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Segundo o autor da mundialmente famosa saga de livros que inspiraram a série produzida pela HBO, Game of Thrones, os próximos e últimos volumes de As Crônicas de Gelo e Fogo não sofrerão influência alguma do rumo tomado pelo seriado de TV.

O The Observer chegou a perguntar a George R. R. Martin (escritor das obras) sobre a série ter interferido em seus planos iniciais para os romances, ao que o autor respondeu com a seguinte declaração:

“Não, não é verdade. Isso não muda absolutamente nada

Os comentários de que talvez Martin fizesse um final para seus livros parecido com o desfecho que teve a série surgiram porque Game of Thrones acabou em maio, enquanto as obras originais não mostram avanço significativo desde 2011, época em que foi ao ar a primeira temporada do seriado. O último volume até então publicado é A Dança dos Dragões e a expectativa é que Martin termine os dois livros prometidos, acabando por revelar os mistérios da saga.

Além disso, o autor já revelou que não gostou do desfecho escolhido para a história e que, na verdade, desde o início de Game of Thrones ele não se sente mais tão confortável para continuar com o arco principal de As Crônicas de Gelo e Fogo.

Eu não acho que [a série de TV] foi muito boa para mim”, admitiu o escritor. “A mesma coisa que deveria ter me acelerado, na verdade, me atrasou. Todos os dias eu me sentava para escrever e mesmo que tivesse um bom dia … me sentiria mal porque estaria pensando: “Meu Deus, tenho que terminar o livro. Eu só escrevi quatro páginas quando deveria ter escrito 40.’”

Talvez agora, com o fim da série Game of Thrones, Martin volte a escrever e termine os últimos dois livros da saga que já estão sendo aguardados pelos fãs a tanto tempo.

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Resenha

João e Maria

Livro: o prestigiado Neil Gaiman e o incrível Lorenzo Mattotti se encontram para recontar um clássico.

Mylla Martins de Lima

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Capa Cabana do Leitor

João e Maria é uma adaptação de um dos contos dos Irmãos Grimm feita por Neil Gaiman e ilustrada por Lorenzo Mattotti. O livro foi trazido para o Brasil através da editora Intrínseca em 2015.

Embora todos conheçam a história, revisitá-la vale muito a pena, pois um olhar menos infantil acaba tornando tudo mais chocante. As ilustrações de Lorenzo fazem com que essa experiência seja ainda mais tensa, enquanto a escrita de Gaiman apresenta toques pessoais muito sutis.

Não houve mudanças extremas durante a narrativa e o clássico só ganhou olhares mais maduros, sem interferir na personalidade dos personagens. O foco é na crueldade dos pais e da ”bruxa”, que sofre uma repaginada e é apresentada em uma versão mais realista, sem muita fantasia e misticismo, como uma senhora canibal e exploradora. Reler desse ponto de vista é realmente perturbador.

“As crianças dormiam em montes de feno. Os pais, em uma cama antiga que pertencera à avó do lenhador. João acordou no meio da noite com uma dor aguda e vazia na barriga, mas não disse nada, porque sabia que tinha pouca coisa para comer. Ele manteve os olhos fechados e tentou voltar a dormir. Quando dormia, não sentia fome”

Um lenhador e sua esposa com dois filhos vivem em uma cabana muito próxima à floresta. Apesar do estilo de vida humilde, sem qualquer tipo de luxo e muito trabalho braçal do homem, a comida nunca faltou. Foi quando a guerra se instaurou no local que veio a escassez, e com ela, a fome.

João foi quem ouviu os planos da mãe de ”esquecê-los” na floresta, pois seria mais fácil sobreviver dois que quatro. Essa é uma das cenas enfatizadas por Gaiman. Apesar de contestar de primeira, o pai logo se cala, mostrando-se submisso à loucura da mulher, levando seus filhos para um ”passeio” assim que acordaram.

”Somos quatro — disse a mãe. — Quatro bocas para alimentar. Se continuarmos assim, vamos todos morrer. Sem as bocas a mais, eu e você teremos chance.

[…] — Se você não comer —  respondeu a mulher — , não vai conseguir brandir o machado. E, se não conseguir cortar uma árvore ou levar lenha para a cidade, todos morreremos de fome. É melhor morrerem dois do que quatro. É só questão de matemática, uma questão de lógica”

O final desse conto todos já devem saber, mas o desenrolar dela pelas palavras de Gaiman é realmente impressionante, destacando as horas de medo e descrença, como é o caso da argumentação tão fria da mãe que convence seu marido a sacrificar seus filhos em troca de sua própria sobrevivência.

Nas últimas páginas do livro, uma contextualização do conto ao longo do tempo é feita. É muito interessante a causa de sua transformação! A crueldade não se restringe à ficção, já que no medievo, durante a Grande Fome, famílias simples como a do livro, costumavam abandonar seus filhos ou pior, alimentarem-se da carne deles. A prática de canibalismo era muito comum nesse período.

