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No dia 18 de Agosto, aconteceu a Nintendo Indie World Showcase, evento da Big N que se refere apenas á jogos indies que vão ingressar no Nintendo Switch em breve. Faremos um resumo da apresentação que teve pouco mais que 20 minutos, pra você não perder nada dos próximos lançamentos.

O primeiro jogo a ser anunciado foi Hades, uma produção do estúdio Supergiant Games. Com lançamento previsto entre setembro e novembro desse ano, o jogo do estilo roguelike e dungeon crawler terá suporte para o português.

Hypnospace Outlaw é um simulador de internet, baseado nos anos 90, que será lançado dia 27 desse mês. Publicado pela editora No More Robots, em parceria com os desenvolvedores Tendershoot, Michael Lasch e ThatWichIs Media, o game apenas terá suporte para inglês em toda sua interface.

Spiritfarer é um jogo em 2D, que mescla aventura e gerenciamento em um lugar só. O game te coloca na pele de uma barqueira, cuja função é guiar os espíritos para o além. A Thunder Lotus Games anunciou que o jogo já pode ser adquirido no console da empresa japonesa.

Garden Story, um jogo da editora Rose City Games em parceria com a desenvolvedora Picogram, é uma aventura com gráficos pixelados que te leva até um ilha parcialmente destruída. Sua função, agora na pela da uva Concord, é restaurar The Groove e conquistar a confiança dos outros moradores do local.

Com previsão de chegada para o começo de 2021, Subnautica e Subnautica: Below Zero farão sua estréia no Switch alguns anos após chegarem aos PC’s e consoles de mesa. Sendo centrado em exploração marinha, ambos os jogos foram muito bem recepcionados pelo público que adora games indies.

A Oink Games anunciou a chegada de Takeshi & Hiroshi para o Switch. Lançado originalmente apenas para Apple Arcade, o game mistura elementos de animação com RPG convencional e já está disponível para a compra na eShop.

Raji: An Ancient Epic foi e anunciado e também já está disponível para a compra na eShop norte americana. Seguindo a história de dois irmãos, a menina Raji e o garoto Golu, o game desenvolvido pela Nodding Head Games e publicado pela Super.com é inspirado em mitologias e contos indianos. O título ainda conta com exclusividade temporária no Switch.

Bear and Breakfast só chegará ao console híbrido em 2021, mas a desenvolvedora Gummy Cat se juntou com a editora Armor Game para mostrar um pouco do que vem por aí. Mesclando aventura e gerenciamento (sim, de uma pousada!) o game se mostra ser um tanto interessante e misterioso com o desenrolar da história.

A Short Hike, jogo de aventura e exploração, já está disponível para a compra. No game somos uma passarinha, que explora um parque inteiro em busca de sinal para o celular, enquanto encontramos personagens e minigames escondidos.

Se você está atrás de um jogo de cartas com história, Card Shark é pra você. O jogo, que te coloca em meio à sociedade francesa do século 18, é desenvolvido pela Devolver Digital e Nerial, e tem lançamento previsto para 2021 no Switch.

Torchlight III também teve seu anúncio, e a data está mais perto do que parece: entre setembro e dezembro desse ano. Com um mascote exclusivo para Switch chamado Red Fairy, o game é voltado para os amantes de RPG de ação e hack and slash.

Redescubra tudo sobre a gravidade e arquitetura em Manifold Garden, um jogo da Willian Chyr Studio que já está disponível para compra em seu console da empresa japonesa. Obs: o game foi indicado aos prêmios BAFTA e Game Developers Choice Awards.

Desenvolvido por Stone Lantern Games LLC e publicado por PQube Games, Evergate já está disponível na eShop e te oferece uma jornada linda pela vida após a morte.

The Red Lantern é um jogo narrativo de gerenciamento de recursos, onde você e seus cinco cães de trenó terão de sobreviver nas paisagens gélidas do Alasca.

A editora Daedalic Entertainment junto com a desenvolvedora Indoor Astronaut liberaram não só a data de lançamento, como também uma demo para o jogo Unrailed!. Crie suas rodovias enquanto o dia 23 de setembro não chega!

