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Livros X Adaptações: O final de 50 Tons de Cinza

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Que a trilogia de 50 Tons de Cinza é sucesso, isso não dá para negar. Além disso, os filmes da franquia também arrebataram milhões para o cinema. Mas afinal, qual o motivo para tanto sucesso? Apesar do enredo clichê entre dois protagonistas opostos e a torcida pelo amor dos dois, o personagem Christian Grey é o que se destaca, por seu segredo. Basicamente, a trama de 50 Tons de Cinza gira em torno desse segredo, que é basicamente o desejo escondido de muitas mulheres.

Na parte dos livros, a história se originou como uma fanfic (fantasias criadas pelos fãs a partir de uma trama já existente) de Crepúsculo, da autora Stephenie Meyer. Se olhar atentamente às duas sagas, encontramos familiaridade: A mocinha tímida, sem nenhum atrativo aparente, se apaixona pelo protagonista bonitão, que possui um segredo proibido de ser revelado. Além do amigo fiel da mocinha tímida, que é apaixonado por ela secretamente.

Adaptar qualquer livro para o cinema é uma tarefa muito difícil, pois o leitor sempre busca a similaridade entre as duas peças. Fica ainda mais complicado quando o autor dos livros recebe carta branca da produtora para acompanhar a produção, colaborar com o roteiro e interferir nas cenas. Foi isso que aconteceu com o filme 50 Tons de Cinza.

Focando na primeira parte da trilogia, que arrecadou mais de R$ 680 milhões em bilheteria no mundo, apenas faltaram alguns detalhes do livro, como a falta de cuidado da Anastasia para com ela mesma, que não é muito focado no filme, a deusa interior de Ana também não aparece no longa, a cena quente no barco também não foi incluída devido à classificação etária, além da parte de Christian ser um perseguidor também foi excluída, afinal não mostra o GPS que ele usa para rastrear Ana. Fora essas pequenas alterações, o filme segue intacto e foi considerado pela crítica americana melhor do que o livro.

O segundo filme, 50 Tons Mais Escuros, foi considerado por muitos fãs da trilogia como fiel ao livro, porém, como não podia ser diferente, alguns detalhes foram modificados para a versão cinematográfica. Por exemplo, o psiquiatra de Christian Grey foi excluído do longa, ou seja, a conversa que ele tem com Ana no baile de máscaras, nunca aconteceu; há menos sexo se comparado com a primeira parte, inclusive, as cenas que envolviam sorvete e passeio de barco não foram incluídos para o filme não pegar classificação etária muito alta; excluíram também o irmão de Ana, Ethan, que no livro tem cenas importantes que envolve a personagem Leila. O filme manteve apenas a raiva de Christian, mas sem o Ethan; no livro, não há o leilão que acontece na primeira parte do baile e no filme, Kate, melhor amiga de Ana, não descobre sobre o acordo.

Já para o terceiro filme, 50 Tons de Liberdade, que estreia agora dia 8 de fevereiro, se seguir às outras duas adaptações, será bem fiel ao livro, apenas com alguns detalhes, até porque, como já falamos anteriormente, a autora E. L. James está participando de todo o processo. Os filmes tem intenção de agradar tanto aos fãs da trilogia como o público de cinema, então podemos esperar bastante dessa terceira e última parte da saga de Ana e Christian Grey.

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Livros

Carnaval fantástico | Desfile de escola de samba pode ser um livro aberto?

Desfiles carnavalescos são histórias contadas em ritmo de samba.

Rodrigo Roddick

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Chegou! Nesta sexta-feira (21) começa oficialmente o carnaval, mas muitas pessoas já vêm aproveitando os bloquinhos e festas pré-carnavais para garantir a animação no dia. Porém carnaval não é apenas diversão, mas também história.

Os carnavais têm contado com os super criativos desfiles de escolas de samba desde 1920. É claro que o brilho, as fantasias e o glamour dos corpos torneados chamam bastante atenção para lotar as arquibancadas dos sambódromos. Até gringo vem para o Brasil querendo participar dessa festa colorida que só existe aqui. Mas o que torna tudo isso possível é a estrutura de uma história que a escola narra durante os minutos em que atravessa a Marquês de Sapucaí (no caso do Rio de Janeiro).

O desfile é como um livro aberto. Toda a história é contada de forma ilustrada e presenteia os foliões não apenas com muito samba, mas com o maior prêmio que uma pessoa pode receber: conhecimento. O mesmo que o livro faz com leitor.

Fonte: reprodução/TV Globo

Enredo, samba-enredo x premissa

Capa do CD com os sambas-enredo das escolas do grupo especial | Fonte: reprodução/Uol

A estrutura de um desfile compreende alguns elementos que todos nós já conhecemos. Exemplos disso são o enredo e o samba-enredo que assumem o caráter da premissa de uma história. Durante uma narrativa, todos os capítulos são permeados pela ideia central que é a razão de existir daquela história. O samba-enredo é exatamente isso, a diferença é que é cantado. Uma maneira divertida de ficar o tempo inteiro martelando na cabeça dos foliões “estamos falando sobre isso nesse desfile”.

