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Livros

Livro de Lev Grossman “Os Mágicos” vai virar série no Syfy

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Os mágicos estão vindo para a televisão. O popular livro de Lev Grossman está se dirigindo para o Syfy!

O canal de televisão NBC deu aos magos uma ordem de 12 episódios, e a série começa a ser filmada em julho deste ano, em Vancouver, no Canadá.

“Desde que os magos foi publicado que eu queria ver essa história na tela “, disse Grossman em um comunicado. “As pessoas, a escola, os outros mundos, a magia. Estou tão emocionado que ele está finalmente acontecendo, e eu estou muito animado que encontramos as pessoas certas para fazê-lo “.

O presidente do Syfy, num comunicado de imprensa. “Nós não podemos esperar para aprofundar a vida de Quentin e seus amigos da faculdade, enquanto eles lutam em relação ao amadurecimento dos seus poderes e soltá-los sobre o mundo.”

A série vai estrelar Jason Ralph (conhecido para no drama da NBC Aquarius e o filme O ano mais violento).

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Livros

Livros nas Praças retorna como delivery no RJ

Ônibus que não circulava desde março volta à atividade.

Mylla Martins de Lima

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O projeto Livros nas Praças, que torna a leitura acessível através dos ônibus-biblioteca, voltou a funcionar na última semana, no Rio de Janeiro, mas agora com o serviço de delivery. Antes o ônibus formava pontos de leitura em praças.

Agora o aluguel funciona da seguinte forma: os moradores da cidade solicitam os livros pelo site e eles chegam na residência gratuitamente. Depois de escolher a leitura, o segundo passo é mandar uma mensagem para o número (21) 99419-8869 via WhatsApp, contendo o título ou o código da obra solicitada junto do nome completo e endereço do solicitante.

O acervo possui livros de todas as faixas etárias e cada leitor pode pedir apenas um exemplar por vez. Ele deve ser devolvido em 30 dias, mas o prazo pode ser prorrogado caso a leitura não tenha sido concluída.

Para fazer a devolução basta retornar no mesmo número em que a leitura foi solicitada e ela será retirada em casa sem custos.

O projeto é uma iniciativa da empresa Korporativa e patrocinado pela rede Americanas.

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Nostálgico

O menino de vestido

Romance desafia paradigmas inúteis com tiragens comoventes e engraçadas na medida certa.

Mylla Martins de Lima

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O menino de vestido veio pela editora Intrínseca em 2014, escrito por David Walliams e ilustrado por Quentin Blake. O assunto abordado é atemporal e necessário, principalmente dentro da faixa etária recomendada para sua leitura, a partir de 10 anos.

O Menino de Vestido - Saraiva

Dennis é um menino com uma vida para lá de conturbada. Sua mãe acaba de abandoná-lo, seu irmão é um adolescente chato que ama implicar e seu pai, deprimido com o fim da relação, tornou-se uma pessoa rígida a ponto de impor regras absurdas, como não poder mostrar afeto ou tristeza dentro de casa. Mas as únicas coisas que oferecem tranquilidade para Dennis é jogar futebol e… admirar lindos vestidos na revista Vogue que comprou escondido do pai. É isso mesmo! O menino é apaixonado por vestidos e isso não é um problema… ou será que é?

“Nada de falar sobre a mamãe.

Nada de choro.

E a pior de todas: nada de abraços”

Dennis se sentia incomodado com o seu hobbie secreto até conhecer Lisa durante uma detenção. O amor de sua vida tinha dois anos a mais que ele e era muito estilosa. Ao se tornarem amigos, a menina o encoraja a experimentar um vestido do qual ela mesmo costurou e, a partir desse dia, a vida do garoto pula de monótona e tediosa para extraordinária.

Infelizmente, a história da vida de Dennis é mais comum do que se imagina. Durante toda a narrativa, o menino deixa claro que sente muita falta de sua mãe e de como sua família se desestruturou logo após o abandono. Em meio aos alívios cômicos, como o diálogo entre autor e seus leitores, ainda resta a melancolia de uma criança tentando agradar seu pai para receber um pouco de atenção.

