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Matrix 4 | Yahya Abdul-Mateen II fala sobre sua reação lendo o roteiro

Matrix 4 começou com as filmagens em São Francisco, onde as gravações levaram diversos dublês e explosões para o set.

Davi Alencar

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Desde o seu anúncio, Matrix 4 tem despertado a curiosidade dos fãs. Com o retorno da diretora Lana Wachowski aos cinemas e Keanu Reeves confirmado no elenco, ainda sabemos muito pouco sobre a quarta peça da tetralogia.

Alguns outros nomes de peso já integram o elenco, como Carrie-Anne Moss, Jada Pinkett Smith e Lambert Wilson. Yahya Abdul-Mateen II, o recém ganhador do Emmy de melhor ator coadjuvante como Dr. Manhattan em Watchmen e que está escalado na produção, revelou alguns pormenores de sua experiência no projeto.

“Minha reação com o roteiro foi: UAU, as pessoas vão realmente gostar disso. Eu gosto bastante e acho que o público também vai. É diferente e igual ao mesmo tempo. Uma mistura muito inteligente do que nós queremos como o que ainda não sabemos que queremos.” Disse em entrevista para o Collider. 

Certamente, as irmãs Wachowski ajudaram a modelar todo o cinema dos anos 2000. Matrix é uma influência gigante para todas as obras que vieram depois, principalmente se falarmos de ficção-científica. O ator aproveitou para falar um pouco de como foi seu primeiro encontro com Lana.

A primeira vez que eu me encontrei com a Lana nem foi uma audição. Foi um encontro para que ela me conhecesse e eu conhecesse ela, nossas histórias e como eu sou como ator. Lana está mais interessada em criar uma família do que um elenco. Eu fui sortudo o suficiente para ser bem-vindo nessa família. Estar em Berlim fazendo algo especial é algo que eu me orgulho de falar.” 

Mesmo falando bastante sobre como foi o processo e o que ele achou do roteiro, Yahya não deu nenhuma pista sobre a história.

Em uma conferência de imprensa sobre seu novo filme Bill & Tedd actor can’t stop, Keanu Reeves falou algo parecido sobre o roteiro de Matrix 4.

A roteirista e diretora Lana Wachowski criou uma linda história e um lindo roteiro. Eu estou realmente grato de estar aqui e fazer parte dessa história.”

Os diretores de John Wick, Chad Stahelski e David Letich, que trabalharam na trilogia original, tem ajudado Lana na parte conceitual da sequência. Stahelski falou um pouco sobre o trabalho da diretora em uma entrevista recente.

“Ela chega na gente assim ‘Esse é o personagem. Isso é o que está acontecendo. Esse é o conflito. Isso é onde eu preciso dele emocional ou psicologicamente no fim da cena. O que vocês têm na manga para fazer com que essa trajetória seja completamente maluca?’ Ela é daquelas pessoas que você diz ‘Temos isso.’ E ela responde ‘Meu Deus que incrível, mas e se a gente tirar isso que vocês falaram e fizermos de outro jeito?’”

O filme começou com as filmagens em São Francisco, onde as gravações levaram diversos dublês e explosões para o set. Com a pandemia a produção parou por alguns meses, mas recentemente voltou a acontecer em Berlim.

A previsão é de que Matrix 4 chegue aos cinemas em 1º de abril de 2022. Até lá muita coisa ainda pode acontecer.

Estudante de rádio, tv e internet completamente apaixonado por cinema, literatura e qualquer outra forma de arte. Gosta de contar histórias e tem sérias dificuldades de falar sobre si mesmo em terceira pessoa.

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Crítica | Os 7 de Chicago “falha em transportar o roteiro para a tela”

O recorte de Sorkin soa muito mais como um apelo por empatia sem justificativa e nem razão narrativa para existir.

Davi Alencar

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O ano é 1968 e os Estados Unidos fervilham com o ritmo da sangrenta Guerra do Vietnã. Em meio a esse ambiente, movimentações estudantis começam a agir contra o recrutamento de jovens para o campo de batalha. Os 7 de Chicago, novo lançamento de Aaron Sorkin pela Netflix, conta a história de sete réus acusados de conspiração, formação de quadrilha e incitação de revolta pelo governo estadunidense ao organizar uma manifestação que não acabou nada bem.

O filme marca a segunda tentativa de Sorkin na direção e visivelmente pega emprestado muito da estrutura de A Rede Social (David Fincher, 2010), filme no qual ele é roteirista. A tática de se apoiar em um julgamento para desenrolar fatos passados é interessante, mas ele não consegue obter o mesmo êxito de Fincher e falha em trazer para a tela a complexidade e o ritmo que seu roteiro inspira.

Infelizmente, essa parece ser a sina do diretor. Enquanto sua habilidade de escrita é impecável, principalmente o modo que ele usa os diálogos para arquitetar o desenrolar de uma cena, sua proficiência em coordenar a estética e a linguagem do filme são bem rasas. Seu trunfo é sempre a fala e a impressão que fica é de que suas histórias só funcionam efetivamente como cinema quando tem alguém para “controlá-lo”. Em suma, sua dificuldade é transformar o roteiro em fotografia.

Essa conclusão é bem frustrante já que tanto o cenário quanto a história que escolheu contar são fascinantes. O Vietnã foi um período muito marcante dentro do imaginário popular dos EUA e usar isso para evidenciar como a força policial pode ser ainda mais nociva quando defende os interesses do estado tem um significado bem rico. O filme não passa nenhum sinal dessa opressão a não ser quando efetivamente cumpre o clichê.

