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O Rastro “Não sabemos se estamos vendo um filme de terror ou uma crítica social”

Cadu Costa
Cadu Costa
Jornalista. Cadu Costa era um camisa 10 campeão do Vasco da Gama nos anos 80 até ser picado por uma aranha radioativa e assumir o manto...

O cinema brasileiro é conhecido por filmes de comédia pastelão, dramas sociais ou erotismo, certo? ERRADO!

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Há grandes ideias para filmes de gênero, como o terror, que conta com legiões de fãs ao redor do mundo. E no Brasil, não seria diferente com a chegada de ‘O Rastro’, do diretor estreante J.C. Feyer. 

Produzido pela Lupa Filmes em parceria com a Orion Pictures e a Imagem Filmes, que também ficou a cargo da distribuição do longa em território nacional, o longa é ambientado no Rio de Janeiro e conta a história de João (Rafael Cardoso), um médico escolhido para coordenar a remoção de pacientes de um antigo hospital prestes a ser fechado devido a crise da saúde pública. Na noite da transferência, uma menina desaparece sem deixar vestígios. Na tentativa de desvendar o sumiço, João entra num mundo sombrio e que nunca deveria ter sido revelado.

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Até aí, tudo bem. A ideia é legal, a fotografia é escura, o clima é denso, tudo na boa. O problema é do meio pro final quando não sabemos se estamos assistindo um filme de fantasmas, um terror psicológico ou mais uma crítica social.

Mesmo a saúde pública sendo, de verdade, um terror neste país, o filme peca em contar muitas histórias ao mesmo tempo. Sem falar nos clichês do gênero. São sustos causados mais pela sonoplastia ou pela fotografia do que pela cena. Já a menina fantasma é usada basicamente de uma única forma: Zoom e gritos na cara do espectador. E no fim do filme temos uma virada desinteressante e uma cena final bem desnecessária.

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Mas, nem tudo é estranho. As atuações de Rafael Cardoso e de Leandra Leal, que interpreta a mulher de João são ótimas. A personagem da atriz cresce muito durante o filme e assume um protagonismo importante.

Sem falar que só em ter sido feito, ‘O Rastro’ cumpre o seu papel em ampliar o mercado do terror brasileiro tão lembrado somente pela genialidade de José Mojica Marins, o nosso eterno Zé do Caixão.

Vale a conferida nos cinemas pra ver o potencial desse filão. E ‘O  Rastro’ tem sonhos grandes. Já tem até título em inglês, de olho no  mercado internacional: lá fora ele se chamará The Trace We Leave Behind. 

Também atuam no filme os atores Jonas Bloch, Felipe Camargo, Alice Wegmann e Natália Guedes, como a ‘Samara brasileira’.

O Rastro estreia no dia 18 de maio.