Struggling chegará no dia 27 de agosto, confirmou a Chasing Rats Games. Enquanto você não pode desfrutar desse game de plataforma baseado na física, você pode assistir ao gameplay lançado.

Com uma atmosfera sombria em meio a puzzles e plataforma, a publicadora Chucklefish junto com a desenvolvedora Hidden Layer Games anunciaram a data de lançamento de INMOST. Ele poderá ser adquirido na eShop dia 21 de agosto.

O Studio Zevere anunciou ontem que o seu RPG de aventura surreal sobre sonhos chegará ao console da Nintendo no início de 2021. No game você joga como Thalia, uma mulher que se encontra em coma.

Já lançado para os dispositivos IOS por meio do Apple Arcade, Grindstone também estará disponível no Switch. O game, que é desenvolvido pela Capybara Games, é um puzzle colorido que terá suporte á tela de toque. Estará disponível para compra no outono norte americano.

GONNER2, que é desenvolvido pela Art in Heart em parceria com a editora Raw Fury, é a sequência do jogo de ação e roguelike. Também estará disponível apenas no outono norte americano.

Esses foram todos os anúncios da conferência de ontem. Animados para algum?

Gamer de final de semana e colecionadora de HQ's, boardgames e consoles. Como passatempo, gosta de ler Sthepen King para seus filhos felinos.

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Games

PS Plus terá jogos gratuitos de PS4 e PS5 em Novembro

Primeiro game da PS Plus no PS5 chegará junto com o lançamento

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A Sony anunciou os jogos que estarão disponíveis gratuitamente na Playstation Plus no mês de Novembro. Como de costume são dois jogos para o Playstation 4, porém fomos surpreendidos com o anúncio de um jogo gratuito no mês de lançamento do Playstation 5 também.

Terra-Média: Sombras da Guerra (PS4)

Terra Média Sombras Da Guerra Xbox One Mídia Física Promoção - R$ 100,00 em  Mercado Livre

O jogo é a continuação do Terra-Média: Sombras de Mordor, baseado na obra de JRR Tolkien, o game conta a história do forjamento do Anel, além de retratand a história de Mordor, do demônio Balrog e do retorno de Sauron.

Hollow Knight (PS4)

Pega essa Análise! Hollow Knight: Voidheart Edition | Central Xbox

O famoso indie no estilo metroidvania, criado pela Team Cherry, conta a história de um guerreiro sem nome que busca nas ruínas subterrâneas e no reino dos insetos, respostas para derrotar uma corrupção causada por um deus antigo.

Bugsnax (PS5)

Veja aqui 20 minutos de Bugsnax

Esse foi um dos primeiros games a ser anunciados para PS5, nele você é um aventureiro que explora uma ilha misteriosa, ajudando os moradores e capturando criaturas que são metade animal, metade comida.

Bugsnax vai estará disponível de graça só para PS5 e poderá ser resgatado a partir do dia 12 de novembro, tendo a data limite para resgate em 4 de janeiro. Vale lembrar que é necessária uma assinatura da PS Plus para fazer o dowload.

Terra-Média: Sombras da Guerra e Hollow Knight estarão disponíveis entre os dias 3 e 30 de novembro

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Games

Assassin’s Creed Valhalla: A eterna luta entre Assassinos e Templários

Uma batalha que atravessa séculos

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Para quem nunca jogou Assassin’s Creed, esse embate pode ser novidade, porém quem só jogou os jogos mais recentes como o Origins e o Odyssey, pode não ter ideia da visão geral. Uma vez que os jogos mais recentes “voltaram no tempo” para nos explicar sobre o surgimento dos assassinos e dos templários.

Lá no primeiro game da franquia, Altair Ibn-La’Ahad era um membro da irmandade Levantina de assassinos em Masyaf e lutou contra templários durante a terceira cruzada em 1191. No período retratado no jogo fica fácil ver as divergências entre as duas facções, porém a luta é mais antiga e avança até o presente.

