A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount foi temporariamente suspensa por uma juíza federal dos Estados Unidos após um pedido apresentado por uma coalizão formada por 12 estados americanos.
A juíza Araceli Martínez-Olguín, do Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, concedeu uma ordem de restrição temporária que impede a conclusão da operação por 14 dias. A decisão não encerra o negócio, mas evita que as empresas finalizem a união enquanto o caso é analisado.

A ação foi liderada pela Califórnia e recebeu o apoio de outros 11 estados. Os procuradores-gerais argumentam que a fusão entre Paramount e Warner Bros. reduziria a concorrência na indústria do entretenimento, poderia elevar preços e provocaria a perda de empregos.
Avaliada em cerca de US$ 110 bilhões, considerando as dívidas, a operação reuniria dois dos mais tradicionais estúdios de Hollywood. O novo conglomerado também controlaria serviços e marcas como Paramount+, HBO Max, CBS, CNN e outros canais de televisão.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos já havia encerrado sua investigação sobre o acordo, afirmando não ter identificado riscos suficientes para impedir a transação. Os estados, entretanto, decidiram apresentar uma ação própria com base nas leis antitruste americanas.
Uma audiência foi marcada para 3 de agosto, quando a Justiça analisará o pedido de liminar preliminar. Caso seja concedida, a fusão entre Paramount e Warner Bros. poderá permanecer suspensa durante toda a disputa judicial, que ainda pode se estender por vários meses.











