O filme Predador: Terras Selvagens conquistou sucesso expressivo para a Disney, mas um comercial da produção desencadeou uma onda de críticas e resultou em censura por parte do governo britânico.
A Advertising Standards Authority (ASA) do Reino Unido criticou duramente e solicitou a remoção imediata de um comercial do filme no país. A decisão foi motivada pela exibição de um corpo decepado, com o argumento de que a cena “causaria medo ou sofrimento para crianças pequenas.”
O pôster digital em vídeo foi lançado em novembro e mostrava o personagem Dek, interpretado por Dimitrius Schuster-Koloamatangi, segurando no alto uma figura menor e humana que havia sido dividida ao meio. No comercial, frases impactantes como “Bem-vindo a um mundo de dor” eram exibidas, intensificando o tom violento da propaganda.

Em correspondência com o regulador de publicidade do Reino Unido, a Disney defendeu o material publicitário alegando que preparou o anúncio com um “senso de responsabilidade”. A gigante do entretenimento argumentou que o corpo decepado era na verdade de um “synth”, ou robô, e não de um ser humano.
A empresa acrescentou que a imagem apareceu por menos de dois segundos em um trailer de apenas 10 segundos, e que era compatível com a classificação indicativa e natureza do filme.
A ASA, no entanto, rejeitou a defesa apresentada pela Disney. O órgão regulador declarou: “Embora tenhamos reconhecido o comentário do Twentieth Century Studio de que a figura menor não era realmente um humano, mas sim um robô ‘synth’, consideramos que isso não ficou claro pelo anúncio e que a figura provavelmente seria interpretada como humana.”
A polêmica evidencia os desafios que estúdios enfrentam ao promover filmes de ação e terror para audiências diversas. A necessidade de equilibrar estratégias de marketing agressivas com responsabilidade social permanece no centro do debate sobre publicidade cinematográfica.



