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O Médico e o Monstro sobrevive no imaginário do século XXI

Conto investiga a fragmentação da mente humana em paralelo com sua animalidade natural.

Rodrigo Roddick

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Em tempo de lançamento de O Médico e o Monstro e Outros Experimentos pela Darkside Books, que, como sempre, faz um excelente trabalho editorial, uma pergunta fica evidente: como uma obra escrita há mais de um século ainda consegue ser tão presente nas manifestações artísticas atuais? 

Escrito em 1886 por Robert Louis Stevenson, o conto vai compor o arsenal de histórias da Darkside que visa discutir as facetas da mente humana. A maioria dos leitores conhece o enredo: um cientista que faz uma experiência para expandir o potencial humano, mas ela dá errado e ele se transforma em uma fera.

O tema foi o principal combustível por trás do sucesso desta história, que se tornou muito popular já na época de seu lançamento, vendendo mais de 40 mil cópias. Para os padrões atuais, este número não significa muita coisa, contudo, no final do século XIX poucas pessoas sabiam ler. Em menos de um ano, porém, o conto virou peça teatral, expandindo os horizontes que ele podia alcançar.

Como resistir à ideia de um homem normal, um cientista, explorador das miríades naturais, se tornar uma fera esquisita e perder toda a sua humanidade? Impossível. Por mais que não queiramos admitir, nossa dita humanidade é composta não apenas por nossas faculdades intelectuais como também de instintos, impulsos orgânicos, estímulos, sentidos… ou seja, temos uma parte totalmente selvagem. E esta metade – que, na verdade, se prova bem maior que 50% – nos lembra o tempo inteiro que somos muito mais animal que racional. Uma realidade inegável que fazemos questão de esquecer. Por quê?

É exatamente essa discussão que o conto sobre Dr. Jekyll e Hyde evoca, por isso é tão inescapável. O debate, na época vitoriana, sobrevivia da dualidade proposta pelos dogmas religiosos sobre o bem e o mal como também sobre a ética rígida entre decoroso e o indecoroso. Todavia, como a obra permaneceu viva e atravessou os séculos, este duplo alicerce foi sofisticado para o permitido e o proibido como o que é socialmente aceito e o que não é.

O espectador então, diante desta obra, percebia que experimentava o reflexo do que era; que todas as pessoas, inclusive ela própria, possuíam desejos reprimidos e que se eles fossem liberados revelariam sua imagem animalesca que sempre foi condenável e afastada da concepção do que é humano.

O debate ainda continua na atualidade sustentado pelas grandes mídias. O cinema foi uma grande ferramenta de maximização desta obra.

Primeiramente em versões preto e branca, mudas, e depois coloridas e com falas, a história sobre a dualidade do ser humano propiciou inúmeras manifestações na literatura, na televisão e, é claro, no cinema. Você, inclusive, já conhece algumas delas.

Nas HQs, o Médico e o Monstro pode ser vista na Liga Extraordinária (posteriormente adaptada para o cinema), de Alan Moore, no X-men, com o personagem Fera, e nos Vingadores, com o famoso verdão Hulk. Nestes três exemplos, a brincadeira entre o homem e o animal está bem visível e remota diretamente ao conto de Stevenson. O cinema também traça sua homenagem em Van Helsing, que logo no início do filme confronta o clássico cientista que se transforma em monstro.

Todavia a investigação sobre a mente humana é um trabalho infinito, portanto mais obras exploraram os múltiplos caminhos que o conto poderia ir. Logo no Duas-Caras, o vilão icônico do Batman, a influência serviu para revelar como o homem consegue mudar de face devido ao meio que habita e como isso, às vezes, vira uma marca permanente, como no caso do vilão que tem todo um lado corroído por ácido.

No Clube da Luta, Chuck Palahniuk oferece aos leitores um personagem com dupla personalidade, uma sofisticada forma de aplicar Dr. Jekyll e Hyde nos dias contemporâneos, além de remontar a discussão sobre a dualidade da mente humana. Este tema é amplificado em Fragmentado, de M. Night Shyamalan, em que o público é confrontado com um personagem, não com duas, mas com 23 personalidades distintas.

