O lançamento do trailer de O Diabo Veste Prada 2 parou a internet e trouxe à tona uma teoria intrigante entre os fãs. Muitos espectadores começaram a especular que Miranda Priestly, interpretada pela lendária Meryl Streep, poderia estar sofrendo de demência por, aparentemente, não se lembrar de Andy Sachs.
No entanto, essa interpretação pode ser um equívoco sobre a essência da personagem. Embora o trailer sugira um distanciamento, essa “falta de memória” parece ser uma ferramenta narrativa para reforçar a personalidade implacável de Miranda, em vez de uma condição médica.
Para a maior parte da audiência, fingir que não conhece Andy é a forma definitiva de Miranda demonstrar desprezo. Ela sinaliza que a ex-assistente não possui mais relevância em seu mundo, mesmo que a trama indique que Andy possui a chave para salvar a revista Runway da falência.
Vale lembrar que, no final do primeiro filme, Miranda descreve Andy como sua maior decepção em um fax. Aquele olhar trocado na calçada, onde Miranda sorri mas logo recupera a frieza, já antecipava que ela jamais daria o braço a torcer ou demonstraria afeto publicamente.

Vinte anos depois, esperar que a editora-chefe receba Andy de braços abertos seria ignorar a construção da personagem. Miranda Priestly continua sendo a mesma mulher que usa o silêncio e o esquecimento como armas de poder e controle em seu império de moda.
A postura de Miranda na sequência é, muito provavelmente, apenas “Miranda sendo Miranda”. Ela mantém sua aura de autoridade intocada, criando o cenário perfeito para um embate épico onde a necessidade profissional terá que superar o orgulho ferido do passado.



