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Livros

Mês do Horror | 15 livros de terror para não dormir à noite

De invocação até casa mal-assombrada, os melhores livros para ler no halloween.

Mylla Martins de Lima

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Não é todo mundo que se aventura nos caminhos do horror, afinal muitos não querem dar asas à imaginação no cair da noite, não é? Contudo, há quem se divirta com a situação, sentindo prazer no medo, no arrepio.

A listagem abaixo é para quem é curioso e não conhece muito sobre o mundo espiritual, para quem deseja conhecer os mestres do gênero, para quem gosta dos clássicos e também para quem quer conhecer algo novo… enfim, é para todos aqueles que tem coração forte e não se importam com aquela sombrinha que se mexe na frestinha de sua porta às três da manhã. Agora vocês estão por sua conta e risco… Boa Sorte!

1. Hellraiser

É um dos contos de Clive Barker que foi publicado pela primeira vez em 1986. Aqui no Brasil foi impresso pela DarkSide Books em uma edição linda, de capa dura e material que lembra o couro.

O livro conta a história de Frank Cotton, um homem egoísta que buscava novos tipos de prazeres carnais, pois, segundo ele, já teria experimentado todos que existiam. Ao escutar sobre a configuração dos Lemarchand, uma antiga caixa quebra-cabeça, que diziam abrir portas para uma outra dimensão no intuito dos prazeres, o homem curioso consegue o objeto e o desvenda. Para sua surpresa, em vez de lindas mulheres, o que sai da caixa são os Cenobitas, membros de uma ordem religiosa que cultua o sadomasoquismo.

2. O Exorcista

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O romance aterrorizante que deu origem ao filme que traumatiza fãs até hoje foi escrito por William Peter Blatty, com sua primeira publicação em 1971. No Brasil, será relançado este mês pela editora Harper Collins, numa edição especial de capa dura e corte de folha verde.

O livro conta a história da trajetória da possessão de Regan MacNeil, uma menina de apenas 12 anos. Há quem afirme que o romance foi baseado em outro livro chamado Exorcismo, que conta a história do primeiro ato documentado do seu início.

3. Exorcismo

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Escrito pelo jornalista Thomas B. Allen, esta é a obra real que, ao que tudo indica, serviu de inspiração para o fenômeno cinematográfico O Exorcista. Seu lançamento no Brasil foi feito pela DarkSide Books em 2016, numa edição que merece prestígio pela capa dura, relevo na cruz e, ao abrir, surpresa! Um tabuleiro OUIJA.

A história é passada em 1949, acontecendo dessa vez com um jovem de 14 anos chamado Robert Mannhein que brincava com seu tabuleiro OUIJA dado por sua tia de presente.

4. Série Ed & Lorraine Warren

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A trilogia conta os casos mais horripilantes que o casal já enfrentou. É mais um caso real publicado aqui no Brasil pela editora DarkSide Books direto de seus arquivos sobrenaturais.

Gerald Brittle, autor dessa obra, teve acesso especial aos documentos oficiais do casal, os quais incluem relato de poltergeist, casas assombradas e possessões demoníacas.

5. It – A coisa

Uma das obras mais famosas do Rei Stephen King, que foi publicada em 1981 e trazida para o Brasil só em 2014 pela SUMA, selo fantástico da Companhia das Letras.

As férias de Bill, Mike, Richie, Stan, Eddie, Ben e Beverly na cidade de Derry não foram as mesmas desde aquele verão, a primeira vez que viram o medo de perto sendo obrigados a enfrentar A Coisa. Vinte e sete anos depois daquilo, Mike, único ainda na cidade, avisa que o maligno voltou e ambos precisam acabar definitivamente com isso.

6. Edgar Allan Poe: Medo clássico 1 e 2

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A DarkSide Books traz duas edições com o melhor do Medo Clássico em capa dura e detalhes dourados. A homenagem ao mestre do horror não poderia ser mais grandiosa sem a ajuda de Marcia Heloisa, tradutora, e Ramon Rodrigues, dono das xilogravuras encontradas durante os contos.

