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Porque a crítica especializada “odeia” Zack Snyder

Edi

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* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.

Existe uma razão clara para críticos simplesmente “odiarem” determinado diretor e isso vai além dele. Tudo aquilo que foge do que eles estão particularmente acostumados deveria ser banido, destruído e simplesmente não válido. Entenda uma coisa: este artigo vai além da DC e da Marvel, vai além de um filme chamado Batman vs Superman: A Origem da Justiça, e até mesmo de um diretor específico, apesar de no título deste artigo ressaltar seu nome, este na verdade quer demonstrar aquilo que os nerds deveriam entender faz muito tempo: todo o filme que foge a fórmula que cada crítico seleciona para si mesmo, chega até eles como um insulto.

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Particularmente, entendo que a versão de Batman vs Superman: A Origem da Justiça lançado nos cineamas neste ano não foi o melhor filme de heróis, e a Marvel não precisa comprar críticos, afinal, “ela entrega a fórmula que eles entendem ser a correta para o gênero”.

Não é no mínimo estranho um crítico, dito especializado, da UOL, chamado Alexandre Matias dizer que um filme “é o lixo do lixo?” 

Entendam: qualquer filme pode ser ruim, mas “lixo” é meio complicado de se dizer porque qualquer produção, por mais que tenha problema, é uma produção, logo dar um “0” pode ser uma nota controversa, você só ganha 0 na vida por duas razões: ou você não fez a prova ou você fez e errou tudo, mas é difícil errar tudo. Por mais que Esquadrão Suicida seja um filme ruim (pelo qual eu dei nota 9 pelos personagens e não pelo roteiro, sim eu sei, foi uma nota alta demais), ele é salvo um pouco pela Margot Robbie e pelo Will, ou seja, o filme é ruim, mas existem coisas que salvam. Se Esquadrão Suicida é pior que Batman vs Superman, fico curioso sobre qual seria o tíulo do mesmo Alexandre, ora crítico.

Vou dar o exemplo de Zack Snyder: o diretor é o mesmo de Madrugada dos Mortos e 300, no Rotten Tomatoes o primeiro filme teve uma nota dos críticos no site de 75%, recebendo Certified Fresh (titulo dado a filmes com alta aprovação) e o segundo com uma nota de 60%, mas com 47% entre os Top Críticos do site. Em 300 Snyder faz uma versão cinematográfica da graphic novel de Frank Miller, teve infelizmente crítico (eu li isso na época que o CDL nem existia) onde eles diziam que esta história estava completamente deturpada como adaptação do filme Os 300 de Esparta, de 1962, mas os críticos nem perceberam que isso não era um reboot, era uma história baseada em um quadrinho de Frank Miller. Mas vamos ao fato, quando Zack Snyder lançou seu Watchmen, a nota foi de 47%, e com Batman vs Superman a nota geral foi de 27%. O que poderia explicar isso? O que vejo é que a Marvel anda dentro da dança, não é que o público seja burro ou algo do tipo, como disse, Doutor Estranho pra mim foi o melhor do ano, mas Batman vs Superman não é tão ruim assim, apesar de ter seus defeitos, na verdade Zack Snyder tentou sair do que muitos chamam de “zona de conforto”. Snyder tenta transmitir algo além do que os filmes de quadrinhos geralmente fazem, quis ser profundo (o filme é ruim?) não estou aqui para dizer se o filme é ruim, se você pegou todas as referências, não é isso, Snyder quis mostrar que filmes de quadrinhos podem ser sim uma obra que podem ser consideradas além de diversão, além de algo para somente entretenimento. Para os críticos, filmes de quadrinhos não podem ser marcantes, não podem ir além da caixinha estabelecida por eles.

Tem uma reportagem antiga da extinta revista Manchete, onde um crítico “simplesmente acaba” com o filme Star Wars: O Império Contra Ataca, veja:

Críticos estudaram para filmes clássicos (não deve existir uma matéria na faculdade de cinema sobre filmes de heróis, né?). Existe um filme chamado Entrevista, filme cult, com o grande ator Steve Buscemi, onde ele faz um jornalista políico, mas se sente muito ofendido quando a direção do jornal resolve mandar ele entrevistar uma atriz famosa, seu desconforto fica presente em todo o filme. Muitos críticos, devem se sentir ofendidos por cobrir filmes de heróis, e se vão, querem ao menos saírem da sessão entretidos, que sejam alegres e bem divertidos, na verdade se este filme resolve fugir disso, se filmes de heróis tentarem não ser bobos ou simplesmente que não tenham piadas, este crítico que acordou cedo para ver um filme de heróis com algo a mais, ele praticamente esmagará o longa em sua critica.

