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Davi Alencar

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Hoje em dia a Netflix investe pesado em suas produções originais. Com orçamentos gigantescos, dezenas de filmes novos entram na plataforma todo mês.

Mesmo assim, em meio a tantos lançamentos, há quem prefira mergulhar no melhor do que o cinema do séc. XX tenha para oferecer. Então hoje nós trouxemos uma breve lista com 10 filmes clássicos para você assistir na locadora vermelha.

1 – Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)

Sinopse: Marion Crane é uma secretária que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga a carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates, que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca.

Um dos maiores clássicos não só da carreira estelar de Alfred Hitchcock como de toda a história do cinema. Uma narrativa extremamente tensa e angustiante que aborda psicopatia em relações maternais. Para quem gosta de um bom suspense com pitadas generosas de bizarrice esse filme é uma ótima pedida.

2 – Era Uma Vez No Oeste (Sergio Leone, 1968)

Sinopse: Em virtude das terras que possuía serem futuramente a rota da estrada de ferro, um pai e todos os filhos são brutalmente assassinados por um matador profissional. Entretanto, ninguém sabia que ele, viúvo há seis anos, tinha se casado com um prostituta de Nova Orleans, que passa ser a dona do local e recebe a proteção de um hábil atirador, que tem contas a ajustar com o frio matador.

Um dos melhores (se não for o melhor) diretores de velho oeste de todos os tempos, Sergio Leone também marca presença na nossa lista. Em dos seus filmes mais aclamados ele traz uma história extremamente conectada com o mito de criação estadunidense. Com um uso espetacular dos recursos narrativos, ele confere uma linguagem única para um gênero tão explorado nos anos 50/60.

3 – Fuga De Alcatraz (Don Siegel, 1979)

Sinopse: Um prisioneiro com um grande histórico de fugas é mandado para Alcatraz, a penitenciária de segurança máxima mais brutal e infame dos EUA para cumprir o resto de sua sentença.

Esse aqui vai para os fãs de Clint Eastwood! Fuga de Alcatraz é um dos maiores clássicos do cinema de prisão, ele passa devagar mas demonstra o êxito e a inteligência dos indivíduos que realmente fugiram da cadeia mais segura do mundo.

4 – Tubarão (Steven Spielberg, 1975)

Sinopse: Um terrível ataque a banhistas é o sinal de que a praia da pequena cidade de Amity virou refeitório de um gigantesco tubarão branco, que começa a se alimentar dos turistas. Embora o prefeito queira esconder os fatos da mídia, o xerife local pede ajuda a um ictiologista e a um pescador veterano para caçar o animal. Mas a missão vai ser mais complicada do que eles imaginavam.

Com o primeiro blockbuster de todos os tempos, Steven Spielberg cria ao mesmo tempo um filme de terror, monstro e praia. Seu sucesso avassalador rendeu diversas sequências e toda uma leva de filmes com tubarão. O diretor é um mestre em criar filmes extremamente rebuscados mas que ainda conseguem falar com o grande público e aqui não é diferente.

5 – Monty Python Em Busca Do Cálice Sagrado (Terry Gilliam e Terry Jones, 1975)

Sinopse: O Rei Arthur está à procura de cavaleiros que possam acompanhá-lo em uma importante jornada: a busca do Santo Graal. Sir Lancelot, o Bravo; Sir Robin, o Não-tão-bravo-quanto-Sir Lancelot; Sir Galahad, o Puro e outros cavaleiros se dispõem a participar da busca real. O longa satiriza diversos eventos históricos ocorridos na Idade Média.

A lenda arturiana é uma das histórias medievais mais reverenciados em toda a cultura pop. Aqui, o grupo britânico eleva essa referenciação para uma odisseia cômica pela formação histórica da Inglaterra. Com um humor besta o suficiente para dar a volta e se tornar bom, eles parecem saber exatamente como construir a piada agregando todos os fatores possíveis de um filme, desde a parte técnica até a lírica.

6 – Ghost In The Shell: O Fantasma Do Futuro (Mamoru Oshii, 1995)

Sinopse: O mundo, em 2029, se tornou um local altamente informatizado, a ponto dos seres humanos poderem acessar extensas redes de informações com seu ciber-cérebros. A agente cibernética Major Motoko é a líder da unidade de serviço secreto Esquadrão Shell, responsável por combater o crime. Motoko foi tão modificada que quase todo seu corpo já é robótico. De humano só teria sobrado um fantasma de si mesma.