7. Lovecraft: Medo Clássico Vol.1

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Aos adoradores do terror cósmico de H.P. Lovecraft, reconhecido como o sucessor de Edgar Allan Poe, a edição Miskatonic da DarkSide Books está incrível! Dentro do volume , além de contos, foram selecionados pelo historiador Clemente Penna, da Brown University, documentos e cartas escritos pelo autor. A obra conta com a tradução de Roman Mapa e a ilustração de Walter Pax.

8. O bebê de Rosemary

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Escrito por Ira Levin em 1969, o romance foi publicado no Brasil pela editora Amarilys. A história começa quando Rosemary e seu marido, o ator Guy, se mudam para um bairro onde aconteceram macabros incidentes ao longo da história. Tudo na vida do casal vai muito bem até a gravidez de Rosemary, que é quando seus vizinhos começam a tratá-la de maneira diferente.

9. O Iluminado

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Mais um clássico de Stephen King, seu primeiro best-seller, publicado aqui pela editora Suma. O romance de horror lançado originalmente em 1977 fala sobre Jack Torrance, um escritor aspirante e alcoólatra em recuperação que aceita o emprego de zelador no Hotel Overlook. Junto à sua esposa e seu filho Danny, o homem se muda para seu novo emprego, mas o que ele não sabe é que forças sobrenaturais que rondam o lugar estão preparadas para brincar com seu psicológico.

Doutor Sono, a sequência de O Iluminado, também foi publicado pela Suma (2014) e recentemente foi adaptado para o cinema. A estreia do filme está prevista para 8 de novembro.

10. HEX

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Primeiro livro de Thomas Olde Heuvelt, um grande sucesso mundial. Hex veio para DarkSide Books mostrar que nem só de clássicos vive o gênero horror.

Abastecido da própria cultura holandesa, o livro conta a história do fardo dos habitantes de um pequeno vilarejo chamado Black Spring. Pequeno lugar, grandes segredos. Todos sabem que não se mexe com a bruxa. Não é à toa que seus olhos estão costurados e seus braços acorrentados.

11. 1977 – Enfield: Relatos sobrenaturais

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Publicado em 2017 pela DarkSide Books, foi escrito por Guy Lyon Playfair, especialista em mediunidade.

A casa localizada no subúrbio de Londres, Green Street, n°284, desperta o medo e curiosidade a mais de 40 anos. Neste livro seguem relatos dos fenômenos paranormais que deixaram uma família em pânico. Essa é mais uma história baseada em fatos reais.

13. Medicina dos Horrores

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Contada por Lindsey Fizharris e publicada pela editora Intrínseca, o livro trata da história da cirurgia desde sua primeira aparição em XIX.

A autora transporta os leitores para anfiteatros lotados de curiosos para ver as primeiras operações, executadas sem higiene básica e em lugares abafados numa época em que era mais fácil sobreviver à guerra que à medicina.

13. O diário de Jack, o Estripador

Shirley Harrison analisa os conteúdos do diário do próprio serial killer e revela fotos das vítimas, mapas e textos em uma edição de luxo com capa dura republicada pela editora Universo dos Livros.

O Diário de Jack, o Estripador é uma investigação sobre a legitimidade tanto do diário de James Maybrick quanto o seu relógio, que foi encontrado com os dizeres “I am Jack” gravados no tampo externo.

14. O lado sombrio do Sítio

O Lado Sombrio do Sítio - André Vianco

Organizado por Felipe S. Mendes e André Vianco, o Lado sombrio do Sítio traz diversos autores brasileiros para mostrar um outro lado do mágico Sítio do Picapau Amarelo. A antologia foi lançada em agosto desse ano pela Lura Editorial e teve sessão de autógrafos na 19ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

15. Bom dia, Verônica

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O livro foi republicado de capa nova contendo pela primeira vez o nome dos autores reais da obra após a revelação da identidade por trás de Andrea Killmore em plena Bienal do Livro Rio 2019. Bom dia, Verônica é mais um sucesso de edição da DarkSide Books. Ele foi escrito por Ilana Casoy e Raphael Montes.

