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Livros

Novo Século libera capa de Viúva Negra: Vermelho Eterno

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No dia internacional da mulher, a Novo Século liberou no facebook, a capa do livro da Viúva Negra e isso fez meu coração acelerar, porque é claro que a Viúva Negra é uma das minhas personagens favoritas do Universo Marvel.

Não tem Capitão América e nem Homem de Ferro que supere esta personagem, embora goste muito deles.Fico feliz em saber que agora poderemos descobrir mais sobre ela e que vai ter uma história só dela, vai parar de ser apenas coadjuvante, pois mostra a importância dela no universo Marvel. O livro conta a história nunca revelada da Viúva Negra e que vem à tona pela primeira vez. O livro foi escrito por Margaret Stohl, autora best-seller do The New York Times.

Olha que coisa mais linda essa capa, gente?

A editora Novo Século diz que em breve estará em pré-venda e poderemos matar a curiosidade! Vamos aguardar, não é?

Escritora e devoradora de livros seja ficção, comédia, fantasia e muitos outros gêneros, o importante é a história prender sua atenção.

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HQs

Resenha | Black Hammer

Uma história sobre heróis que foram pagos com a prisão após salvarem a humanidade.

Gustavo Carvalho Cardoso

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Black Hammer é uma HQ escrita por Jeff Lemire e desenhada por Dean Ormston, publicada pela editora Intrínseca em 2018. Jeff Lemire é um dos grandes nomes dos quadrinhos atualmente, criando histórias sombrias com tramas envolventes e com personagens cativantes.

Há 10 anos um grupo de heróis salvou Spiral City de um inimigo chamado Antideus, porém, este feito foi pago com a liberdade. Os heróis foram banidos para uma fazenda em uma pequena cidade prisão.

A HQ é uma homenagem às antigas histórias em quadrinhos que eram lançadas pela Marvel e pela DC. Os heróis são bem definidos e são quase uma paródia de heróis que já vimos em outros lugares como o Abraham Slan que é quase um Capitão América sem soro de supersoldado.

Os personagens têm camadas bastante distintas, propiciando choques de realidade e problemas familiares entre os membros, que é o que os torna muito humanos. É fácil se conectar com a trama, pois ela é bem engajada e as páginas passam rápido, fazendo o leitor mergulhar nesta história sombria e cheia de mistério.

Presos em uma prisão fora da realidade, eles têm que se misturar aos humanos de uma pequena cidade, o que leva os heróis a adotarem uma mentira conjunta. A verdadeira missão de suas vidas então começa, pois, além de terem que lidar com seus próprios traumas, terão também quem lidar com os traumas de seus colegas, como uma família.

A subversão de heróis poderosos a chefes e integrantes de uma família faz com que a história tenha um tom mais pesado, fazendo com que cada página seja uma surpresa nova.

Black Hammer é muito bem desenhada e cada personagem tem um estilo de desenho único para se encaixar com a trama que ele traz, como a Madame Libélula que apresenta um traço mais sombrio baseado nas HQs antigas de terror.

A HQ resgata a humanidade dos super-heróis ao mesmo tempo que discute a linha tênue que os faz ser vistos como monstros quando não são mais necessários.

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Livros

Livros nas Praças retorna como delivery no RJ

Ônibus que não circulava desde março volta à atividade.

Mylla Martins de Lima

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O projeto Livros nas Praças, que torna a leitura acessível através dos ônibus-biblioteca, voltou a funcionar na última semana, no Rio de Janeiro, mas agora com o serviço de delivery. Antes o ônibus formava pontos de leitura em praças.

Agora o aluguel funciona da seguinte forma: os moradores da cidade solicitam os livros pelo site e eles chegam na residência gratuitamente. Depois de escolher a leitura, o segundo passo é mandar uma mensagem para o número (21) 99419-8869 via WhatsApp, contendo o título ou o código da obra solicitada junto do nome completo e endereço do solicitante.

O acervo possui livros de todas as faixas etárias e cada leitor pode pedir apenas um exemplar por vez. Ele deve ser devolvido em 30 dias, mas o prazo pode ser prorrogado caso a leitura não tenha sido concluída.

Para fazer a devolução basta retornar no mesmo número em que a leitura foi solicitada e ela será retirada em casa sem custos.

O projeto é uma iniciativa da empresa Korporativa e patrocinado pela rede Americanas.

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Nostálgico

O menino de vestido

Romance desafia paradigmas inúteis com tiragens comoventes e engraçadas na medida certa.

