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Livros

Livro físico vs e-book: confira 7 vantagens e desvantagens

Plataformas digitais têm preços mais baixos; livro impresso estimula o poder cognitivo do cérebro.

Rodrigo Roddick

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Em plena era digital, os hábitos relacionados à leitura se modificaram um pouco. Antes, quando convivíamos apenas com a tecnologia arcaica do papel, podíamos desfrutar de longas horas de prazer com uma história impressa ou um jornal ou uma revista. Hoje, as plataformas virtuais suprimiram o consumo físico de tais produtos, porém o livro físico ainda resiste neste cenário tecnológico que nos cerca.

A chegada dos e-readers tornou a disputa mais acirrada. Contudo ainda existe uma grande preferência pelos livros físicos e eles ainda representam a maior porcentagem da receita de uma editora. Apesar das histórias em papel promover inúmeros benefícios e estimular mais o prazer da leitura, há desvantagens em sua utilização, estas que os e-readers conseguem driblar. 

A ascensão de novas formas de leitura aliada à migração do consumo da informação para internet revela um prelúdio da coexistência entre ambos os formatos, tornando uma questão ainda mais evidente: em um futuro próximo, o e-book vai substituir o livro físico? Para responder esta pergunta, o Cabana separou sete vantagens x desvantagens entre os dois formatos.

1. Bateria

Um aspecto em que o livro físico sempre vai superar o e-book é a leitura ilimitada. Muitos e-readers, por terem tela e-ink (tinta eletrônica), possuem autonomia de até 20 dias com energia, tempo mais que suficiente para ler um livro inteiro sem se preocupar com bateria; entretanto o papel não depende de energia e, por isso, deixa o leitor mais tranquilo para seguir na narrativa.

2. Experiências sensoriais

Outro detalhe que o livro de papel sai na frente é justamente o fator sensorial. Exceto a experiência visual, porque os dois formatos fazem uso dela, nos livros de papel você pode tocar as páginas e cheirá-las. Quem não gosta daquele perfume maravilhoso de livro novo? É algo imbatível que nenhum e-reader conseguiu imitar até hoje. Quem sabe no futuro…

Pode parecer uma coisa pequena, mas não é. Além de leitores, somos seres humanos e tudo o que nós chamamos de viver acontece através da captação do mundo externo pelos cinco sentidos. A experiência de cheirar e folhear o livro contribui bastante neste sentido por estimular as respostas sensoriais no cérebro.

Outro detalhe diz respeito às imagens. Os livros físicos e os e-books as exibem, contudo o e-book ainda é muito limitado porque só fornece ilustrações em preto e branco. Além disso, as que funcionam melhor neste formato digital são as menores e mais básicas. Já o papel torna a leitura de imagem muito melhor e mais confortável. Os livros físicos também levam vantagem porque a editora pode escolher um papel mais adequado às ilustrações.

Todavia, na questão do tato, a vantagem se equilibra entre os dois. Tocar o livro de papel aumenta a resposta cognitiva do cérebro, mas os exemplares mais grossos são também mais pesados e isso causa certo desconforto na hora de ler. Neste aspecto o e-reader ganha disparado, pois eles são extremamente leves. Até mesmo se o leitor optar por ler no aplicativo do celular ou tablet, ainda assim não vai ter problema com o peso.

3. Folha marfim

Praticamente todo leitor adora aquele papel amarelado que é regra em muitos livros. Além de colocar mais charme no processo visual, torna a experiência mais imersiva. A cor suave do marfim causa menos irritação ao olho humano. Entrementes, muitos aplicativos e-readers podem controlar a cor de fundo, não apenas para marfim, como também para preto e outras cores que causam menos incômodo visual.

Os dispositivos e-readers mais básicos geralmente vem com o fundo claro, entretanto os modelos premium oferecem a opção de ajustar a temperatura, o que causa o mesmo efeito da folha de marfim, como é o caso do Kindle Oasis, por exemplo. De qualquer forma, a tela destes dispositivos é projetada para não incomodar o olho do leitor.

4. Armazenamento

Esta é uma questão que os e-readers possuem larga vantagem. Em apenas 4 GB (capacidade média dos dispositivos e-readers) dá para guardar milhares de e-books. Se o leitor trouxesse isso para o ambiente físico, ele precisaria de vários cômodos ou talvez de uma biblioteca para comportar tudo isso. 