A história gira em torno de Verônica Torres, que é escrivã da polícia, mas que acaba enveredando uma investigação no que era para ser um dia comum. Contudo ele muda de figura devido a dois acontecimentos inesperados. Primeiro o suicídio presenciado por ela e em seguida a ligação de uma mulher implorando pela vida. Verônica agarra os dois casos, mas a investigação começa a sair de seu controle e a deixa cara a cara com o pior lado do homem.

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Resenha

Resenha | O Yark

Uma literatura fantástica e infantil para abrir os olhos de adultos.

Mylla Martins de Lima

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Juntando crianças e uma espécie de bicho papão, Bertrand Santini mescla medo, amor e tristeza em uma obra de 78 páginas que só não é melhor por ser curta. A editora Nova Zahar, através do seu selo Pequena Zahar, trouxe para o Brasil uma das melhores histórias infantis, que até já foi indicada pelo Cabana como dica de leitura outrora.

O Yark Zahar

A primeira parte do livro é narrada em tom sombrio, conta um pouco das características do grande monstro peludo, voador e com dentes enormes. O Yark, além de assustador, come crianças fofas e boazinhas.

Durante os primeiros capítulos, o autor fala das capturas e sabores dessas crianças, produzindo uma sensação bizarra até mesmo para adultos. Não muito depois do susto vem o alívio cômico, o Yark não pode comer crianças más por ser alérgico. Seu estômago é sensível demais para suportar pirralhos bagunceiros. Toda essa bagunça acaba alterando a composição química da criança, fazendo a criatura ter constantes gases e dores de barriga!

“O Yark adora crianças. Ele gosta de sentir os ossinhos delas estalando sob seus dentes e de sugar aqueles olhos tenros que se desmancham na boca como bombons. É louco pelos dedinhos infantis, pelos pezinhos, pelas linguinhas, que ele mastiga como folha de hortelã, como se fossem guloseimas doces e maravilhosamente grudentas”

O livro segue mostrando o cotidiano do comedor de crianças. O felpudo não tem sorte alguma em sua caçada, tendo qualquer dos seus infalíveis planos completamente arruinados, terminando na sua frustração e, pior ainda, na sua fome. Há tempos que ele não sabe o que é um banquete de anjinhos. Até que em uma noite, o ogro peludo come um pirralho malvado sem querer e passa tanto mal que não resiste, ele desmaia e acorda em um lugar muito diferente, deitado em uma cama. É a hora do leitor conhecer a nova personagem, que vai transformar oYark e também as crianças e os adultos que tiverem o livro em mãos.

Laurent Gapaillard : Le Yark | Ink drawing illustration, Cartoon ...
YARK COMENDO CHARLOTTE, PÁGINA 31.

Além de muito bem escrito, fugindo totalmente do que se espera das histórias de terror, o Yark traz assuntos muito bem explorados, podendo ser discutidos por qualquer idade. Um desses tópicos abordados é o bem e o mal. Bertrand consegue mostrar, em um livro de faixa etária livre, o quão cruel pode ser o ser humano independente de sua idade. Desde o início, o autor deixa claro a proposta do livro, citando John Locke, filósofo inglês: “Um fato que observei muitas vezes entre as crianças é que elas tendem a maltratar todas as pobres criaturas em seu poder”.

A arte também é uma das pautas, apesar de correr tão rapidamente. Em um dado momento, o personagem principal utiliza a pintura como forma de terapia. Essa, com certeza, é uma das mensagens mais importantes transmitidas na trama… a expressão que traz a liberdade.

“— Os seres humanos não têm muita imaginação. Só veem beleza nas coisas que se parecem com eles.

—Mas você é humana! — Exclama o Yark.

