A criadora da franquia Harry Potter, J.K. Rowling, voltou a ser associada indiretamente a um dos casos mais sensíveis envolvendo o nome do bilionário Jeffrey Epstein. Documentos revelados recentemente indicam que o empresário foi convidado para um jantar exclusivo ligado à produção teatral Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, mesmo anos após sua condenação por crimes sexuais contra menores.
De acordo com informações publicadas pelo International Business Times, registros apontam que Epstein teria sido tratado como convidado VIP em um evento relacionado à versão da Broadway da peça. O convite teria ocorrido cerca de uma década depois de sua condenação, em um momento no qual os crimes do bilionário já eram amplamente conhecidos do público e da imprensa internacional.

Embora o nome de J.K. Rowling não apareça diretamente nas trocas de e-mails divulgadas, o jantar estava fortemente vinculado à sua marca pessoal e à expansão da franquia no teatro norte-americano. A correspondência veio a público como parte de um conjunto de documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, reacendendo o debate sobre a proximidade de figuras públicas com Epstein após suas condenações.
Os e-mails detalham uma troca ocorrida em abril de 2018 entre a publicitária nova-iorquina Peggy Siegal e integrantes da equipe responsável pela produção do espetáculo. Na manhã do dia 20, Siegal solicitou prioridade máxima ao produtor Colin Callender, descrevendo Epstein como um “amigo muito importante” interessado em vivenciar a experiência completa do evento temático inspirado em Hogwarts.

Horas depois, em comunicações que envolveram membros da Peggy Siegal Company, foi confirmada a liberação de passes adicionais que garantiam acesso não apenas ao jantar exclusivo, mas também à festa realizada após a apresentação da Broadway. Os ingressos físicos teriam sido enviados diretamente para a residência de Epstein, em Manhattan, reforçando o tratamento diferenciado concedido ao financiador.
O contexto temporal chama atenção. Em 2018, Epstein ainda tentava preservar sua imagem pública como filantropo e figura influente no meio cultural, apesar do histórico criminal. A revelação desses convites amplia o debate sobre responsabilidade institucional e os limites éticos na relação entre grandes produções culturais e figuras controversas.


