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Marcelo Hessel – O dia que o colunista do Omelete não estava bem

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* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.

Era uma segunda qualquer e nada de mais estava acontecendo no mundo nerd, umas coisas ali, outras aqui, mas nada fora do comum. Ai quem me surge? Marcelo Hessel e desta vez ele não estava falando mal da Warner (como algumas pessoas conseguem notar bem em algumas criticas exageradas ao Universo DC) mas mesmo assim ele foi além, desconsiderou a historia e injetou a “sua verdade” no site do Omelete ao afirmar que CAPITÃ MARVEL é o principal ícone do feminismo nos quadrinhos de super-heróis. Sim, a arma foi apontada e ele atirou, BANG, pena que errou todos os alvos possíveis, pena que errou até no próprio senso do ridículo, ao querer de qualquer maneira inserir na mente dos leitores que a Mulher-Maravilha deixou de ser a grande referencia feminista.

Tínhamos um colunista no CDL chamado Diego Lanza, e ele vivia falando que odiava o Hessel, pena que demorei para descobrir e porque. *Na década de 40 a Mulher-Maravilha foi concebida para ser um símbolo da luta feminina, seu papel relegado ao de secretária da Sociedade da Justiça não ajudava a afirmar seus ideais. Apesar da Mulher-Maravilha ter sido criada por um psicologo com intenções nada convencionais, ela rapidamente se tornou um ícone da não submissão aos homens, se tornando referencia para muitas. Hessel desconsiderou o fato de que a Capitã Marvel para o publico em geral (que não curtem ou não conhecem quadrinhos) é uma personagem quase que desconhecida para muitos, talvez somente com o filme programado para 2017 ela se torne parte da mitologia feminista em geral. Este ano, não só sendo um ícone feminista para a maioria como sendo uma mãe para os homossexuais, a Mulher-Maravilha celebrou um casamento lésbico

Mulher-Maravilha é a mais popular heroína do sexo feminino de quadrinhos de super-heróis de todos os tempos. Além de Superman e Batman, nenhum outro personagem de história em quadrinhos tem durado tanto tempo. Como qualquer outro super-herói, ela tem uma identidade secreta; ao contrário de todos os outros super-heróis, ela tem uma história secreta.

Superman veio primeiro em 1938. Batman começou à espreita nas sombras, em 1939. Mas tudo começou com uma arma. Em 1 de setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia. Dois dias depois, a Grã-Bretanha e a França declararam guerra à Alemanha. Em outubro de 1939, na Detective Comics, Batman matou um vampiro, atirando balas de prata em seu coração. Na próxima edição, ele disparou uma arma para dois capangas do mal. Quando Whitney Ellsworth, diretor editorial da DC Comics, viu aquilo decidiu que Batman não iria mais usar armas.

Super heróis não eram soldados; eles eram cidadãos. E assim, no final de 1939, um dos escritores de Batman elaborou uma nova história de origem para ele: quando Bruce Wayne era um menino, seus pais haviam sido mortos diante de seus olhos, mortos a tiros. Não só Batman não possuía uma arma como Batman odiava armas.

Em 8 de maio de 1940, o Chicago Daily News declarou guerra as HQs. “Dez milhões de dólares desses seriados de terror e sexo são vendidos a cada mês”, escreveu Sterling, editor literário do jornal. “A menos que nós queremos uma próxima geração ainda mais destruída, pais e professores em toda a América têm de se unir para acabar com estas revistas”

Vinte e cinco milhões de leitores solicitado reimpressões de artigo do escrito no jornal, em que ele chamou quadrinhos de “uma vergonha nacional”.

No calor da polêmica, uma escritora de uma revista jovem chamada Olive Byrne, armou um artigo para seu editor no Family Circle – a melhor forma de explicar às mães americanas se os quadrinhos eram perigosos para as crianças era colocar o Dr. William Moulton Marston, ele havia feitos trabalhos em Harvard escrevendo roteiros para filmes mudos. Ele inventou o detector de mentiras. Ele tinha sido um advogado e um cientista, um romancista e professor.

