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Análise | Orange is the New Black – Temporada Final

Se você se diz fã de séries, Orange Is The New Black é indispensável para a sua lista.

Luigi

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Orange sempre foi uma série que mexe com as emoções de quem assiste, seja pelas críticas sociais, pela importância da obra, pela quebra de paradigmas ou pela qualidade incontestável de roteiro e interpretações.

A última temporada chegou a Netflix com o propósito de por fim a uma saga emocionante e de concretizar e afirmar tudo o que já foi mostrado nas temporadas anteriores.

A sétima e última temporada começa exatamente de onde a sexta temporada acabou. Piper, agora livre, precisa reaprender a viver em sociedade após cumprir a sua pena, e essa saída reforça toda a desigualdade social que persiste em aparecer na nossa sociedade.

Privilégios

Alguns fãs assíduos da série comentaram que este é exatamente o ponto que mais incomoda. Piper e seus privilégios de gente branca e rica. Não me levem a mal, é claro que ela sofre e tem seus perrengues, e é exatamente essa diferença social que torna o fechamento desta história tão incrível, e tristemente realista.

As coisas acontecem de forma muito fácil para ela, sem contar que chega a ser difícil ver as atitudes burras, destrutivas e mimadas que o comportamento tóxico da personagem trazem para o desenvolvimento fluido da série.

Em vários momentos acompanhamos a protagonista procurando casa, emprego, convívio social, etc. Tudo isso é triste e desafiador para a loirinha traficante, mas quando a cena corta e volta para outra detenta que também está livre é que percebemos o peso da desigualdade.

Em nenhum momento o espectador sente que a protagonista pode voltar para o xilindró, diferente das negras, pobres e latinas. Elas não têm ninguém para lhes arrumar um emprego em que possam ter o mínimo de dignidade e fugir da tentação de voltar a vida do crime. E é exatamente este o ponto em que revolta quem está assistindo e pode até quebrar um pouco aquele sentimento de que tudo pode dar errado a qualquer momento.

Personagens Queridos

Os quatro primeiros episódios não são tão emocionantes quanto os primeiros episódios das temporadas anteriores. E é quando o foco muda da protagonista para as detentas ou as imigrantes ilegais que realmente começa a fazer sentindo essa última temporada.

Todos os núcleos são muito bem trabalhados e tem a sua devida atenção. Algumas personagens tem um desfecho triste ou injusto que são realmente revoltante, porém, não deixam de ser um retrato da realidade.

Outros personagens que até então não tinham tanto destaque, têm o seu momento de brilhar, e brilham mesmo! Quase todo mundo que já passou pela série aparece para se despedir ou tem uma menção em algum episódio, para quem é fã se torna um prato cheio de referências (Capitão América, corre aqui!).

É impossível não vibrar ou se emocionar com aquelas personagens que retornam depois de ficarem de fora da temporada 6.

Importância na Sociedade

Esta série é importante para as reflexões que todos deveríamos fazer sobre qual a função que os presídios deveriam ter pelo mundo e que sabemos que não funciona. Infelizmente muitos personagens queridos tem um final triste ou injusto mas isso não torna a obra medíocre ou chata, pelo contrário, nos convida a refletir sobre como funciona o serviço carcerário no nosso país e como reinserirmos na sociedade quem já cumpriu sua pena e está disposto a ser uma pessoa melhor.

Para se ter uma ideia da importância desta série, foi lançado uma campanha real de arrecadação de fundos e empréstimos para ex-detentas em homenagem a uma das personagens da série. A Poussey Washington Fund ajuda mulheres que saíram da cadeira a voltarem a viver suas vidas e terem a oportunidade de contribuir (dessa vez de forma legal) com a sociedade em que for viver.

Se você se diz fã de séries, Orange Is The New Black é indispensável para a sua lista, além de te ajudar a ser uma pessoa melhor e menos preconceituosa.

A série termina com 7 temporadas, todas disponíveis na NETFLIX.

