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Hollywood está sendo salva pela nostalgia

Você já reparou na quantidade de remakes e revivals que têm surgido atualmente?

Ana Carolina Barth

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Você já reparou na quantidade de remakes e revivals que têm surgido atualmente? 

Pode parecer que Hollywood está com uma crise de criatividade e sim, pode ser isso, mas lhe faço uma pergunta: como você se sente quando um filme ou uma série, que costumava a assistir, volta?

Para discutirmos isto, precisamos, primeiramente, definir o que é nostalgia.

Ao procurarmos o verbete “nostalgia” no dicionário Michaelis, encontramos a seguinte definição: “melancolia ou tristeza profunda causada em pessoa exilada ou longe de sua terra natal” ou “sentimento ligeiro de tristeza sentido por alguém, pela lembrança de eventos ou experiências vividas no passado; saudades ou tristeza por algo ou alguém que já não existe mais ou que já não possuímos mais”.

Quando a noção de nostalgia surgiu, ela era considerada uma doença atribuída aos soldados que iam lutar em guerras e sentiam falta de sua casa. Eles sentiam náusea, dor de cabeça, ansiedade, uma grande fadiga e outros sintomas horríveis. Em 1688, o médico Johannes Hofer definia nostalgia como uma doença.

Anos depois, começaram os estudos que questionavam se a nostalgia realmente era uma doença, hipótese que foi refutada quando se descobriu que, na verdade não era um sentimento de saudades de um local, mas sim de um tempo. Ou seja, os soldados sentiam falta de quando não estavam na guerra felizes com suas famílias.

A nostalgia é um sentimento que atinge a todos, pois sabemos que não podemos voltar para determinado tempo no passado.

Após apresentar o que seria nostalgia, quero convidá-los para uma reflexão: será que Hollywood descobriu uma nova forma de vender filmes e/ou séries e essa forma seria atingindo nossos sentimentos nostálgicos?

A volta de ‘Arquivo X’, uma continuação de ‘Blade Runner’, a nova trilogia de ‘Star Wars’, uma série com o personagem Picard, de ‘Star Trek’, a continuação de ‘Top Gun’, o revival de ‘Gilmore Girls’, a série do filme ‘Wet Hot American Summer’ e muitos outros exemplos. Todos demonstram a aposta na nostalgia em diversos gêneros de filmes ou séries.

Agora, existe outro ponto a ser discutido: existem séries como ‘Stranger Things’ que apelam pela nostalgia de quem viveu os anos 80. É muito comum encontrarmos pessoas falando que quando assistiram à série, lembraram de suas juventudes e como se comportavam quando eram crianças ou adolescentes.

De certa forma, acredito que, sim, Hollywood pode estar passando por uma crise de falta de criatividade, mas percebeu que enquanto estiver assim, pode apostar pesado no sentimento que descobriram que vende: a saudades do passado. E como vivemos em um mundo capitalista, sabemos que – enquanto a fonte não secar – irão continuar, pois ao apostar na nostalgia é uma garantia de que sua produção dará certo (não 100%, mas tem grandes chances!).

Então, acredito que os remakes, os revivals, os spin-offs e os filmes e séries, que retratam certa época considerada como “um banho de nostalgia”, talvez façam parte dessa nova estratégia de Hollywood. Seja a história se passando em uma época considerada “boa” (obviamente criar um produto em que o personagem seja um soldado de guerra em 1940 não é apostar numa época agradável) ou trazendo de volta algo que já foi muito amado e que, com certeza, ainda tem fãs para continuar amando.

Você pode voltar para o passado em um cinema perto de você!

Jornalista, estudante de produção editorial, amante de ficção científica, futura escritora e redatora no portal Geek & Feminist. Colunista da Cabana do Leitor.

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cinema

Warner, confie na DC como a Disney confia na Marvel

A Warner Bros. poderia comemorar muito mais a bilheteria do Coringa (atualmente de US $ 934M) se confiasse mais nos seus próprios diretores e personagens.

Edi

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Estamos vendo um fato incrível, Coringa deve ser um filme muito mais lucrativo do que Ultimato em toda a sua glória de mais de US 2B de dólares em bilheteria.

Um enorme feito desse deveria ser muito comemorado pela principal empresa envolvida na produção do filme, afinal, o personagem pertence a DC Comics, cuja a dona titular é a Warner Bros. mas tem um detalhe. A Warner Bros. poderia comemorar muito mais a bilheteria do Coringa (atualmente de US $ 934M) se confiasse nos seus próprios diretores e personagens.

Como bem colocado por Felipe Fasanella do canal Triplo F, a Warner Bros. não vai arrecadar este dinheiro sozinha, como a Disney com seus filmes da Marvel e a Fox com seu Deadpool. Como não acreditava muito na bilheteria do filme a Warner decidiu dividir o pequeno investimento do Coringa.