Um dos pontos a serem citados como positivo, é o valor da amizade. Mesmo com toda negação dentro de casa, Dennis tem Lisa e Darvesh como porto seguro. Com ou sem vestido, o menino pode contar com ambos para desabafar sobre suas inseguranças. Algumas cenas são repletas de diálogos sobre preconceito e bullying, de forma simples para que os pequenos leitores compreendam a gravidade das práticas.

“— Bem, eu odeio essas regras chatas que dizem o que as pessoas devem ou não vestir. Com certeza todo mundo devia poder usar o que tivesse vontade, não?

— É, acho que sim — disse Dennis.

Na verdade, ele nunca tinha sido encorajado a pensar sobre isso antes. Ela estava certa. Qual o problema em se vestir como quisesse?”

Os personagens das histórias de David Walliams são trabalhados de forma brilhante, independente do quanto aparecem. Raj, por exemplo, homem indiano que trabalha como jornaleiro, é uma de suas personalidades mais famosas, presente em quase todos os livros da coleção. Esse faz o papel de vendedor esperto, mesmo não sendo muito levado a sério pelas figuras principais.

Normalmente seus livros reclamam sobre aspectos além do esperado dentro de um livro infantil. Assim como esse, acerca da sexualidade e preconceito, outros exemplares da coleção contam com pautas como amor de família, morte, medo e muito mais. Tudo escrito em uma linguagem inteligente e sem subjugar o intelecto infantil.

“Na verdade, Dennis sabia exatamente o que o pai procurava. Ele tinha um exemplar de uma revista masculina como as que ficavam na prateleira mais alta da banca de Raj. Às vezes John entrava escondido no quarto do pai e surrupiava a revista. Dennis já tinha dado uma olhada também, mas não achava aquilo tão divertido. Ficava desapontado quando as mulheres tiravam a roupa. Preferia ver o que elas vestiam.”

Não é à toa que David Walliams é considerado um fenômeno da literatura infanto juvenil na Inglaterra. Nos anos 2012, 2013 e 2014, recebeu o maior prêmio literário britânico, o Nacional Book Awards. Muitos detalhes de seus livros são inigualáveis, com ênfase no seu bom humor diferenciado

“—Você é um &**%$£% completo!

Ops, me desculpem. Sei que, apesar de crianças de verdade falarem palavrão, não se pode escrever palavrões em livros infantis. Por favor, me perdoem, é a &**%$£% da regra!”

O menino de vestido é uma literatura que cutuca a ferida de alguns adultos, o título ajuda a chocar e ir direto ao ponto. Mas a verdade é que essas são as pessoas que deveriam repensar o preconceito e dar uma chance à obra que, por sinal, é importantíssima e um dos melhores livros do autor.

Essa coleção assinada por David deveria estar presente em todas as escolas e em todas estantes infantis.

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Independente

A Rush of blood to the head

A obra critica a ideia que o amor é o fim do egoísmo..

Paulo H. S. Pirasol

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A Rush of blood to the head (Um grande fluxo de sangue para cabeça, em tradução livre), de Marcello Marshall (independente), investiga o amor numa análise pessimista cruzando-o com o egocetrismo. A obra possui três partes: Enquanto não-óbvia afirmação do maquiavelismo; Enquanto fábrica de iludidos e falsificador da realidade; Enquanto fábrica de des-iludidos e análises pessimistas sobre o amor.

O autor é um jovem de 22 anos que, segundo ele, encontrou dificuldades em escrever o livro, sendo o seu primeiro. A obra foi escrita em 2019 e é resultado de um primeiro passo que trás incertezas do próximo, mas Marcello Marshall já está ansioso pela jornada.

Apesar do título estar em inglês, a narrativa é toda em português. A edição física é compatível com a ideia transmitida da narrativa, ela estabelece a estética de um caderno de anotações. Quando se olha pelo lado de que se trata de uma análise, é bastante coerente esse tipo de impressão, todavia o trabalho final da ilustração da capa não parece ser tão trabalhoso, uma ideia mais minimalista e rústica combinaria melhor com a estrutura e conteúdo do livro.

