Nem sempre artistas conseguem lidar bem com opiniões contrárias à visão que têm do próprio trabalho. Esse parece ser o caso do rapper Matuê, que se envolveu em uma grande polêmica nas redes sociais após ter seu novo álbum, “XTRANHO”, analisado pela crítica musical Carol Prado.
Para a jornalista, conhecida por suas análises nas redes sociais, o disco — que já está disponível em todas as plataformas — apresenta problemas conceituais. Segundo Prado, o artista, que lidera uma nova geração do trap nacional, entrega em XTRANHO uma lírica que “não parece atingir nada além do que seus fãs do ensino médio“, sugerindo uma estagnação temática apesar da popularidade do cantor.
A reação de Matuê foi imediata e pessoal. Além de ter sido alvo de ataques coordenados pela base de fãs do cantor, a jornalista foi exposta pelo próprio artista. Em seus stories, Matuê a chamou de “NPC”. O termo, originário dos videogames (Non-Playable Character ou Personagem Não Jogável), é usado na internet para ofender pessoas que supostamente não têm pensamento crítico próprio ou apenas repetem o que os outros dizem — embora fãs tenham ressignificado a sigla criativamente como “Não Passa Credibilidade”.

O ataque não parou por aí. Em um gesto considerado infantil por parte da crítica especializada, Matuê postou uma foto de uma caricatura distorcida de Carol Prado, incitando ainda mais o hate virtual contra a profissional.
A ironia da situação reside no histórico da jornalista: Carol Prado é, declaradamente, admiradora do trabalho de Matuê. Ela já havia tecido diversos elogios ao artista em seus lançamentos anteriores, reconhecendo sua importância para a cena urbana brasileira.


