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cinema

“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas” o filme sobre a origem da WW chega às telonas

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LOJA DC 4

*crítica escrita por Jenifer Amancio*

Não há dúvidas de que a história da Mulher Maravilha seja incrível, mas que história por trás da criação de um super-herói pode ser tão incrível quanto à de Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas?

Uma história envolvendo o detector de mentiras, amor livre, homossexualismo, feminismo e BDSM.Depois de escrever alguns livros sem muito sucesso na época, William Charles Mouton encontra nos quadrinhos e na submissão uma forma de demonstrar o conceito da análise de personalidade Disc (Dominação, Influência, Submissão e Conformidade).

O filme retrata a sua trajetória até a criação da Mulher Maravilha e as mulheres que a inspiraram. A esposa do professor de Psicologia, Elizabeth Marston, e a companheira deles, Olive Byrne (sobrinha da famosa feminista Margareth Sanger), uma das suas alunas e assistente.

O coração aperta no início do filme com o autor dos quadrinhos vendo a alegria de pessoas queimando- os em uma grande fogueira, mas isso não é algo inesperado. Um quadrinho de super-herói nos anos 40 que alcançou sucesso e era protagonizado por uma mulher atrairia controvérsia e perseguição, assim como a vida pessoal do autor.

É importante falar sobre essas mulheres porque a história sempre as apaga. Elas não só existiram, como foram essenciais. Não só como inspiração para a criação da Mulher Maravilha, mas a esposa de William Marston era tão inteligente e capaz quanto ele e foi essencial para os princípios da criação do detector de mentiras.

Sim… O laço da verdade da Mulher Maravilha existe como referência a criação de seu autor. Você sabia disso?

É demonstrado os perigos de um detector de mentiras na vida de um casal, principalmente quando existe uma jovem estudante envolvida. Nem tudo é uma maravilha. O resultado desse caso poli amoroso é a resposta. É possível amar puramente duas pessoas ao mesmo tempo?

É comum nos quadrinhos os personagens ocultarem a sua identidade. O professor William Multon Marston ocultava a sua assinando os quadrinhos com o pseudônimo de Charles Multon. Diana, a Princesa Amazonas de Themyscera, é Mulher Maravilha e possui uma vida secreta no mundo dos homens trabalhando como secretária.

Surpreendente como uma mulher tão poderosa poderia estar em um cargo aquém da sua capacidade, mas essa era a realidade da época para uma mulher. Elizabeth Marston, apesar de merecer títulos e possuir grande inteligência, era sempre menosprezada pelo simples fato de ser uma mulher.

Mulheres independentes, fortes e em posições de poder incomodam. Houve perseguição aos quadrinhos da Mulher Maravilha. A alegação de violência é frágil, já que todos os outros super-heróis lutavam literalmente contra o crime. A Mulher Maravilha era uma das mais íntegras e só tinha permissão de se defender.

Amarrações e espancamentos típicos do BDSM em si eram algo peculiar, mas não surgiu nos quadrinhos com intenção de sexualizar as crianças. A visão do autor era que você deveria ser submisso ao amor que era representado pela sua heroína. Ao invés de mata-los ela os amarrava e lhes dava a oportunidade de aprenderem com os seus erros. Referências à homossexualidade, que era vista como doença na época, também preocupavam.

A intenção da mulher maravilha era infiltrar as ideais feministas no coração dos lares americanos. Demonstrar que as mulheres eram poderosas e que o mundo deveria ser governado pelas qualidades femininas como o amor, e não pelas masculinas como a força que produzia guerras. Hoje ela é um ícone da cultura pop e está entre as HQs de maior influência da DC, junto com Batman e Superman.

O Psicólogo apoiava causas do feminismo e encontrou uma maneira de influenciar a mudança no mundo visando o amor e a igualdade como a solução possível.

É necessário lutar pelo que acredita, afinal com o conformismo e ausência de luta você não influencia os outros e perpetua a opressão de minorias. Você estará sempre sob o domínio do padrão alheio. No mundo de hoje onde muitos discursos não saem do computador vale a pena relembrar o que atitudes podem fazer pelo mundo e é inegável a influência que a Mulher Maravilha teve e tem.

Esse é um bom filme, importantes temáticas e deveria ser assistido, debatido e divulgado tanto quanto o recente filme da DC protagonizado por Gal Gadot.

Redacão Cabana do Leitor
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