Prestigiando um pouco do cinema oriental, Ghost In The Shell é uma obra transcendental dentro da ficção científica. O filme que, por exemplo, contribuiu imensamente para a criação do universo de Matrix, além de ser bem curtinho também traz algumas discussões bem interessantes. Dramas de identidade, ação governamental e manipulação conspiratória são alguns dos temas que ele resvala.

7 – Os Embalos De Sábado À Noite (John Badham, 1977)

Sinopse: Tony Manero, um jovem do Brooklyn e um excelente dançarino de disco music, só encontra significado na vida quando dança, pois passar a semana trabalhando em uma loja de tintas não o gratifica de forma nenhuma. Assim ele se perfuma, se veste de um jeito fashion e vai para a discoteca no final de semana. Sob a influência de seu irmão, um padre frustrado, e de Stephanie, sua parceira de dança, começa a questionar a maneira como encara a vida e a limitação de suas perspectivas. Paralelamente Tony vive uma crise amorosa, enquanto se prepara para participar de um concurso em uma discoteca.

Um retrato da sociedade norte americana da época Disco que reflete muito bem a superficialidade dos prazeres em decorrência de uma vida embasada no trabalho. Embalos De Sábado À Noite é uma inflexão muito eficaz e profunda do que os passos de dança magistrais do John Travolta.

8 – Clube Dos Cinco (John Hughes, 1985)

Sinopse: Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes são confinados no colégio em um sábado, com a tarefa de escrever uma redação de mil palavras sobre o que pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, enquanto o dia transcorre eles passam a aceitar uns aos outros, fazem várias confissões e tornam-se amigos.

Um clássico adolescente dos anos 80 que reascendeu sua fama alguns anos atrás. Clube Dos Cincos fala sobre abraçar as diferenças e esboça como funcionam as complicadas relações escolares, trazendo a tona a imagem e o “status” em detrimento da personalidade e do respeito pelo próximo. Do mesmo diretor de Curtindo A Vida Adoidado, Clube Dos Cinco tem tudo de bom que os anos 80 pode oferecer.

9 – Forrest Gump – O Contador de Histórias (Robert Zemeckis, 1994)

Sinopse: Quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de Forrest Gump, um rapaz com QI abaixo da média e boas intenções. Por obra do acaso, ele consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate, mas continua pensando no seu amor de infância, Jenny Curran.

Robert Zemeckis é O nome dos anos 80/90. Com filmes surpreendentemente tocantes e que marcaram época ele é preciso na hora de transformar imagens em emoções. De fato a visão comercial de suas obras é bem atiçada, mas ainda assim isso não limita o filme. Forrest Gump é um passeio pelos principais acontecimentos do séc. XX com o olhar despretensioso do especial Forrest! Não há motivo para não assistir tudo que o Tom Hanks já tenha feito.

10 – O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola, 1972)

Sinopse: Em 1945, Don Corleone é o chefe de uma família mafiosa italiana de Nova York. Ele costuma apadrinhar várias pessoas, realizando importantes favores para elas, em troca de favores futuros. Porém, uma máfia rival resolve levar o tráfico de narcóticos para a cidade e Vito Corleone não facilita essa entrada, nem com ajuda policial, nem política. A família passa então a sofrer atentados e seu filho Michael, um capitão da marinha muito condecorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial decide ajudar seu pai protegendo seu legado.

Quando pensamos em filmes clássicos, O Poderoso Chefão é o expoente máximo! Uma amálgama de diversos acontecimentos reais da máfia italoamericana e que evidencia o pior do ser humano. É até difícil falar algo de uma obra tão gigantesca, a riqueza na atuação e a viagem pela criação de um monstro insensível são só alguns dos pontos que tornam esse filme único. Inclusive, vai ser possível acompanharmos essa criação no novo filme com Oscar Isaac, Francis and The Godfather.
Essa foi a nossa lista e espero que se deliciem com essa bagatela de filmes!

Para quem ja assistiu, rever é sempre uma opção. Para quem nunca viu, pode ser uma porta de entrada para a vastidão cinematográfica fora das grades da atualidade.

