jovem geracao z

Geração Z é oficialmente a primeira geração mais burra que a anterior

Neurocientista afirma que a Geração Z é a primeira a regredir em desempenho cognitivo, com impacto do uso excessivo de telas.

Ed Rezende
Ed Rezende
Produtor, escritor nas horas vagas, administrador, editor e fundador do site CDL.

A Geração Z, criada em meio a redes sociais, videogames e sistemas de conversação online, é também a que mais teve acesso à informação na história. Ainda assim, dados recentes apontam um paradoxo inquietante: ela se tornou a primeira geração moderna a apresentar regressão em indicadores de inteligência e desempenho escolar.

Cabana do Leitor Google Discover

Google Discover é do Google. Os cabaneiros podem nos seguir por lá.

Seguir
- Anúncios -

Nascidos entre 1995 e 2010, esses jovens tiveram desempenho inferior ao da geração anterior em testes acadêmicos padronizados. A constatação vem de análises conduzidas por um dos principais neurocientistas da atualidade, Jared Cooney Horvath ao The Post.

“Eles são a primeira geração na história moderna a obter notas mais baixas do que a anterior”, afirmou Horvath. O pesquisador chama atenção para um fator adicional: a autopercepção inflada de inteligência. Segundo ele, quanto maior a confiança infundada, maior tende a ser a distância em relação ao desempenho real.

- Anúncios -
geração z

Os resultados negativos aparecem em praticamente todas as frentes cognitivas avaliadas. Atenção básica, memória, alfabetização, numeracia, função executiva e até o QI geral apresentaram quedas consistentes quando comparados aos dados de gerações anteriores.

Horvath explica que suas conclusões se baseiam na análise de grandes volumes de testes acadêmicos padronizados aplicados ao longo dos anos. Para ele, um dos principais fatores por trás desse cenário é o uso excessivo de telas, que não substitui o aprendizado profundo.

geracao z 1w

“Mais da metade do tempo em que um adolescente está acordado é gasto olhando para uma tela”, afirmou o cientista, que já lecionou em instituições como Universidade Harvard e a Universidade de Melbourne. Ele reforça que o cérebro humano é biologicamente programado para aprender com outros humanos e com estudo concentrado, não com consumo fragmentado de conteúdo.

- Anúncios -

Fora da sala de aula, muitos jovens passam horas alternando entre celulares, tablets e laptops. Em vez de leituras contínuas e aprofundadas, predominam vídeos curtos, legendas rápidas do TikTok e trocas instantâneas de mensagens, o que compromete a consolidação do conhecimento.

Horvath resume o contraste histórico de forma direta. Segundo ele, todas as gerações anteriores superaram intelectualmente seus pais em métricas educacionais. “Até a Geração Z”, concluiu.

A Geração Z sucede os Millennials e antecede a chamada Geração Alpha.