Os Nove Alvos de Altaïr Ibn-La'Ahad | Assassin's Creed Brasil™ Amino

Cada lado desta batalha busca o que eles consideram melhor para a humanidade, enquanto assassinos desejam liberdade para que cada um faça sua escolha, templários acreditam que as pessoas causam desordem e precisam de controle para evoluir.

A irmandade dos Assassinos

A Irmandade se baseia na crença que o livre arbítrio é a única forma de chegar ao aperfeiçoamento da humanidade. Com a evolução de cada indivíduo, a sociedade se torna melhor como um todo. Aspirações, conquistas e ideias, qualquer melhoramento é oriundo da capacidade de pensar e fazer suas próprias escolhas, sem restrição. A perfeição só pode ser alcançada através da auto-expressão livre e a mente aberta para o conhecimento.

Os Assassinos sabem que a humanidade não será perfeita da noite pro dia, que o livre arbítrio pode trazer escolhas erradas e que muitas pessoas podem ser influenciadas pelos ideais de outras. Contudo todos os erros nos ensinam lições, cada negativa é uma forma de buscar algo certo e isso faz com que o tempo traga conhecimento à sociedade para que as mesmas falhas não sejam repetidas. A evolução da sociedade é saudável com erros e acertos.

Para buscar esta liberdade, a irmandade contou com diversas figuras histórias lutando ao seu lado, como Marcus Julius Brutus, Leonardo da Vinci, Marco Polo, Nicolau Maquiavel, e outros mais. Cada um deles teve participação nesta batalha lendária em nome da humanidade, sempre evitando o conflito direto e agindo pelas sombras.

Leonardo da vinci | Wiki | Assassin's Creed Brasil™ Amino
Leonardo da Vinci em Assassin’s Creed 2

A ordem dos Templários

A ordem nem sempre foi chamada de Templária, esse é um conceito mais moderno, entretanto os ideais são os mesmos desde o começo dos tempos, eles já foram chamados de Ordem dos antigos ou Ordem dos Anciões. Seus objetivos sempre foram obter o controle da humanidade para que poder guiá-los ao futuro.

Os Templários normalmente integram camadas superiores da sociedade, tendo papéis de grande importância, influenciando líderes e outras pessoas de alto escalão. Essas posições assumidas servem para manipular quem está acima da população, sendo mais fácil dar ordens e apontar o que seriam as melhores escolhas a serem tomadas para o aperfeiçoamento do mundo.

Aqueles que seguem a ordem acreditam que o livre arbítrio seria uma ameaça para a humanidade, as sociedades precisam ser orientadas, as vezes contra seus próprios instintos, para conseguir evoluir de maneira eficaz. Se todos forem livres para perseguirem o que querem, a humanidade entrará em colapso e se destruirá.

Algumas figuras políticas e históricas também são citados como pertencentes à Ordem dos Templários como: César Bórgia, Jacques de Mollay, Maximillien Robespierre, Adolf Hitler, dentre outros.

Assassin's Creed Unity Sequence 12 - Memory 2: The Fall of Robespierre -  Lockpick - YouTube
Maximillien Robespierre em Assassin’s Creed Unity

Dois lados da mesma moeda

Assassinos e Templários são os dois lados da mesma moeda, as duas facções concordam em discordar sobre o melhor caminho para encontrar prosperidade para a humanidade. Eles agem nos bastidores da sociedade nessa luta que dura centenas de anos.

Em Assassin’s Creed Valhalla veremos mais uma vez o confronto destes ideais, onde os Vikings estarão buscando liberdade e novos lares, enquanto os reinos da Grã-Bretanha lutarão pelo controle dos territórios e a remoção dos invasores que ameaçam sua soberania.

Saiba tudo sobre o lançamento de Assassin's Creed Valhalla | Observatório  de Games

Esse embate será mais um capítulo na batalha que nunca tem fim, entre Assassinos e Templários.

