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Porque a bilheteria de SS e as críticas de Lego Batman podem ser ruins para os fãs da DC

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Está ai, nossa crítica de Lego Batman sai a meia-noite desta segunda-feira, e já adianto que o filme é muito, muito legal, sem falar que as criticas até aqui soam muito positivas, até o momento, mas porque a bilheteria de Esquadrão Suicida e as críticas de Esquadrão Suicida podem ser ruins a própria DC? Bom, caros amigos, vamos ao texto.

Fãs da DC tem no geral um padrão de qualidade que se chama Batman: O Cavaleiro das Trevas, que segundo críticos e fãs é o melhor filme de quadrinhos de todos os tempos. Man of Steel, Batman vs Superman: A Origem da Justiça, apesar de serem na minha opinião bons filmes, não foram tão bons quanto o segundo filme da trilogia Nolan. Depois das críticas altamente negativas de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, vem Esquadrão Suicida, que também foi altamente esmagado pela crítica, mas mesmo assim rendeu quase US 750 milhões de dólares em bilheteria, ai me vem Lego Batman: O Filme muito aguardado, e que já mostra sinais de que será um sucesso. Mas por que isso é ruim?

Dois dos filmes lançados pela DC foram um sucesso, tendo em vista o tom mais escrachado e mais engraçado. Esquadrão Suicida e  Lego Batman: O Filme. A crítica em Esquadrão Suicida não teve muito efeito, por que o filme é muito focado no publico mainstream, que em suma maioria gostou. Foi o longa da DC mais despretensioso em relação aos fãs e foi muito mais focado no público em geral. Ele não queria agradar os críticos e nem os fãs, mas aquele seu amigo que acha que o Coringa faz parte do Esquadrão Suicida. Em relação a Lego Batman: O Filme, não posso falar muito por que o embargo cai somente nesta segunda, mas adianto que o público em geral vai gostar e os fãs também.

Com isso, temos a seguinte situação, dois filmes que foram mais despretensiosos e mais divertidos, focados em atingir o público geral e não aos fãs ou críticos, foram bem, muito bem por sinal. Enquanto os outros que tentaram uma conotação mais séria, foram não tão bem quanto o esperado, como Watchmen e Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Engana-se que o estúdio não observa estes parâmetros e talvez possa mudar ainda mais o tão transformista DCEU.

Se a Warner pensar que não foi culpa dos cortes feitos Batman vs Superman: A Origem da Justiça, que transformaram o filme em basicamente algo que ficou com pouco sentido no cinema (a versão estendida parece ser outro longa), ela pode continuar pisando em ovos, ou com a crítica ou com os fãs. A Warner precisa se achar, e tomara que estas bilheterias e as cíticas façam isso, do contrário, temo e muito pelo futuro do DCEU e pelo o que pode vir daqui pra frente. Como sabemos, a Warner sabe vender trailers, então não se guiem por ele, e espero que parem com as ideias de versão estendida.

Eu, como os fãs, quero o melhor para o DCEU e acredito que vocês também.

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Liga da Justiça | Versão do Snyder NÃO É PRA SALVAR VERSÃO DO CINEMA

Esta versão nunca se tratou de salvar um filme fracassado nos cinemas.

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Parece óbvio falar isso e parece que muitos gostam de ignorar, mas a versão de Zack Snyder nunca se tratou de salvar o filme da Liga da Justiça que foi para os cinemas.

O movimento #ReleaseTheSnyderCut nunca se tratou de SALVAR uma versão do filme, fracassada, liderada por Joss Wheldon, mas sim (como praticamente todos os fãs já sabem) saciar o desejo de muitos fãs de verem qual era a proposta de Snyder.

Alguns jornalistas porém insistem em sentenciar a liberação do filme como mero objeto de fãs birrentos que não aceitam a versão que foi para o cinema, quando ninguém, absolutamente ninguém que participou do movimento se baseou nisso.

David Ayer, diretor de Esquadrão Suicida, admitiu que a Warner mexeu sim na montagem do filme original. Rumores também aconteceram sobre o filme Mulher-Maravilha: segundo disseram alguns insiders, o estúdio queria remover a cena Terra de Ninguém, porém a diretora Patty Jenkins conseguiu mudar a visão do estúdio sobre o conceito. Ou seja, intervenções absurdas mas que aparentemente jornalistas e alguns fãs inconformados com a alegria de outras pessoas (milhares) se sentem no direito de legitimar.

A versão do Snyder da Liga da Justiça, como dito à exaustão em um artigo que escrevi no ano passado, não se trata apenas de um mero capricho – TRATA-SE da liberdade artística, a mesma liberdade que críticos de cinema, jornalistas, influencers e etc… adoram desfrutar, mas entendem que nem todos deveriam ter.

