A Rockstar Games vive um momento de extrema tensão interna com a confirmação de novas demissões de desenvolvedores vinculados ao projeto de GTA 6.
O movimento ocorre após o jogo sofrer novos adiamentos, empurrando a data de estreia para além de novembro de 2026. A empresa justifica os cortes acusando os funcionários de envolvimento em vazamentos, repetindo a estratégia usada em novembro de 2025, quando cerca de 30 profissionais foram desligados sob o mesmo pretexto.

O sindicato IWGB rebateu as acusações, afirmando que as demissões são, na verdade, uma retaliação contra a tentativa de organização dos trabalhadores. De acordo com a entidade, a Rockstar estaria praticando “práticas antissindicais”, aproveitando-se da pressão pelos vazamentos para desarticular o movimento trabalhista dentro dos estúdios. O clima de desconfiança aumentou após relatos de que as demissões ocorreram em unidades de diferentes países, como Índia e Estados Unidos.
Em um desdobramento judicial ocorrido em 12 de janeiro, a juíza britânica Frances Eccles negou o pedido de liminar para 34 desses desenvolvedores demitidos. O grupo buscava ser reintegrado ou mantido na folha de pagamento enquanto o processo principal corre na justiça, mas a magistrada considerou que o pedido era “quase sem precedentes” devido à escala do grupo. A decisão é um golpe duro para os ex-colaboradores que agora enfrentam incertezas sobre seus vistos de trabalho e estabilidade financeira.

A acusação mais grave que surgiu durante o julgamento envolve uma suposta operação de espionagem. O sindicato alega que a Rockstar infiltrou alguém em um servidor privado do Discord para monitorar os desenvolvedores secretamente. Essa pessoa teria se passado por um membro da equipe para coletar provas de conversas confidenciais, o que serviu de base para as demissões. Esse método de vigilância agora está sendo questionado legalmente, enquanto a Take-Two tenta conter o impacto negativo na imagem de seu título mais aguardado.


