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Mulher-Maravilha “O filme é um marco para os filmes de heróis”

Débora Monteiro

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Há alguns anos os filmes de super-heróis tem ganhado cada vez mais espaço no mundo cinematográfico. Depois que a Marvel recuperou os direitos de filmagem de seus respectivos heróis, tem surgido no cinema produções cada vez mais fiéis e estruturadas do que a uma década atrás, quando eram produzidos por outros estúdios.

Nesse aspecto, também é possível observar que todos esses filmes têm uma coisa em comum: Todos os heróis principais são homens. Mulher-Maravilha não é o primeiro filme solo de uma heroína mulher. Em 2004 tivemos o lançamento da história da Mulher-Gato e no ano seguinte, Elektra. Contudo, esses filmes não se saíram tão bem. Apresentando uma narrativa rasa, personagens fracos e um roteiro ruim, as produções foram um fracasso.

Critica 1 – Mulher Maravilha

Critica 2 – Mulher Maravilha 

A Marvel e a DC já colocaram personagens femininas em seus universos cinematográficos, porém, não são personagens desenvolvidos o suficiente para ter um filme solo (no caso da Viúva Negra, por exemplo) ou há uma sexualização por meio de closes em partes como os peitos da atriz, esquecendo de focar na essência da personagem (como Arlequina em Esquadrão Suicida).

Diana Prince ganhou sua primeira versão live action em forma de série em 1976. Interpretada por Lynda Carter, muitas mulheres que eram jovens na época dizem que o seriado mostrou uma troca de papéis nunca vista antes na TV pelo fato de ela salvar personagens homens e principalmente, não precisar ser salva por eles. Há uma cena em que ela carrega o personagem Steve Trevor no colo quando ele está em perigo, sendo uma das cenas mais famosas do seriado. Entretanto, até 2017 ainda não havia uma adaptação digna da Princesa de Themyscira ou de qualquer outra heroína.

A nova produção conta a origem da Mulher Maravilha, mostrando seu passado como uma amazona em treinamento em Themyscira. No filme, Steve Trevor acaba caindo de avião dentro da ilha e conta a Diana sobre a guerra que está assolando a Europa (no caso, Primeira Guerra Mundial). Com seus princípios de bondade e amor pela humanidade, ela foge da ilha e vai para Londres buscando salvar a humanidade da influência do deus da guerra, Ares. Que ela acredita ser o motivo para a humanidade estar se destruindo.

A direção de Patty Jankins fez toda a diferença nesse filme. Sendo mulher, não houve sexualização, muito menos closes em partes do corpo não pertinentes à história. Patty realizou algo nunca feito antes no cinema: contar a origem de uma heroína e mostrar como ela é incrível. As cenas de luta das amazonas são bem dirigidas e demonstram muito bem o poder daquelas mulheres.

Gal Gadot nos entregou uma Diana forte, poderosa e ao mesmo tempo, inocente perante aos comportamentos da humanidade. Por ser uma atriz pouco experiente, as cenas com atrizes mais experientes, como Robin Wright, deixam um pouco em evidência essa diferença de interpretação.

O roteiro proporciona uma narrativa fluída, somente desandando no terceiro ato da história. Há alguns momentos durante do filme em que você fica: “Wow, ela é incrível mesmo.” A personagem enfrenta de peito aberto diversas situações, se mostrando uma heroína extremamente corajosa e poderosa.

O desenvolvimento e amadurecimento da Diana Prince ficou extremamente bem feito. Ela começa a história achando que todos os homens são bons e ao longo do filme vai aprendendo que talvez não seja exatamente assim. A química com seu parceiro, Steve Trevor, me surpreendeu em vários pontos. Steve não é um personagem fraco, como são geralmente os parceiros do cinema. Ao lado de Diana, ele vai aprendendo que não se pode subestimar uma mulher como ela.

O vilão nos é apresentado de uma forma surpreendente e inesperada. Contudo, se mostrou um personagem um pouco fraco e desestruturado. Os efeitos especiais têm seus defeitos e qualidades. O uso do slow motion para dar destaque à ação da personagem foi um recurso valioso, já que foi usado na medida certa. Já o CGI durante o terceiro ato do filme me incomodou um pouco. Estava explícito as cenas em que usaram uma boneca de computação gráfica, sendo um recurso que não ficou muito natural.

Desta forma, Mulher-Maravilha é realmente um marco para a história dos filmes de super-heróis no que se diz respeito a histórias de origem e desenvolvimento de personagem. Sendo um filme necessário para o universo cinematográfico da DC, que nos entregou filmes fracos em vários sentidos.

É o primeiro filme digno de uma mulher heroína e com certeza vai abrir portas para filmes solos de outras mulheres. As meninas dessa geração ganharam um novo modelo feminino para se inspirar, e é isso que me faz mais feliz.

Mulher-Maravilha esta em exibição nos cinemas.

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Estudante de Rádio e TV apaixonada por cultura nerd e literatura, vive no ABC Paulista e acha que a Hufflepuff é a melhor casa de Hogwarts. Com 13 anos leu Harry Potter, com 14 viu Star Wars, desde então não parou de se aventurar nesse universo.

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Shazam 2 finalmente ganha data de lançamento para 2022.

Finalmente temos uma data no horizonte

Daiane de Mário

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Alguns fãs ficaram decepcionados nesta semana, quando a DC e a Warner Bros. anunciaram datas de lançamento de alguns filmes, mas a sequência de Shazam! não estava em lugar nenhum. O filme estrelado por Zachary Levi conquistou os corações dos críticos e do público que o assistiram, mas não incendiou completamente as bilheterias. Ainda assim, com base em sua calorosa recepção e no anúncio do filme de Adão Negro, Shazam! 2 parecia uma coisa certa. .

