O caso envolvendo Ivanna Ortiz, fonoaudióloga acusada de disparar 20 tiros contra a residência de Rihanna, teve uma reviravolta judicial. A juíza Shannon K. Cooley determinou na última terça-feira (19) a suspensão do processo após o defensor público Derek Dillman levantar dúvidas sobre as condições psicológicas da ré.
A acusada será transferida temporariamente para um tribunal de saúde mental de Hollywood, especializado em avaliar se réus têm condições de compreender e responder às acusações diante de um julgamento.
A decisão veio uma semana depois de a própria magistrada ter negado um pedido semelhante, mantendo Ortiz em custódia com fiança de US$ 2 milhões.

“É obrigação ética da defesa e do tribunal garantir que os direitos da Sra. Ortiz sejam protegidos, incluindo a possibilidade de auxiliar a defesa de forma racional”, declarou o defensor público.
Se for considerada incapaz de responder pelo ocorrido, Ortiz será mantida em um hospital psiquiátrico estadual até ter condições de comparecer à corte e enfrentar o júri.
O episódio que originou o processo aconteceu em 8 de março. Ortiz chegou à mansão da cantora em um Tesla alugado e abriu fogo contra a propriedade. Ela enfrenta 10 acusações de agressão com arma de fogo semiautomática e três acusações de disparo contra veículo ou residência ocupada.
Ninguém saiu ferido, mas as consequências poderiam ter sido trágicas. Testemunhas confirmaram que os projéteis atingiram um trailer Airstream onde Rihanna e seu companheiro ASAP Rocky estavam abrigados no momento dos disparos.

A própria cantora relatou que, ao ouvir os tiros, achou inicialmente que alguém estivesse batendo em uma estrutura de metal. Ao abrir as cortinas, viu buracos de bala no para-brisa em frente ao local onde o casal se encontrava. Rihanna acordou ASAP Rocky, os dois se jogaram no chão e rastejaram até a garagem para verificar se os filhos e os funcionários estavam em segurança.
Após atirar, Ortiz fugiu em seu veículo e foi localizada e presa depois que um helicóptero da polícia rastreou o carro. A ré nega todas as acusações e afirmou ser inocente, declarando que não tinha intenção de cometer um assassinato.








