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cinema

Pantera Negra “Esses negros maravilhosos que saem tabelando, tocando…”

Edi

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LOJA DC 4

Pantera Negra é o filme mais poderoso da Marvel Estúdios, roteiro dinâmico e atuações poderosas e discuso politico dão tom ao mais recente projeto do estúdio de cinema.

Diferente do que acontecia anteriormente, a Marvel apresenta um filme com rosto, sustância e identidade,  o filme é o que menos tem piadas até aqui (talvez Soldado Invernal tenha menos), artificio muitas vezes usado pela Marvel para distrair a atenção do espectador de uma trama muitas vezes vazia e sem protagonismo.

O meu problema com o filme é com o vilão, sim, o vilão, mas não o tipo de problema que vocês podem imaginar, por isso este texto é bem mais artigo do que uma critica de cinema. Erik Killmonger interpretado pelo ótimo Michael B. Jordan faz uma ponte, os verdadeiros panteras negras, originalmente denominado Partido Pantera Negra para Auto-defesa foi uma organização política extremista extraparlamentar socialista revolucionária norte-americana e ligada ao nacionalismo negro. Exatamente aqui temos um elo histórico, o vilão deseja que negros lutem ao redor do mundo com as armas de Wakanda, de alta tecnologia para fazer uma revolução racial no mundo, como o partido dos panteras negras nos EUA. E ainda hoje esta questão esta em discussão, muitos negros de movimentos possuem ainda esta ideia. Erik Killmonger é um militante que diz “morte os brancos…” vocês não acham isso atual e até mesmo assustadoramente perceber que muitos negros ainda pensam em tal luta armada? O filme ate flerta com a ideia de que talvez você como negro, crescendo naquela situação poderia pensar como Killmonger, afinal, você poderia ser um terrorista se tivesse nascido em um país controlado pelo Estado Islâmico. Meu problema é este… Eu já pensei assim.

O elenco é lindamente maravilhoso, negros aqui não são tratados como alivio cômico, todos eles tem sua responsabilidade dentro da trama de forma séria, ah claro, existe a irmã do Pantera Negra, Letitia Wright que interpreta Shuri, engraçada, porem mais fofa que engraçada. O que mais eu gostei além da beleza do elenco, (Michael B. Jordan me fez questionar a minha sexualidade), e Lupita Nyong’o que interpreta Nakia (interesse amoro do herói) foram suas roupas, que figurino lindo para todos aqueles negros maravilhosos que saem tabelando, tocando… Você se sente orgulhoso, de ter um filme com negros em que não estejam sendo escravos ou servindo apenas como alivio cômico em um lançamento de grande orçamento.

Sempre tratamos no Brasil a palavra macumba como algo ruim. Macumba significa apenas festa, achamos lindas as ideias de xamas, de deuses nórdicos, mas mitologia africana sempre é algo visto como negativo, Thor é em comparação um Orixá da mitologia nórdica, mas porque a diferença entre os dois na recepção? Em determinado momento do filme vemos Shuri com o rosto cheio de perolas que passavam em volta do seu rosto, LINDO, e sim, segundo amigos aquilo é um utensilio da umbanda.

Marvel Studios BLACK PANTHER
Shuri (Letitia Wright)
Credit: Kwaku Alston/©Marvel Studios 2018

Muita gente como fã da DC busca nela que seus filmes sejam algo além da diversão mas sim da reflexão… Tivemos tentativas, o elogiado Man of Steel e o controverso Batman vs Superman, aqui em Pantera Negra, fãs da DC encontrarão este filme, que flerta com criticas sociais, além de um filme de super-herois Pantera Negra ainda é um filme de reflexão.

O vilão em determinado momento diz “Eu prefiro morrer e pular do navio do que viver como escravo, foram assim que meus acentrais fizeram”.

Pantera Negra é o filme de uma geração, como disse negros não são apenas escravos, são reis também.

Pantera Negra

9.5

Roteiro

9.0/10

Direção

9.0/10

Fotografia

10.0/10

Conclusão

10.0/10
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Edi
Produtor, escritor nas horas vagas, administrador, editor e fundador do site CDL.
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