Inserir algumas imagens reais dos protestos de 68 é o máximo de personalidade que aspira ter. Spike Lee faz algo bem parecido em Destacamento Blood (2020) e, enquanto a sua versão é uma pausa no filme para honrar a imagem e os nomes de negros que morreram em decorrência dessa guerra sangrenta, o recorte de Sorkin soa muito mais como um apelo por empatia sem justificativa e nem razão narrativa para existir.

O final é tão clássico quanto pode. Uma cena com um teor altamente inspirador encerra a obra com uma série de letreiros para indicar o que aconteceu depois. Uma mesma versão disso ocorre no começo, quando cada personagem recebe uma breve descrição em tela com seu nome e função. Isso é uma prova de que nem o roteiro é tão irretocável e, mesmo com sua verborragia, não consegue desenvolver o básico desses seres sem apelar para um recurso gráfico.

Pode-se dizer que um dos seus pouco acertos é na figura do antagonista. O juíz Julius Hoffman é tão odioso quanto alguém que personifica os interesses do estado deve ser. Ele é uma peça chave onde o filme funciona melhor e sabe criar no tribunal esse senso de causa perdida. De uma maneira muito superficial dá para lembrar de Filadélfia (Jonathan Demme, 1993) no embate entre duas forças tão diametralmente opostas.

Os 7 de Chicago é uma grande isca pro Oscar e marca a tentativa da Netflix em vencer mais prêmios. Infelizmente, por mais que a história seja boa, ele não sabe utilizar a cinematografia para criar um resultado favorável e acaba atingindo uma superficialidade decepcionante. Em um paralelo com outro grande lançamento da plataforma, Estou Pensando Em Acabar Com Tudo (Charlie Kaufman, 2020), falta transformar esse amontoado de ideias legais em um filme propriamente dito.

Os 7 de Chicago esta disponível na Netflix.

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Michael B. Jordan será produtor do novo filme do Super Choque

Nesta sexta-feira (16) a Warner Bros anunciou que a grande estrela Michael B. Jordan será produtor do longa através de sua produtora Outlier Society.

Davi Alencar

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A produção do novo filme de Super Choque começa a ganhar forma. Nesta sexta-feira (16) a Warner Bros anunciou que a grande estrela Michael B. Jordan será produtor do longa através de sua produtora Outlier Society.

O longa anunciado no DC Fandome também terá Reginald Hudlin ao lado de Jordan.

“Estou orgulhoso de ser parte desse novo universo centrado em super heróis negros. A nossa comunidade merece isso.” Disse o ator em uma entrevista para o The Hollywood Reporter. “A Outlier Society se compromete em trazer conteúdos com diversidade dos quadrinhos para todas as demais plataformas e estamos animados pela união com Reggie e a Warnes Bros para esse primeiro passo.”

Super Choque conta a história de Virgil Hawkins, um menino negro que ganha poderes eletromagnéticos depois de ser exposto a um gás desconhecido. Ele tem que experienciar as problemáticas disso se relacionando diretamente com o ambiente urbano que habita.

Fora os dois produtores, inclusive Hudlin está responsável pela próxima série de quadrinhos do heróis, ainda não foi revelado nada da produção. Ao que tudo indica, esse pode ser o início de um novo selo de filmes de herói a Warner, mas ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa.

Mesmo assim, os fãs não deixam de especular e os mais cotados para o papel de Virgil são Jaden Smith (À Procura da Felicidade) e Caleb McLaughlin (Stranger Things).

Por enquanto ainda não há uma data de estreia para as eletrizantes aventuras de Super Choque nas telonas do cinema.

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A Voz Suprema do Blues | Último filme de Chadwick Boseman ganha posters

Nesta última quinta-feira (15) a Netflix liberou uma série de posters individuais das personagens de seu novo filme, A Voz Suprema do Blues.

Davi Alencar

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Nesta última quinta-feira (15) a Netflix liberou uma série de posters individuais das personagens de seu novo filme, A Voz Suprema do Blues.

Confira a sinopse: Chicago, década de 1920. A tensão só aumenta entre os músicos que aguardam em uma claustrofóbica sala de ensaio a lendária e revolucionária “Mãe do Blues”, Ma Rainey. Atrasada para a sessão de gravação, Ma trava uma batalha com seu produtor e empresário branco em defesa do controle sobre sua música. Enquanto a banda espera, o ambicioso trompetista Levee – interessado na namorada de Ma e determinado a trilhar seu próprio caminho na indústria da música – faz o clima esquentar entre os músicos com uma profusão de verdades e mentiras que mudarão para sempre o rumo da vida de todos.

Com direção de George C. Wolfe e roteiro de Ruben Santiago-Hudson, o filme ainda conta com a produção de Denzel Washington e Todd Black e a trilha do ganhador do Grammy, Branford Marsalis. O elenco é de peso com nomes como Chadwick Boseman, Viola Davis, Colman Domingo, Glynn Turman, Michael Potts, Taylour Paige e Dusan Brown.

O filme foi o último de Boseman antes de partir precocemente por um câncer de cólon. A cereja do bolo de uma carreira irretocável que deixou muitas saudades.

A Voz Suprema do Blues chega na Netflix 18 de dezembro.

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