Se estes filmes forem os novos cults, pense: por que jornais contratariam críticos? Afinal, qualquer nerd poderia chegar e escrever uma critica do que achou do filme, não acham? Se a Marvel resolve fazer um filme mais filosófico, intenso e cheio de referências, imaginem o Rubens Ewald Filho pegando uma HQ dos Vingadores ou Guerra Civil para entender o filme? Seria basicamente no filme Entrevista onde o jornalista político se sente desrespeitado, é a mesma situação. Filmes cults devem ser cults, devem ser dirigidos por Clint Eastwood e filme de ação por James Cameron, saia dessa roda e tente entrar nestes meios sendo um filme de heróis baseados em quadrinhos, e tenha sua morte eterna.

Este artigo não foi feito para você gostar de Zack Snyder, não foi feito para gostar de Batman vs Superman ou qualquer filme de heróis já lançados, ele é só para você que se diz nerd se manter atento, nem todo mundo tem a intenção que estes filmes venham a ser bons, porque é bom ter um emprego.

Revisado por: Bruna Vieira

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cinema

Especial de Natal: Cinco clássicos da telona pra você conferir

Confira nossa listinha mais do que especial para esse feriado que tanto amamos.

Wendy Stefani

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Para passar esse natal da melhor forma, nada mais emocionante do que escolher uma boa companhia, e para todos os fãs de clássicos, escolhemos 5 inesquecíveis filmes pra vocês: 

Anastasia (1997)

A Grande Duquesa Anastasia Nikolaevna da Rússia é uma das princesas mais famosas, conhecida por muitas pessoas que cresceram nos anos 90. A animação aparece pela primeira vez nos cinemas em 22 de Novembro de 1997,  lançada pela Fox Animation Studios.

A animação é cheia de magia, mas sua história real é baseada na tragédia que ocorreu na Rússia em 1918, particularmente com a família de Nicolau II, existem inúmeras adaptações baseada na história, “A Filha do Czar (1928)”, “Anastasia, a Falsa Filha do Tsar (1928)”, “Anastácia, A Princesa Esquecida (1956)”, “Anastácia – O Mistério de Ana (1986)” e, a mais conhecida e única animação “Anastasia (1997)”.

Na animação, começa na Rússia em 1916, e mostra a pequena e rica Anastasia, juntamente com a avó, tentando escapar de uma multidão revolucionária em guerra, e segue mostrando as aventuras da corajosa Anya, uma jovem órfã que com o desejo de reencontrar sua família, volta a São Petesburgo e lá conhece Dimitri e Vladímir, e descobre, quase sem querer, que é a herdeira de um rei russo. Além do belíssimo desenho, as músicas também chamaram a atenção dos fãs na época do lançamento do filme

Não aparece nenhum papai noel, mas a história é cheia de magia, e é tudo que precisamos nessa época, certo? 

Esqueceram de mim (1990)

Esqueceram de mim é um dos grandes e marcantes clássicos da época de Natal!!

é um filme de comédia de Natal estadunidense de 1990, escrito e produzido por John Hughes e dirigido por Chris Columbus. Inclusive a disney chegou a anunciar um remake do clássico dos anos 90.

O longa norte americano movimentou mais de US$ 285 milhões nos Estados Unidos e que desde sua estréia já completou mais de 25 anos! O ator e protagonista Macaulay Culkin consegue encantar e virar um verdadeiro comediante daquela época quando mostra as aventuras de Kevin McCallister, um menino de 8 anos que é erroneamente deixado para trás quando sua família voa para Paris para suas férias de Natal. A partir disso é mostrado as inúmeras confusões de Kevin para se virar sozinho e defender a casa de dois insistentes ladrões.

