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Crítica Power Rangers “Um dos melhores filmes da temporada”

Edi

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LOJA DC 4

Go! Go! Power Rangers!!!!!!!!

Inicialmente o nome Power Rangers talvez soe a você como um filme que se propõe a ser somente divertido, ou até mesmo bobo. Mas o filme vai além disso.

A primeira parte do filme (sem spoilers), é tratada inicialmente como um grande filme de ação, até mesmo com um tom sombrio e sério. Na cena inicial a câmera trabalha de maneira unica (sim, a primeira cena é visualmente linda). O diretor do filme Dean Israelite (Projeto Almanaque), tem uma pegada quase Snydeana do filme, dando ideia de que realmente existe uma responsabilidade a ser tratada em tela, afinal é de nostalgia que estamos falando. Nos mínimos detalhes o filme se sobressai sobre filmes com orçamento até mesmo maior do mundo dos super-heróis. A pegada do filme em certos momentos ganham contornos muito mais nítidos e claros.

Logo no inicio, sentimos que o filme realmente trabalha a ideia de que “Somos sérios, não estamos aqui com um filme simplesmente nostalgido, mas sim, um filme com plano, roteiro e direção” E não é que a ideia funciona? O filme mesmo que no final seja pura nostalgia, todo ele é desenvolvido com planos que dão sustância aos seus personagens. Power Rangers é um filme de jovens para jovens.

Naomi Scott (Kimberly Ann Hart, Ranger Rosa) e Dacre Montgomery (Jason Lee Scott, Ranger Vermelho) fazem boas atuações, mostrando que mesmo sendo pessoas boas por dentro, elas podem cometer coisas idiotas, mas isso não nos define quem somos, um ato, uma atitude não é fator determinante para definir nos como um todo. Ludi Lin (Zack Taylor, Ranger Preto) faz um dos personagens mais emblemáticos e carismáticos, e a atuação de Becky G (Trini Kwan, Ranger Amarela), entrega uma jovem com problemas de aceitação, sua família não aceita o seu modo de se vestir e nem sua opção sexual (que é colocada de maneira bem implícita no filme), porém o maior destaque não deixaram ao Ranger Vermelho, mas sim a, RJ Cyler (Bill, Ranger Azul). O Ranger Azul tem problemas neurológicos, um tipo de autismo, e a beleza dele é que mesmo com isso é o Ranger com mais amor no coração e senso de princípios que o Ranger Vermelho ou qualquer outro, e o primeiro a conseguir um feito importante para todos os outros, o personagem que une todos em um objetivo e faz com que todos os outros venham desenvolver mais suas próprias habilidades.

Elizabeth Banks (Rita Repulsa), tem uma personagem fácil de carregar, por mais que seja simplesmente pura maldade, ela sabe dar uma certa classe ao que faz, e sim, é uma vilã que da medo, diferente da saga original, Rita já tinha sido uma Ranger e quer fazer com o que mundo seja refeito a sua imagem e a sua vontade. A personagem é bem construída, mas no limite para nao ter mais destaque que os Rangers que buscam ser apresentados ao público neste filme.

O roteiro do filme, por mais que demore um pouco na parte de desenvolvimento dos personagens (parte estritamente necessária) consegue se recuperar bem e consegue construir uma narrativa bem fundada e circunstanciada. Você de fato consegue se importar com cada um ali, até mesmo o Zordon feito por Bryan Cranston tem uma singela harmonia e você mesmo vendo que é de todo feito em CGI, você se importa com seus atos e atitudes, (sim, ele tem personalidade e vida neste filme).

Sua nostalgia é complementada por personagens antigos que aparecem no filme e por musicas clássicas a franquia, tudo isso colocado a hora certa, sem apelação, o filme sabe construir momentos de tensão e dar gosto quando um bom roteiro encontra um bom diretor e produtores que entendem do assunto. Power Rangers vale cada centavo do seu dinheiro.

Power Rangers, filme estreia dia 23 de março nos cinemas.

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