Estudante de rádio, tv e internet completamente apaixonado por cinema, literatura e qualquer outra forma de arte. Gosta de contar histórias e tem sérias dificuldades de falar sobre si mesmo em terceira pessoa.

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cinema

Bride | Scarlett Johansson estrelará nova versão de A Noiva Do Frankenstein

O filme promete ser uma releitura atual de um dos monstros mais clássicos da Universal Studio, A Noiva Do Frankenstein

Davi Alencar

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Segundo o The Hollywood Reporter, a parceria entre a produtora independente A24 e a Apple acaba de ganhar um novo título para plataforma de streaming Apple TV+. Depois do drama ‘On The Rocks’ de Sofia Coppola, o fenomenal documentário ‘Boys State’ e o pouco comentado ‘Sky Is Everywhere’, ‘Bride’ é o novo lançamento da dupla.

O filme promete ser uma releitura atual de um dos monstros mais clássicos da Universal Studio, A Noiva Do Frankenstein. Confira a sinopse:

“Uma mulher criada para ser a esposa ideal – a obsessão singular de um uma mente brilhante – rejeita seu criador e é forçada a fugir de sua confinada existência, confrontando um mundo que só a enxerga como monstro. É nessa jornada que ela descobre sua real identidade, seu surpreendente poder e sua força para se reinventar como sua própria criação.”

O filme terá direção do ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Sebastián Lelio (Uma Mulher Fantástica) e nada mais nada menos que Scarlett Johansson no papel principal.

“Já passou da hora de a Noiva sair da sombra de sua contraparte masculina e andar sozinha”, afirmou Scarlett em um comunicado oficial. “Trabalhando com Lauren Schuker Blum e Rebecca Angelo, Sebastián e eu estamos empolgados para emancipar essa anti-heroína clássica e reanimar sua história para refletir as mudanças que vemos na atualidade”.

Shuker e Angelo, ao lado de Lelio, são as roteiristas do projeto. A dupla também assina o roteiro da nova versão de O Lobisomem de Ryan Gosling, culminando no novo universo cinematográfico acidental de releituras dos monstros clássicos da Universal.

Jonathan Lia  (These Pictures) e Keenan Flynn irão co-produzir o filme ao lado da própria Scarlett Johansson, o que já pode significar um apreço maior com uma obra que parece ser tão significativa.

Bride ainda não tem uma data de estreia.

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cinema

Zack Snyder’s Justice League | Joe Manganiello está filmando novas cenas como Exterminador

Joe Manganiello repetirá seu papel como Exterminador na Zack Snyder’s Justice League.

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Joe Manganiello repetirá seu papel como Exterminador na Zack Snyder’s Justice League, quem traz a noticia é o Collider.

No início desta semana, o Cabana do Leitor informou que as refilmagens estão em andamento, com  Ben Affleck,  Ray Fisher e  Amber Heard de volta como Batman, Cyborg e Mera, e Jared Leto programado para retornar como Coringa do Esquadrão Suicida

Enquanto isso, o Superman de Henry Cavill e a Mulher Maravilha de Gal Gadot estavam visivelmente ausentes na postagem, e Cavill disse explicitamente a Collider que não gravará nada novo para a série de quatro horas da HBO Max.

Porém Manganiello tem uma história diferente. Exterminador, também conhecido como Slade Wilson, apareceu em uma cena pós-crédito na Liga da Justiça de 2017, que o viu recrutado por Lex Luthor de Jesse Eisenberg. Em maio, quando o chamado “corte de Snyder” foi anunciado oficialmente pela primeira vez, Manganiello prometeu a seus fãs no Instagram que incluiria “a cena original de pós-crédito”. O Collider afirma de forma explicita que o ator vai voltar ao set para filmar cenas adicionais.

Enquanto isso, Zack Snyder’s Justice League será composta de episódios de quatro horas de duraçã , então não só irá incorporar filmagens não utilizadas, mas Snyder está gravando novas filmagens estritamente para a série HBO Max.

Zack Snyder’s Justice League estreia em 2021.

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cinema

Crítica | Borat 2 “incomoda e testa ao máximo a sociedade mais egocêntrica do planeta”

Depois de 15 anos, a sequência de Borat finalmente chegou.