Uma vez uma jornalista de um grande veículo de comunicação, em uma crítica em vídeo do filme Dunkirk, disse o seguinte: “Se você achou este filme uma obra de arte, então você não sabe o que é uma obra de arte…”. Com todo o respeito e carinho, foi dito a ela que uma obra de arte não é o que ela define. Conceitos artísticos mudam a todo o momento, muitos artistas foram só reconhecidos décadas após a sua morte, no cinema o próprio Laranja Mecânica foi banido no Reino Unido para depois se tornar uma das obras mais aclamadas do cinema. Conceitos artísticos mudam conforme o tempo, mas se vamos dizer que conceitos artísticos mudam conforme vão ficando envelhecidos, não devemos aplicar este conceito apenas a coisas que gostamos ou artísticas que valorizamos, o conceito de arte é amplo e vai além da sua análise.

Zack Snyder (você querendo ou não, e pode espernear a vontade) é um artista e deve ser valorizado como qualquer outro, a mesma valorização que que damos aos diretores da Marvel e qualquer outro no meio do entretenimento deve ser dada ao cineasta. Partindo disso, porque faria sentido jornalistas que analisam arte e vivem muitas vezes dela, fariam artigos deslegitimando um movimento que chegou a ajudar uma campanha de prevenção ao suicídio, sem qualquer motivo aparente?

Pior… Sentenciando um trabalho que nem foi finalizado? Ou você é jornalista ou fez aula de adivinhação com a professora Sibila Trelawney?

Quando pessoas enchem o peito para falar que devemos valorizar a nossa cultura (brasileira) alguns destes gostariam de silenciar artistas… Disse um amigo meu: “isso não é censura”. Não chega a ser censura, mas deslegitimar qualquer tipo de arte é uma especie de ‘censura’, até mesmo aquela arte que você desconsidera.

A Snyder Cut da Liga da Justiça na HBO Max chega em 2021 para sentenciar dois pontos que incomodam demais certas pessoas: Primeiro, o de valorizar os fãs e, segundo, porque valoriza o artista Zack Snyder e isso pode ser uma mudança de paradigma no cinema.

Muitos disseram que isso era uma jogada da Warner para ganhar mais dinheiro dos fãs. Mesmo se for, qual seria o problema ? A Disney ganha milhões colocando Baby Yoda em série de Star Wars e não lembro de apenas ela está autorizada a fazer isso.

No final das contas, podemos escrever uma tese de doutorado sobre a Snyder Cut (não duvido que tem gente que vai fazer) que algumas pessoas não vão querer entender.

A verdade é que os fãs ganharam, a Warner e Zack Snyder também e os perdedores nesta história são apenas os que querem se sentir assim.

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Uma Mulher Fantástica | Conheça a vida da mulher trans Marina Vidal

Conheça a luta de uma mulher transexual no filme que levou o Oscar em 2018

Fernanda Fernandes

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Marina Vidal é uma mulher que corre com os lobos. Em “Uma Mulher Fantástica”, obra de 2017 dirigida por Sebastián Lelio, Daniela Vega interpreta Marina, uma mulher transexual que precisa enfrentar a perda do ex-companheiro e a família extremamente preconceituosadele.

O ponto mais interessante da trama é como o roteiro consegue pontuar desde violências explícitas até aquelas que acontecem verbalmente, inclusive, as que acontecem sem intenção. Outro fator que chama a atenção é que Daniela Vega também é uma mulher trans, ou seja, a preocupação com a escolha da atriz acontece de forma que ela pudesse viver uma história que já estava dentro dela.

O Brasil é o país que mais mata a população trans no mundo, segundo a ONG Transgender Europe (TGEu). Em 2018, foram 163 casos de assassinato de pessoas trans no país, de acordo com a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). A expectativa de vida de uma pessoa trans no Brasil é de 30 anos, segundo o IBGE em 2018. Dentro deste contexto, conhecer este filme chileno se torna necessário para entender e lutar contra a transfobia em um dos países mais hostis para a população trans.

O filme começa com a sensação de um filme romântico antigo, mas, que rapidamente se transformará em um pesadelo para a protagonista. Seu companheiro, Orlando Onetto, vivido por Francisco Reyes, tem um aneurisma e falece. Marina se vê encurralada e a primeira cena que violenta a personagem se dá no hospital, depois da protagonista sair para caminhar e ser trazida de volta pela polícia.

O policial a ouve responder que se chamava Marina Vidal e a pergunta se era um pseudônimo. Mais tarde, entende-se que ela ainda não tinha recebido os novos documentos e por isso não queria apresentar a identidade. No entanto, somente a pergunta em si é um ato violento mesmo que pequeno. Do tamanho daquele bullying que algumas pessoas sofrem no período escolar e que machuca.