— Pois é! E, como acho você bonito, essa é a prova de que nós nos parecemos !”

As ilustrações melancólicas, cheias de hachuras em preto e cinza, levam o leitor a questionar se realmente trata-se de uma historinha infantil. Laurent Gapaillard pega a tristeza da fome do Yark e preenche as páginas do livro com um traço impecável e de maneira que as pessoas sintam pena do vilão.

“Os garotos querem que ele engula somente quantidades ínfimas de veneno. Pois seria um desperdício se o Yark morresse logo. Para que um suplício seja engraçado, é preciso que seja lento! “

O Yark é um livro incrível para todas as idades, da escrita até a parte gráfica. Existem questões importantes abordadas próprias para crianças, mas não é uma exclusividade delas.

É um livro divertido, às vezes triste, mas fantástico.

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Resenha

Resenha | Fablehaven – Onde as criaturas mágicas se escondem

Romance revela ser um portal para o santuário mágico repleto de criaturas fantásticas.

Rodrigo Roddick

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Todo mundo que ama o gênero fantástico sonha com um santuário de criaturas mágicas… O sonho está materializado neste livro. Fablehaven é um oásis que protege seres advindos da magia, mas que estão ameaçados de extinção. E não é todo mundo que consegue vê-los.

Fablehaven foi o romance de estreia de Brandon Mull publicado no Brasil em 2010 pela editora Rocco. Ele é o primeiro volume da série infantojuvenil de cinco livros que conta a história de dois irmãos unidos em prol da preservação dos seres mágicos.

“Fablehaven (…) O nome que os fundadores deram a essa reserva séculos atrás. Um refúgio para criaturas místicas, uma intendência passada de zelador a zelador ao longo dos anos”

Neste primeiro volume, Kendra e Seth vão passar as férias na casa dos avós e descobrem que eles são donos de um santuário natural incrível. Além da beleza florestal que acerca a fazenda, as criaturas mágicas são o que torna aquele lugar fantástico. Ambos começam então a conhecer as sutilezas que rondam a magia e a descobrir o quanto ela pode ser perigosa.

Logo de início, o leitor é convidado a abrir os olhos para um mundo de magia. Isso acontece quando Kendra e Seth bebem o leite com propriedades de fazê-los enxergar o mundo mágico. O leite é retirado de uma vaca mágica chamada Viola. Essa construção que o autor faz pode ser interpretada como uma metáfora para que os humanos comecem a enxergar a verdade sobre a natureza: que é ela quem provê seu sustento.

“O mesmo leite que as fadas bebem. O único alimento que elas ingerem. Quando os mortais o consomem, seus olhos se abrem para o mundo invisível”

Os seres mágicos precisam ser preservados em santuários como Fablehaven porque foram caçados pelos humanos para práticas desonrosas ou por simples temor. É uma referência clara à caça ilegal ainda praticada atualmente e que levou muitas raças animais a serem ameaçadas de extinção.

Apesar desse cunho socioambiental que o livro prega, Fablehaven consegue ser uma leitura extremamente leve a gostosa, ideal àquelas pessoas que amam ler pelo prazer. Além disso, o romance traz diversas curiosidades sobre o mundo mágico, apresentando outras visões sobre seres muito populares na fantasia, como as fadas.

Em Fablehaven, as fadas não são somente aquelas criaturas graciosas que comumente aparecem em desenhos animados ou filmes fantásticos, mas sim seres invejosos e prepotentes cujo o único objetivo é alimentar a própria vaidade. Claro que esta conduta não é geral. Sempre tem aquelas que fogem à regra. Outro detalhe interessante é como Mull insere os diabretes na classificação das fadas.

Ensinamentos valiosos podem ser obtidos na leitura deste livro, sobretudo para as crianças e adolescentes, que estão começando agora a entender o mundo. O romance apresenta como é importante escutar os adultos para não se meterem em problemas, como a curiosidade em certos casos pode ser sua ruína e como o amor entre irmãos é capaz de derrotar demônios.