Mylla Martins de Lima

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O menino de vestido veio pela editora Intrínseca em 2014, escrito por David Walliams e ilustrado por Quentin Blake. O assunto abordado é atemporal e necessário, principalmente dentro da faixa etária recomendada para sua leitura, a partir de 10 anos.

O Menino de Vestido - Saraiva

Dennis é um menino com uma vida para lá de conturbada. Sua mãe acaba de abandoná-lo, seu irmão é um adolescente chato que ama implicar e seu pai, deprimido com o fim da relação, tornou-se uma pessoa rígida a ponto de impor regras absurdas, como não poder mostrar afeto ou tristeza dentro de casa. Mas as únicas coisas que oferecem tranquilidade para Dennis é jogar futebol e… admirar lindos vestidos na revista Vogue que comprou escondido do pai. É isso mesmo! O menino é apaixonado por vestidos e isso não é um problema… ou será que é?

“Nada de falar sobre a mamãe.

Nada de choro.

E a pior de todas: nada de abraços”

Dennis se sentia incomodado com o seu hobbie secreto até conhecer Lisa durante uma detenção. O amor de sua vida tinha dois anos a mais que ele e era muito estilosa. Ao se tornarem amigos, a menina o encoraja a experimentar um vestido do qual ela mesmo costurou e, a partir desse dia, a vida do garoto pula de monótona e tediosa para extraordinária.

Infelizmente, a história da vida de Dennis é mais comum do que se imagina. Durante toda a narrativa, o menino deixa claro que sente muita falta de sua mãe e de como sua família se desestruturou logo após o abandono. Em meio aos alívios cômicos, como o diálogo entre autor e seus leitores, ainda resta a melancolia de uma criança tentando agradar seu pai para receber um pouco de atenção.

Um dos pontos a serem citados como positivo, é o valor da amizade. Mesmo com toda negação dentro de casa, Dennis tem Lisa e Darvesh como porto seguro. Com ou sem vestido, o menino pode contar com ambos para desabafar sobre suas inseguranças. Algumas cenas são repletas de diálogos sobre preconceito e bullying, de forma simples para que os pequenos leitores compreendam a gravidade das práticas.

“— Bem, eu odeio essas regras chatas que dizem o que as pessoas devem ou não vestir. Com certeza todo mundo devia poder usar o que tivesse vontade, não?

— É, acho que sim — disse Dennis.

Na verdade, ele nunca tinha sido encorajado a pensar sobre isso antes. Ela estava certa. Qual o problema em se vestir como quisesse?”

Os personagens das histórias de David Walliams são trabalhados de forma brilhante, independente do quanto aparecem. Raj, por exemplo, homem indiano que trabalha como jornaleiro, é uma de suas personalidades mais famosas, presente em quase todos os livros da coleção. Esse faz o papel de vendedor esperto, mesmo não sendo muito levado a sério pelas figuras principais.

Normalmente seus livros reclamam sobre aspectos além do esperado dentro de um livro infantil. Assim como esse, acerca da sexualidade e preconceito, outros exemplares da coleção contam com pautas como amor de família, morte, medo e muito mais. Tudo escrito em uma linguagem inteligente e sem subjugar o intelecto infantil.

“Na verdade, Dennis sabia exatamente o que o pai procurava. Ele tinha um exemplar de uma revista masculina como as que ficavam na prateleira mais alta da banca de Raj. Às vezes John entrava escondido no quarto do pai e surrupiava a revista. Dennis já tinha dado uma olhada também, mas não achava aquilo tão divertido. Ficava desapontado quando as mulheres tiravam a roupa. Preferia ver o que elas vestiam.”

Não é à toa que David Walliams é considerado um fenômeno da literatura infanto juvenil na Inglaterra. Nos anos 2012, 2013 e 2014, recebeu o maior prêmio literário britânico, o Nacional Book Awards. Muitos detalhes de seus livros são inigualáveis, com ênfase no seu bom humor diferenciado

“—Você é um &**%$£% completo!

Ops, me desculpem. Sei que, apesar de crianças de verdade falarem palavrão, não se pode escrever palavrões em livros infantis. Por favor, me perdoem, é a &**%$£% da regra!”

O menino de vestido é uma literatura que cutuca a ferida de alguns adultos, o título ajuda a chocar e ir direto ao ponto. Mas a verdade é que essas são as pessoas que deveriam repensar o preconceito e dar uma chance à obra que, por sinal, é importantíssima e um dos melhores livros do autor.

Essa coleção assinada por David deveria estar presente em todas as escolas e em todas estantes infantis.

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