O personagem ainda se refere a Marina pelo pronome masculino e nesse momento chega Gabo (Luis Gnecco) e a defende. No entanto, mesmo na narrativa do filme Gabo passa a ser silenciado pelos outros personagens por ser minoria entre eles. Geralmente é o que se passa com a população cis que tenta defender as pessoas trans, mas que como é uma minoria também acaba sendo calada. Gabo sou eu. Gabo talvez também seja você.

A cena mais interessante do filme é completamente silenciosa e se passa quando Marina está caminhando pela rua e começa a lutar contra o vento para conseguir continuar caminhando. Naquele momento, o sentido do filme é apresentado, a luta da população trans na vida para continuar caminhando e manter-se viva. Não só Marina como toda a população trans e qualquer minoria corre com os lobos.

As violências contra a personagem vão se intensificando cada vez mais, principalmente, quando a ex-esposa de Orlando, Sonia (Aline Kuppenheim), nega um direito básico a Marina: o de comparecer ao velório e funeral de seu companheiro. A justificativa é a presença da filha dela de 7 anos no evento. Sonia ainda diz a ela que não sabe o que ela é e fala que ela é uma perversão.

No caminho ao hospital, Orlando cai da escada e por este motivo a polícia chega a investigar o caso, sendo que, a personagem de Daniela Vega disse no hospital o que tinha ocorrido. Não é suficiente para uma mulher trans. A detetive Adriana (Amparo Noguera) exige que Marina seja examinada para constatar que ela não apresenta lesões. Ela é fotografada e a percepção é de completo abalo, vulnerabilidade e exposição, principalmente ao ouvir o médico legista cochichando sobre como chama-la. 

O personagem mais ensurdecedor é Bruno (Nicolas Saavedra), filho de Orlando. Após a morte do pai, Bruno expulsa Marina da casa de Onetto e leva Diabla, a cadela que Orlando tinha dado para Marina. Em seguida, Marina tenta comparecer ao velório de seu companheiro do qual é expulsa e no caminho de volta, Bruno e alguns colegas passam perto dela de carro, a pegam e colocam no carro. Lá, ela ouve todo tipo de xingamentos enquanto Bruno dirige e um deles enrola fita adesiva na cabeça de Marina para que ela não falasse. Minutos depois ela é largada num beco como se nada tivesse acontecido e eles vão embora.

Curiosamente a força de Marina vem da voz. As aulas de canto lírico com o professor dela (Sergio Hernandez) são um refúgio para a personagem, sendo algo, literal e metafórico do ponto de vista crítico já que a população trans é constantemente silenciada pela sociedade. O último ato do filme mostra a protagonista retomando as rédeas de sua vida, conseguindo se despedir de Orlando e recuperar a Diabla. Podendo finalmente seguir a sua vida. 

Uma das últimas cenas do filme é de Marina cantando diante de uma plateia tornando-se a cena mais bela da obra. Simbolizando o momento em que a personagem, e toda a população trans, ganharão voz no futuro. “Uma Mulher Fantástica” é uma luta que traz um vislumbre de esperança.

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A Viagem de Chihiro: conheça a simbologia por trás da fantasia

Entenda qual é a verdadeira história de um dos clássicos do diretor Hayao Miyazaki

Fernanda Fernandes

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De fevereiro a abril, a Netflix disponibilizou cerca de 20 filmes do Studio Ghibli, entre os mais conhecidos estão “O Castelo Animado”, “Meu Vizinho Totoro”, “Ponyo”, entre outros. O Studio Ghibli figurou diversas vezes nas indicações do Oscar de Melhor Animação, porém, o único filme do estúdio a levar a estatueta foi “A Viagem de Chihiro” de 2001.

​A princípio, é possível encarar “A Viagem de Chihiro”, dirigido por Hayao Miyazaki, como uma animação sobre uma grande aventura mágica vivida pela protagonista. No entanto, o filme esconde diversas peculiaridades como uma personagem principal que soa bastante mimada e incômoda no início do filme, mas, ao final da obra encaramos uma Chihiro completamente diferente. A jornada de amadurecimento é um dos destaques desta animação e também o principal do filme.

Como já é característico dos filmes de Miyazaki, “A Viagem de Chihiro” traz inúmeros respiros dentro da narrativa e até mesmo visualmente, algo perceptível através dos cenários belos que aparecem na troca de planos do filme e nas conversas um tanto cotidianas dos personagens.