É claro que muitos leitores sonham com um cômodo assim, com prateleiras repletas de exemplares coloridos, mas nem todos os livros ficam bem na estante porque possuem capas comuns. É aí que reside o processo de coexistência: o leitor pode usar o melhor das duas plataformas. 

No ambiente físico, ele pode optar pelos livros que mais ama, aqueles que quer ler sempre ou consultar, ou também aqueles que possuem capas muito bonitas. Todo o resto que o leitor apenas quer ler, mas sem necessariamente ter, ele pode usar o e-reader.

5. Recursos

Outro fator que coloca os e-readers muito à frente do livro físico. Todo leitor se depara com aquela palavrinha que não conhece. Neste caso, ele pode entendê-la através do contexto ou consultar um dicionário. Seja no celular, tablet ou no dicionário físico, o leitor vai ter que deixar o livro de lado para consultar o termo desconhecido. Quando isso é recorrente, o processo repetitivo acaba interferindo na leitura, tornando-a menos fluida.

Contudo o e-reader facilita essa consulta porque a maioria deles vem com o recurso para o usuário buscar o significado do verbete ao apenas pressionar a palavra desconhecida. O leitor evita a alternância de elementos e continua a leitura mais rapidamente, fazendo-o permanecer na linha de raciocínio proposto pela narrativa. Além disso, o formato virtual ainda propicia ao usuário realizar pesquisas – do mesmo modo – de termos ou expressões na Wikipédia.

Outra ferramenta que funciona muito melhor no e-reader é a marcação de texto. Ao apenas selecionar a palavra, expressão ou trecho, o usuário consegue destacar a parte da narrativa que lhe chamou atenção. Até para compartilhar fica mais fácil, uma vez que estes dispositivos oferecem conectividade com as redes sociais.

No livro físico, o leitor pode fazer uso de uma caneta marca-texto, mas isso deixa uma marca permanente no papel e muita gente não gosta de fazer isso porque sente que o está denegrindo. Ele pode escolher, porém, post-it ou marcadores neste estilo, mas isso depende da quantidade que ele dispõe. No caso do e-reader, o uso é ilimitado.

Além disso, os e-readers oferecem facilidades para trafegar no conteúdo do livro, pois seus índices geralmente geram links clicáveis. Estes dispositivos ainda calculam o tempo (ou páginas) restante (s) no capítulo ou no livro inteiro e também oferecem conectividade entre dispositivos distintos, ou seja, você pode começar a ler o livro no computador e terminar no aplicativo do celular.

6. Plano de assinaturas

Físico ou virtual, os livros hoje em dia estão gerando mais receitas para as editoras através dos planos de assinaturas. Cada um tem uma vantagem. A assinatura de livros físicos geralmente acompanha mimos e brides que conquistam o coração do leitor, além de, às vezes, trazer histórias que ainda não foram publicadas. 

Clube Intrínsecos: exemplo de brindes do plano de assinatura | Foto: Divulgação/Intrínseca

Um exemplo disso é a Intrínseca. Ela tem um clube de assinaturas chamado Intrínsecos, que faz justamente esse trabalho de oferecer aos leitores experiências que normalmente ele não tem ao comprar um livro na livraria. Na Bienal do Livro Rio 2019, a editora chegou a premiar seus assinantes com encontros exclusivos com os autores internacionais convidados para a feira.

Kindle Unlimited oferece mais de 1 milhão de e-books | Foto: Divulgação/Amazon

No caso do e-reader, porém, a vantagem está no volume e no preço. Tomemos os Kindle Unlimited como exemplo. Ele custa apenas R$ 19,90 por mês, mas dá acesso a mais de 1 milhão de livros. Uma assinatura física não chega nem perto de atingir essa gama, sequer consegue oferecer algo próximo desse valor. 

7. Preço

É editorialmente impossível um livro físico fornecer um valor competitivo com e-book. O formato virtual requer uma produção muito mais econômica que o formato impresso, o que se traduz em uma redução de custos da editora. Por causa disso, o valor final do livro acaba sendo bem mais baixo.

Muitos e-books custam, em média, um terço do valor cheio do livro físico. Comprar livros virtuais em vez de físicos pode ser uma estratégia para conseguir ter acesso a mais histórias. 

