Hannah um jogo de terror e nostalgia

Hannah | Quando nostalgia e terror psicológico se encontram

Com alma de PS1 e tensão de Little Nightmares, 'Hannah' é um pesadelo que vale a pena

Lary Macedo
4 Min Ler
Hannah demonstra traumas infantis, terror inspirado nos anos 80
7 Muito bom
Hannah

Após muitos lançamentos focados em jump scares e ação frenética, encontrar um jogo que resgate a essência de terror atmosférica de um bom terror clássico é uma boa surpresa! Assim, Hannah, jogo indie de plataforma 3D desenvolvido pelo estúdio Spaceboy e inspirado na estética dos anos 80 e VHS, com muitos Puzzles e mistérios, acaba de desembarcar no catálogo Playstation e Nintendo Switch, convidando os jogadores para desvendar os horrores que habitam o passado da protagonista.

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Será que a experiência valeu a pena? Tivemos a oportunidade de testar esse lançamento e contaremos tudo sobre a experiência nessa review!

 

Quando tudo começou…

Hannah é uma garotinha que acaba perdendo sua boneca e agora precisa entrar no mundo dos pesadelos para encontrá-la. Sozinha, ela parte numa jornada por um mundo sombrio, cheio de perigos, mas que esconde a verdade sobre seu passado. Mas o custo será lidar com os traumas de infância e atravessar cenários baseados nos seus piores medos.

Para jogar, você precisará apenas saltar entre obstáculos, resolver enigmas e, às vezes, se esconder dos inimigos (furtividade). No entanto, é melhor ter cuidado, pois as decisões tomadas ao longo do jogo influenciam em seu desfecho. Aliás, há quatro finais disponíveis, que desbloqueiam algumas mudanças e cenas extras, que estimulam a rejogabilidade.

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Hannah busca sua boneca em uma ambientação de terror nostálgica

Jogabilidade nostálgica e bons jogos de câmera

Um dos pontos mais altos de Hannah é sua ambientação sombria e jogabilidade que lembram o fenômeno que conquistou os amantes do gênero, Little Nightmares. Aqui, temos cenários bem construídos, com iluminação imersiva e que encanta no primeiro contato. A jogabilidade é simples com um estilo que lembra bastante os clássicos de PS1.

Ou seja, não basta apenas ter bons reflexos, mas ter visão estratégica para planejar cada passo e resolver os Puzzles sem cair em armadilhas ou nas garras dos inimigos. Em alguns momentos, Hannah precisa lidar com situações que nos faz lembrar que ela é apenas uma criança em um mundo muito sombrio, fruto da própria mente dela, o que dá um tom mais sensível e que eleva a tensão de terror psicológico.

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Além disso, o jogo também faz bom uso de câmeras fixas e semi-fixas, o que ajuda a deixar a ambientação mais claustrofóbica. A limitação do campo de visão dá aquela sensação de medo do desconhecido, estimulando a antecipação de perigo.

Hannah possui variação de câmera

Vale a pena jogar?

Hannah não é um daqueles jogos para os admiradores de gráficos de tirar o fôlego e capturas de telas. Ele brilha mesmo na proposta simples, mas eficaz, de prender a atenção do jogador sem uso de detalhes complexos.

A estética é sombria, bonita, nostálgica e com boas referências, e é nessa simplicidade que Hannah encontra seu ponto mais forte, oferecendo uma experiência de terror em plataforma 3D que diverte sem excessos.

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Sem dúvida, Hannah é um jogo para aqueles que buscam uma experiência de terror que priorize a atmosfera, a tensão de terror psicológico e o charme nostálgico dos primeiros grandes jogos do gênero.

O jogo já está disponível para Nintendo Switch, Xbox, PlayStation e PC.

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Hannah demonstra traumas infantis, terror inspirado nos anos 80
Hannah
Muito bom 7
Nota 7
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