Duro de Matar (1988)

Com Certeza esse é um dos mais diferentes filmes ao entrar nessa lista, mas quem se importa? Afinal, é um filmaço e se passa no natal.

O longa conta a estória de John McClane (Bruce Willis), um policial de Nova York que está passando por um difícil divórcio. No natal vai visitar sua família, onde acaba participando de uma confraternização de fim de ano na sede da empresa japonesa em que sua ex-esposa trabalha. A festa é interrompida por terroristas que invadem o edifício de luxo. McClane não demora a perceber que não há ninguém para salvá-los, a não ser ele próprio.

Esse não é conhecido por ser um filme de natal, e sim por ser a obra que mudou para sempre o gênero de ação. Na época todos estavam acostumados com brucutus como Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone, mas aí vem um magrelo de filmes de comédia romântica, Bruce Willis, e mostra que você não precisa ser o Conan ou o Rambo para ser completamente badass. Estou falando de um cara que luta contra o crime descalço, com a camisa podre, faz piadas de humor negro sempre que pode e é um simples policial, ou seja, gente como a gente. 

Além dos méritos da direção, roteiro e atuação do protagonista, o filme também merece palmas pelo vilão interpretado pelo falecido Alan Rickman, que ficou bastante conhecido pelo papel de Snape na franquia Harry Potter.

O Estranho Mundo de Jack (1993)

Uma das mais famosas animações de stop-motion. O filme que conta a estória de Jack Skellington, o Rei das Abóboras, que um dia se cansa de fazer o hallooween todos os anos e deixa os limites da cidade. Por acaso, acaba atravessando o portal do Natal, onde vê a alegria do espírito natalino. Ao retornar para a Cidade do Halloween, sem ter compreendido o que viu, ele começa a convencer os cidadãos a sequestrarem o Papai Noel e fazerem seu próprio Natal. Apesar de sua leal namorada Sally ser contra, o Papai Noel é capturado e o Rei Esqueleto inicia seus planos para ser o novo bom velhinho.

Fruto da obscura imaginação de Tim Burton (que já fez grandes coisas, mas agora parece não acertar a mão em mais nenhuma obra) e dirigido por Henry Selick – O Estranho Mundo de Jack é um filme de aventura, de terror, musical, de natal e de romance, fazendo uma mistura que poderia dar muito errado, mas graças a boa direção e desenvolvimento de roteiro, se tornou um inesquecível e mágico filme para se ver no natal, no halloween, ou em qualquer dia do ano.

A Felicidade Não se Compra (1947)

O último item dessa lista é também um dos mais importantes filmes da história do cinema. Sua importância é tamanha, que várias pessoas que sofreram de depressão e pensavam em suicídio mudaram completamente de ideia ao assistir essa incrível obra do gênio Frank Capra.

No longa conhecemos Clarence, um espírito candidato a anjo que recebe a missão de ajudar um homem muito valoroso, porém desiludido. George Bailey está à beira do suicídio quando é salvo por Clarence, que lhe mostra como ele é importante na vida de muitas pessoas.

A Felicidade Não se Compra nos ensina muitas lições, mas a principal delas é que cada um de nós é importante, não importa as nossas diferenças. Todos nós podemos atingir a vida das pessoas ao nosso redor de uma maneira positiva.

Artigo feito em conjunto por Wendy Stefani e Ígor Howtelaire

Agora nos despedimos de vocês desejando um Feliz Natal e uma ótima sessão de cinema!

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Mano Brown canta Free Fire e o “Playboy forgado” prova ser um “trouxa”

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Tive a oportunidade cobrir o evento do Campeonato Mundial de Free Fire realizado no Rio, a algumas semanas atrás. Confesso, não conhecia bem o jogo além do básico, por isso levei uma amiga formada em jornalismo, mas jogadora profissional.

Porém uma coisa que me chamou a atenção sempre neste jogo, é a capacidade de entrada na periferia. Todos os meus irmãos jogam o jogo, para quem não sabe eu moro em comunidade no Rio, moro em uma casa com um quarto para sete pessoas. Mesmo com a vida dura que levamos, meus irmãos conseguiram jogar Free Fire em celulares de entrada ou com capacidade de processamento baixa.