Apesar de provocar frisson e ser considerada um distúrbio de múltipla personalidade, o filme busca apenas explicitar de forma clara e visível que o ser humano não oscila apenas entre o bem e o mal, mas assume diversas faces enquanto experimenta o mundo que chama de viver. É não é essa a verdade? A cada momento assumimos uma postura diferente para lidar com determinadas circunstâncias. Suavizamos este acontecimento com diversas explicações – de básicas a filosóficas – mas entendemos, com conhecimento de causa, que somos realmente fragmentados.

A investigação sobre a mente humana dá muito pano para manga, mas sem dúvida o debate foi acentuado em 1886 com a chegada do Médico e do Monstro.

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Mês das mulheres | Personalidades que contribuíram para a literatura

Mulheres literatas e revolucionárias de todos os tempos.

Mylla Martins de Lima

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A literatura sempre foi um espaço ocupado majoritariamente pelo sexo masculino. Mas, apesar de toda essa pressão social em cima das moças, com seus papéis designados a partir do seu nascimento, muitas deram a volta por cima e mostraram seu valor, tendo seus livros atravessado gerações sem sair das livrarias.

Essa lista possui dez mulheres na literatura que resistiram a diversas épocas, provando que seu lugar é onde elas quiserem.

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1. Agatha Christie (1890 – 1976)

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Agatha Mary Clarissa Christie foi escritora, romancista, contista, dramaturga e poetisa britânica, destacando-se no subgênero romance policial.

Segundo o Guiness Book, a autora é a mais bem sucedida dentro do universo literário mundial, com cerca de 4 bilhões de cópias vendidas ao longo dos séculos XX e XXI. Seus números de venda só perdem para Shakespeare e para a Bíblia.

2. Jane Austen (1775 – 1817)

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A inglesa Jane Austen tem seus livros como centro de vários estudos acadêmicos por sua diversidade nas interpretações até hoje. A autora sempre utilizava seu contexto social da nobreza agrária na escrita de seus romances, que normalmente são descritos como inocentes, mas não se enganem!

Ná época, Jane publicava seus textos com pseudônimos masculinos, pois mulheres não podiam ser escritoras, era uma profissão exclusiva dos homens. Isso suscitou muitos debates posteriores, pois os homens consideravam a mulher como intelecto inferior a eles. Chegaram a afirmar que as mulheres possuíam menos neurônios que os homens, quando a ciência atual provou justamente o contrário.

3. Clarice Lispector (1920 – 1977)

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Clarice foi uma escritora e jornalista ucraniana naturalizada brasileira. Autora de contos, romances e ensaios, carrega diversos títulos, como o de personalidade importante do séculos XX e maior escritora judia desde Franz Kafka.

4. J. K. Rowling (1965 – ?)

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Joane “Jo” Rowling, é uma escritora, roteirista e produtora cinematográfica britânica. J.K. é detentora de uma infinidade de prêmios como o Prêmio Hugo de Melhor Romance e Bram Stoker Awards na categoria de Melhor Livro para Leitores Jovens. Ela vendeu mais de 500 milhões de cópias graças ao seu universo mágico!

Hoje, Jo é a escritora mais lida do mundo! Saiba como Harry Potter mudou sua vida e confira a biografia dela clicando aqui.

5. Anne Rice (1941 – ? )

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Howard Allen O’Brien, mais conhecida como Anne Rice, é uma escritora norte-americana que aborda a literatura gótica utilizando o seu melhor ícone da cultura sombria em sua primeira obra-prima, o Vampiro.

O livro Entrevista com o Vampiro fez tanto sucesso que ganhou duas versões cinematográficas, sendo uma delas a continuação, dando origem à um clássico não só literário. A editora Rocco vai relançar este maravilhoso título agora em abril.

6. Cecília Meireles (1901 – 1964)

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Cecília Benevides de Carvalho Meireles foi jornalista, pintora, poetisa, escritora e professora brasileira. Por muitos é intitulada a maior poetisa do Brasil, ganhando prêmios tanto pela Academia Brasileira de Letras, o Jabuti de poesia e até o Prêmio Machado de Assis.

7. Nora Roberts (1950 – ?)

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Eleanor Marie Robertson, escritora norte-americana, tem mais de 200 best-sellers românticos. Nora também publica pelos pseudônimos J. D. Robb, Jil March e Sarah Hardesty.

A autora foi a primeira mulher a entrar no Romance Writers of America Hall of Fame. Ela teve seus romances, combinados, somando 861 semanas na lista e best-sellers pela The New York Times, com 176 semanas em primeiro lugar.

