Livro desenvolve poderes sensoriais nos baixinhos

Estudo revela efeito dos livros no cérebro das crianças.

Gustavo Carvalho Cardoso
Gustavo Carvalho Cardoso
Gustavo Carvalho é escritor de contos e livros de horror, cursando engenharia mecânica, aprendendo cada vez mais o que se esconde nas entrelinhas do universo.
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E se descobríssemos que os livros podem nos dar poderes? E não qualquer poder, talvez até o mais forte dos poderes: imaginação. Imagine se, como Legião, pudéssemos criar o que quiséssemos com o mínimo de esforço mental? Se pudéssemos, a longo prazo, criar universos e realidades alternativas vividas e complexas apenas usando a imaginação?

Parece muito bom para ser verdade, porém, segundo o estudo desenvolvido pelo book advisor Eduardo Vilella, é totalmente possível que qualquer pessoa, incluindo seus filhos, tenha esse poder. Na verdade, tudo o que conhecemos como mundo nasceu desse processo. E estas habilidades podem ser adquiridas e exercitadas ao apenas abrir um livro.

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A pesquisa explica que o ato de ler na infância exercita o poder sensorial, assim como o sistema cognitivo e também a memória do indivíduo. O habito estimula o cérebro a refletir e a resolver problemas de forma cada vez mais criativa, utilizando os recursos psicoafetivos sensoriais e racionais que os livros ajudam a criar.

Quantas memórias o cérebro produz e armazena quando um livro emocionante é terminado? Ou quantas teorias magnificas ele propõe até descobrir o desfecho ou o enigma daquele livro de suspense?

Apesar das histórias serem geralmente fictícias, para o nosso cérebro elas são reais. Portanto ele as armazena e sempre as recicla, pois automaticamente ele acredita que tais informações servirão para uma tomada de decisão futura. Nesse sentido, os livros ajudam os baixinhos a desenvolverem desde pequenos o senso crítico que ele vai utilizar para realizar suas escolhas ao longo da vida. Isso tudo somado à criatividade e à curiosidade que a criança desenvolve na infância impelem-na a um aprendizado e a um desenvolvimento psicológico a longo prazo.

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Os livros também exercitam os sentidos e o vocabulário. Ao folhear as páginas, o cérebro cria a memória visual das palavras e como elas estão organizadas, desenvolvendo na criança o aprendizado da forma gráfica correta dos vocábulos e seus significados. E ainda estimula os olhos a captar detalhes minuciosos, o que melhora a acuidade visual.

O cheirinho de livro novo também aumenta a experiência afetiva, criando uma memória vivida (lembrete: o cérebro não faz distinção das memórias fictícias das reais; para ele tudo aconteceu sensorialmente de verdade). A audição também pode ser utilizada neste processo. Escutar um familiar lendo uma história desperta a curiosidade e a imaginação da criança, além de ser um gatilho para sonhos e ideias no subconsciente, o que só tem a aumentar seu poder imaginativo e a criatividade.

Todavia, o estudo de Villela também aponta para um grande impasse enfrentado nos dias de hoje. Com o avanço da tecnologia, as crianças estão se fechando para experiências realmente enriquecedoras ao passar muitas horas em frente à televisão ou mexendo nos smartphones e tablets.

O problema disso é que elas acabam sendo bombardeadas por informações diluídas e menos afetivas, estas que, por não explorarem os estímulos sensoriais (que inclusive despertam prazer), são esquecidas rapidamente. Elas também muitas vezes não agregam conhecimento algum na bagagem do baixinho.

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Esse comportamento é nocivo e pode levar a um embotamento no cérebro delas, que pode virar um problema psicológico ou um trauma social. A longo prazo, isso se transforma em uma barreira entre a criança e o mundo ativo extremamente rico que existe exterior a ela.

Nesse cenário caótico, os livros são como uma armadura e uma espada. Ao mesmo tempo que eles protegem as crianças das experiências tóxicas, vão tornando-as mais fortes ao longo da jornada. Eles também concedem poderes especiais aos baixinhos sempre que eles leem algo novo, preparando-os para as responsabilidades e para os problemas da sociedade da qual farão parte um dia.

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E você? Já treinou o poder do teu filhote hoje?

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