Byrne publicou o seu artigo em outubro de 1940. “Você acha que os quadrinhos são uma boa leitura para as crianças?”, Perguntou ela a Marston. Na maior parte, sim, ele disse – eles são pura realização de desejos. “E os dois desejos por trás do Superman são certamente a mais sólida de todos; eles são, de fato, nossas aspirações nacionais do momento – para desenvolver um poderio nacional imbatível, e usar esse grande poder, quando nós o conquistamos, para proteger inocentes, pessoas amantes da paz contra o mal implacável “.

Byrne ficou tão impressionada que decidiu contratar Marston como um consultor. Marston convenceu William Maxwell Gaines (editor de umas das subsidiarias da DC) que era realmente necessário que para combater os ataque aos quadrinhos era a criação de uma super-heroína. Na primeira vez, Gaines ignorou. Cada mulher nas HQs era um fracasso, disse a Marston, (o que não era estritamente verdadeiro). “Mas eles não eram super-mulheres”, rebateu Marston. “Elas não eram superiores aos homens.” Uma super-heroína Marston insistia, era a melhor resposta para os críticos, uma vez que a “pior ofensa dos quadrinhos era a sua masculinidade horripilante”. Em fevereiro de 1941, ele apresentou um projeto de datilografada da primeira parte de A Suprema Mulher-Maravilha.

Marston gostou mas depois de uma reunião ele tirou “Suprema”. É melhor chamá-la apenas de “Mulher-Maravilha”.

O que ela se parece? Venus de Botticelli? A estátua da Liberdade? Greta Garbo? Marston gostava de dizer que a Mulher Maravilha era para ser “propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que, creio eu, deve governar o mundo”, mas nem ele nem Gaines parece ter dado muita atenção para a contratação de uma mulher para desenhá-la.

Na década de 1910, Harry G Peter (depois chamado para ilustrar a Mulher Maravilha) tinha sido um artista de um periódico de humor, junto com a cartunista feminista Annie Lucast Rogers, ele contribuiu para sua revista regular, a mulher moderna. Rogers gostava de retratar as mulheres que quebram as cadeias de sua escravização aos homens: Peter puxou a Mulher-Maravilha da mesma maneira.

Ela tinha que ser forte e ela consequentemente era independente. Todos concordaram sobre as pulseiras – que foram inspirados por um par simbólico de pulseiras (ou braceletes) usadas por Olive Byrne – ela poderia parar balas com eles. Além disso, esta nova super-heroína tinha que ser bela; ela usaria uma tiara, como a coroa premiada no concurso de Miss América.

Marston queria que ela fosse contra à guerra, mas ela tinha que estar disposta a lutar pela democracia. Na verdade, ela tinha que ser super patriota. Capitão América, um novo super-herói, usava uma bandeira americana: calças azuis, luvas vermelhas, botas vermelhas, e, em seu torso, listras vermelhas e brancas e uma estrela branca. Como o Capitão América – porque do Capitão América – Mulher Maravilha teria que usar vermelho, branco e azul, também. Mas, idealmente, ela também usava muito pouco de tudo.

Para vender revistas, Gaines queria que ela fosse tão nua quanto pudesse ser. Harry G Peter tem suas instruções: desenhar uma mulher que é tão poderosa como o Superman, sexy, seminua como a Sheena e tão patriótica como Capitão América. Ele fez uma série de esboços.

Sanger que iniciou uma revista chamada a Mulher Rebelde. A “base do feminismo”, alegou que a Mulher-Maravilha tinha estar no controle de uma mulher sobre o seu próprio corpo “o direito de ser mãe, independentemente da igreja ou do estado”. Podemos dizer que o feminismo moldou a Mulher Maravilha.