8. Marry Shelley (1797 – 1851)

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A autora britânica é dona de uma das mais importantes histórias do gênero terror, Frankenstein. Não é à toa que esse ano a obra completa 202 anos desde sua primeira publicação e não existe uma pessoa que não a conheça. Afinal, sua obra despertou o interesse do público para o gênero e ainda promoveu o surgimento de outras narrativas como Drácula de Bram Stoker, O Médico e o Monstro, entre outros.

Além de romancista, Marry também foi dramaturga e editora, tendo escrito peças de teatro, biografias, relatos de viagem e ajudado no primeiro livro de poemas de seu marido, Perry Shelley.

9. Rachel de Queiroz (1910-2003)

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Jornalista, tradutora, romancista, escritora, cronista e dramaturga brasileira, Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, além da primeira mulher a receber o Prêmio de Camões…sem dúvida uma personalidade em tanto!

10. Simone de Beauvior (1908 – 1986)

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Simone Lucie-Ernestine-Marie de Bertrand Beauvoir foi uma francesa escritora, intelectual, filósofa existencialista, ativista e feminista.

Sua fama veio através do movimento existencialista francês mediante às suas teorias acerca do feminismo moderno. Um dos ícones femininos lembrado tanto por suas obras, quanto por suas frases de essência revolucionária.

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Resenha | Urucumacuã

A incrível aventura do príncipe alquímico que realizou diversas façanha no norte brasileiro.

Mylla Martins de Lima

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Heloísa Helena Entringer Pereira, junto à Lura Editorial, entregam uma ótima forma de conhecer um pouco mais sobre a magia do folclore amazônico. Urucumacuã foi originalmente publicado em 2018.

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Urucumacuã conta a história do lendário príncipe mágico que viveu há muitos anos no norte do Brasil, na região que hoje chamamos de Amazonas, e lá deixou seu imenso tesouro. Apesar do foco principal ser a realeza, ícones muito conhecidos como Saci Pererê, Mula sem cabeça e até o Boto cor-de-rosa também fazem parte da leitura.

”No dia em que o Sol e Lunes estiverem na casa de Gemini, um grande pássaro branco, desconhecido neste reinado, pousará na janela dos aposentos reais. Então, a rainha dará à luz filhos gêmeos: Príncipe Urucumacuã e Príncipe Kurokuru “

O tom misterioso dado às frases da leitura é o que de fato convida o leitor a se comprometer até o fim do livro, movido pela curiosidade de entender cada personagem secundário apresentado na grande história. O livro é composto por subcontos que relacionam cada ser existente nesse universo abarrotado de misticismo, onde todos são cruciais para o desfecho.

” — Que menino é este?

— De onde o trouxeram? — perguntaram ao mago Natu.

— Acalmai-vos. Explicarei agora. Esta é uma criatura ex-tranha: é Kurupirá, filho de Kaiporã, aquele ser gerado e reproduzido pela força mágica no dia em que o Bruxo Neno se deitou com a senhora Pan Thera, a Marquesa de Sonça, momentos antes de ela se transformar na gata Pintada! ”

Toda a narrativa é contada através de um jogo bem-humorado de palavras, o que torna tudo mais divertido e dinâmico. Contudo, a linguagem escolhida para trabalhar a história é um tanto cansativa, resultando em um livro denso e longo, com 659 páginas. Uma obra nova, mas com vocabulário antigo, expressões até engraçadas, mas que, em alguns casos, podem passar despercebidas, dependendo de quem está com o livro em mãos.

” — O dançarino de número 69 cometeu o ato seis vezes. Asseguro que com a princesa Putha foi in sexto… As outras cinco continuam virgens, mas pelos exames, foram penetradas pela ré, por isso a ré pendida. Não posso garantir, mas conforme a rainha Vidência, a única a engravidar foi a sexta, que se trata da vossa filha!”

A ressignificação de palavras também é considerado um dos pontos altos do livro. O vocabulário popular ganha um novo ponto de vista, na maior parte do tempo, acompanhado de sacadas genuínas. Sem filtro algum, a autora brinca com palavrinhas e palavrões, mostrando seu lado descontraído.

” — O que aconteceu? O que aconteceu?

Sem poder explicar, resumiu o fato numa simples frase:

— Foi o que a princesa Putha pariu… foi a Putha que pariu!”

