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Nenhum fã da DC vai boicotar Aquaman 2 por causa de Amber Heard

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Foi dito pelo site de noticias e opinião Observatório do Cinema que fãs da DC (dando a entender que muitos deles, milhares…) estão ameaçando com boicote Aquaman 2 enquanto a DC não demitir a atriz Amber Heard que faz a Mera no filme.

Além de inexistir um único Tweet sobre qualquer suposto fã pedindo o boicote do filme, a matéria é completamente sensacionalista. Participo de vários grupos da DC e todos eles viram qualquer um, membro de grupos no facebook ou twitter alegando boicote.

Alias este site em sí ja havia dito uma vez que Liga da Justiça seria um filme ruim, antes mesmo do filme sair como uma espécie de vidente… Ora ser jornalista de cultura pop não é a mesma coisa que ser uma cartomante e publicar noticias falsas também deve ser uma coisa ruim para quem lida com essa atividade do jornalismo.

Depois ao longo desta matéria, o site ainda fala que “A DC Comics ainda não se pronunciou sobre o assunto” dando um tom sério a coisa que não foi provada por nenhuma manifestação de qualquer fã. O que não duvido existir, mas por outro lado duvido que passe de 10 pessoas.

É verdade que existe uma petição com mais de 300 mil assinaturas pedindo que Amber Heard seja demitida de Aquaman 2 por conta de supostas agressões cometidas contra seu marido Johnny Depp. Porém a petição pede que a DC remova ela e não ameaça o filme de boicote. Alias a petição foi feita por fãs do seu ex marido não necessariamente por fãs da DC Comics.

Aquaman 2 segue sem boicote para sua estreia em 2021.

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13 Reasons Why e sua importância sobre a violência escolar

Entenda como a vivência escolar é apresentada dentro da série da Netflix.

Fernanda Fernandes

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Inevitavelmente 13 Reasons Why não é uma série para pessoas que sofrem de algum transtorno mental. O foco é propor um diálogo com as pessoas que desmerecem e desprezam estes transtornos e é justamente nisso que a proposta crua e dolorosa apresentada pela série da Netfflix se encaixa.

Recentemente o ciclo de 13 Reasons Why foi encerrado com a quarta temporada, que, embora confusa, ainda cumpre bem a sua proposta. Para compreender a história como um todo, é preciso resgatar seis personagens que possuem uma importância crucial: Hannah Baker (Katherine Langford), Tyler Down (Devin Druid), Bryce Walker (Justin Prentice), Montgomery de la Cruz (Timothy Granaderos), Clay Jensen (Dylan Minnette) e Justin Foley (Brandon Flynn). Existe um fator em comum entre todos estes personagens.

Começando por Hannah Baker, ela é a protagonista, ao lado de Clay, na primeira temporada. O que se torna mais intrigante sobre a personagem é como a história dela, exceto pela peculiaridade das fitas, é bastante comum. Podemos reparar que após uma série de abusos psicológicos, até mesmo sexuais, ela desmorona. E mesmo ao buscar ajuda, Hannah é silenciada pela obrigação de dizer quem foi a pessoa que fez aquilo com ela. Cedo ou tarde, seria necessário que ela dissesse, mas, isso não significa que ela precisava dizer naquele momento. Clay permeia todos os arcos dos personagens que falarei, e neste aqui, é no qual ele começa a ficar lentamente doente ao se culpar por não ter conseguido impedir a Hannah de cometer suicídio.

Já na segunda temporada, Tyler Down é o personagem que se torna o foco, mostrando uma reação diferente da apresentada pela personagem citada anteriormente. No caso, embora boa parte das situações vivenciadas por ele se assemelhem as situações da Hannah, ele pensa em vingança. Vale lembrar que Clay, já perturbado, é visto como uma das causas do personagem, justamente porque Jensen também queria vingar a Hannah e Tyler tinha feito algo ruim a ela. O personagem vivido por Devin Druid compra armas clandestinamente e ameaça abrir fogo no baile da escola, até que Clay o convence a não fazer isso.

