A dúvida sobre qual seria o “mal menor” entre a Paramount e a Netflix para o futuro da Warner Bros. parece ter ganhado uma resposta preocupante para os defensores da tela grande. Segundo o site Deadline, a gigante do streaming planeja implementar uma janela de exibição de apenas 17 dias nos cinemas para as produções da Warner. A estratégia atropelaria o modelo tradicional do mercado, onde redes como a AMC defendem um período mínimo de 45 dias antes do lançamento digital.
A notícia caiu como uma bomba no setor, já que uma janela tão curta desestimula o público a sair de casa, sabendo que o filme estará disponível no catálogo em pouco mais de duas semanas. Antes da revelação, a Netflix havia declarado estar “100% comprometida em lançar os filmes da Warner Bros. nos cinemas, seguindo os padrões da indústria”. No entanto, ao não definir o que considera como “padrão”, a empresa deixou brecha para uma interpretação que favorece seu próprio ecossistema de streaming.

Para os exibidores, a manobra é vista como uma tentativa de “esvaziar” o poder das salas físicas em prol do crescimento de assinantes. A Netflix argumenta que a rapidez no lançamento doméstico combate a pirataria e atende à demanda imediata dos usuários, mas a AMC e outras grandes redes acreditam que isso pode tornar o modelo de blockbusters financeiramente inviável a longo prazo.
Enquanto o conselho da WBD se prepara para votar a fusão na próxima semana, o clima é de incerteza total. Se a proposta dos 17 dias for mantida, 2026 poderá marcar o fim definitivo das janelas de exibição como as conhecemos, forçando uma reestruturação completa na forma como grandes franquias, como as da DC e de Harry Potter, chegam ao público mundial.