Para os curiosos, Urucumacuã é uma ótima chance de descobrir o quão bonito, florido e encantador é o nosso folclore.

Urucumacuã é, para os interessados nas raízes do gigante norte brasileiro, uma enciclopédia mitológica

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Resenha

Resenha | Ousadas 2: Mulheres que só fazem o que querem

Conheça mulheres que fizeram história com suas próprias histórias.

Mylla Martins de Lima

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Após o lançamento de Ousadas 1 e Uma Morte Horrível, de Pénélope Bagieu, a editora NEMO traz Ousadas 2, em homenagem ao Dia das Mulheres. Não existe presente melhor que esse no meio literário.

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O livro é recheado com pequenas histórias biográficas que mostram mulheres revolucionárias em diversas épocas. Assim como o primeiro volume, o segundo também possui 15 grandes personalidades que criaram, se destacaram e marcaram a sociedade por meio da arte, política, ciência ou ações sociais.

Todas as personagens têm em comum as dificuldades que passaram até sua ascensão, sendo definidas pelo sexo. Ambas foram atrás do que acreditaram, mesmo diante das opressões sociais ou, em casos piores, violência de todo tipo. Algumas das trajetórias causam grande incômodo por relatarem extremo abuso e pega o leitor desprevenido.

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Dentre as mulheres ousadas dessa edição, se destacam Temple Grandin, a autista que revolucionou as práticas para um tratamento mais racional de animais em fazendas e abatedouros; Sonita Alizadeh, uma rapper e ativista afeganistã que luta contra a submissão da mulher que não tem direito às escolhas do próprio corpo; e Phoolan Devi… que merece ser lembrada de maneira muito especial.

Dona de uma das história mais chocantes, Phoolan é uma indiana que nasceu na casta shudra, a mais baixa dentro do hinduísmo. A menina casou-se com apenas 10 anos, quando não sabia nem quem era si mesma, e foi levada para a casa de seu novo marido. Após ser violentada diversasvezes, a pequena adoeceu e o marido a devolveu para seus pais. Desse modo, Phoolan trouxe desonra à sua família. Não admitia-se que se falassem sobre ela. Mais tarde ela acaba arrumando confusão e é expulsa da vila.

Sem rumo, a pequena e corajosa Phoolan viajou de vila em vila, passou por violência atrás de violência… Mas a menina mais uma vez não deu o braço a torcer e espalhou a notícia dos abusos que sofreu, o que não poderia ter sido pior para os acusados. Os homens mandam uma gangue famosa da época matar a garota e ela acabou sendo capturada. Mas diferente do que se imaginava, Phoolan acaba encontrando nesta gangue seu novo lar e até seu par romântico. Ela conta sua história a seus novos companheiros e eles lhe prometem vingança a todos que a maltrataram. E a promessa foi cumprida.

Tempos depois, seu grupo é caçado e a única a sobreviver é Phoolan. Foi poupada para que passasse por tudo novamente. Tomada pela raiva, a moça monta uma nova gangue com o objetivo de dar fim aos estupradores nos vilarejos, sendo reconhecida com nobreza entre as mulheres mais pobres.

Em Ousadas 2, alguns ícones como a atleta Cheryl Bridges, a cantora Betty Davis, muito à frente de sua época, e Nellie Bly, primeira jornalista investigativa, também tem suas histórias contadas. Mesmo com a narrativa pesada, o texto segue com tiradas bem-humoradas e ilustrações maravilhosas que se encaixam muito bem com o tom dos diálogos.

Pénélope Bagieu trouxe uma grafic novel que independe de gênero para ser lida, mas indicada para jovens a partir de 14 anos, pois esses entendem melhor os acontecimentos relatados. Muito bem escrita, a série Ousadas já vendeu mais de 200,000 exemplares só na França.

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Desde sempre os homens falam pelas mulheres, mas hoje elas conseguiram mostrar que todas têm voz própria e lutam dia pós dia para serem ouvidas. Essas mulheres nunca se calaram, mesmo frente a tudo que passaram, e por isso a importância da HQ. Ousadas 2 funciona como inspiração para jovens e senhoras quebrarem padrões impostos por homens, revelando a força feminina em seu auge.

A editora NEMO, como sempre, acertou em cheio na escolha da publicação. O quadrinho, além de lindo, deixa claro quem fez e faz as regras.

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