E-books são mais baratos e podem ser lidos gratuitamente em planos de assinaturas | Foto: Divulgação/Amazon

Imaginemos que o leitor possui R$ 100 para comprar livros, por exemplo. Considerando que um livro físico custa R$ 40 reais, ele conseguiria comprar apenas 2 livros. Mas um e-book pode custar mais ou menos R$ 5,00 (muitos e-books na Amazon tem esse preço); neste caso o leitor vai poder ter acesso a 20 livros! Dezoito a mais que no primeiro cenário!

A tendência – e também a maneira mais inteligente – é adotar a integração entre as duas mídias, a impressa e a virtual. Segundo o book advisor, Eduardo Villela, é o que geralmente acontece. Ele ainda ressalta que o e-book pode induzir o leitor a comprar o livro físico. 

“O livro digital e o livro impresso conviverão por muito tempo e a tendência é que o consumo de um impulsione a venda do outro. Aliás, não acredito que o livro impresso desapareça, o que poderá́ acontecer após vários anos ou mesmo décadas, é a venda do livro digital superar a do impresso em receita”

Muitas pessoas, geralmente leitores vorazes, adoram ler várias histórias novas, mas não manifestam o mesmo interesse de possuí-las em suas estantes; neste caso o e-reader contribui bastante para que ela tenha acesso a estes volumes, sem precisar de um lugar para guardá-los nem desprender de tanto dinheiro.

Até na questão sustentável, os e-readers levam vantagem porque não provocam o desmatamento em grande escala como a demanda de livros impressos.

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Livros

Antirracismo | Conheça 6 livros de autores negros

A importância do movimento antirracista vai além das redes sociais.

Mylla Martins de Lima

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Já parou para pensar sobre quantos autores negros você já leu? Assim que fizer esse exercício, você ficará chocado com o resultado se comparado à autores brancos. O recente assassinato de George Floyd, um rapaz negro, cometido por um policial branco mobilizou o movimento contra o racismo nos EUA, lembrando a população mundial que ainda não nos livramos desse mal enquanto sociedade.

Apesar de trágico, os protestos nos convida à refletir sobre diversas questões sociais e fazer mais que só publicar textos e fotos pretas nas redes sociais. Precisamos estudar o tema. Lembrar por que isso aconteceu. Entender para combater. Para que gritemos em uníssono: racismo nunca mais.

Preparamos uma lista com um conteúdo envolvendo essas questões, incluindo obras escritas por negro. Estas leituras apresentam críticas à sociedade, mas também personalidades fortes que te farão reconhecer a importância das manifestações atuais.

1. Pérolas Brancas: 30 coisas que todx negrx escuta de brancxs

Robson Moura, ilustrador, pintor e desenhista, é autor do título produzido através de um financiamento coletivo na plataforma Catarse.

A ideia do livro é ilustrar cenas vindas de frases ditas normalmente por pessoas brancas como uma forma de elogio, ou até mesmo brincadeira, mas que estão impregnadas de preconceito. Dentre elas, “você é um negão tipo exportação” ou “você é um preto de alma branca” aparecem desenhadas ao longo da HQ.

2. Black Friday

Dessa vez, Robson Moura mostra seu ponto de vista acerca do racismo, mas também abordando a desigualdade social no Brasil e no mundo. Novamente o projeto foi financiado pelo Catarse, em 2017.

O nome deve-se à publicação das histórias serem feitas às sextas-feiras e, como forma de protesto, comparando o preto com a data de liquidação, como queima de estoque.

3. Horror Noire: A representação Negra no cinema

Horror Noire: a representação negra nos filmes de terror ...

Escrito pela Doutora Robin R. Means e publicado pela DarkSide Books, o livro é fruto de uma pesquisa sobre a influência e impactos sociais dos negros nos filmes de terror desde 1890.

O material é tão importante que virou um documentário na plataforma de stream Shudder, que ainda não chegou ao mercado brasileiro.

4. Medo Imortal

Livro Medo Imortal - Ed Darkside Frete Grátis - R$ 84,49 em ...

Outra publicação trazida pela DarkSide Books não é totalmente voltada para a temática em questão, mas tem como líder da obra o nosso grande Machado de Assis.