Comissão de frente x capa e prólogo

Comissão de frente da G.R.E.S. Mangueira | Fonte: reprodução/RioCarnaval.org

A comissão de frente tem o papel de apresentar a escola e o tema abordado no desfile. Ela é formada por artistas que muitas vezes interpretam um esquete, porém dentro do contexto carnavalesco. É assim um prólogo, a capa e o título. Em um livro, eles têm a função de introduzir o espectador na história e de apresentar o conteúdo que vai ser tratado durante toda a narrativa, bem como o tom da linguagem.

Alas x capítulos

Fonte: reprodução/RioCarnaval.org

Esse quesito é bem mais fácil de observar. O que seriam as alas senão a perfeita demonstração ilustrada de um capítulo de livro? Muitas pessoas observam que as alas contam histórias, mas poucas acham que é só para formar um tapete visual. Não. Os cem componentes de uma ala são como cada palavra selecionada rigorosamente para formar um capítulo.

Carros alegóricos x imagens

Fonte: reprodução/RioCarnaval.org

Com certeza se o desfile fosse um livro, os carros alegóricos seriam as imagens que por vezes aparecem ao longo da história. Tal como no desfile, as ilustrações carregam o poder de sintetizar toda uma explicação escrita em elementos visuais.

Mestre-sala e porta-bandeira x personagens

Fonte: reprodução/RioCarnaval.org

E por fim temos aqueles que movimentam a história. Não apenas os mestres-salas e as portas-bandeiras são as personagens do desfile, como também alguns destaques de alegorias e as personalidades que vêm na comissão de frente. Não é preciso dizer que eles incorporam a personagem da história que o desfile está contando, assim como em um livro.

Há muitos elementos específicos que compõem o deslumbrante show que é um desfile de escola de samba, assim como há muitas características particulares que envolvem a narração de um livro, contudo…

História é história e, por isso, apresenta similaridades independente do formato em que esta sendo narrada, seja ele filme, série, música, texto, peça teatral ou desfile.

Fonte: CamaroteCarnaval.com, Brasil Escola e RioCarnaval.org

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Resenha

Resenha | O Enigma de Outro Mundo

Novela investiga a existência de extraterrestres entre nós e prospecta teorias sobre a existência humana.

Rodrigo Roddick

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Existe vida fora da terra? Se sim, é amistosa ou hostil? Essas perguntas já foram feitas diversas vezes em diferentes momentos históricos. Muitas pessoas acreditam em alienígenas. Inclusive há uma ciência dedicada a desvendar os mistérios além da Terra. Há teorias que até apontam que os antigos egípcios foram visitados por seres extraterrestres. Contribuindo para este tema, O Enigma de Outro Mundo ainda suscita outra questão: já não estariam os aliens entre nós?

Apesar desta interrogação já ter se desenhada na cabeça de muitas pessoas, o livro apresenta a tentativa humana de identificar os extraterrestres, presumindo que eles consigam se passar por um humano, assim se camuflando entre nós.

O Enigma de Outro Mundo é uma história criada por John W. Campbell que inspirou o filme homônimo em 1982 e várias outras obras cinematográficas com nomes diferentes. Agora a obra foi traduzida e impressa pela primeira vez através da editora Diário Macabro. O excelente projeto gráfico é evidente logo na capa dura, com ilustração bem feita e ótima organização. A diagramação não deixa a desejar.

O livro possui 164 páginas e conta a história de um grupo de pesquisadores na Antártica que se depara com uma cabeça alienígena enterrada no gelo. Ela possui a capacidade de se transformar em qualquer ser vivo. A volume ainda traz extras contendo curiosidades sobre o contexto do romance, bem como algumas ilustrações dos personagens da história.

A narrativa apresenta uma investigação científica sobre o reconhecimento de espécimes extraterrestres. Por esse motivo, a linguagem dele é técnica, ainda mais porque os personagens principais são físicos, biólogos e meteorologistas. 

Apesar de ser um pouco arrastada as partes em que eles estão conversando sobre os métodos que deveriam ou não adotar para investigar A Coisa (como é chamada a cabeça alienígena na história), é possível compreender a escolha de Campbell. A maneira científica que o livro é narrado ambientaliza o leitor, construindo uma atmosfera coerente e paralela à realidade. Há momentos, inclusive, que você acaba se convencendo que toda a história seria possível.

A despeito do tema inicial, O Enigma de Outro Mundo pretende ir muito mais fundo do que superficialmente demonstra. Ao trazer a questão sobre a dificuldade de identificar quem é alien ou não – já que os extraterrestres podem se multiplicar e se transformar em qualquer um – Campbell, na verdade, está propondo uma investigação do próprio ser humano.