Essa edição é muito bonita e sua ilustração a torna ainda mais incrível, dando um clima medonho ao que já faz parte de um cenário de horror, mas que a mente inocente infantil não entendia.

Um presente aos fãs de Gaiman e um convite para aqueles que não conhecem o autor.

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HQs

Resenha | Aprendendo a cair

Uma belíssima grafic novel comovente e com diálogos sem filtro.

Mylla Martins de Lima

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A editora Nemo acaba de lançar mais uma HQ emocionante contada do ponto de vista de um jovem com necessidades especiais. Escrita pelo alemão Mikael Ross, esse quadrinho é tão profundo quanto a história por trás dele.

Aprendendo a cair tem sua origem no aniversário de 150 anos da Fundação Evangélica Neuerkerode, que gere uma cidade pequena composta por cidadãos que, em sua maioria, sofrem de algum tipo de transtorno mental. O mais interessante em meio a toda essa novidade é que essas pessoas, mesmo com suas peculiaridades, possuem uma vida como de qualquer outra, com seus empregos, lazeres e afazeres.

O quadrinho foi encomendado para Mikael em comemoração a essa data tão especial, e o mesmo levou muito a sério, morando durante um certo período no local para entender a vida dessas pessoas e o cotidiano de cerca de 800 habitantes. Feita sua pesquisa de campo, a história levou mais dois anos e meio para ser finalizada e terminar nessa edição incrível, com uma história tão cativante, que deixa o leitor morrendo de vontade de viajar para conhecer as personalidades tão fofas e engraçadas mencionadas na narrativa.

A grafic novel foi lançada na Alemanha em 2018, e um ano após sua publicação, a mesma foi a vencedora do maior prêmio de quadrinhos local, o Maz und Moritz, entregue durante a Mostra Internacional de Quadrinhos de Erlangen, feita a cada dois anos.

A história de Aprendendo a cair é contada pela perspectiva de Noel, um menino que ama AC/DC e sonha em tocar guitarra. Com a morte repentina de sua mãe, e sem seus familiares por perto, sua vida sofre uma grande mudança e ele acaba tendo de ir para longe de Berlim, morar em Neuerkerode.

Nesse centro de cuidados, o menino conhece outras pessoas como ele e, mesmo sendo a primeira vez que Noel fica longe de sua mãe, ele se diverte, faz amizade e até se apaixona… por ser tudo muito novo, cada dia da vida do menino é muito intensa! As suas descobertas são contadas em poucas páginas, fazendo os capítulos ficarem bem curtos e facilitando a degustação do público.

A arte dessa obra é apaixonante! A edição é toda colorida, feita com muito carinho e capricho, como tudo da editora. As ilustrações têm traços muito particulares, usando marcadores e lápis de cor para dar textura na finalização. Não poderia ter ficado melhor ou combinado mais com os personagens e o tom como o autor quis narrar a trama.

Aprendendo a cair é uma história de superação, que diverte, encanta com personalidades inesquecíveis e humor bem leve e aquece o coração de quem lê. A HQ arranca sorrisos de forma bem natural e por quadros bem simples.

Os diálogos engraçados de Noel e seus amigos juntos à arte maravilhosa tornam essa HQ incrível. Ela merece um espacinho na estante de cada um.

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Livros

Novo livro de J. K. Rowling coloca travesti como serial killer

No Twitter a reação foi imediata, a tag #RIPJKROWLING está em alta logo apos a divulgação da critica do livro no site inglês The Telegraph.

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Uma crítica publicada no site The Telegraph coloca mais fogo na situação já delicada que a autora de sucesso J. K. Rowling está vivendo com os defensores de direitos humanos de pessoas vulneráveis, principalmente da comunidade LGBT, mais especificamente com transsexuais.

O livro Troubled Blood, que faz parte da série policial escrita pela escritora, é a quinta parte da série de J. K. Rowling que continua a narrar a prolongada relação entre Cormoran Strike e Robin Ellacott.

O cerne do livro é a investigação de um caso arquivado: o desaparecimento da garota de programa Margot Bamborough em 1974, considerada uma vítima de Dennis Creed, um serial killer travesti. O crítico do site ainda questiona sobre a ideia que a autora teve ao determinar que uma pessoa trans seria o vilão da sua historia.

Pergunta-se o que os críticos da posição de Rowling sobre questões trans farão de um livro cuja moral parece ser: nunca confie em um homem de vestido

No Twitter a reação foi imediata, a tag #RIPJKROWLING esta no em alta logo após a divulgação da crítica do livro no site inglês The Telegraph.

Troubled Blood não tem ainda uma data para ser lançado no Brasil.

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