Após muitos lançamentos focados em jump scares e ação frenética, encontrar um jogo que resgate a essência de terror atmosférica de um bom terror clássico é uma boa surpresa! Assim, Hannah, jogo indie de plataforma 3D desenvolvido pelo estúdio Spaceboy e inspirado na estética dos anos 80 e VHS, com muitos Puzzles e mistérios, acaba de desembarcar no catálogo Playstation e Nintendo Switch, convidando os jogadores para desvendar os horrores que habitam o passado da protagonista.
Será que a experiência valeu a pena? Tivemos a oportunidade de testar esse lançamento e contaremos tudo sobre a experiência nessa review!
Quando tudo começou…
Hannah é uma garotinha que acaba perdendo sua boneca e agora precisa entrar no mundo dos pesadelos para encontrá-la. Sozinha, ela parte numa jornada por um mundo sombrio, cheio de perigos, mas que esconde a verdade sobre seu passado. Mas o custo será lidar com os traumas de infância e atravessar cenários baseados nos seus piores medos.
Para jogar, você precisará apenas saltar entre obstáculos, resolver enigmas e, às vezes, se esconder dos inimigos (furtividade). No entanto, é melhor ter cuidado, pois as decisões tomadas ao longo do jogo influenciam em seu desfecho. Aliás, há quatro finais disponíveis, que desbloqueiam algumas mudanças e cenas extras, que estimulam a rejogabilidade.

Jogabilidade nostálgica e bons jogos de câmera
Um dos pontos mais altos de Hannah é sua ambientação sombria e jogabilidade que lembram o fenômeno que conquistou os amantes do gênero, Little Nightmares. Aqui, temos cenários bem construídos, com iluminação imersiva e que encanta no primeiro contato. A jogabilidade é simples com um estilo que lembra bastante os clássicos de PS1.
Ou seja, não basta apenas ter bons reflexos, mas ter visão estratégica para planejar cada passo e resolver os Puzzles sem cair em armadilhas ou nas garras dos inimigos. Em alguns momentos, Hannah precisa lidar com situações que nos faz lembrar que ela é apenas uma criança em um mundo muito sombrio, fruto da própria mente dela, o que dá um tom mais sensível e que eleva a tensão de terror psicológico.
Além disso, o jogo também faz bom uso de câmeras fixas e semi-fixas, o que ajuda a deixar a ambientação mais claustrofóbica. A limitação do campo de visão dá aquela sensação de medo do desconhecido, estimulando a antecipação de perigo.

Vale a pena jogar?
Hannah não é um daqueles jogos para os admiradores de gráficos de tirar o fôlego e capturas de telas. Ele brilha mesmo na proposta simples, mas eficaz, de prender a atenção do jogador sem uso de detalhes complexos.
A estética é sombria, bonita, nostálgica e com boas referências, e é nessa simplicidade que Hannah encontra seu ponto mais forte, oferecendo uma experiência de terror em plataforma 3D que diverte sem excessos.
Sem dúvida, Hannah é um jogo para aqueles que buscam uma experiência de terror que priorize a atmosfera, a tensão de terror psicológico e o charme nostálgico dos primeiros grandes jogos do gênero.
O jogo já está disponível para Nintendo Switch, Xbox, PlayStation e PC.