Neste momento, chegamos ao personagem mais emblemático da série: Bryce Walker. Antes de comentar sobre ele, é essencial recordar-se de que Walker não é uma vítima de nenhum dos atos que cometeu, seja o estupro da Hannah, da Jessica Davis (Alisha Boe). Assim como, Montgomery de la Cruz, também não é vítima do que fez com o Tyler e sido um bully na Liberty High School. Eles são a representação do que pode haver de pior dentro de uma escola, mas algo em comum os une: o comportamento conservador e extremamente agressivo. Chegando ao nível em que Monty reprime e esconde a sua homossexualidade porque se sente em conflito com isso. No entanto, Bryce e Monty são a soma do que aprenderam em casa e do que o mundo prega como correto, a única coisa que os separa dos outros, fora os crimes que cometeram, é que eles acataram essa realidade como correta e saem impunes do que fizeram porque possuem suporte para isso.

Outro fator interessante do arco destes personagens é que eles desmistificam a ideia de que o estuprador é um desconhecido distante da vítima e não alguém que as pessoas gostam e veem todos os dias. Em cerca de 70% dos casos de estupro no Brasil, o agressor conhece a vítima, seja ele parente, namorado, amigo ou somente um conhecido, segundo uma pesquisa elaborada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2018.


Por fim, o último arco é o de Clay Jensen e Justin sobrenome, já vivendo como irmãos desde a terceira temporada. Durante toda a última temporada, Clay já tem diversas crises de pânico (advindas de todas as suas experiências na escola) e tenta incansavelmente ajudar todos os seus amigos. Enquanto Justin se esforça para se manter sóbrio e melhorar. Definitivamente Justin não era o personagem que merecia morrer nesta temporada. Mas o contexto em que ele vive junto de Clay e todos os amigos o leva a voltar as drogas. A sensação é de que Clay se sente importunado por perder o posto de ‘bom filho’ para Justin perante os pais que não sabem muito bem como o ajudar.

Qual o denominador comum entre todas estas histórias? A vivência escolar tóxica. Um ambiente que se tornou um laboratório experimental em menor escala do que fizemos da sociedade como um todo. Contudo, os efeitos colaterais de um lugar que deveria abrigar o aprendizado e ser refúgio, mas se tornou um pesadelo são inúmeros e um mais assustador que o outro.

13 Reasons Why acaba se tornando uma série sobre o ambiente tóxico da escola, e não só o suicídio.

Esse sistema está matando jovens todos os dias e é preciso começar um diálogo frequente sobre isso.

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J.K. Rowling, eu sou tão mulher quanto você

J.K. Rowling: a sua fala atua contra nossa dignidade humana. Defender o ódio como mera liberdade de expressão é algo tão conservador quanto fascista.

Manoela Thomas Menandro

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Antes de iniciar este texto, se faz necessário explicitar que o mesmo não tem a pretensão de cancelar a pessoa ou o trabalho da autora J.K. Rowling. E que as palavras a seguir não representam a visão de toda uma comunidade, mas sim o que eu penso.

Nunca fui fã da saga “Harry Potter”. Nunca li nenhum livro sequer da autora e, até semanas atrás, não conhecia seu trabalho enquanto ativista nem nada muito além sobre sua vida pessoal. Porém, há alguns anos, eu tenho conhecimento de seus posicionamentos ideológicos acerca especificamente de pessoas transgênero. 

Não havia comentado publicamente sobre, pois preferia ler primeiro o que ela tinha a dizer antes de proferir julgamentos supostamente precipitados. Nas últimas semanas têm surgido muitas publicações repletas de xingamentos com teor misógino destinados a atacar a mesma, sob a justificativa do combate a sua transfobia. Em resposta, a autora lançou nas redes sociais uma carta aberta, explicando mais sobre as suas visões e vivências.

Eu li a tradução completa da carta. E não foi fácil.

Entendamos: questionamentos são sempre válidos. A J.K. não deve ser silenciada enquanto a mulher que é. Mas sua carta em diversos momentos não nos acolhe nem nos salva, como ela parece insistir em pensar. Vejo problemas na fala dela, sim. Na ausência de referências confiáveis e minimamente imparciais, na completa ausência de empatia ao usar determinados termos que são ofensivos. Um exemplo é quando para ela é tão natural citar outras mulheres como feministas, enquanto que nós (mulheres trans e travestis), somos chamadas de “transativistas” todo o texto. Nem de mulheres efetivamente nós somos chamadas. O tempo todo nós somos algo como “um transexual auto identificado mulher”, em tradução livre. E quanto aos homens trans serem acolhidos, segundo sua visão, mas sem deixar de serem retratados como mulheres lésbicas que foram seduzidas pela identidade de gênero masculina a fim de fugirem da misoginia e da homofobia? 