Assassin’s Creed: Valhalla será lançado em 10 de Novembro

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Games

Review | Under Domain

Jogo brasileiro apresenta excelentes ideias, mas desenvolvimento limitado e excesso de bugs comprometem a diversão

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Under Domain, é um jogo Indie Brasileiro lançado no dia 22 de Outubro desse ano para PC, do gênero estratégia e temática de ficção científica. Antes de começar a análise em si, queremos agradecer à Playlearn, desenvolvedora e distribuidora do jogo, por nos enviar a Key da Steam para podermos jogar e produzir essa review.

A história de Under Domain é a seguinte: Em algum momento do futuro, os humanos, que já contam com capacidade de viagens espaciais em grande escala, lançam uma ofensiva sobre o planeta dos Reptilianos, um povo que até então era pacífico e focado apenas em sua própria evolução. Com o decorrer da guerra, a derrota Reptiliana se torna iminente. Dessa forma, seus cientistas apostam tudo em um único plano: Enviar uma frota para o passado, antes da humanidade ter seu poder atual, para estudar, invadir e destruir a raça humana antes que se tornem uma ameaça. Com isso, o jogador entra no papel do líder dessa frota, um soldado criado em laboratório com o DNA dos melhores estrategistas existentes. Ao chegar no passado, no ano de 1900, é constatado que diversos dados sobre o planeta, assim como o material genético das tropas de invasão foram corrompidos e perdidos. Então, cabe ao jogador traçar a melhor estratégia para conseguir reconstruir sua frota e destruir a humanidade antes que ela consiga poder bélico o suficiente para ser uma ameaça. Com uma premissa muito interessante, o jogo é dividido em 2 principais etapas: Pré-Invasão e Invasão.

Artes de Under Domain surpreendem pela beleza

Na primeira etapa do jogo, o jogador tem um máximo de 12 turnos para construir suas forças, contando com 10 movimentos em cada turno. Começando no ano de 1900, cada movimento representa 1 ano da história da humanidade, e portanto cada turno uma década. No começo de turno, temos uma arte belíssima que apresenta quais os principais acontecimentos históricos daquela década estão rolando no mundo. Isso é algo que podemos elogiar em Under Domain. Tanto as artes quanto os gráficos 3D do jogo são todos muito bonitos, assim como a parte de Som também é muito bem feita, dando a ambientação e o clima ideal para a jogatina.

Assim, nos primeiros movimentos e turnos, o jogador normalmente fará escolhas buscando liberar todas as ações possíveis no jogo. Quando isso ocorre, passamos a ter 6 menus de ações diferentes: Bases, Sondas, Recursos, Máquinas, Operações e Agentes.

Em Bases, o jogador pode regenerar especialistas, ver missões, que quando completas contribuem para aumentar o nível da base, liberando novas missões e novos bônus, e ativar esses bônus. Em Sondas, o jogador pode escolher entre enviar Sondas terrestres, que o ajudam a encontrar novas fontes de recursos, e Sondas Orbitais, que melhoram o monitoramento dos continentes e países. Em Recursos, o jogador pode administrar a aquisição de Minérios e Energia. Absolutamente toda ação no jogo consome alguma quantidade de energia, e algumas consomem minérios, dessa forma, é necessário sempre manter bons níveis de ambos. Ao estabelecer um novo ponto de extração de algum desses recursos, é possível evoluí-lo para aumentar a quantidade de recurso obtido, ou repará-lo, visto que a cada 5 turnos (aproximadamente), o ponto para de funcionar. Ainda existe a opção de destruir um ponto, mas até o momento eu não encontrei motivo para usá-la.

A Interface principal do jogo é bastante intuitiva e permite leitura fácil de informações

Na Aba de Máquinas, inicialmente o jogador pode construir as naves que serão usadas para coletar recursos e realizar operações, e posteriormente será o local onde ele vai construir as Naves de combate e evoluí-las de nível para preparar sua frota para a invasão. Em Operações, o jogador pode realizar atividades de quatro tipos diferentes: Abduções, Assassinato, Controle da Mente e Vírus. realizar essas operações serve para completar as missões recebidas na aba de Base. Por fim, na aba Agente o jogador tem a possibilidade de infiltrar nos continentes Agentes Híbridos de 4 classes diferentes, sendo esses Agentes Políticos, que aumentam a furtividade de suas missões naquele continente, Agentes Militares, que reduzem o poder de guerra do continente, Agentes Jornalísticos, que reduzem o conhecimento sobre alienígenas, e Agentes Cientistas, que aumentam o poder dos vírus utilizados no continente. Cada Agente tem uma idade própria que indica por quantos movimentos e turnos ele vai se manter ativo antes de morrer.

