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HQs

O abuso da homossexualidade nas HQs

Agustin Castro

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LOJA DC 4

Pois é, quem diria que a Arlequina segundo a própria DC Comics informou, estaria ao lado colorido da força oficialmente. Primeiro de tudo que este post não é homofóbico e não quero fazer nenhuma análise profunda do tema, da problemática nem nada mais profundo. Então a intenção aqui não é polemizar coisa nenhuma então se a intenção for mimizar nos comentários, pode clicar no x lá em cima.

Esse texto é sobre o excesso de personagens que tem assumido uma posição homossexual ou mesmo bissexual nas hqs. Recentemente tivemos o caso de Bobby Drake dos novíssimos X-Men , que a Jean Grey revelou sondando sua mente de que ele era homossexual e que sua versão futura (do nosso presente) não o era por ter rejeitado/suprimido sua opção sexual pois seria complicado em um mundo que já odeia mutantes, carregar o fardo de ainda ser gay.

O caso do Homem de Gelo foi um pouco forçado, pois Bobby nunca deu pinta (sem trocadalhos do carilho,ok?) de ser gay nas hqs. Ou seja, o Bendis usou um ponto de vista interessante mas talvez com o personagem errado. Talvez se outro fosse escolhido, seria mais interessante.

O fato é que usam o argumento do homossexualismo para polemizar e causar impacto nos leitores, colocando personagens já conhecidos de longa data em uma situação diferente. Dizem que é para popularizar os personagens, causar maior identificação com o público, mas sinceramente parece oportunismo. Por que não criar novos personagens nesta condição?

A DC Comics quando mudou a orientação sexual de Allan Scott, o primeiro Lanterna Verde ( agora o LV da Terra-2), aproveitou a oportunidade do reboot, de apresentar novas versões dos personagens e Allan convenceu, mesmo que em sua versão anterior, fosse um senhorzinho de meia idade e pai de dois heróis.

Mística nos anos 80 com seu romance velado e muito subentendido com Sina, as quais ainda tinham uma filha adotiva, a Vampira (que quem lembra das primeiras histórias dos X-Men era meio machão, só ganhando feminilidade e sensualidade conhecidas quando foi parar nas maõs do Jim Lee). Ou a Estrela Polar da Tropa Alfa, o primeiro héroi Marvel a se declarar gay e que tinha horror a mulheres nos anos 80 e atualmente casou em uma edição de X-Men.

Essas foram jogadas inteligentes que não tentaram vender comics em cima de um comportamento e foi bem desenvolvido, sem a intenção de polemizar em excesso. Como exemplo de novos personagens temos Hulkling e Wiccano dos Jovens Vingadores que desde o princípio são um casal e de maneira alguma tiveram rejeição ou mimimi do público. Agora, os melhores são Apolo e Meia Noite os fodões de Authority e StormWatch que arrebatam centenas de fãs sem causar polêmica em seu relacionamento que é uma versão distorcida do que rola entre Superman & Batman.

O que temos hoje é o embate da sociedade conservadora contra alguns mais liberais e infelizmente os liberais acham que pessoas que usam a mídia para causar polêmica e ganhar algum faturamento com isso, são pessoas que realmente apoiam a causa homossexual nas hqs e fora delas. É um público que está se mostrando, mas por exemplo, o lance do bissexualismo parece ser muito mais polêmico (por que deixa o personagem em cima do muro) do que para identificar o personagem com o público.

No caso citado no início do post, a DC Comics esclareceu via twiter que Arlequina e Hera Venenosa tem sim um caso entre elas. Se isso é bom ou mau, o tempo irá dizer, mas eu estaria 100% tranquilo se fosse nas mãos de Judd Winick que sabe lidar com esse tema sem ser banal ou supérfluo, com certeza seria melhor.

Abaixo os esclarecimentos da DC Comics.

Personagens conhecidos se tornando homossexuais são certeza de polêmica, mesmo que não seja sinônimo de agrado aos fãs, seja por preconceito ou por ter sido mal conduzido pelos escritores.  De qualquer forma é necessário o público saber aceitar mudanças e escritores a não explorar o sensacionalismo desnecessário.

Agustin Castro
Físico, nerd, quadrinheiro e dono do Enquadrinhados - enquadrinhados.blogspot.com.br

Sua frase preferida é “Só pode haver um”. Qualquer dia desses ele perde a cabeça.
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