A premissa explora duas possibilidades:

“No primeiro caso, ele é tido como sentimento que vai contra aquilo que minha análise-da-psique infere: que nós agimos tão-somente para elevar, em termos espinosanos, nossa ‘potência de agir’. Logo, o amor nos encaminha a um estado de submissão desejado que, em outros casos, costuma nos gerar sentimentos negativos.”

“o segundo caso, em que o amor pode ser encarado como uma ‘negação’ dos instintos e afetos para uma afirmação destes. Instinto, aqui, é inclinação para a expansão do ‘eu’ e para o domínio de fragmentos do mundo.”

A análise evita cair nos significados superficiais representantes do amor ao longo do tempo; inclusive não as ignora, as explica e refuta com base histórica e biológica. Apesar de não entrar na complexidade da mente humana, a priori estabelecida é o Ego.

Para prosseguir, o leitor deve entender que o indivíduo está condenado ao seu egocentrismo; o significado do objeto é o que é pelo instrumento do observador, sendo o observador o instrumento; no fim o observado não se difere do observador. Não falando do subjetivismo, senão sequer haveria uma análise, mas sim de uma proposta mais próxima ao idealismo: o ser é o seu próprio meio e seu fim.

Marcello Marshall sabendo desta condenação do indivíduo ao seu ego e como isto estabelece a sua ordem de mundo na razão e emoção, sugere que o estudo do amor tenha como base o benefício individual, o que ganha forma nos resultados de seus exemplos em situações coletivas, tanto com objetos ou pessoas.

“Nesse sentido, daríamos lugar ao outro para, postumamente, garantir que nossa potência de agir aumentasse ou não fosse diminuída. Sendo assim, o egoísmo não acabaria onde o amor começa, porque ato de amor seria sempre maquiavelismo, puro exercício de astúcia, contrair para expandir, descer um degrau para poder subir dois.”

Todo julgamento e pensamento que tenta persistir a sua moral na ética estabelece uma proposta falsa, não pela deformidade da inteligência coletiva, mas por ela não poder ser sublime. O grau que o ser busca será para si mesmo. E o coletivo não obtém nenhuma estrutura para transcender através da formação de seres individuais.

Logo, o que vemos na obra tem a clara afirmação da falsidade nas ideias de que o amor propõem fim do egoísmo.

E partindo deste ponto, de que o amor não é representante do coletivismo, o rumo da análise não possui medo em assumir as intenções de busca pelas relações não para fins felizes e divinos, mas para a elevação de si mesmo através de um poço de prazeres (quem ou o que lhe está nessa relação afetiva com o ser).

O autor é bastante sucinto e suas palavras fazem bom uso da servidão da linguagem para o realismo, visando a representação da ideia. Não há duvidas de que ele buscou transmitir de forma máxima e com cuidado o que pensa. O livro 1984 trata importância das palavras, já que é um dos núcleos do conflito na distopia; ver uma escrita crua deste modo com seus sentimentos mostra que a versão pessimista não é para nos incutir raiva ao amor, mas para tratá-lo com sinceridade e maturidade.

Certamente é um dos melhores livros até agora. Para contrapor um ponto, seria necessário mais tempo de pauta sobre o amor do cristianismo, também presente nos assuntos do livro. Pois este amor, apesar de muito visto como propriedade do coletivo, serve como admissão do individualismo, do qual por aceitar estes fatos do ego é que Jesus pode ser capaz de não julgar ao outro.

A obra, no seu último capítulo, passa a se transforma em um argumento do qual nos relaxa. Marcello Marshall desmascarou o indivíduo presente no amor, a compreensão que obtemos com sua exposição nos alerta não só sobre o amor em si, mas sobre a atenção que devemos ter conosco nos assuntos e sentimentos, a ponto de sabermos que qualquer nobreza não é livre do egoísmo.

O livro está previsto para estar disponível na Amazon, em dezembro (digital e físico), contudo já pode ser adquirido com o próprio autor, através do contato específico pra gestão da obra, em que ele fica responsável por responder quaisquer dúvidas como formas de pagamento e envio (spacecowboy45@outlook.com.br).

A Rush of blood to the Head revela a individualidade presente no amor, discutindo o altruísmo que é quase sinônimo de seu significado.

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