Além disso, em determinados momentos ocorrerão Eventos Críticos, eventos de extrema importância os quais o jogador recebe um leque de opções para tentar resolver ou ignorar, e que teoricamente afetarão o seguimento do jogo.

Basicamente, nessa primeira Etapa o jogo se baseia em você tentar aumentar o seu poder de guerra enquanto impede que os humanos aumentem muito o deles. Ao fim de cada turno, é informado um resumo das ações do jogador, quantos eventos críticos foram resolvidos, para quanto aumentou o poder de guerra humano e em quanto aumentou a percepção dos humanos sobre a existência dos alienígenas. Como podemos ver, nós temos diversas opções de como podemos interagir com a Terra e nossos inimigos, aumentando a imersão. Porém, aí começam os problemas.

A maioria das ações tem animações que você precisa assistir. Sempre que você vai buscar algum recurso, sempre que vai realizar uma operação, é obrigado a assistir uma pequena animação. Nas primeiras vezes é legal, depois se torna chato e entediante. E a pior parte é que existe a chance do jogo congelar durante a animação de obtenção de recursos, necessitando ser reiniciado. Na minha primeira hora de jogatina, o bug ocorreu 4 vezes. Nas jogatinas seguintes, as animações simplesmente desapareceram do jogo. Não sei se era pra isso ocorrer ou se foi um bug, mas o que posso dizer é que isso melhorou em MUITO a jogabilidade, visto que o jogo ficou mais rápido e não ocorreram mais congelamentos.

Falando sobre bugs, UD é recheado deles, e a maioria atrapalhando a jogabilidade. Algumas vezes, o jogo simplesmente para de contabilizar o andamento de uma missão (por exemplo, se você precisa abduzir 4 pessoas, ele para a contagem no 2 independente de quantas você abduza). Quando a sua base está no nível 6, teoricamente você tem a possibilidade de usar o canhão orbital para reduzir em 10% a força dos exércitos humanos, mas apenas teoricamente, porque o botão sempre desaparece quando você tenta usar a opção. Algumas vezes não irá aparecer o índice de furtividade de uma determinada ação que você quer tomar. Em diversos momentos informações serão exibidas erradas. Outras vezes informações vão aparecer na tela junto com outras, ocorrendo uma sobreposição e ficando difícil de ler as coisas. Pode acontecer também do jogo não contabilizar que você respondeu a um Evento Crítico naquele turno. Já ocorreu de eu aumentar o nível das Sondas, sair de partida, e quando voltar o nível ter caído novamente. Aqui vale a pena dizer que sair do jogo e carregar ele depois normalmente é o caminho certo para se deparar com alguma coisa não funcionando da forma que estava antes. Basicamente, muita coisa não funciona da maneira que deveria.

Exemplo de informações aparecendo bugadas e sobrepostas

Não bastassem os bugs, diversas das ações citadas anteriormente não tem seus efeitos muito bem explicados sobre como afetam a gameplay. Não ser visto pelos humanos faz com que o nível de percepção deles não suba de forma tão alta, mas, e se subir? no que exatamente isso influencia? Tudo da a entender que a humanidade poderá se preparar melhor para a guerra, porém você não consegue sentir os efeitos disso. Utilizar agentes Cientistas serve para melhorar a força de ataques virais, mas esses mesmos ataques não parecem ter nenhum efeito além de completar missões da nave mãe. Os Eventos Críticos sempre ocorrem nos mesmos momentos, e dentro de suas opções de ação sempre existem uma “resposta correta” de como agir que não se altera de acordo com o caminho o qual você está levando sua gameplay, mas independente de você realizar a ação “correta”, uma “incorreta” ou simplesmente ignorar , a impressão que se tem é que em nada altera no jogo. Talvez 1% de força a mais para os humanos, mas tomar uma ação em um Evento Crítico tem um custo tão alto em recursos que é totalmente válido só ignorar o mesmo. Nas minhas partidas, apenas uma vez eu me preocupei em utilizar agentes, apenas para poder ver qual eram seus efeitos, e, visto que são uma opção cara de se utilizar, fiquei com a impressão que os únicos que valem a pena ser utilizado são os Militares, por serem os únicos que você consegue ter percepção do efeito. No geral, independente de como você interaja com o planeta, tudo vai ocorrer da mesma forma, o que é péssimo, visto que UD é um jogo curtíssimo (uma partida costuma levar menos de 2 horas), feito para você jogar e rejogar testando novas estratégias, mas não há nada que te estimule a tentar novas estratégias visto que o nível de randomização do jogo é minúsculo.

