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Livros

Maurício de Sousa: confira a programação do autor na Bienal XIX 2019

Criador de Turma da Mônica vai estar presente durante todo o evento em diferentes estandes.

Mylla Martins de Lima

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Maurício de Sousa, cartunista, empresário e escritor membro da Academia Paulista de Letras, vai participar da Bienal do Livro 2019 – que vai acontecer no Rio de Janeiro – como tem feito nas últimas edições do evento. Desta vez, o autor de Turma da Mônica passará por vários estandes – dentre eles, Panini e Companhia das Letras – em diferentes dias.

Hoje, com 400 personagens criados e mais de 1,2 bilhão de revistas vendidas, não é surpresa para ninguém que Maurício de Sousa tenha sido o terceiro autor mais atuante no mercado de livros infantojuvenis, com obras publicadas em mais de 60 países. E este ano, completando 60 anos de Maurício de Sousa Produções (MSP), sua agenda no evento será repleta de lançamentos, autógrafos e palestras.

Com um total de 10 lançamentos incríveis, sua equipe contará também com a participação de 13 editoras parceiras, sendo elas a Boa Nova, Ciranda Cultural, Companhia das Letras, Cortez, Culturama, Ave Maria, Rocco, Senac, Autentica/Nemo, L&PM, Melhoramentos, Panini e Sextante.

Pensando em deixar a sua experiência ainda mais incrível, o perfil da Turma da Mônica no Facebook utilizará o CHATBOT. Essa ferramenta deixa o visitante a par da agenda de Maurício, além de apresentar informações sobre os livros e sobre a Bienal em geral. Toda interação é feita pelo Messenger e quem aderir terá como guia um personagem da série. Basta clicar nas opções e logo receberá a mensagem.

Programação Maurício de Sousa:

31/agoSábado

10h30 – Estande da MSP – 60 Anos – Mauricio de Sousa e personagens Luca e Dorinha. Lançamento da revista nº 3 sobre distrofia muscular de Duchenne.

14h – Estande da Melhoramentos – Mauricio de Sousa, Manuel Filho e personagens Mônica e Cebolinha. Apresentar o livro 5… 4… 3… 2… 1 Mônica e Menino Maluquinho perdidos no espaço.

17h – Estande da Ave-Maria – Mauricio de Sousa e personagens Mônica e Cebolinha.

01/set – Domingo

11h – Estande Boa Nova – Mauricio de Sousa, Luis Hu, Ala Mitchell, personagens Mônica e Cebolinha. Lançamento dos livros Chico Bento – Além da Vida e Turma da Mônica Jovem conhece Violetas na Janela.

14h – Estande da Panini – Sessão de autógrafos.

17h – Estande da Melhoramentos – Mauricio de Sousa e personagens Tikara e Keika com o livro Uma Viagem do Brasil ao Japão, acompanhado do escritor José Santos.

03/set – Terça-feira

11h às 12h – Painel com a Editora Melhoramentos – Espaço pela estrada afora. Programação Oficial. Mauricio de Sousa falará sobre o livro Uma viagem do Brasil ao Japão.

04/set – Quarta-feira

15h – Painel com Mauricio de Sousa e com o filho de Osamu Tezuka, maior ídolo do mangá no Japão.

07/set – Sábado

11h – Estande da Editora Panini – Sessão de autógrafos. Mauricio estará no estande da Editora Panini junto com Takayuki Matsutani, direto do Japão para a Bienal.

14h30 – Estande da Panini – Sessão de autógrafos com os autores das três Graphics MSP publicadas em 2019: Bianca Pinheiro (Mônica – Tesouros), Eduardo Ferigato (Piteco – Fogo) e Fefê Torquato (Tina – Respeito, lançada na Bienal).

15h – Auditório Madureira – Bate-papo com Mauricio de Sousa e Mario Sergio Cortella. Programação Oficial.

16h – Arena de autógrafos – Sessão de autógrafos.

19h30 – Estande da Editora Nemo / Grupo Autêntica – Sessão de autógrafos. Lançamento do livro Turma da Mônica Jovem – Um Convite Inesperado, com as autoras Baby Dawet, Carol Christo, Melina Souza e Pam Gonçalves.

08/Set – Domingo

11h – Estande da MSP – Sessão de Autógrafos. Mauricio de Sousa com os personagens Luca e Dorinha e apresentação da revista sobre a distrofia muscular de Duchenne.

15h – 100% Cristão – Estande da Leitor Gospel – Mauricio de Sousa e personagens Mônica e Cebolinha com o livro Devocional 2.

