A espera acabou. Exatamente às 14h de hoje, 17 de novembro de 2025, os canais oficiais do The Game Awards paralisaram a indústria ao transmitir a lista completa de indicados para o prêmio máximo: o Jogo do Ano (GOTY). Em um ano que já é considerado um dos mais fortes da história recente dos videogames, seis títulos notáveis emergiram da acirrada competição para disputar a estatueta dourada. A lista deste ano é uma mistura fascinante de sequências colossais, retornos triunfantes e o poder inegável da cena independente.
Detalhes dos indicados ao Goty
O que torna a seleção de 2025 verdadeiramente histórica, e um tópico de discussão imediato em fóruns e redes sociais, é a presença sem precedentes de jogos independentes (indies) entre os indicados. Em um movimento inédito, três dos seis concorrentes vêm de estúdios fora do ecossistema AAA. A inclusão de Hollow Knight: Silksong, Hades 2 e a um dos favoritos Clair Obscur: Expedition 33 sinaliza uma mudança de paradigma, provando que a visão artística, a jogabilidade refinada e a narrativa impactante não são mais monopólio dos orçamentos multimilionários. Este é o ano em que os indies não estão apenas “participando”; eles estão competindo de igual para igual pela coroa.
Encabeçando a lista dos pesos-pesados está Death Stranding 2: On the Beach. A esperada sequência da Kojima Productions, dirigida pelo visionário Hideo Kojima, foi lançada em agosto para o PlayStation 5. O título aprofundou as mecânicas de conexão e entregou um espetáculo visual e narrativo que dividiu opiniões, mas inegavelmente marcou o ano com sua ambição.
Outra sequência que dominou as conversas foi Kingdom Come: Deliverance 2. O RPG medieval da Warhorse Studios, com Daniel Vávra na direção, chegou em abril para PC, PS5 e Xbox Series X/S. Aclamado por seu realismo histórico brutal e uma narrativa envolvente sobre a guerra na Boêmia, o jogo provou ser uma evolução massiva de seu antecessor, conquistando tanto a crítica quanto o público.

Do lado independente, a lenda finalmente se tornou realidade com Hollow Knight: Silksong. Após anos de espera, a Team Cherry entregou a jornada de Hornet em fevereiro para PC, Nintendo Switch e consoles Xbox e PlayStation. O metroidvania foi celebrado por sua jogabilidade precisa, mundo vasto e trilha sonora assombrosa, provando que a espera valeu cada segundo.
Competindo diretamente pela alma dos roguelikes está Hades 2. A Supergiant Games, sob a direção criativa de Greg Kasavin, conseguiu o impossível: refinar a fórmula que consagrou o primeiro jogo. Lançado em setembro após um período de acesso antecipado no PC, e chegando aos consoles logo em seguida, a história de Melinoë e sua batalha contra o Titã do Tempo foi universalmente elogiada por sua narrativa e sistemas de progressão.
Clair Obscur: Expedition 33, a estrela da competição! O estúdio francês Sandfall Interactive fez sua estreia com este JRPG por turnos visualmente deslumbrante, lançado em junho para PC, PS5 e Xbox Series X/S (chegando no dia um ao Game Pass). Inspirado na Belle Époque francesa, seu combate inovador e sua história sombria sobre um grupo de heróis em uma missão suicida para parar uma entidade que apaga a humanidade, cativou a todos.

Por fim, um ícone retornou em grande estilo. Donkey Kong Bananza foi o grande trunfo da Nintendo para o segundo semestre. Lançado em outubro exclusivamente para o Nintendo Switch, o jogo desenvolvido pela Nintendo EPD (com forte colaboração da Retro Studios) reinventou o plataforma 3D com mundos vibrantes, design de fases genial e uma trilha sonora inesquecível.
Com uma lista tão diversificada, a votação está aberta, e a cerimônia de premiação em 11 de dezembro promete ser um evento imperdível.