E então, na década de 1970, com o movimento de libertação das mulheres – cujo ícone era a Mulher Maravilha – com a personagem refeita para o feminismo. (Em 1972, Gloria Steinem e os outros fundadores da revista Ms escolheram a Mulher Maravilha para ser a garota da capa de sua primeira edição, no final da década, ela teve sua própria série de TV, estrelado por Lynda Carter.)

Mulher-Maravilha não é como outras super-heroínas. Sua história não se encontra dentro da história dos quadrinhos; que se situa dentro da história da política. Superman tem uma dívida com a ficção científica, Batman para o detetive Hard-Boiled. Mas a historia da Mulher Maravilha é a luta pelos direitos das mulheres – uma história que Herssel não lembrou quando escreveu seu artigo.

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Mano Brown canta Free Fire e o “Playboy forgado” prova ser um “trouxa”

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Tive a oportunidade cobrir o evento do Campeonato Mundial de Free Fire realizado no Rio, a algumas semanas atrás. Confesso, não conhecia bem o jogo além do básico, por isso levei uma amiga formada em jornalismo, mas jogadora profissional.

Porém uma coisa que me chamou a atenção sempre neste jogo, é a capacidade de entrada na periferia. Todos os meus irmãos jogam o jogo, para quem não sabe eu moro em comunidade no Rio, moro em uma casa com um quarto para sete pessoas. Mesmo com a vida dura que levamos, meus irmãos conseguiram jogar Free Fire em celulares de entrada ou com capacidade de processamento baixa.

Para não dormir em casa (pois não tem espaço), eu tenho que ir para uma outra casa no final da mesma rua. Sempre quando passo pela rua por volta das duas ou três da manhã vejo um garoto jogando Free Fire. Não sei aonde ele mora. Mas acredito que ele fica no sereno e até mesmo em dias chuvosos parado de frente em um portão jogando o jogo porque não deve ter internet em casa, e a opção é roubar wi-fi do vizinho.

Free Fire é um jogo que abrange todas as classes sociais. Eu jogo League of Legends, mas sei que meu computador não é bom o suficiente para rodar o jogo com toda a grandeza, o que pode dificultar meu rendimento nas partidas. Um PC Gamer não custa menos que R $ 1700 reais. Um celular Samsung, intermediário custa R$ 300 reais.

A verdade é que a favela joga Free Fire, além de ser um jogo acessível, ele é grande, tem ligas organizadas a nível mundial. Quando o Corinthians foi campeão mundial, eu percebi uma coisa, os meninos eram muito humildes.

Não existia toda a polpa que muitos jogadores de LOL exibem em simples campeonatos regionais, mas eu pensei “os caras são campeões mundiais” e se comportavam como quem parecia ter ganho um jogo entre amigos.

Mesmo diante disso, pessoas foram ao Twitter criticar Mano Brown, cantando uma musica alusiva a um dos poucos objetos de lazer de quem ganha até um salário mínimo. Mas sempre terá um “Playboy forgado de brinco, um trouxa” par determinar o que as negros devem fazer.

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cinema

Warner, confie na DC como a Disney confia na Marvel

A Warner Bros. poderia comemorar muito mais a bilheteria do Coringa (atualmente de US $ 934M) se confiasse mais nos seus próprios diretores e personagens.

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Estamos vendo um fato incrível, Coringa deve ser um filme muito mais lucrativo do que Ultimato em toda a sua glória de mais de US 2B de dólares em bilheteria.

Um enorme feito desse deveria ser muito comemorado pela principal empresa envolvida na produção do filme, afinal, o personagem pertence a DC Comics, cuja a dona titular é a Warner Bros. mas tem um detalhe. A Warner Bros. poderia comemorar muito mais a bilheteria do Coringa (atualmente de US $ 934M) se confiasse nos seus próprios diretores e personagens.

Como bem colocado por Felipe Fasanella do canal Triplo F, a Warner Bros. não vai arrecadar este dinheiro sozinha, como a Disney com seus filmes da Marvel e a Fox com seu Deadpool. Como não acreditava muito na bilheteria do filme a Warner decidiu dividir o pequeno investimento do Coringa.

