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Depois de vários rumores nos últimos anos, a franquia Máquina Mortífera deve ganhar um quinto (e último) filme, que serviria como despedida dos personagens. Segundo o produtor Dan Lin, em conversa durante o Producer’s Round Table do THR, conversas estão avançados para que o longa saia e com a presença do elenco original – incluindo aí os astros Mel Gibson e Danny Glover – e do diretor Richard Donner.

“Estamos tentando fazer o último filme do Máquina Mortífera. E Dick (Richard) Donner está voltando. O elenco original está voltando. E isso é incrível. A história, em si, é muito pessoal para ele. Mel e Danny estão prontos para trabalharem, tudo gira em torno do roteiro”, afirma Lin.

O filme mais recente da franquia foi Máquina Mortífera 4, de 1998. Dez anos depois, já se falava em uma quinta produção, que até hoje não saiu.

Máquina Mortífera 5 não tem data de estreia definida.

Publicitário, designer gráfico e nas horas vagas um entusiasta de filmes, séries, animes, tokusatsus e HQ's desde os anos 90... Sem essa de Marvete ou DCnauta: o esquema é ter histórias boas para serem contadas! #FicaDica

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cinema

Relatos do Mundo | Faroeste estrelado por Tom Hanks ganha trailer

Drama de velho oeste de Paul Greengrass chega aos cinemas brasileiros em 2021

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A Universal Pictures revelou nesta quinta (22) o trailer de Relatos do Mundo, filme protagonizado por Tom Hanks e dirigido por Paul Greengrass, repetindo a dupla vista em Capitão Phillips. Assista a prévia:

O drama, situado no Velho Oeste e cinco anos após o fim da Guerra Civil americana, vai mostrar o Capitão Jefferson Kyle Kidd (Hanks) viajando de cidade em cidade para contar histórias, compartilhar notícias e suas aventuras pelo mundo. Ao se deparar nestes caminhaos com Johanna (Helena Zengel), uma menina que foi acolhida pelo povo Kiowa, ele decide devolver a jovem aos seus tios biológicos, mas conforme atravessam o Oeste americano, acabam enfrentando grandes desafios humanos e naturais.

Baseado no romance homônimo de Paulette Jiles, o longa tem roteiro escrito por Greengrass e Luke Davies e conta com Michael Covino, Fred Hechinger, Neil Sandilands, Thomas Francis Murphy, Mare Winningham, Elizabeth Marvel e Chukwudi Iwuji no elenco.

Relatos do Mundo estreia em 2021 nos cinemas brasileiros.

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cinema

The Prom | Novo musical de Ryan Murphy pela Netflix ganha trailer

Após o lançamento de The Boys In The Band a próxima novidade é o musical The Prom, adaptação que ganhou trailer nesta quinta-feira (22).

Davi Alencar

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O visionário produtor Ryan Murphy (Glee, Hollywood, Ratched) tem uma parceria bem frutífera com a Netflix. Depois de entregar diversas séries de sucesso na plataforma, chegou a vez de se aventurar pelo cinema. Após o lançamento de The Boys In The Band a próxima novidade é o musical The Prom, adaptação que ganhou trailer nesta quinta-feira (22).

O filme contará a história de Emma, uma jovem que, ao ser impedida de ir ao baile com sua namorada, atrai a atenção de um grupo de artistas fracassados da Broadway. Em busca de se promover e ajudar a garota, eles partem em uma odisséia para ajudá-la.

No trailer já dá para ver o show de cores, músicas e danças esperado para um musical de Murphy. O filme promete ser um dos grandes lançamentos de final de ano e quer chamar a atenção do público jovem com um enredo tão divertido. Expectativas lá em cima! O elenco estelar tem nomes como Meryl Streep, James Corden, Nicole Kidman, Kerry Washington e Keegan-Michael Key, mas o filme também marca a estreia de Jo Ellen Pellman nas telonas.

The Prom chega 11 de dezembro na Netflix.

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cinema

Crítica | Rebecca – A Mulher Inesquecível “erra até onde imita”

Por mais que a função crítica não seja comparar, em um filme que evoca tanto de uma outra obra sem querer deixar isso explícito é difícil se eximir da sobreposição.