Além disso, tais quais os Eventos Críticos que demonstram ter quase nenhum ou pouco efeito sobre a partida, ao longo do jogo você receberá informação sobre uma outra espécie alienígena aproximando do planeta, e posteriormente sobre outras interações entre eles e os Humanos…. e é isso, não existe nada que você possa fazer sobre isso, não há interação, fazendo com que você fique se perguntado por que exatamente você deve saber daquilo, visto que em nada altera a sua experiência ou jogabilidade.

E apesar da interface do jogo ser bastante intuitiva, em diversos momentos ela se torna confusa da forma que funciona. Um exemplo disso, é que sempre que você vai clicar em algo, é necessário segurar o botão até uma barra ser completa, o que te dá um tempo para desistir daquela ação. Porém, isso não ocorre em Eventos Críticos, neles, o simples clicar já vai eleger a sua resposta. Isso fez com que eu escolhesse uma resposta por acidente na primeira vez que passei por um desses eventos. É difícil de entender porque tirar a possibilidade de desistir da opção em momentos importantes.

UD passa uma impressão muito grande de ainda estar acesso antecipado devido ao grande número de bugs e interações sem efeitos sobre a gameplay (inclusive eu cheguei a checar isso na steam para ter certeza). A impressão que temos é que muitas ideias estão presentes por terem surgido em um brainstorm de coisas que devem ter em um jogo de invasão alienígena, mas após isso suas interações não foram muito desenvolvidas.

Então, nós finalmente chegamos a etapa de Invasão, que teoricamente é o clímax do jogo.

Assim como a etapa anterior, ela começa bem. Primeiro você deverá dividir as tropas que você construiu em diferentes frentes de batalha em cada um dos 7 continentes. Antes de continuar, vou falar um pouco sobre a sua frota de guerra.

Você tem a opção de construir 6 classes de naves diferentes, cada uma sendo mais eficiente contra classes específicas de unidade inimiga. Todas as classes primeiro é necessário você “ativar” aquele modelo de nave antes de poder construir. Após ativas, é possível também melhorar uma vez o nível das nave, tornando-a mais poderosa. As suas naves basicamente são divididas entre 2 classes básicas, mais fracas e baratas, e 2 classes médias, e 2 classes mais robustas, poderosas e caras. Todas as naves possuem 4 status próprios que são Ataque, Defesa, Velocidade e Alcance, que são demonstrado através de barras. Ataque e Defesa são atributos com influência bastante óbvia, porém os outros dois são um tanto nebulosos. Talvez velocidade determine quais tropas atacam primeiro ou até mesmo mais vezes. Enquanto não me pergunte para que serve o Alcance.

Cada continente tem sua própria força e número de campos de batalha, variando de 2 a 4. Você precisa vencer pelo menos metade das batalhas de um continente para dominá-lo. Quando um continente é dominado ou consegue se defender, as tropas sobreviventes são realocadas para outro, para continuar a batalha lá. Nesse momento, normalmente você sente a necessidade de ser um bom estrategista, mas não é bem assim.