• 18h – Girassol – Estande da MSP – Sessão de autógrafos dos Livros Sítio do Pica Pau Amarelo e Narizinho Arrebitado da editora Girassol – a distribuição das senhas será na Livraria Catavento.

A Bienal do Livro XIX 2019 vai acontecer entre os dias 30 de agosto e 8 de setembro. Confira a programação completa no site oficial do evento.

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Livros

Christopher Tolkien, filho de JRR Tolkien, morre aos 95 anos

A Tokien Society deu a notícia hoje mais cedo para confirmar que o jovem de 95 anos faleceu.

Edi

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Hoje, o fandom da Terra-média lamentou a perda de um de seus maiores campeões. Há pouco tempo notificais foram divulgadas confirmando a morte de Christopher Tokien, filho de JRR Tolkien, que escreveu O Senhor dos Anéis.

A Tokien Society deu a notícia hoje mais cedo para confirmar que o jovem de 95 anos faleceu.

Em 1975, Christopher Tolkien deixou sua bolsa de estudos no New College, Oxford, para editar o legendário legado de seu falecido pai. A perspectiva era assustadora. O medievalista de 50 anos se viu confrontado com 70 caixas de obras não publicadas. Milhares de páginas de anotações, fragmentos e poemas, algumas datadas de mais de seis décadas, foram colocadas ao acaso nas caixas. 

Os textos manuscritos foram rabiscados às pressas a lápis e anotados com um amontoado de notas e correções. Uma história inicial foi redigida em um caderno de exercícios do ensino médio.

Uma grande parte do arquivo dizia respeito à história do mundo ficcional de JRR Tolkien, a Terra-média. As anotações continham uma imagem mais ampla de um universo, apenas sugerido nos dois romances mais vendidos de Tolkien, O Hobbit (1937) e O Senhor dos Anéis (1954-55). 

Tolkien pretendia trazer essa imagem à tona em uma longa e solene história que remonta à própria criação, mas ele morreu antes de concluir uma versão final e coerente.

Christopher decidiu editar esse livro, publicado em 1977 como O Silmarillion. Ele então se voltou para outro projeto extraído dos papéis de seu pai, e depois outro – finalmente publicando poesia, obras acadêmicas, ficção e uma história de 12 volumes da criação da Terra-média. The Fall of Gondolin, publicado em agosto, é o 25º livro póstumo que Christopher Tolkien produziu nos arquivos de seu pai.

Uma nova série produzida pelo Amazon esta chegando antes que o filho de Tolkien pudesse contempla-la.

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Resenha

Resenha | Café da manhã dos campeões

“Um livro sobre dois homens brancos, um escritor mal sucedido e um louco”

Mylla Martins de Lima

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Dentre os lançamentos de novembro da editora Intrínseca, a divertida comédia ácida de Kurt Vonnegut – autor de Matadouro Cinco – ganha seu espaço no coração dos leitores.

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Originalmente publicado em 1973, Café da manhã dos Campeões é atemporal devido à sua escolha de palavras e bom-humor. Foi publicado como uma comemoração de 50 anos de Vonnegut e era fiel às temáticas mais pesadas, contudo quis apostar em uma possível reinvenção, provando que é capaz de atingir diferentes públicos sem deixar seus fãs “raíz” na mão.

“Fui programado para me comportar de forma imatura aos 50 anos – insultando o hino americano, desenhando bandeiras nazistas, e um cu e um monte de coisas com uma caneta com ponta de feltro. Para dar uma ideia do grau de maturidade das ilustrações que eu fiz para este livro, eis o meu desenho de um cu: “

A trágica comédia conta com a história de dois homens que levavam suas vidas de maneiras muito diferentes, Kilgoure Trout e Dwayne Hoover. O primeiro é um escritor mal sucedido que já escreveu muitos histórias de ficção científica, mas que não são publicados no formato de livros e sim em revistas pornográficas que utilizam suas obras apenas para preencher buracos. O segundo é um homem rico, dono de uma agência automobilística e muito mais; o seu único problema é estar à beira da loucura, precisando de pouca coisa para levá-lo à total perda de sã consciência.

Acontece que Dwayne descobre um dos contos de Trout onde o autor fala que apenas uma pessoa possui o livre arbítrio e essa vive em meio à máquinas que foram programadas para cumprir determinadas funções. Isso o leva a pensar que só ele possui a consciência humana e assim se desencadeia sua insanidade. O livro é sobre o início, meio e fim desse encontro.