A sua fala atua contra nossa dignidade humana.

Eu particularmente também tive problemas com o conceito do sexo biológico da forma como ele é mencionado na tal carta. A maioria das pessoas sequer fez um exame para saber seu cariótipo e assim poder determinar o seu sexo, baseado na quantidade de cada cromossomo. Fora que essa fala é excludente com pessoas intersexo. O que sabemos que é fatídico é: nasceu fisicamente com pênis funcional, é designado homem, criado e lido enquanto homem. Nasceu com vagina, é designado mulher, criado como mulher socialmente. 

A autora menciona ainda casos onde homens mal intencionados agiram de má fé, alguns chegando a tentar abusar de outras pessoas ou até mesmo conseguindo. Infelizmente estes são dados que não podemos ignorar. Mas ora, se afinal de contas existem episódios onde mulheres denunciaram injustamente homens inocentes de abusos ou agressões que não ocorreram, deveríamos, portanto, invalidar a Lei Maria da Penha? Não, porque estes casos são exceções, e não a regra.

Antes de destilar ódio em cima de quem pensa dessa forma, eu procuro sinceramente entender as suas razões. Se eu a punisse, esse ato não ressocializaria nem desconstruiria seu viés ideológico discriminatório pessoal. 

J.K. é uma pessoa nascida com vagina, e socializada como mulher cisgênero, que é quando a pessoa está em conformidade com o gênero que lhe foi atribuído ao nascimento. Ela é uma mulher que já sofreu abusos, como fez questão de pontuar. Eu não sei como é ter especificamente essa vivência, ainda que eu seja também uma mulher que já foi vítima de violência doméstica.

Até meus 24 anos de idade eu vivi como uma pessoa que é lida como homem branco mediano. Tive todos os privilégios que me foram dados, mesmo sem que eu os pedisse ou quisesse usufruir. Aos 24 anos eu decidi abdicar de tudo isso para enfrentar o meu processo pessoal de transição de gênero. Ser mulher hoje é a minha identidade. Isso se reflete na minha vivência cotidiana, na minha resistência, e não está num sentimento ou auto declaração. É exatamente o que eu vi após me reconhecer como sou hoje, no espelho, e por dentro também. E que todos tenham a certeza de que eu não sou menos biológica do que uma mulher nascida com vagina. A mulher que não menstrua, que não tem útero, que não engravida, nenhuma dessas não é menos mulher. 

Eu sou mulher, tão verdadeira quanto todas as outras. No movimento feminista, eu tenho que brigar o tempo todo para ter as minhas pautas incluídas e me fazer respeitar. A vitória do patriarcado, da opressão de gênero e da normatividade se erguem quando ao invés de lutarmos juntas, as cis e as trans, nos digladiamos por divergências teóricas.

As pessoas que estão sob o guarda-chuva transgênero, e que ousam tentar ter o mínimo de liberdade para se aceitar e viver como se é, são constantemente excluídas, humilhadas, perseguidas e mortas. Não estamos aqui promovendo ativismo negacionista a distinções biológicas. 

Não estamos cooptando crianças que não performam feminilidade ou masculinidade, de acordo com suas designações sociais, e dando hormônios a elas. Não estamos aqui para apagar ou competir com mulheres em geral, apagando suas corporalidades e pautas. Não roubamos protagonismos. Não somos doentes.

J.K. Rowling: a sua fala atua contra nossa dignidade humana. Defender o ódio como mera liberdade de expressão é algo tão conservador quanto fascista.

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Liga da Justiça | Versão do Snyder NÃO É PRA SALVAR VERSÃO DO CINEMA

Esta versão nunca se tratou de salvar um filme fracassado nos cinemas.

