Após receber o aval dos executivos da Warner Bros. Discovery, a Paramount iniciou o longo processo de aprovação regulatória para concretizar a sua aguardada fusão. Para obter o sinal verde dos órgãos competentes, a companhia adotou uma estratégia jurídica focada em expor as atuais dificuldades competitivas de ambas as empresas no mercado de entretenimento.
Em uma carta oficial enviada ao Procurador-Geral da Califórnia, Rob Bonta, o diretor jurídico Makan Delrahim detalhou as justificativas para a negociação de 111 bilhões de dólares. O documento argumenta rigorosamente que a gigantesca aquisição liderada por David Ellison trará uma nova energia competitiva ao ecossistema, em vez de reduzir a concorrência no setor.

O advogado argumentou que a união corporativa impulsionará melhorias significativas para as tradicionais redes de cinema e os seus respectivos públicos locais. O texto formal também reiterou o firme compromisso da nova empresa resultante em lançar pelo menos trinta filmes inéditos nas telonas do mundo todo a cada ano.
Delrahim destacou que, atuando de forma separada, as plataformas Paramount+ e HBO Max não possuem escala de mercado suficiente para competir efetivamente contra os maiores serviços de assinatura. O executivo afirmou que, sem uma mudança transformadora no modelo de negócios, nenhuma das partes alcançará o nível dos principais concorrentes, como a Netflix, o Disney+ e o Prime Video.

Para sustentar o forte argumento perante as autoridades americanas, o diretor apresentou dados numéricos ressaltando que a Paramount detém apenas 5,8% da audiência de vídeo sob demanda nos Estados Unidos, enquanto a Warner Bros. Discovery possui 5,0%. A carta evidencia que essas fatias de mercado são consideradas insustentáveis a longo prazo para bater de frente com as gigantes da tecnologia.
Em contrapartida aos números modestos das duas empresas, as três maiores plataformas de streaming dominam juntas cerca de 65% de todos os espectadores do mercado americano, com a Netflix liderando o ranking com 32,5%. O documento conclui garantindo que o relacionamento estratégico dos estúdios com as redes de cinema não sofrerá alterações, mantendo a exibição tradicional como um grande impulsionador financeiro.