MELHOR PERSONAGEM – TASHA JEFFERSON
PIOR PERSONAGEM – PIPER CHAPMAN

9

9.0/10
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Crítica | Ninguém Tá Olhando – 1ª temporada

Eita

César Oliveira

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E as produções nacionais continuam ganhando espaço na Netflix. Dessa vez, é “Ninguém Tá Olhando“, série dirigida por Daniel Rezende, com Kéfera Buchmann, Victor Lamoglia, Projota e uma outra leva recheada de atores.

“Ninguém Tá Olhando” é uma série que por meio de um enredo descontraído, leve e engraçado busca trazer um encadeamento de reflexões sobre o fluxo rotineiro da vida. A trama gira em torno da história de Ulisses (ou Uli, como ele mesmo deseja ser chamado), interpretado por Victor Lamoglia. Gerado como um novo Angelus — nomeação dos anjos no entrecho —, ele chega carregando consigo um alforje de questionamentos acerca do sistema monótono que empolga os divinos guardiões como uma repartição pública.

Já no primeiro episódio, Uli é informado sobre as quatro importantíssimas regras que de maneira nenhuma deveriam ser quebradas, (caso contrário o Angelus audaz responsável pela infração estaria condenado a assistir ao filme “Cidade dos anjos“, com Nicolas Cage, por toda a eternidade). As mesmas são as seguintes:

1- Cumprir a Ordem do Dia.
2- Não aparecer para os humanos.
3- Não proteger humanos fora da Ordem do Dia.
4- Jamais entrar na sala do chefe.

Mesmo sabendo das limitações, sua intromissão e insurgência fala mais forte, o que acaba ocasionando uma grade de desencadeamentos irreverentes ao sistema exercido a milhões de anos. Um diálogo construído ainda no primeiro episódio exemplifica bem o argumento exposto acima. Certo momento, Uli questiona o fiscal do sistema Fred (Augusto Moreira) sobre a obrigação da utilização de gravatas, já que os mesmos não são visíveis aos humanos — a menos que não queiram. Em contrapartida, Fred e os demais Angelus que ali estão não encontram uma resposta plausível a apresentar.

Nesse ritmo, na superfície terrestre, nos é apresentado Miriam (Kéfera Buchmann) uma humana empática e filantrópica que assim como Uli não concorda muito com o complexo de regras pré-existentes; e é ela que solta uma das frases mais eletrizantes da trama.

“Tem gente que segue regra e tem gente que muda o mundo”.

O título da produção foi escolhido propositalmente a fim de gerar um pensamento questionador e não desconhecer a ideia de alguma figura absoluta. O tom humorístico encontra-se evidencialmente neste ponto de contradição diante à lógica irracional.

O roteiro se mostrou muito bem adaptado e soube aproveitar bastante os personagens secundários no quadro. As aventuras de Greta (Júlia Rabello) e Chun (Danilo de Moura) são bem cintiladas e não deixam a desejar. Ambos apresentaram uma procedência contínua e significante ao desenrolar da história.

No início, com a apresentação dos personagens e do enredo, a história tem um desenvolver um pouco mais breve. No entanto, com o andamento da mesma, a peripécia acaba se tornando intencionalmente mais espaçada, o que ocasiona um certo desinteresse do telespectador aos acontecimentos.

Um dos pontos diferenciais e surpreendentes da série é a linguagem. Distinta das produções pré-existentes na Netflix, o modo comunicativo apresentado é sem dúvidas muito prático e instantâneo. O que corrobou para o sucesso nesse quesito foi a seleção dos profissionais que se enquadraram perfeitamente nos papéis. Habituados com o humor diligente requerido pela internet, Júlia Rabello, Kéfera e Victor Lamoglia mostraram exatamente que sabem o que estão fazendo.

Em fragmentos, é verossímil a semelhança com “The Good Place” nas estruturações filosóficas, portanto “Ninguém Tá Olhando” se destaca em relação ao emprego de um tom mais irônico e cômico em relação à drogas, palavrões e o que mais bem entender.

Vale destacar a enorme jogada de easter-eegs de Daniel Rezende na série. Além do diretor deixar sua assinatura em cena através de suas outras produções de sucesso com “Bingo: o rei da manhãs” e “Turma de mônica: laços“, em certo momento até conseguimos captar uma referência ao canal de Lamoglia no Youtube.