O filme custou US 60 milhões, e foi divido com duas outras produtoras que deram 50% do valor, o que significa que na bilheteria a Warner deve somente ficar com 50% do que foi arrecadado

Claro que a Warner vai explorar outras formas de ganhar dinheiro com o filme cuja estas produtoras não vão poder participar, porém essa informação nos mostra o quanto a Warner ainda não confia tanto assim na DC Comics como uma das fontes da sua renda. Mesmo com o enorme sucesso que foi Mulher-Maravilha.

Outra coisa também são os constantes intromissões do estúdio na era do ex CEO Kevin Tsujihara, que chegou a dizer que “determinou” que o filme Liga da Justiça tivesse apenas 2 horas de duração, que Batman vs Superman fosse cortado em 30 minutos, que Esquadrão Suicida depois de pronto fosse totalmente refilmado. Decisões que desmantelaram todo o Universo DC nos cinemas. Hoje vemos uma série de retalhos, tudo porque os executivos deram voz aos críticos e não aos fãs da DC.

A intromissão do estúdio foi tanta que fez James Wan, diretor das franquias Invocação do Mal, chegou a dizer que só faria Aquaman se o filme fosse totalmente dele. O que mais espanta é que os filmes como Mulher-Maravilha, Aquaman e Coringa são filmes com 0 intromissão do estúdio e foram justamente as 3 maiores bilheterias do Universo DC nos cinemas.

Basta a Warner confiar nos seus artistas contratados e produtores que os filmes vão sair, o sucesso vai vir e no final poderá arrecadar com a vida total da bilheteria de filmes como Coringa, sem precisar dividir isso com mais ninguém.

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cinema

Nós – Um ótimo filme para se conferir no Halloween

Nós” é um ótimo filme para o Halloween e ainda passar os próximos dias pensando sobre a obra. Um suspense com diversos conceitos interessantes e reflexivos

Ígor Howtelaire

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ESSE ARTIGO CONTEM SPOILER. LEIA POR SUA CONTA E RISCO 😉

“Portanto assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei.” – Jeremias 11:11, essa é a passagem bíblica presente no longa do diretor Jordan Peele, Nós, um filme que se trata da vingança contra a
humanidade; um mal cuja as pessoas jamais conseguirão fugir, e quando implorarem por misericórdia, essas trevas vingativas não os atenderam.

“Nós” tem Lupita Nyong’o como Adelaide e Red protagonizando uma estoria que fala sobre como ela e seu marido, Gabe (Winston Duke) levaram seus filhos, Zora (Shahadi Wright Joseph) e Jason (Evan Alex), para passar o fim de semana na praia e descansar. Eles
começam a aproveitar o ensolarado local, mas a chegada de um grupo misterioso muda tudo e a família se torna refém de seres com aparências iguais às suas.

Assim como “Corra!”, que é a anterior obra do cineasta Jordan Peele, “Nós” também está recheado de simbolismo e uma dura crítica social. Mas vamos pelo começo…

Na minha percepção, “Nós” tem dois inícios. O primeiro é quando vemos a jovem Adelaide assistindo a um comercial na TV (que será de extrema importância no final do filme); e depois, no momento em que ela e seus pais estão no parque, mas a Adelaide se distancia
deles e termina encontrando sua cópia na casa de espelhos. O segundo é com os créditos iniciais e um close no olho de um coelho, à medida que a câmera se distancia, vários coelhos enjaulados são revelados – nesse momento já temos o nosso primeiro simbolismo.

Os coelhos, na cultura popular, representam o recomeço, ressureição, redenção; isso porque eles têm uma famosa capacidade de reprodução. No filme os coelhos retratam as sombras, as cópias dos verdadeiros – sendo assim na primeira cena, de todos aqueles coelhos que vemos, apenas três são negros. Eu acredito que os coelhos brancos representam as duplicatas e os negros, os originais. Por isso existe apenas três animais escuros no plano, porque apesar da família protagonista ser formada por quatro membros, só o pai, o filho e a filha são os originais.

