor também fez a sua pergunta e ela foi específica do livro “Flores Partidas”. Confira:

A personagem Claire é forçada a tomar a frente e resolver tudo, e no final ela sofre uma mudança super drástica de comportamento, que até deixa a Lydia assustada. Isso foi um grito de redenção dela, ou foi algo do tipo “nada do que eu fizer vai ser pior do que o que ele fez”?

– Ela é uma pessoa que tem muita raiva dentro dela. Então eu entendo que a Claire que vemos no início para a Claire que vemos no final é incoerente com as escolhas que faz e com quem ela é e mostra ser. Acho interessante fazer essa reviravolta, essa revelação dela mais forte no final, porque existe uma coisa que as pessoas acham que mulheres muito bonitas tem uma vida perfeita e na verdade não é assim. Então eu quis mostrar isso, porque a Claire parece ter essa vida perfeita, mas não é exatamente isso. E quando eu escrevo personagens novos, eu leio do início ao fim focando nesses personagens para ter certeza que eles estão coerentes do início ao fim, para ter certeza que todas as escolhas que eles fazem ao longo da história fazem sentido a quem eles são.

E se vamos ter série ou filme sobre seus livros, Karin diz que já ofereceu os direitos, porém ainda não existe nenhum projeto a caminho. Triste, não? Já queremos que alguém compre esses direitos!

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Carnaval Fantástico | Fantasias literárias para você se divertir

Una a paixão pela literatura com a festa nos bloquinhos.

Mylla Martins de Lima

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O carnaval é uma das festas mais famosas do Brasil e o mais divertido de tudo é a escolha da fantasia. Viver um dia na pele o seu personagem preferido é fantástico, seja ele um herói dos quadrinhos, um vilão de conto de fadas ou garotas mágicas de um mangá de ação. Nas linhas abaixo você vai poder conferir algumas dicas de fantasias pra lá de criativas.

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1. Sailor Moon

Se a ideia é se divertir em grupo, as defensoras representantes cósmicas são uma ótima opção. A série de mangás Sailor Moon foi originalmente publicada no Japão pela editora Kodansha em 1992, com final da série em 1997. Contudo, ainda faz muito sucesso no meio geek e tem seus mangás trazidos para o Brasil pela editora JBC.

2. Malévola

A grande vilã da Disney também é bem representada no evento, com direito a glitter e paetê. A personagem original da Bela Adormecida ultimamente vem ganhando os holofotes, tendo dois livros adaptados dos filmes e outro da série de vilões publicados pela Universo dos Livros.

3. Khal Drogo e Daenerys

E tem espaço para todo mundo, inclusive para casais. Khal Drogo e a maravilhosa Khaleesi são um exemplo de criatividade. Originalmente lançado em 1996 por George R. R. Martin e vindo para o Brasil em 2010 pela editora Leya, As crônicas de Gelo e Fogo é uma das séries literárias mais queridas dos últimos anos.

Hoje seus direitos estão reservados à editora SUMA.

4. Mulher Maravilha

Um clássico carnavalesco e símbolo do poder feminino não poderia faltar na lista das melhores opções na hora de escolher sua fantasia. A heroína mais icônica de todos os tempos surgiu de histórias em quadrinho publicadas na Era de Ouro, em 1941, pela editora estadunidense DC Comics.

5. O conto da Aia

O sucesso literário e televisivo é uma opção tanto para amigos, quanto para casais ou mesmo carnavalescos solitários. O livro publicado pela editora Rocco é um romance distópico situado na Nova Inglaterra totalitária e fundamentalista cristã em um futuro bem próximo.

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A Magia do Império Disney | Livro descreve trajetória de Walt Disney

Ginha Nader revela segredos sobre modelo de qualidade Disney.

Mylla Martins de Lima

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Por trás de toda a magia das belíssimas animações do Walt Disney Studios existe uma das maiores personalidades do mundo, Walter Elias Disney. Este, responsável pelo primeira longa metragem animado do mundo, é considerado a principal influência até hoje quando o assunto é animação, seja ela filme ou série.

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O livro A Magia do Império Disney é assinado por Ginha Nader, uma das maiores especialistas do mundo falando em Disney. Ela dedicou 40 anos de pesquisa sobre o tema, chegando a participar, inclusive, de vários treinamentos dentro da companhia. A quinta edição do livro publicado pela editora SENAC São Paulo vem com os dados da edição de 2014 atualizados.

A obra aborda desde os segredos sobre o modelo de qualidade e excelência até futuras atrações do parque de Orlando, bem como divulgações de faturamentos atuais, informações do serviço de streamming e muito mais.

Este livro é uma ótima oportunidade para curiosos conhecerem sobre a vida desde a infância de Walt até a criação do grande império.

A Magia do Império Disney é o guia que não pode faltar na estante dos leitores e fãs deste incrível universo mágico.

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Resenha | Deslocamento – Um diário de viagem

Um best-seller sobre o medo da velhice e seu descaso.

Mylla Martins de Lima

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A quadrinista novaiorquina Lucy Knisley presenteou a todos com essa HQ linda publicada pela editora NEMO, selo da editora Autêntica, em 2017.

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Trata-se de uma autobiografia ilustrada sobre uma viagem que Lucy fez junto à seus avós. Esses planejam uma viagem de navio, o que deixa seus filhos muito preocupados por ambos estarem na casa dos 90 e muito debilitados. Lucy, com seus 27 anos, mostra interesse em acompanhá-los no intuito de fortalecer laços com o casal e, possivelmente, tirar uma boa história dessa aventura.

Já no primeiro dia da viagem, Lucy descobre a fragilidade da vida no fim da terceira idade, quando seu avô, antes aviador e soldado na segunda guerra, aparece com dificuldades como incontinência e restrição na locomoção, enquanto sua avó não a reconhece. Os dois idosos precisam constantemente de sua ajuda mesmo durante as atividade mais simples, como tomar seus remédios ou escolher seu almoço.

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Quando mais jovem, Allen, seu avô, escreveu um livro de relatos sobre sua vida na guerra e o mesmo presenteou sua neta com um exemplar. O carinho pelo livro é tão forte que, dentro da história, algumas lembranças de seu avô também são ilustradas à medida que Lucy o lê. A menina faz de tudo para tornar a viagem especial, mesmo que ela tenha que se desdobrar para fazê-los aproveitar o máximo.

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Longe de ser um livro pesado, Deslocamento é emotivo por sua sensibilidade. Ele oscila entre a atmosfera triste da velhice e a onda tropical caribenha. É nessa explosão de descobertas que Lucy acaba desvendando a si mesma além de ter maior entendimento sobre assuntos relacionados à família, à idade e à morte.

A autora-personagem aborda questões pertinentes além das relacionadas a Allen e Phyllis, como formação acadêmica, expectativas, generosidade e até egocentrismo. Tudo isso colabora para o crescimento pessoal de Lucy durante os 10 dias em auto mar.

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Sem se prender a quadros, a autora opta por formas mais livres com letreramentos inventivos, o que garante mais fluidez ao texto. Com ilustrações coloridas, garante menos melancolia nas parte sentimentais. É impossível que seu público não saia de coração quentinho pós o término do quadrinho.

A relação do ser humano com o envelhecimento sempre foi deixada em segundo plano e Deslocamento vem para mostrar a gravidade desse tipo de pensamento.

Saber lidar com a terceira idade é importantíssimo, um tema como esse deve ser lido por todos.

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