Na quinta-feira (12) surgiram notícias de que o Shazam! 2 recebeu uma data de lançamento da Warner Bros. 1º de abril de 2022.

Como Levi sugeriu no início do ano, uma sequência do Shazam teria que entrar em produção mais cedo ou mais tarde, principalmente porque seus colegas de elenco são crianças e adolescentes. Se a sequência pretende utilizar os personagens jovens, será necessário se mexer antes que eles cresçam demais.

“Se não gravarmos outro filme muito rápido, eles serão homens”, disse Levi sobre seus colegas de elenco Asher Angel e Jack Dylan Grazer (Freddy Freeman). “Não há sentido em dizer ‘Shazam’ para transformar, eles ‘ já está transformado! Então é tudo o que posso dizer sobre a sequência, mas estou muito empolgado em participar, e espero que todos gostem quando o fizermos. ”

Com esta nova data de lançamento, Shazam 2 chegará aos cinemas cerca de três meses e meio após o filme de Adão Negro, com Dwayne “The Rock” Johnson como o anti-herói que também é o rival de Shazam. Adão Negro chega aos cinemas em 22 de dezembro de 2021.

Ainda não há previsão do início das filmagens.

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Criadores de ‘Game of Thrones’ desenvolvem filme para a DC Comics

Baseado nos quadrinhos da Vertigo, Lovecraft narra a vida do autor HP Lovecraft.

Edi

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Baseado nos quadrinhos de 2004 da Vertigo da DC Comics, Lovecraft  narra a vida do autor HP Lovecraft, mais conhecido por criar a entidade cósmica de Cthulhu. 

O projeto, atualmente sem título, será produzido pelos criadores de Game of Thrones que recentemente deixaram Star Wars. De acordo com Deadline, que informou pela primeira vez sobre o projeto Lovecraft , a dupla está de olho no projeto da DC desde que começaram a trabalhar em Game of Thrones. Agora que eles têm um pouco de tempo livre, a dupla de Game of Thrones quer direcionar sua energia para isso.

A história em quadrinhos de Lovecraft , escrita por Keith Giffen, imaginava um mundo em que os monstros de HP Lovecraft eram reais e Lovecraft era quem os documentava. O filme será ambientado na década de 1920 e mostrará como Lovecraft encontra Cthulhu. Atualmente, ainda não se sabe se a dupla de Game of Thrones estará dirigindo o filme, apesar de terem encontrado escritores para dar vida aos quadrinhos da DC.

Lovecraft está programado para ser escrito por Phil Hay e Matt Manfredi, que escreveram anteriormente The InvitationO diretor, Karyn Kusama, se juntará à dupla de Game of Thrones para  produzir Lovecraft para a DC. Mais detalhes sobre Lovecraft são escassos. A dupla, que recentemente ganhou um Emmy pela oitava temporada de Game of Thrones, se estabeleceu na Netflix, então é seguro dizer que eles estarão bastante ocupados pelos próximos anos.

Não há data de lançamento ou diretor atualmente vinculado a Lovecraft, da DC.

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Vingadores: Ultimato é eleito o pior filme da década pela revista New York

A lista não foi resultado de nenhum consenso diz e certamente não é definitiva. Mas reflete os altos e baixos de uma década tumultuada.

Edi

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A revista Volture, parte de entretenimento da conceituada revista New York revelou a lista dos melhores e piores filmes da década e a lista acabou surpreendendo um pouco, ainda mais depois de serem analisados 5.279 filmes.

A lista não foi resultado de nenhum consenso diz e certamente não é definitiva. Mas reflete os altos e baixos de uma década tumultuada. 

Os últimos 10 anos foram prejudicados pelas previsões do dia do juízo final sobre o cinema, sejam os precursores Netflix ou super-heróis ou os altos preços dos cinemas. Por outro lado, a revista justamente buscou entender o movimento hoje do cinema e a conclusão pode surpreender.

Os top 5 filmes foram.

1. Melancolia
2. Mad Max: Estrada da Fúria
3. A Árvore da Vida
4. Domando o Destino
5. A Separação

Homem-Aranha: No Verso da Aranha ocupa a 9 posição, Projeto Flórida a 10 posição, o sucesso e queridinho do ano, Parasita, esta na 14 posição. Em 18 posição temos Era uma vez em Hollywood e Dunkirk a 22 posição.

Porem a revista colocou os piores filmes da década como A Mumia e Vingadores: Ultimato, sendo este eleito o pior filme dos últimos 10 anos. Sobre Ultimato a revista diz

“agora o filme com maior bilheteria de todos os tempos. Era para ser o culminar de uma franquia de filmes que definia uma década e, de muitas maneiras, o produto de entretenimento mais significativo dos últimos 10 anos, o filme tem seus méritos relativos: provavelmente tem os melhores efeitos visuais de qualquer filme da Marvel, o que não é uma conquista inconsiderável. Mas mesmo durante as partes de que gostamos (e um de nós se emocionou com a conclusão), não podíamos deixar de sentir que estávamos simplesmente agradecendo pelas poucas migalhas de filmes decentes que nossos captores da cultura corporativa estavam nos jogando. 

As participações financeiras do estúdio nunca se traduziram de maneira narrativa ou emocional em uma trama de viagem no tempo projetada para mostrar caoticamente a história da franquia… Muito disso tem a ver com a caracterização aleatória de Ultimat , mal mantida unida por várias dúzias de estrelas e seus níveis variados de carisma de ator. O ponto crucial do filme é a performance de Robert Downey Jr., que, depois de todos esses anos, acaba desmoronando nas brigas, a fim de abrir caminho para os personagens que estão se graduando nas linhas de frente da após sua morte”

Concorda com a classificação da revista? Confira a lista completa aqui.

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