Davi Alencar

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Depois de 15 anos, a sequência de Borat finalmente chegou. Dessa vez sendo lançado diretamente no streaming da Amazon, o filme revive a temática de seu predecessor com uma nova roupagem. Ainda focado em explorar o cidadão norte americano padrão, ele atualiza alguns de seus temas esbarrando na modernidade, avanço tecnológico e social e desinformação como um problema viral. Com o constrangimento como sua principal força, Borat 2, ou Fita de Cinema Seguinte de Borat, é facilmente uma das melhores comédias do ano.

O filme narra a volta de Borat (Sacha Baron Cohen) aos Estados Unidos na tentativa de se redimir com o país ao entregar o Ministro da Cultura do Cazaquistão, o chimpanzé Johnny, para o vice-presidente Mike Pence. Como é de se esperar, tudo dá errado e ele acaba envolvendo sua filha em uma tentativa de casamento com o advogado de Donald Trump, Rudy Giuliani. Caótico como sempre, o filme faz questão de usar o humor mais besta é ácido possível para tirar o que há de pior do estadunidense.

Enquanto no primeiro, lançado em 2005, o simpático repórter da TV Cazaquistanesa embarca em uma jornada quase que inocente pelo interior dos EUA, aqui ele encontra um sonho americano completamente diferente. O personagem é colocado no epicentro do retrocesso social dos últimos anos e a pandemia é a cereja do bolo para explorar esse ambiente.

O formato de falso documentário não encontra um caminho na sequência. Ao invés disso, o filme insere a filha de Borat, Tutar (Maria Bakalova), para gerar novas situações e adicionar uma certa dramaticidade na narrativa. Além dessa mudança ocasionar uma transferência de humor, ainda confere uma preocupação maior com a formação de sentido e, mesmo sem mudar a piada, encontra uma nova maneira de entregá-la. Dessa vez, o filme constrói um arco bem mais sólido para as personagens.

Todavia, a proposta continua a mesma: incomodar e testar ao máximo a sociedade mais egocêntrica do planeta. Dá até para dizer que ele é um grande experimento para ver até onde as pessoas embarcam no absurdo. Em diversos momentos, como quando Borat oferece sua filha menor de idade para o médico, compra uma jaula para ela ou pede para a vendedora escrever uma mensagem antissemita no bolo, ele não recebe repulsa e sim incentivo. Um retrato bem fiel de um país que, em prol do interesse financeiro e “liberdade de expressão”, aceita de tudo.

Ainda assim, dá para dizer que, da sua própria e exclusiva maneira, o filme consegue passar uma imagem positiva. As únicas pessoas reais que rebatem de alguma forma o que é estabelecido pelas personagens são parte das minorias mais atacadas. Mesmo sem nenhum crivo para piadas incômodas (que vez ou outra esbarram em problemáticas bem sérias), de algum jeito essa característica consegue dar um ar reconfortante para a narrativa. Isso mostra que, independente do amontoado de besteiras despejado nas falas, existe um discurso bem evidente na obra.

Agora, sobrepondo os dois filmes da “franquia” pode-se reparar algo bem significativo. Enquanto o ideal patriótico ronda ambos, na versão de 2020 parece não haver o mesmo sussurrar de outrora. O radicalismo de uma extrema direita ensandecida pipoca com uma facilidade assustadora e não é preciso mais do que uma faísca para que saudações nazistas surjam nas multidões. Sujeira facilmente vista em como o governo estadunidense se mostra aqui: um antro de desinformação, crendices e ódio contra o diferente.

Borat 2 acerta em cheio quando testa membros do alto escalão político como Giuliani. Revelando sem receio algum o quanto esses poderosos estão apenas a uma oportunidade de distância de abandonar seu ideal pró-família para cometer qualquer imoralidade que esteja ao seu alcance, ele deixa bem claro que um povo é o reflexo de seus governantes e vice-versa.

Por fim, ao retirar o protagonista da sua bolha de preconceito, o filme deixa bem claro que abdica um pouco da comicidade focalizada no absurdo para dar espaço a um pensamento mais humanizado. Da mesma forma que a Turma da Mônica fez com que o Cascão lavasse as mãos, Borat abraça um raciocínio mais progressista em prol de um bem maior. Mesmo assim, ele deixa claro sua personalidade com uma reviravolta espalhafatosa o suficiente para terminar essa segunda odisséia com um final que é, ao mesmo tempo, clássico e reinventado.

Borat: Fita de Cinema Seguinte já está disponível no Amazon Prime Video.

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