“Trout e Hoover eram cidadãos dos Estados Unidos da América, um país chamado simplesmente de Estados Unidos para abreviar. Este era o seu hino nacional, que era a mais pura baboseira, bem como tantas outras coisas que se esperava que eles levassem a sério”

O livro é recomendado para alienígenas desde o seu prefácio, como um manual, e por isso o autor dá ênfase à significados óbvios das palavras. Além dessa loucura, o livro tem diversos desenhos originais do Kurt, que vem para completar essas palavras.

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Temas como guerra, sexo, política e racismo viram críticas durante a narrativa. O autor traduz o estilo de vida americano e sua política racial de maneira que o leitor se sinta mal por escapar uma risada, mas que seja impossível não o fazer. O humor distorcido é, sem dúvidas, o destaque do best-seller, dotado de piadas muito inteligentes que Kurt traz em forma de protesto.

“– Será que a rena está ouvindo? – disse Harry

– Foda-se a rena! – Grace acrescentou em seguida – Não, a rena não está ouvindo.”

Rena era o código que eles usavam para se referir à sua empregada negra que, naquele momento, estava bem longe, na cozinha. Era o código que eles usavam para se referir aos negros em geral. Aquilo permitia que falassem sobre o problema dos negros na cidade, um problema bem grande, por sinal, sem ofender nenhum negro que por ventura os ouvisse.

– A rena está dormindo. Ou lendo a Revista dos Panteras Negras – disse Grace”

De uma simplicidade inigualável, o autor não trabalha com segredos nas entrelinhas, tudo é exposto de maneira nua e crua, o que facilita o seu reconhecimento por um público novo. O mesmo se intitula o Deus daquele universo, bem como narrador da história. Isso com certeza o aproxima dos leitores, que se divertem enquanto Vonnegut fala sobre o futuro do personagem com o próprio personagem.

Café da manhã dos Campeões é de uma leitura rápida e reflexiva, diferente de tudo o que já se viu. O livro é dividido em blocos que separam as histórias principais de sub-histórias que são contadas pelo caminho. Suas páginas são de folhas amareladas, apesar do corte branco. A capa é dura com a arte bem parecida com a do livro anterior.

Escrito durante a crise de um homem de meia idade, o livro não deixou nada a desejar. Indicação para quem entende sátiras e gosta de uma boa crítica.

Essa obra é de extrema inteligência. Um livro que literalmente brinca com a loucura.

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Resenha

Resenha | Rede de Sussurros

Chandler Baker debate o assédio no ambiente de trabalho em um Thriller instigante.

Thaís Rossi

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Considerado um Thriller Feminista, Redes de Sussurros foi o grande lançamento que compôs a caixa #11 do clube Intrínsecos, da editora Intrínseca, lançada em outubro de 2019. Ele foi escrito por Chandler Baker, que viu em sua escrita uma oportunidade para apoiar o movimento #MeToo. A situação se intensificou em 2017 após o jornal New York Times trazer à tona a reportagem de Jodi Kantor e Megan Twohey sobre as alegações de abuso e assédio sexual de diversas mulheres contra o produtor de cinema Harvey Weinstein.

Rede de Sussurros é o sexto livro – e único publicado no Brasil – da autora, que é formada em Direito e atualmente trabalha como advogada coorporativa em Austin, no Texas.

A história gira em torno de Sloane, Ardie e Grace, todas advogadas na empresa Truvit, uma das maiores empresas de roupas esportivas do mundo. Juntas, levam o conceito de união feminina bem a sério e procuram sempre ajudar uma a outra, seja no trabalho ou nas questões pessoais. A vida dessas três mulheres começa a mudar quando o presidente da empresa morre repentinamente e Ames Garret – um homem machista, misógino e aproveitador é cotado para substituir o falecido figurão.

Sabendo da conduta repulsiva de Garret, as três amigas chegam ao limite da paciência – que nenhuma mulher deveria aprender a suportar – quando o futuro chefe faz de uma funcionária recém-contratada seu mais novo alvo. Cansadas de verem as atitudes de Ames serem empurradas para baixo do tapete, elas decidem tomar uma atitude. O que não esperavam é que paralelamente às ações um acontecimento fatal mudaria drasticamente suas vidas e de todo o corpo de funcionários da Truvit.

“Começamos a nos perguntar: ao sussurrar, estávamos guardando os segredos de quem, afinal? Os nossos ou os deles? Nosso silêncio acabava protegendo os interesses de quem no fim das contas?”