No geral, a produção se torna interessante e perspicaz. Victor Lamoglia, Kéfera, Júlia Rabello, Projota, Augusto Madeira, Danilo de Moura souberam aplicar a dosagem certa de emoção nos episódios apresentados. Ainda, Leandro Ramos (Sandro) foi a implementação ideal e precisa na elaboração cômica da mesma.

O fim da primeira temporada nos deixou de boca aberta e nos instigou um desejo de 2ª temporada. O que nos resta é torcer para que a dona Netflix renove a série para mais uma temporada para descobrirmos o que virá depois do “EITA“.

Será mesmo que ninguém está olhando?

9

9.0/10
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Crítica – Watchmen “Uma obra-prima da HBO”

Fomos a convite da HBO Brasil assistir os dois primeiros episódios de uma série que podemos dizer que é fantástica e traz boas lembranças do quão bom é Watchmen.

Hueber Silva

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A série Watchmen estréia hoje (20) nos canais HBO as 23 horas e a convite da HBO Brasil fomos assistir aos dois primeiros episódios da série, de onde saímos de boca aberta de tão boa que é a série.

Assistimos aos dois primeiros episódios “It’s Summer and We’re Running Out of Ice” e “Martial Feats of Comanche Horsemanship”. Em 1921 a comunidade negra de Tulsa, em Oklahoma, foi atacada por brancos de forma brutal, deixando vários mortos e diversos feridos. Foi o episódio que ficou conhecido como a “Rebelião Racial de Tulsa” e por aí já vemos o ritmo que é ditado durante os outros episódios da série.

Um belo salto temporal nos traz para o ano de 2019, onde os Estados Unidos venceram a Guerra do Vietnã, Ozymandias salvou o mundo com um xeque-mate e o Doutor Manhattan acabou com Rorschach, que foi resistente até o último suspiro por preferir se manter à verdade.

Tempos após esse episódio um grupo intitulado “Sétima Cavalaria” usa a máscara do Rorschach como símbolo do grupo supremacista e persegue os negros da mesma maneira que a Ku Klux Klan no mundo real. Nessa história os vigilantes agem por debaixo dos panos e aí entra a personagem Angela, a Sister Night, que além de vigilante é mãe, negra, dona de casa, cuida do marido e filhos e por cima ainda é confeiteira e se mostra o tempo todo forte e buscando a proteção para sua família.

Sétima Cavalaria com suas mascaras de Rorschach.

Claro que a série se passa em um 2019 alternativo e não tem o Donald Trump como presidente e sim o ator Robert Redford que seguindo os passos de Ronald Reagan, deixou a atuação e foi para política em 1992 e agora está a 27 anos no comando de um dos países mais importantes do mundo, os Estados Unidos da América.

Nesses dois episódios só vimos pouquíssimos personagem do Watchmen original, o Ozymandias, que é interpretado por Jeremy Irons. A série traz alguns easter eggs durante os episódios que lembram personagens originais, vemos isso em revistas, noticiários, menções loucas e peça de teatro.

Ator Jeremy Irons no papel de Ozymandias na versão mais velha.

A trilha sonora deixa a série mais tensa e dá aquele toque de perfeição, deixando impecável e com vontade de assistir um episódio atrás do outro. A série em sim é uma verdadeira obra-prima, ao menos os dois episódios que vimos até agora acredito que não será diferente e trará algo magnífico aos nosso olhos.

“Não temos interesse em ‘adaptar’ as 12 edições que o Sr. Moore e o Sr. Gibbons criaram há 30 anos. Essas edições são sagradas e não serão recriadas, reproduzidas ou rebootadas”, esclareceu Lindelof, em sincera carta aberta aos fãs da série, que publicada no Instagram. “Elas serão, portanto, remixadas. Por que as linhas de baixo naquelas músicas familiares são boas demais e nós seríamos idiotas em não usá-las”, continuou, comparando o material original ao Velho Testamento e, esta nova série, ao Novo Testamento.

Watchmen estréia neste domingo (20) as 23 horas e terá apenas uma temporada.

9

9.0/10
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Crítica | Elite – 2ª temporada

A terceira temporada já está em produção.