Machado, filho de mãe branca, pai negro e avós alforriados, foi vítima de um processo chamado secundarização, ou escondimento, dada sua origem afrodescendente. As fotos recentemente descobertas mostram um homem com traços característicos de sua etnia, muito diferente das fotografias que normalmente estampam seus livros e manchetes da época, que afinava o rosto do escritor numa tentativa funesta de “embranquecimento”. E isso também podia ser notado na cor de pele dele, que ao longos dos anos foi gradativamente ficando mais “clara”.

O livro reúne poesias e 32 exemplares de contos da Academia Brasileira de Letras, a qual Machado de Assis foi o principal fundador, com temáticas sobrenaturais, monstruosas e atos doentios inimagináveis. O volume mostra que Machado pode ser sim negro, intelectual e escritor ao mesmo tempo. Algo que a sociedade conservadora branca sempre tentou evitar e menosprezar.

5. Palmares de Zumbi

Livro: Palmares de Zumbi | Grupo Autêntica

A editora NEMO publicou no fim de 2019 uma história pouco conhecida a fundo e, infelizmente, lembrada apenas no Dia da Consciência Negra. Leonardo de Chalub em parceria com Luis Matuto conceberam essa belíssima narrativa.

A importância desse ícone vai muito além do lembrado nas aulas de história durante a infância. Sua jornada inteira possui atos de bravura e heroísmo que, neste livro, são explorados de forma simples e didática. O livro em questão não é escrito por um negro, mas vale conhecer esse trabalho incrível, ainda mais para mostrar como uma pessoa branca pode fazer sua parte para entender a violência do preconceito que seus ancestrais cometeram e então lutar para seu fim.

6. O ódio que você semeia

O Ódio Que Você Semeia - Saraiva

Essa obra juvenil provoca, é cruel, mas muito necessária. A menina Starr aprendeu desde bem nova a como se portar sendo negra nas mais diversas situações, inclusive na presença da polícia. Mas seu amigo não teve essa mesma “educação”, e terminou caído no chão, morto. Agora, a menina indignada com a injustiça que presenciou e estudando em uma escola de brancos de classe alta, Starr começa a liberar tudo entalado na sua garganta.

A estreia de Angie Thomas possui adaptação cinematográfica. O livro foi traduzido para o Brasil pela editora Galera.

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Livros

Quarentena Geek: 6 livros para o seu fim de semana

Dicas de leituras fantásticas para tirar de letra o isolamento social e que talvez você não conheça.

Mylla Martins de Lima

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Normalmente as listas de livros baseadas na cultura geek são compostas pelos mesmos livros e seus autores renomados. Outros títulos acabam não sendo explorados e, por isso, continuam sem merecido reconhecimento, mesmo carregados pela essência fantástica.

Esta lista contém ótimos livros, dotados de teorias, ciência, fantasia e múltiplas referências da cultura pop para dar um “up” nessa temporada tão difícil pela qual estamos passando.

Livros preferidos de executivos de grandes startups em 2019 - Startupi

1. Como uma luva de veludo moldada em ferro

Como Uma Luva De Veludo Moldada Em Ferro no Submarino.com

O quadrinho escrito e ilustrado por Daniel Clowes e Jim Anotsu, foi publicado aqui no Brasil pela editora NEMO. Ele é um compilado de 10 capítulos da mesma história escrita por Daniel na revista Einghtball.

Trata-se de uma investigação acerca de um snuff film — gênero em que as mortes filmadas são reais — cheia dos personagens mais bizarros. É uma verdadeira jornada pela loucura.

2. Descender: Estrela de lata

Humanos e máquinas estão em guerra em Descender, novo quadrinho de ...

Esta HQ é escrita por Jeff Lemire e ilustrada por Dustin Nguyen. No Brasil, ela foi lançada em 2019 pela editora Intrínseca.

A história por trás das ilustrações excepcionais conta a saga de um robô que luta por sua sobrevivência em um mundo onde existe uma perseguição às máquinas.

Confira a resenha de Descender clicando aqui.

3. Renegados

Livro - RENEGADOS nas americanas

A editora Rocco trouxe, neste ano, o primeiro volume da trilogia escrita por Marissa Meyer. A história de ficção-científica conta sobre um grupo de humanos com habilidades especiais que conseguem estabelecer a paz em uma cidade totalmente arruinada.

Esses são tratados como a esperança daquele povo, os verdadeiros heróis… mas nem todo mundo os enxerga desse modo. Um segundo grupo também participa da narrativa, mas buscando vingança.