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Parece óbvio falar isso e parece que muitos gostam de ignorar, mas a versão de Zack Snyder nunca se tratou de salvar o filme da Liga da Justiça que foi para os cinemas.

O movimento #ReleaseTheSnyderCut nunca se tratou de SALVAR uma versão do filme, fracassada, liderada por Joss Wheldon, mas sim (como praticamente todos os fãs já sabem) saciar o desejo de muitos fãs de verem qual era a proposta de Snyder.

Alguns jornalistas porém insistem em sentenciar a liberação do filme como mero objeto de fãs birrentos que não aceitam a versão que foi para o cinema, quando ninguém, absolutamente ninguém que participou do movimento se baseou nisso.

David Ayer, diretor de Esquadrão Suicida, admitiu que a Warner mexeu sim na montagem do filme original. Rumores também aconteceram sobre o filme Mulher-Maravilha: segundo disseram alguns insiders, o estúdio queria remover a cena Terra de Ninguém, porém a diretora Patty Jenkins conseguiu mudar a visão do estúdio sobre o conceito. Ou seja, intervenções absurdas mas que aparentemente jornalistas e alguns fãs inconformados com a alegria de outras pessoas (milhares) se sentem no direito de legitimar.

A versão do Snyder da Liga da Justiça, como dito à exaustão em um artigo que escrevi no ano passado, não se trata apenas de um mero capricho – TRATA-SE da liberdade artística, a mesma liberdade que críticos de cinema, jornalistas, influencers e etc… adoram desfrutar, mas entendem que nem todos deveriam ter.

Uma vez uma jornalista de um grande veículo de comunicação, em uma crítica em vídeo do filme Dunkirk, disse o seguinte: “Se você achou este filme uma obra de arte, então você não sabe o que é uma obra de arte…”. Com todo o respeito e carinho, foi dito a ela que uma obra de arte não é o que ela define. Conceitos artísticos mudam a todo o momento, muitos artistas foram só reconhecidos décadas após a sua morte, no cinema o próprio Laranja Mecânica foi banido no Reino Unido para depois se tornar uma das obras mais aclamadas do cinema. Conceitos artísticos mudam conforme o tempo, mas se vamos dizer que conceitos artísticos mudam conforme vão ficando envelhecidos, não devemos aplicar este conceito apenas a coisas que gostamos ou artísticas que valorizamos, o conceito de arte é amplo e vai além da sua análise.

Zack Snyder (você querendo ou não, e pode espernear a vontade) é um artista e deve ser valorizado como qualquer outro, a mesma valorização que que damos aos diretores da Marvel e qualquer outro no meio do entretenimento deve ser dada ao cineasta. Partindo disso, porque faria sentido jornalistas que analisam arte e vivem muitas vezes dela, fariam artigos deslegitimando um movimento que chegou a ajudar uma campanha de prevenção ao suicídio, sem qualquer motivo aparente?

Pior… Sentenciando um trabalho que nem foi finalizado? Ou você é jornalista ou fez aula de adivinhação com a professora Sibila Trelawney?

Quando pessoas enchem o peito para falar que devemos valorizar a nossa cultura (brasileira) alguns destes gostariam de silenciar artistas… Disse um amigo meu: “isso não é censura”. Não chega a ser censura, mas deslegitimar qualquer tipo de arte é uma especie de ‘censura’, até mesmo aquela arte que você desconsidera.

A Snyder Cut da Liga da Justiça na HBO Max chega em 2021 para sentenciar dois pontos que incomodam demais certas pessoas: Primeiro, o de valorizar os fãs e, segundo, porque valoriza o artista Zack Snyder e isso pode ser uma mudança de paradigma no cinema.

Muitos disseram que isso era uma jogada da Warner para ganhar mais dinheiro dos fãs. Mesmo se for, qual seria o problema ? A Disney ganha milhões colocando Baby Yoda em série de Star Wars e não lembro de apenas ela está autorizada a fazer isso.

No final das contas, podemos escrever uma tese de doutorado sobre a Snyder Cut (não duvido que tem gente que vai fazer) que algumas pessoas não vão querer entender.

A verdade é que os fãs ganharam, a Warner e Zack Snyder também e os perdedores nesta história são apenas os que querem se sentir assim.

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