A leitura de Rede de Sussurros é, sem dúvidas, extremamente necessária. A primeira coisa a se observar é a maneira como Chandler desconstrói toda a imagem da mulher perfeita. Diferente das personagens – retratadas em grande parte das histórias de ficção como incansáveis – nesse livro as protagonistas são o retrato fiel das mulheres reais: exaustas, insatisfeitas com o tratamento desprezível que recebem da sociedade, que batalham para serem levadas a sério, que engolem sapos etc.

Outro ponto a se destacar é o fato de Baker jogar sal nas feridas de uma sociedade onde a mulher é ensinada a se calar para não perder seu espaço. Rede de Sussurros reserva também um espaço para mostrar a dificuldade que vai muito além dos escritórios da Truvit. Usando seus personagens principais e secundários, Chandler deu uma verdadeira aula sobre assédio moral e sexual, bullying, importância da voz das mulheres dentro de casos de injustiça e o problema na romantização da maternidade. Tudo isso dentro de uma obra envolvente criada para estourar a bolha de quem a lê.

“Queríamos ser tratadas como homens no ambiente de trabalho pelo mesmo motivo que as pessoas têm smartphones: porque isso facilita a vida”

Já o antagonista, Ames, representa a face fiel da sociedade corporativa. Ele é machista, misógino, manipulador, ganancioso com delírios de grandeza que, para quem está de fora, parece ser extremamente íntegro e cheio de valores morais e familiares. O leitor consegue entender que a dedicação da autora em deixar o seu caráter explícito serve para que pessoas que estejam lidando com esse tipo de problema saibam reconhecer os “Ames” do dia a dia, aqueles que fazem de suas vidas um inferno.

Por trás de uma história bem construída, conhecemos uma triste realidade: casos como o das três protagonistas são mais comuns do que se pensa. De acordo com uma pesquisa organizada pelo o site Exame, 34% das mulheres já sofreu algum tipo de abuso sexual em ambiente de trabalho e apenas 2% dos abusos são denunciados. Muitas mulheres são coagidas, através de ameaças de exposição a se calarem diante desses assédios. Outras não denunciam por acharem que a justiça favorece aos assediadores e temem represália.

“Como assédio sexual era uma coisa que acontecia com mulheres, acredite ou não, não gostávamos de admitir que tínhamos sido assediadas. Isso seria o mesmo que admitir que o fato de sermos mulheres importava”

A grande verdade é que, ainda que os assediadores sejam punidos pela justiça, o pior fica para as mulheres que, apesar de serem VÍTIMAS, são humilhadas e culpabilizadas pelo trauma que passaram. Como pedir ajuda a um sistema que foi criada para favorecer o homem?

A narração da história, feita em primeira pessoa por uma mulher, é crucial para o entendimento da trama, pois, com essa técnica, a autora faz o leitor viver na pele a vida de uma mulher (para os leitores homens, isso é uma experiência nova). Com uma linguagem bem-humorada, acessível e dramática, Chandler dá uma verdadeira aula sobre empoderamento, aceitação e feminismo.

“Nosso legado seriam nossas palavras. Gritadas bem alto. Para todos ouvirem. Estávamos fartas de implorar que acreditassem em nós. Não pediríamos mais o benefício da dúvida. Não pediríamos mais permissão. A palavra era nossa. Ouçam.”

Uma coisa a se aprender com a leitura é que você não está sozinha. Em algum lugar do mundo existe uma mãe cansada que às vezes desejou não ter sido mãe ou uma mulher sendo diminuída por não querer filhos. Existem milhares de mulheres que se sentem inferiores por não se enquadrarem em padrões machistas da sociedade; mulheres que já foram culpadas após terem sofrido abusos; mulheres que já julgaram outras mulheres porque o machismo faz com que elas fiquem umas contra as outras. Ao redor do globo existe várias de nós que foram caladas, ridicularizadas, não levadas a sério ou que foram injustamente julgadas apenas por serem do sexo feminino.

A mensagem que a obra nos deixa é clara: mulheres, não devemos nos calar! Foi-se o tempo onde mulheres eram educadas para serem troféus e sorrir após um tapa. Foi-se o tempo em que nosso silêncio era lei e nossa última sentença era “sim senhor!”. Ninguém tem direito de diminuir, ameaçar, ou fazer com que qualquer mulher de poder sinta que não deveria estar ali.

Em caso de assédio moral, sexual, abusos físicos ou psicológicos, denuncie, faça barulho e busque justiça. Você não está sozinha!

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