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Fena: Pirate Princess | Primeiras impressões

Lua Pereira
Por
Lua Pereira
Redatora, dedicada ao universo otaku desde 2021. Apaixonada por shounens, seinens e animes de terror, e defensora fiel da teoria de que gritar o nome do...

A Crunchyroll lançou no dia 15 de agosto o anime “Fena: Pirate Princess”. Uma obra original em parceria com a Adult Swim.

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É comum que ao ouvir esse nome, você espere que o anime seja intenso e cheio de violência, assim como os cartoons que a empresa produz, mas Fena vai na mão contrária desse movimento e entrega um shoujo relaxante e equilibrado.

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A história acompanha Fena, uma órfã que não lembra de muitas coisas da sua infância. Ela é criada em um bordel como uma prostituta, mas decide fugir. Com a ajuda de alguns amigos ela se refugia na Ilha Goblin e descobre um mistério acerca da vida de seu pai e consequentemente de sua própria vida. Fena então, decide ir ao mar com sua tripulação pirata e desvendar esses segredos.

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Lendo a sinopse, o anime parece muito básico e clichê, mas quando você senta para assisti-lo e os episódios vão passando, fica nítido que a história tem potencial para ser uma boa obra de aventura e romance.

Fena, a personagem principal é fofa e carismática, seu jeito inocente e desbravador ajudam a manter a atmosfera de um shoujo, com pitadas de aventura. Os personagens secundários são bem apresentados, suas habilidades e personalidades ficam explícitas de maneira natural.

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O romance é bem típico de um shoujo, lento e inocente, é bem provável que no fim dessa temporada o máximo que aconteça entre o casal principal é um abraço ou mãos dadas na proa do navio pirata, ao pôr do sol.

Já as lutas tem seus altos e baixos. Durante os três primeiros episódios não é possível temer pela vida da Fena, mesmo com os planos dando errado, é óbvio que nada de mal vai acontecer a ela o aos seus amigos. A tensão nem sequer é construída para pensarmos algo assim.

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A coreografia das lutas é bonita, os personagens parecem dançar em cena, e Yukimaru (interesse amoroso e amigo de infância de Fena) ganha mais destaque nesses momentos, uma forma de nos fazer simpatizar com ele, já que o personagem é tímido e não fala muito nos poucos momentos em que aparece.

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Um ponto negativo é que o background inicial da Fena não parece impactar a história de nenhuma maneira. Fena cresceu em um bordel, sua virgindade foi vendida para o homem mais rico da ilha, e nos é mostrado como todas as mulheres, não apenas Fena, são tratadas como objetos. Mas isso não faz diferença nenhuma na personalidade da personagem ou na história em geral.

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Em um momento ela diz como odeia homens e não confia neles (apenas em Yukimaru), em outro está fugindo com dois homens que ela acabou de encontrar, e com quem possui uma vaga memória, com ambos trabalhando como servos da sua família. Além de fazer amizade e confiar muito rápido em homens que acabou de conhecer na Ilha Goblin, saindo em uma aventura porque um deles disse que essa era a vontade do pai da Fena e o destino da própria.

A menos que esse tema das mulheres como produto e obrigadas a serem submissas e o trauma da personagem sejam mais aprofundados nos próximos episódios, a história do episódio inicial será totalmente descartável.

Os três primeiros episódios passam voando e é possível ver que mesmo com muitas lacunas entre presente e passado, o sentimento dominante é de que a história só está começando e que essas preocupações vão ser esclarecidas pelo roteiro com o decorrer da trama.

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Fena: Pirate Princess tem tudo para ser um ótimo anime, a única coisa que precisa é de um bom desenvolvimento. Vamos esperar para ver se ao final dos 12 episódios o anime vai nos trazer essas qualidades.

Você pode acompanhar Fena: Pirate Princess pela Crunchyroll.

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