Davi Alencar

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Alfred Hitchcock é um gênio da sétima arte. Seu trabalho é grandioso e diversas de suas obras são consideradas clássicos do cinema. Fora a constante referencia, vez ou outra algum cineasta ousa recontar alguma de suas histórias. Em 1998 Gus Van Sant tentou a sorte com Psicose (1960) e, mais recentemente, Ben Wheatley trouxe Rebecca, A Mulher Inesquecível (1940) de volta para os holofotes.

A questão é que, diferente da proposta de Gus Van Sant de recriar quadro por quadro, a nova versão do ganhador do Oscar de Melhor Filme de 1941 só se apropria de um amontoado de momentos da obra original para distorcer a narrativa e suprimir temas importantes. O resultado não poderia ser diferente, um filme tão recortado que não consegue nem se estabelecer como homenagem nem como uma visão diferente ou releitura do livro fonte.

O mais revoltante é que Wheatley parece tentar se esquivar do “plágio” quando interliga de uma maneira completamente diferente as cenas que rouba de Hitchcock. Ele ignora o fato desse material ter sido pensado para cumprir um determinado propósito na narrativa. Um exemplo disso é a relação com a arquitetura que, em 1940, foi filmada de cima para baixo resultando na impressão de grandeza, solidão e opressão. Em contrapartida, a filmagem de 2020 transporta a câmera ao nível do olhar e transforma o suspense social e físico em algo macabro e sobrenatural.

Esse é o problema, tentar contar o mesmo roteiro sem se ater aos significados que Alfred interligou a ele através da linguagem. E, como se isso já não fosse o suficiente, piora quando imagina que o espectador carregará consigo algumas das percepções que o filme de 40 traz. Por exemplo, o Maxim De Winter de Armie Hammer não transborda a mesma ausência só por ter menos tempo de tela no meio do filme. Ele deixa vazio o constante senso de partida que o Maxim De Winter de Laurence Olivier levava consigo. Em suma, erra até onde imita.

A criação e adoração de um mito cotidiano é mais um aspecto extraordinário que acaba perdendo relevância aqui. Rebecca é um ídolo cultuado por todos que a cercam, essa noção é amplificada quando ela é distanciada tanto das personagens quanto do espectador sem ter nenhuma característica estética visível atrelada ao seu ser. A partir do momento que ela ganha uma trajetória mundana, vide quando Sra. Danvers cita sua adolescência, ela perde impacto. A cena em que é possível visualizar partes de seu cadáver ser retirado do mar prega de vez o caixão do significado que sustenta o filme e deixa para trás apenas uma história de vingança, romance e enganação.

Inclusive, a Sra. Danvers, que é uma das personagens mais fascinantes do original, acaba sendo ofuscada. O antagonismo cego e louco advindo da obsessão que guiava seus atos foi substituído por uma certa vilania com uma percepção racional dos seus arredores. Isso é evidenciado nas suas diferentes mortes: enquanto a original morre no fogo do quarto em que preservava a última presença de Rebecca, a atual se sacrifica no mar em uma tentativa de se igualar ao ídolo, a adoração cede lugar ao companheirismo.

De fato, o filme acaba focando no que tem de menos interessante. A personagem de Lily James, a “nova” Sra De Winter, ganha uma capa mais sorrateira (para não dizer malandra) no terceiro ato. A fatídica frase “Você envelheceu tanto em poucas horas” deixa de ser um retrato do peso que a realidade implica na percepção de mundo do indivíduo para se tornar uma mera transformação do olhar em algo “malicioso”. A encarada possessiva que ela entrega no último quadro do filme distorce não só o romance, que é bem mais desenvolvido nesse filme, como também acaba com a inocência da personagem que foi jogada em um ambiente nocivo.

Por mais que a função crítica não seja comparar, em um filme que evoca tanto de uma outra obra sem querer deixar isso explícito é difícil se eximir da sobreposição. Talvez essa seja a prova de que Hollywood precisa deixar o trabalho de grandes diretores envelhecer como vinho ao invés de suprimi-los com releituras medianas.

Rebecca – A Mulher Inesquecível esta disponível na Netflix.

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