Beatriz Souza

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Elite é uma série espanhola da Netflix. Na primeira temporada, três alunos de uma escola pública ganham bolsa para estudar em Las Ensinas após um acidente. Eles caem em um mundo de riquesas e pessoas esnobes, sem limites de comportamento que culmina em uma morte misteriosa.

A segunda temporada segue o formato da anterior tendo duas narrativas simultâneas entre passado e presente. O mistério da vez é o paradeiro de Samuel que está desaparecido, e mantendo as cenas em que os personagens dão depoimentos, vemos os acontecimentos do cotidiano das vidas glamourosas dos estudantes de Las Ensinas que os levaram até ali.

Novatos em Las Ensinas

Logo no início somos apresentados a alguns personagens novos. A melhor adição é sem duvidas a Rebeca (Claudia Salas) ou Barbie Tráfico, que ficou rica com o trabalho ilegal de sua família, mas que não se importa com as futilidades desse mundo. Embora pareça clichê, ela desenvolve uma boa dinâmica com Samuel e Nadja. Depois temos Valério (Jorge López), meio irmão de Lu e os dois lutam contra uma relação incestuosa, se permitindo cair na tentação algumas vezes. Contudo, a personagem Cayetana (Georgina Amorós) foi a pior adição ao elenco. Ela não é rica e vive uma vida de aparências pelas redes sociais para se misturar com a elite. Apesar de hoje isso ser algo muito comum, o que poderia ter servido como crítica social se tornou um enredo raso utilizado apenas para arranjar uma desculpa para outro personagem ao final da temporada.

Personagens que já amamos

Sobre os rostos que já conhecemos, seria mais fácil se envolver com o enredo principal se Samuel fosse um pouco mais interessante. A narrativa de garoto bonzinho que se envolve com coisas erradas para fazer justiça não funciona aqui, e teria sido melhor se ele estivesse morto de fato no fim das contas. Ainda assim, o jogo de interesses entre ele e Carla é aproveitável por surpreendentemente eles terem química.

A melhor personagem é, sem duvida, Lu. Há quem ache ela chata, porém é quem mais evoluiu nessas temporadas sem deixar de ser quem é. Apesar de parecer fútil, Lu é genuína, preocupada e amorosa até demais com Guzman que não faz por merecer. Uma das melhores cenas é quando ela mostra que não é boba e não vai deixar que façam com ela o que bem entenderem.

Enquanto isso, Guzman e Nadja ficam no vai e vem por metade da história, e o que na primeira temporada parecia uma relação pura, nessa tudo é mais complicado. Nadja serve para ele como uma âncora para puxá-lo de volta todas as vezes que ele se afunda em um ato auto-destrutivo por conta do assassinato de sua irmã. Ela também precisa lidar com seus desejos que conflitam com sua fé e o relacionamento com seus pais.

Ander e Omar (o melhor casal da série) mostra altos e baixos, com atos muitas vezes estupidos pela parte de Ander, ainda que justificáveis pelo peso que ele carrega ao saber do segredo de Polo.

Esse, que não tinha motivação alguma para ter matado Marina, pareceu bastante descaracterizado. No começo ele sofre com a culpa e quase não suporta esconder de todos o que fez, porém magicamente de um episódio para o outro sua personalidade está transformada e ele se torna uma pessoa fria, nos fazendo questionar se foi mesmo um acidente ou se ele seria capaz de cometer outros crimes para ficar impune.

A série

Os adultos e supostas autoridades não tem qualquer propósito na série. Pais que não sabem onde seus filhos estão na maioria do tempo, muito comum em séries de TV, e a polícia que parece não conseguir avançar em suas investigações e é feita de boba por adolescentes manipulando o que ela deve ou não saber.

No geral, Elite é a série adolescente de suspense que prende o espectador despreocupado, que não precisa de muito para se entreter, mas esbarra em assuntos relevantes. As cenas mais quentes servem para um propósito no enredo o que gera mais credibilidade. Mesmo com alguns defeitos de roteiro, é ótima para passar o tempo e deixou um gancho para uma 3ª temporada com dinâmicas interessantes.

Todos os episódios de Elite estão disponíveis na Netflix.

9

9.0/10
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