Como eu disse, este é um longa cheio de signos e interpretações, então vamos destrincha-los em tópicos.

Vermelho
“O que vocês são?”
“Somos Americanos” – essa é a resposta de Red para pergunta feita por Gabe. Os EUA é uma figura relembrada durante todo o filme, e não só nas cores de vários objetos e cenários, mas também nas roupas dos doppelgangers (duplicatas), nesse caso, é especificamente o vermelho, que não só denota a violência e a cor do sangue, mas também uma das três cores da América.

O trecho seguinte foi retirado de um dos sites que foram minha fonte de pesquisa, o site “plano aberto”. O que é levantado é muito interessante para o debate sobre a obra, então achei bom trazer para vocês.

O nome original do filme (“Us”) é um acrônimo de United States. O próprio Jordan Peele brincou com o tema em seu Twitter. Isso permite interpretar o filme como uma metáfora sobre os Estados Unidos e sua histórica luta de classes, com um grupo “superior” e outro “inferior”.

Quando os pais de Adelaide a levam à psicóloga, perguntam como fazer a filha voltar a falar. A profissional responde que eles devem estimular a filha a desenhar, dançar, “qualquer coisa que nos ajude a saber a história dela” (“anything that help us to know her story”). Admitindo que “us” é “U.S.”, Peele diz nas entrelinhas que a arte para uma criança negra, independente da forma, é uma ferramenta identitária. “Qualquer coisa que ajude os Estados Unidos a saber
a história dela”.

Embaixo de Nós

Uma das primeiras informações levantadas no filme é sobre onde os doppelgangers vivem. Os tuneis embaixo de nós, além disso ser uma clara referência histórica porque faz alusão a corrida do ouro que aconteceu no século XIX, quando as pessoas cavavam túneis em busca de ouro; também é um signo para a famosa frase “uma luz no fim do túnel”, que nesse caso é a luz (esperança) para libertação e para um novo mundo.

A Arma

A arma usada pelas sombras é uma tesoura, o símbolo aqui é exatamente que uma tesoura é como duas facas ligadas, duas partes de um todo, assim como nós e nossas sombras, mas ao se juntarem, cortam. Isso pode ser visto como uma batalha sangrenta entre as duas metades, ou como “cortar a povo da superfície para que os do subterrâneo dominem”. Muitas interpretações para um simples objeto, mas essa é a graça de uma boa obra cinematográfica.

Plot Twist

A reviravolta do longa surpreende a todos. Durante vários seguimentos vemos a Adelaide atingir um lado mais selvagem e agressivo, como se estivesse se tornando uma das sombras, mas então descobrimos que ela sempre foi a duplicata, porém não se lembrava, isso porque ela era muito pequena e conforme fosse crescendo e aprendendo novas coisas, como falar e se comportar como alguém da sociedade, ela esquecia sua verdadeira origem e ficou apenas com uma vaga lembrança de ter visto ela mesma na casa de espelhos, de resto seu cérebro construiu uma nova memória para que assim se tornasse mais fácil a adaptação.

Tanto a Adelaide quanto a Red se esqueceram de quem realmente eram. Dessa vez o significado nas entrelinhas é tão obvio que se torna um parágrafo inteiro. As duas partes de um todo sofreram um tipo de lavagem cerebral da sociedade, aprendendo novos costumes, se adaptando a um novo estilo de vida, e deixando de ser quem realmente era para se tornar o que a sociedade espera que ela fosse, pondo uma máscara em seu rosto e a colocando em uma peça de teatro, onde ela finge ser quem não é até se acostumar com a ideia e adotar essa nova identidade.

“Nós” é um ótimo filme para o Halloween e ainda passar os próximos dias pensando sobre a obra. Um suspense com diversos conceitos interessantes e reflexivos, apesar de ter seus problemas, como um humor fora de hora, ainda é um filmaço para se assistir e pensar sobre
como “nós somos os nossos maiores inimigos”.

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