O filme custou US 60 milhões, e foi divido com duas outras produtoras que deram 50% do valor, o que significa que na bilheteria a Warner deve somente ficar com 50% do que foi arrecadado

Claro que a Warner vai explorar outras formas de ganhar dinheiro com o filme cuja estas produtoras não vão poder participar, porém essa informação nos mostra o quanto a Warner ainda não confia tanto assim na DC Comics como uma das fontes da sua renda. Mesmo com o enorme sucesso que foi Mulher-Maravilha.

Outra coisa também são os constantes intromissões do estúdio na era do ex CEO Kevin Tsujihara, que chegou a dizer que “determinou” que o filme Liga da Justiça tivesse apenas 2 horas de duração, que Batman vs Superman fosse cortado em 30 minutos, que Esquadrão Suicida depois de pronto fosse totalmente refilmado. Decisões que desmantelaram todo o Universo DC nos cinemas. Hoje vemos uma série de retalhos, tudo porque os executivos deram voz aos críticos e não aos fãs da DC.

A intromissão do estúdio foi tanta que fez James Wan, diretor das franquias Invocação do Mal, chegou a dizer que só faria Aquaman se o filme fosse totalmente dele. O que mais espanta é que os filmes como Mulher-Maravilha, Aquaman e Coringa são filmes com 0 intromissão do estúdio e foram justamente as 3 maiores bilheterias do Universo DC nos cinemas.

Basta a Warner confiar nos seus artistas contratados e produtores que os filmes vão sair, o sucesso vai vir e no final poderá arrecadar com a vida total da bilheteria de filmes como Coringa, sem precisar dividir isso com mais ninguém.

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cinema

Nós – Um ótimo filme para se conferir no Halloween

Nós” é um ótimo filme para o Halloween e ainda passar os próximos dias pensando sobre a obra. Um suspense com diversos conceitos interessantes e reflexivos

Ígor Howtelaire

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ESSE ARTIGO CONTEM SPOILER. LEIA POR SUA CONTA E RISCO 😉

“Portanto assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei.” – Jeremias 11:11, essa é a passagem bíblica presente no longa do diretor Jordan Peele, Nós, um filme que se trata da vingança contra a
humanidade; um mal cuja as pessoas jamais conseguirão fugir, e quando implorarem por misericórdia, essas trevas vingativas não os atenderam.

“Nós” tem Lupita Nyong’o como Adelaide e Red protagonizando uma estoria que fala sobre como ela e seu marido, Gabe (Winston Duke) levaram seus filhos, Zora (Shahadi Wright Joseph) e Jason (Evan Alex), para passar o fim de semana na praia e descansar. Eles
começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso muda tudo e a família se torna refém de seres com aparências iguais às suas.

Assim como “Corra!”, que é a anterior obra do cineasta Jordan Peele, “Nós” também está recheado de simbolismo e uma dura crítica social. Mas vamos pelo começo…

Na minha percepção, “Nós” tem dois inícios. O primeiro é quando vemos a jovem Adelaide assistindo a um comercial na TV (que será de extrema importância no final do filme); e depois, no momento em que ela e seus pais estão no parque, mas a Adelaide se distancia
deles e termina encontrando sua cópia na casa de espelhos. O segundo é com os créditos iniciais e um close no olho de um coelho, à medida que a câmera se distancia, vários coelhos enjaulados são revelados – nesse momento já temos o nosso primeiro simbolismo.

Os coelhos, na cultura popular, representam o recomeço, ressureição, redenção; isso porque eles têm uma famosa capacidade de reprodução. No filme os coelhos retratam as sombras, as cópias dos verdadeiros – sendo assim na primeira cena, de todos aqueles coelhos que vemos, apenas três são negros. Eu acredito que os coelhos brancos representam as duplicatas e os negros, os originais. Por isso existe apenas três animais escuros no plano, porque apesar da família protagonista ser formada por quatro membros, só o pai, o filho e a filha são os originais.

Como eu disse, este é um longa cheio de signos e interpretações, então vamos destrincha-los em tópicos.

Vermelho
“O que vocês são?”
“Somos Americanos” – essa é a resposta de Red para pergunta feita por Gabe. Os EUA é uma figura relembrada durante todo o filme, e não só nas cores de vários objetos e cenários, mas também nas roupas dos doppelgangers (duplicatas), nesse caso, é especificamente o vermelho, que não só denota a violência e a cor do sangue, mas também uma das três cores da América.

O trecho seguinte foi retirado de um dos sites que foram minha fonte de pesquisa, o site “plano aberto”. O que é levantado é muito interessante para o debate sobre a obra, então achei bom trazer para vocês.

O nome original do filme (“Us”) é um acrônimo de United States. O próprio Jordan Peele brincou com o tema em seu Twitter. Isso permite interpretar o filme como uma metáfora sobre os Estados Unidos e sua histórica luta de classes, com um grupo “superior” e outro “inferior”.