O que faz de nós humanos?

Esta é a pergunta principal que várias teorias tentaram responder. Mesmo sem uma resposta absoluta, o livro nos convida a viajar para dentro de nós mesmo e nos questionarmos sobre a humanidade que nos caracteriza. Em uma das partes mais interessantes da história, o autor chega a caracterizar as células alienígenas como “egoístas” por possuir o princípio de se preservar a qualquer custo. Não seria isso muito parecido com nosso instinto de sobrevivência?

O Enigma de Outro Mundo é uma fonte de teorias. E seu fim propõe que nós, seres humanos, poderíamos ter sido uma raça desenvolvida por vidas extraterrestres. Se isso é verdade ou não, não sabemos, mas é válido para subsidiar argumentações. Afinal, especular sobre vida fora da Terra pode ser a resposta para nossa existência.

“Para além das estrelas, está a resposta. De um lugar além das estrelas, de um planeta mais quente que circula ao redor de um sol mais brilhante e mais azul, eles vieram”

O Enigma de Outro Mundo é um livro curtinho obrigatório a todos os interessados em ETs e aos fãs de ficção-científica.

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Resenha

Resenha | Wild Cards – O Começo

Contos fazem alusão aos X-men e à Liga da Justiça, bem como outros super-heróis.

Gustavo Carvalho Cardoso

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Wild Cards – O Começo foi lançado em 23 de novembro de 2010 pela Companhia das Letras e organizado por George R.R. Martin em parceria com inúmeros autores. O autor é um roteirista e escritor de ficção-científica, terror e fantasia. Sua maior criação foi a fantasia época “As Crônicas de Gelo e Fogo”.

“Jetboy é o grande herói da nação.”

A história de Wild Cards gira em torno de um ataque com um vírus biológico alienígena que altera o DNA dos afetados, transformando-os em super-heróis, os chamados Áses. Mas o vírus pode transformar em aberrações antropomórficas, os Curingas.

”Tachyon parecia um homem normal, um homem normal que saiu de uma nave alienígena”

O livro se compromete em mostrar os dramas de um Estados Unidos pós Segunda Guerra Mundial, em um universo onde a vida no espaço é existente e carrega consigo uma ameaça à nossa sobrevivência: um teste viral que promete dizimar os humanos dois anos após Hitler ser derrotado.

A história lembra muito um roteiro de histórias em quadrinhos, parodiando super-heróis conhecidos e criando uma lógica por trás de cada poder apresentado, tornando o universo apresentado mais tangível e consolidando a premissa inicial do livro.

O livro é fragmentado em contos contendo narrativas e personagens principais diferentes, fazendo o leitor percorrer cenários e situações distintas. Ele mostra os humanos se adaptando aos poderes e aprendendo a lidar consigo mesmos, abrindo portas a uma nova crise. Como conviver com seres que podem praticamente serem deuses?

É apenas uma das perguntas que o livro traz e uma das crises que gira em torno dos personagens. Trazendo referências diretas aos X-men, à Liga da Justiça e a muitos outros quadrinhos, a narrativa coloca uma curiosidade em cada página e os leitores ficam loucos para saber qual vai ser o próximo personagem a ser central na história.

Assim como em X-men, a ameaça presente nesse universo não só os Áses ou os Curingas, mas sim os próprios humanos com medo dos afetados pelo vírus. Munidos de preconceito e de misoginia, eles se sobrepõe aos Wild Cards, aplicando leis rígidas e praticamente escravizando aqueles que sofreram com a mutação. Estes sendo obrigados a servir no exército sob o pretexto de estarem honrando a nação. A verdade, porém, é que estão sendo presos por baixo dos panos.

A crítica social que o livro propõe casou muito bem com a premissa do livro, assim como as muitas referências aos universos conhecidos dos quadrinhos. A política na história foi empregada de forma impecável como uma real vilã aos interesses dos personagens. Em muitos trechos, as leis mais descriminam e matam do que auxiliam aqueles que já estão sendo caçados diariamente.

O drama e a motivação de cada personagem afetam de forma ativa o mundo à sua volta, de forma que um conto, mesmo que com relatos distintos dos outros, complementa o universo, consolidando as lendas que ali permeiam.

A única coisa que quebra um pouco o ritmo do livro são algumas poucas histórias que se arrastam sem necessidade, demorando muito para expor o personagem. Porém, não afeta em nada a qualidade da obra, vai de leitor para leitor.

Wild Cards possui um drama bastante solidificado e uma trama política baseada na da vida real, é uma obra que fortifica o cenário de heróis e vilões. É quase uma distopia alegórica.

O livro é indicado para aqueles que são fãs de quadrinhos e gostariam de ver uma história um pouco mais realista.

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