​Quando se trata da evolução da protagonista, Chihiro(Rumi Hiragii) começa sua jornada no momento em que seus pais se transformam em porcos após comerem a comida dos deuses. Deste ponto em diante, a garota escondida pela proteção dos pais precisa ser abandonada por uma questão de sobrevivência e quem a ajuda com isso é Haku (Miyu Irino), um garoto feiticeiro que também ficou preso naquele mundo. Porém, o garoto ainda que pareça estar protegendo-a como seus pais fariam, na verdade, está apenas guiando a protagonista para o caminho que ela precisa seguir. O que fica claro quando ele a mostra como chegar ao próximo personagem que irá ajuda-la, o Kamaji (Sugawara Bunta). Haku funciona como um guardião.

​No momento em que a garota chega as caldeiras e encontra o Kamaji, ela se depara com sua primeira prova de amadurecimento: terminar o que começou. A personagem se depara com os pequenos Susuwatari carregando carvão. Um deles perde o equilíbrio e o carvão cai sobre ele. Chihiro o ajuda, mas hesita em terminar a tarefa, até que Kamaji a pergunta o porquê de ela não terminar o que tinha começado e somente aí a menina pega o carvão e o leva até a caldeira. O significado trazido por esta cena é o de que ela vai precisar perder a insegurança e o conforto para viver.

Em seguida, Kamaji diz que não pode dar um trabalho para ela e pede para Lin (Yumi Tamai), a futura amiga de Chihiro, levar a garota até a feiticeira Yubaba(Mari Natsuki), a responsável por aquele “mundo”.

Yubaba é muito mais do que uma simples antagonista, a personagem também carrega uma crítica ao capitalismo em seus atos e ambição. No instante que Chihiro chega até ela e pede um trabalho, uma das primeiras ações de Yubaba, além de negar, é usar um feitiço para calar a protagonista, como se detivesse nas mãos o poder de dar e tirar a fala de todos. A feiticeira também está sempre rodeada de riquezas e usando joias grandes.

​Mais tarde, a antagonista aceita que Chihiro trabalhe na casa de banhos, porém, assim que Chihiro assina seu nome no contrato, Yubaba o chama de extravagante – como se Yubaba não fosse também – e diz a menina que a partir daquele momento ela se chamaria Sen. 

Nesta mudança repentina e brusca de nomes, a sensação que vem é de que ela é quem rotula as pessoas daquele mundo. Os nomes no filme têm um peso muito maior do que somente como as pessoas irão te chamar, eles são uma identidade sua e o que te fazem ser você mesmo. Na ocasião em que Yubaba rouba os nomes das pessoas, elas esquecem quem elas foram e quais eram seus nomes. 

Logo, quem ajuda a Chihiro a se lembrar do verdadeiro nome é o Haku. Nesta mesma cena, Haku entrega a jovem um tipo de pão e diz que vai ajudar ela a se fortalecer. Entretanto, a personagem começa a chorar inconsolavelmente, demonstrando que, parte desse fortalecimento é colocar para fora o que nos enfraquece, algumas vezes, por meio de um simples choro.

Conforme a história vai passando Chihiro é colocada a prova com o desafio de atender um deus “fedido” que mais tarde seria descoberto que era um deus rio muito conhecido e importante. Ela se sai bem na tarefa e é recompensada por ele com um pequeno bolo de ervas. A protagonista descobre aqui que amadurecer também inclui méritos e reconhecimento.

Posteriormente, a próxima lição da personagem é sobre responsabilidade. Como criança, Chihiro tem seu lado ingênuo, notável quando ela se afeiçoa pelo Sem Rosto (Peng Yuchang e Yo Oizumi), e o deixa entrar na casa de banhos. O Sem Rosto se mostra um cliente generoso, até que sai do controle e começa a engolir toda a comida que o oferecem e todos que o incomodam em troca de ouro. Representando claramente a ganância. Somente a Chihiro é capaz de parar ele, e ela consegue.

O último ato da animação gira em torno da Chihiro indo até a casa de Zeniba (Mari Natsuki), a irmã gêmea de Yubaba, para redimir um roubo cometido por Haku a mando de Yubaba. Zeniba é completamente diferente da irmã e transmite sempre uma calma e simplicidade, também necessários para o crescimento da protagonista. Lá, o Sem Rosto encontra seu lugar como ajudante da bruxa.

Na libertação de Chihiro e de seus pais, Haku a acompanha até metade do caminho e então, pede que ela continue e não olhe para trás em nenhum momento até ter passado pelo túnel em que entrou. Porém, o que ele realmente quer dizer é que ela siga sua vida em frente e não se arrependa das coisas. “A Viagem de Chihiro” termina segundos depois da menina ter passado pelo túnel e encarado tudo o que viveu e aprendeu, antes de partir para a nova casa que iria morar.

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