Quando os pais de Adelaide a levam à psicóloga, perguntam como fazer a filha voltar a falar. A profissional responde que eles devem estimular a filha a desenhar, dançar, “qualquer coisa que nos ajude a saber a história dela” (“anything that help us to know her story”). Admitindo que “us” é “U.S.”, Peele diz nas entrelinhas que a arte para uma criança negra, independente da forma, é uma ferramenta identitária. “Qualquer coisa que ajude os Estados Unidos a saber
a história dela”.

Embaixo de Nós

Uma das primeiras informações levantadas no filme é sobre onde os doppelgangers vivem. Os tuneis embaixo de nós, além disso ser uma clara referência histórica porque faz alusão a corrida do ouro que aconteceu no século XIX, quando as pessoas cavavam túneis em busca de ouro; também é um signo para a famosa frase “uma luz no fim do túnel”, que nesse caso é a luz (esperança) para libertação e para um novo mundo.

A Arma

A arma usada pelas sombras é uma tesoura, o símbolo aqui é exatamente que uma tesoura é como duas facas ligadas, duas partes de um todo, assim como nós e nossas sombras, mas ao se juntarem, cortam. Isso pode ser visto como uma batalha sangrenta entre as duas metades, ou como “cortar a povo da superfície para que os do subterrâneo dominem”. Muitas interpretações para um simples objeto, mas essa é a graça de uma boa obra cinematográfica.

Plot Twist

A reviravolta do longa surpreende a todos. Durante vários seguimentos vemos a Adelaide atingir um lado mais selvagem e agressivo, como se estivesse se tornando uma das sombras, mas então descobrimos que ela sempre foi a duplicata, porém não se lembrava, isso porque ela era muito pequena e conforme fosse crescendo e aprendendo novas coisas, como falar e se comportar como alguém da sociedade, ela esquecia sua verdadeira origem e ficou apenas com uma vaga lembrança de ter visto ela mesma na casa de espelhos, de resto seu cérebro construiu uma nova memória para que assim se tornasse mais fácil a adaptação.

Tanto a Adelaide quanto a Red se esqueceram de quem realmente eram. Dessa vez o significado nas entrelinhas é tão obvio que se torna um parágrafo inteiro. As duas partes de um todo sofreram um tipo de lavagem cerebral da sociedade, aprendendo novos costumes, se adaptando a um novo estilo de vida, e deixando de ser quem realmente era para se tornar o que a sociedade espera que ela fosse, pondo uma máscara em seu rosto e a colocando em uma peça de teatro, onde ela finge ser quem não é até se acostumar com a ideia e adotar essa nova identidade.

“Nós” é um ótimo filme para o Halloween e ainda passar os próximos dias pensando sobre a obra. Um suspense com diversos conceitos interessantes e reflexivos, apesar de ter seus problemas, como um humor fora de hora, ainda é um filmaço para se assistir e pensar sobre
como “nós somos os nossos maiores inimigos”.

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Fallout 1st é o novo sistema de assinatura para Falllout 76.

Fallout 1st é o mais novo serviço de assinatura para o “grandioso” Fallout 76.

Lucas Soares

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Fallout 76 vem sendo tópico de discussão na comunidade gamer desde o seu lançamento no ano passado, no entanto, não por bons motivos.

Bugs, promessas quebradas (talvez algumas mentiras mesmo) e a falta de história, não bastaram para a Bethesda e eles sentiram que o jogo precisava de um serviço de assinatura.

Chamado de Fallout 1st o serviço traz algumas coisas que os fãs tanto pediram a este “maravilhoso” jogo por um preço é claro.

Mundos privados para você e seus amigos, para até 7 players.

Uma Scrapbox com espaço ilimitado de materiais de crafting.

Uma tenda de sobrevivencia que age como ponto de Viagem-Rápida

1650 Atoms para voce gastar na loja do jogo

Um visual exclusivo de Ranger.

Ícones e emotes únicos

A polêmica parece não ter fim, depois do lançamento desastroso de um jogo que claramente não estava pronto, o que nos resta é a tentativa de lucrar ao máximo.

Enfim chegamos no mais baixo que poderia chegar e a Bethesda sabe disso, mas como Anthem a fanbase enorme e devota ainda dará uns trocados a companhia.

A princípio as coisas que a comunidade talvez esteja pedindo (visto que quem escreve essa matéria custa a acreditar que o jogo não está morto) estão chegando, no entanto com uma restrição monetária a mais além do preço cobrado.

Fallout 76 é aquele jogo que talvez seja melhor só esquecer que existe e se você é fâ, ótimo boa sorte e ótimas jogatinas.

Mas eu como jogador não consigo aceitar que uma empresa lance jogos no estado que ele estava e depois monetize conteúdo que os jogadores ainda pedem.

Fallout 76 para mim, é um exemplo de como não se lançar um jogo de Live Service, esperemos que a liçao tenha sido aprendida.

Á principio vocês ainda têm minha confiança, mas ela não é eterna e já está bem no fim.

Em síntese, os jogadores já não confiam como confiavam, cuidado não brinquem conosco.

No entanto tem um trailer legal que não representa o produto final.

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