Quando começa a primeira batalha, essa etapa mostra que também deixa a desejar, pois você não tem mais o que fazer além de assistir. A batalha começa a rolar automaticamente, com tropas de ambos os lados se intercalando para lançar ataques, e com o jogo te informando quanto dano foi causado ou sofrido. Aí mais uma vez entramos em uma situação na qual não sabemos o que as informações significam, porque apesar de termos o número de quanto dano estamos infligindo, nós não sabemos de onde vem esse número, pois antes não tínhamos valores numéricos, apenas barras coloridas indicando cada um dos status das suas naves. Você não sabe quanto de vida uma nave sua, ou uma unidade inimiga tem. Eu cheguei a conclusão que os Navios de Guerra humanos tinham cerca de 400 de vida, visto que normalmente eram necessários dois ataques que somassem algo perto desse valor para eles serem destruídos, mas também já ocorreu de um Navio ser abatido com apenas um ataque de menos de 200 de dano.

As batalhas são divertidas de assistir por algum tempo, antes de se tornarem entediantes

Ainda é confuso sobre a diferença de vida entre as duas raças, visto que o valor do nosso dano sempre funciona na casa das centenas, mas o dano inimigo costuma ser algo como “3”, que às vezes é suficiente para derrubar uma nave sua. Como a batalha funciona de forma aleatória e automática, toda a questão anterior de você ter classes de naves que são mais efetivas contra determinadas classes inimigas deixa de valer também, porque acaba ficando na base da sorte de suas naves atacarem o melhor alvo.

Aí aparece outra questão com a mecânica de realocar tropas. Por mais que essa seja uma mecânica muito interessante, da forma que está ela cria brechas para estratégias que quebram por completo o jogo. Nas minhas partidas, por exemplo, eu sempre coloco todas as minhas tropas na região mais fraca, destruo tudo com facilidade, e aí realoco todas para o próximo continente. Seria interessante se houvesse alguma mecânica de dias de guerra por exemplo, onde em cada dia você precisa fazer pelo menos uma batalha por continente, e apenas após isso você pode realocar suas tropas, caso necessário.

Como as batalhas funcionam automaticamente e você não tem mais nada o que fazer além de assistir, rapidamente elas se tornam entediantes. Na minha última partida, eu colocava uma batalha para acontecer e saía do computador para resolver coisas da minha casa. E no caso eu não podia minimizar o jogo porque ele entra em pause quando se faz isso. Um botão de simulação rápido que te dê apenas o resultado é algo que faria muito bem a UD no modelo atual.

E voltando a falar em bugs, NUNCA saia do jogo na fase de invasão. Em uma das minhas partidas, eu precisei parar de jogar durante essa fase, e quando retornei, além de ele ter regressado as batalhas que já haviam sido feitas, todas as tropas inimigas caíram em quantidade. Um dos continente que antes estava super bem defendido agora tinha apenas 1 tropa de cada classe alocada nele. Apenas para teste, eu decidi sair do jogo e voltar mais uma vez, e agora todas as tropas haviam desaparecido. Eu mandavam começar uma batalha e ela simplesmente não funcionava, porque não haviam tropas inimigas.

No fim, Under Domain não é um jogo ruim, porém ele sempre deixa um gosto de que poderia ser melhor em todos os seus aspectos. Se não fosse o excesso de bugs, UD poderia facilmente ter uma nota 6 ou 7. O lado positivo é que sempre é possível que os criadores lancem atualizações para corrigir esses bugs, e os mesmos já se mostraram dispostos a tal em respostas na Steam.

Criar um jogo não é um trabalho fácil, principalmente se tratando de um indie, uma vez que são jogos sem um orçamento robusto, e brasileiro, no qual não temos um mercado de desenvolvimento de jogos forte. Por isso o que deixamos é nosso apoio ao pessoal da Playlearn, pois suas ideias são excelentes, e UD sempre dá a sensação de “puxa, eu queria que isso estivesse funcionando adequadamente, pois sinto vontade de jogar”, mas que claramente ainda precisa melhorar em diversas áreas antes de se tornar divertido sem frustrar.

Apenas para registro: O botão de “Jogue Novamente” não funciona

Under Domain é um jogo que apresenta boas ideias e propostas, mas se perde em bugs e na falta de desenvolvimento dessas ideias.

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