Para não dormir em casa (pois não tem espaço), eu tenho que ir para uma outra casa no final da mesma rua. Sempre quando passo pela rua por volta das duas ou três da manhã vejo um garoto jogando Free Fire. Não sei aonde ele mora. Mas acredito que ele fica no sereno e até mesmo em dias chuvosos parado de frente em um portão jogando o jogo porque não deve ter internet em casa, e a opção é roubar wi-fi do vizinho.

Free Fire é um jogo que abrange todas as classes sociais. Eu jogo League of Legends, mas sei que meu computador não é bom o suficiente para rodar o jogo com toda a grandeza, o que pode dificultar meu rendimento nas partidas. Um PC Gamer não custa menos que R $ 1700 reais. Um celular Samsung, intermediário custa R$ 300 reais.

A verdade é que a favela joga Free Fire, além de ser um jogo acessível, ele é grande, tem ligas organizadas a nível mundial. Quando o Corinthians foi campeão mundial, eu percebi uma coisa, os meninos eram muito humildes.

Não existia toda a polpa que muitos jogadores de LOL exibem em simples campeonatos regionais, mas eu pensei “os caras são campeões mundiais” e se comportavam como quem parecia ter ganho um jogo entre amigos.

Mesmo diante disso, pessoas foram ao Twitter criticar Mano Brown, cantando uma musica alusiva a um dos poucos objetos de lazer de quem ganha até um salário mínimo. Mas sempre terá um “Playboy forgado de brinco, um trouxa” par determinar o que as negros devem fazer.

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cinema

Warner, confie na DC como a Disney confia na Marvel

A Warner Bros. poderia comemorar muito mais a bilheteria do Coringa (atualmente de US $ 934M) se confiasse mais nos seus próprios diretores e personagens.

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Estamos vendo um fato incrível, Coringa deve ser um filme muito mais lucrativo do que Ultimato em toda a sua glória de mais de US 2B de dólares em bilheteria.

Um enorme feito desse deveria ser muito comemorado pela principal empresa envolvida na produção do filme, afinal, o personagem pertence a DC Comics, cuja a dona titular é a Warner Bros. mas tem um detalhe. A Warner Bros. poderia comemorar muito mais a bilheteria do Coringa (atualmente de US $ 934M) se confiasse nos seus próprios diretores e personagens.

Como bem colocado por Felipe Fasanella do canal Triplo F, a Warner Bros. não vai arrecadar este dinheiro sozinha, como a Disney com seus filmes da Marvel e a Fox com seu Deadpool. Como não acreditava muito na bilheteria do filme a Warner decidiu dividir o pequeno investimento do Coringa.

O filme custou US 60 milhões, e foi divido com duas outras produtoras que deram 50% do valor, o que significa que na bilheteria a Warner deve somente ficar com 50% do que foi arrecadado

Claro que a Warner vai explorar outras formas de ganhar dinheiro com o filme cuja estas produtoras não vão poder participar, porém essa informação nos mostra o quanto a Warner ainda não confia tanto assim na DC Comics como uma das fontes da sua renda. Mesmo com o enorme sucesso que foi Mulher-Maravilha.

Outra coisa também são os constantes intromissões do estúdio na era do ex CEO Kevin Tsujihara, que chegou a dizer que “determinou” que o filme Liga da Justiça tivesse apenas 2 horas de duração, que Batman vs Superman fosse cortado em 30 minutos, que Esquadrão Suicida depois de pronto fosse totalmente refilmado. Decisões que desmantelaram todo o Universo DC nos cinemas. Hoje vemos uma série de retalhos, tudo porque os executivos deram voz aos críticos e não aos fãs da DC.

A intromissão do estúdio foi tanta que fez James Wan, diretor das franquias Invocação do Mal, chegou a dizer que só faria Aquaman se o filme fosse totalmente dele. O que mais espanta é que os filmes como Mulher-Maravilha, Aquaman e Coringa são filmes com 0 intromissão do estúdio e foram justamente as 3 maiores bilheterias do Universo DC nos cinemas.

Basta a Warner confiar nos seus artistas contratados e produtores que os filmes vão sair, o sucesso vai vir e no final poderá arrecadar com a vida total da bilheteria de filmes como Coringa, sem precisar dividir isso com mais ninguém.

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