4. Contos do tempo emaranhado

Contos do tempo emaranhado (Douglas Bock) - Editora Diário Macabro

Um livro 100% brasileiro com 14 histórias contadas por Douglas Bock em uma edição linda publicada pela editora Diário Macabro.

Os contos são divididos em 3 grupos: ” Cinco Paraísos”,que falam sobre a sociedade secreta no coração de São Paulo que oferece a possibilidade de vida pós-morte; “Histórias instáveis”, que possuem relatos de pessoas com vivência em outras dimensões, tempos ou lugares; e, por fim, “Sampaulo- Vetente 1641”, que é uma versão alternativa da selva de pedra com saltos no espaço tempo.

5. Metrópolis

Metrópolis | Editora Aleph - editoraaleph

A editora Aleph é famosa pela publicação de obras maravilhosas da ficção científica. Essa, por exemplo, foi escrita por Thea Von Harbou e já ganhou, inclusive, uma adaptação cinematográfica.

A obra é narrada em uma cidade futurística, onde a população é dividida em dois andares. O primeiro, uma elite, pessoas próspera que desfrutam de uma boa vida. No andar subterrâneo , trabalhadores lutam por sua sobrevivência. Em meio à essa barreira de classes, surge um romance.

6. VHS: Verdadeiras histórias de sangue

VHS: Verdadeiras Histórias de Sangue - Livros na Amazon Brasil ...

Cesar Bravo e DarkSide Books formam uma dupla perfeita e a prova veio com essa publicação sem defeito algum!

As histórias são passadas entre 1985 e 1995, cheias de esquisitices e muito sangue. Os contos partem de registros orais sobre mandingas macabras, crimes brutais, animais soturnos, além de notícias , jornais e anúncios sobre o imaginário da época.

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Livros

J. K. Rowling anuncia ‘The Ickabog’ como primeiro livro infantil após Harry Potter

Autora disponibiliza primeiros capítulos em plataforma online devido ao coronavírus.

Rodrigo Roddick

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Harry Potter não é o único romance infantojuvenil de J. K. Rowling. Não mais. Agora a autora está lançando o conto The Ickabog, uma história romanceada que está sendo disponibilizada em site próprio. Apesar de estar vindo a público agora, o livro já estava sendo escrito na época de Harry Potter, há mais ou menos uma década atrás.

A autora explica o motivo de ter deixado The Ickabog para trás e também comenta por que resolveu trazê-lo agora.

“Algumas semanas atrás, durante o jantar, discuti provisoriamente a ideia de tirar The Ickabog do sótão e publicá-lo gratuitamente, para crianças em confinamento. Meus agora adolescentes estavam emocionadamente entusiasmados, então lá embaixo veio a caixa muito empoeirada e, nas últimas semanas, estive imersa em um mundo fictício que pensei em nunca mais entrar”

Ela ainda ressalta que sua família já tinha conhecimento do livro e, por se lembrarem de como ele fora contado, participou da montagem desta história.

“Enquanto trabalhava para terminar o livro, comecei a ler capítulos todas as noites para a família novamente. Essa foi uma das experiências mais extraordinárias da minha vida de escritora, pois os dois primeiros leitores do The Ickabog me contaram do que se lembram quando eram pequenos e exigiram a reintegração de partes de que gostaram particularmente (eu obedeci)”

Joanne Rowling explica que The Ickabog é uma história sobre o abuso do poder e adianta que ela não se refere a nenhum regime atual em particular, lembrando que o livro foi escrito há mais de uma década.

The Ickabog é uma história sobre a verdade e o abuso de poder. Para evitar uma pergunta óbvia: a ideia me surgiu há mais de uma década, por isso não pretende ser lida como uma resposta a qualquer coisa que esteja acontecendo no mundo no momento. Os temas são atemporais e podem se aplicar a qualquer época ou país”

The Ickabog será publicado na íntegra exclusivamente online nas próximas semanas devido à pandemia do coronavírus, mas receberá uma versão em e-book e outra impressa em novembro. Rowling revelou que os direitos autorais angariados com a história serão destinados a grupos impactados pelo Covid-19.

J. K. Rowling chegou a brincar que escrevia um livro infantil em 2018, assim que terminou Animais Fantásticos 3, mas não ficou claro se este era The Ickabog.

Os dois primeiros capítulos da história estão disponíveis no site TheIckabog.com. Lá também é possível colorir as ilustrações.

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