“A maldição da mortalidade. Você passa a primeira porção da sua vida aprendendo, ficando mais forte, mais capaz. E então, sem que você tenha culpa alguma, seu corpo começa a falhar. Você regride. Membros fortes tornam-se frágeis, sentidos aguçados ficam lerdos, a firmeza do corpo se deteriora. A beleza murcha. Os órgãos param de funcionar. Você lembra de seu corpo no auge e imagina para onde foi essa pessoa. Enquanto sua sabedoria e sua experiência estão no auge, seu corpo traiçoeiro torna-se uma prisão”

Um dos pontos interessantes desta narrativa é colocar o amor como uma força tão avassaladora que é capaz de mudar a natureza de uma náiade. O leitor vai entender quando adentrar o santuário…

O romance possui fantasia em cada página, é uma leitura prazerosa e contém muita aventura. Uma excelente pedida para quem ama magia e que precisa se refugiar em um paraíso fantástico.

Fablehaven não é apenas um livro, mas um portal para um santuário de criaturas mágicas. Boa viagem.

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Livros

Mistborn e Elantris saem do catálogo da LeYa

Editora não vai mais publicar obras de Brandon Sanderson devido à retração do gênero fantástico no mundo.

Rodrigo Roddick

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Em comunicado divulgado no próprio blog na segunda-feira (22), a editora LeYa informou uma triste notícia aos leitores de fantasia: Brandon Sanderson não fará mais parte do selo e suas obras não serão mais publicadas pela editora. Ela explicou que a venda dos títulos não sustenta a produção em escala industrial. O autor possuía a série Mistborn e o romance Elantris nesta casa editorial. A saga Coração de Aço, no entanto, foi publicada pela editora Aleph. Já o livro Skyward é impresso pela editora Planeta.

“Com muita tristeza decidimos não nos alongarmos mais nas tentativas de manter, sob o nosso selo, a obra de Brandon Sanderson. Hoje o autor está liberado para procurar outra editora no Brasil e conta com a nossa absoluta torcida e apoio.

Nenhum profissional do mercado editorial trabalha diariamente para dar essa notícia e toda a nossa equipe lamenta muito não prosseguirmos com a edição da obra de Brandon Sanderson no Brasil” manifesta a editora.

Autor Brandon Sanderson | Créditos: Savanna Sorensen (BYU)

A LeYa atribuiu essa decisão à “retração da literatura fantástica no mundo”, explicando que o momento pandêmico atual maximizou este processo, o que resultou na baixa venda dos livros de Sanderson.

É uma situação delicada para a editora que sempre teve uma presença forte no universo literário de fantasia com os livros de George R. R. Martin, autor que escreveu As Crônicas de Gelo e Fogo, nas quais a série Game of Thrones se baseou. A LeYa publicou os livros de Martin mesmo antes do sucesso da série, que elevou as vendas dos livros.

Porém, a mudança de casa editorial dos títulos de Martin no ano passado para a Suma de Letras, selo pertencente à Companhia das Letras, já revelava a preocupação da LeYa com enfraquecimento do gênero fantástico no cenário mundial. Sua atual decisão de deixar os livros de Brandon Sanderson parece corroborar a apreensão da editora.

Os números relacionados a Sanderson no Brasil também podem ter pesado na decisão. De 2013 para cá, as vendas das obras do autor somaram pouco mais de 30 mil exemplares concernentes à LeYa, segundo estatística da Nielsen. Um volume que, de acordo com a editora, não sustenta os gastos editorais em larga escala, ainda mais de livros que compõem volumosas sagas.

Ainda não se sabe se Mistborn e Elantris partirão para uma nova editora, mas é importante lembrar que Brandon Sanderson foi escolhido para continuar a saga A Roda do Tempo, de Robert Jordan, portanto o nome do autor pode surgir dentro da Intrínseca no futuro, caso a editora dê prosseguimento às publicações da série.

Confira o comunicado da LeYa na íntegra.

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