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cinema

Rei Arthur: A Lenda da Espada “Blockbuster descompromissado com a realidade que funciona”

Mariana Mota

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Uma nova adaptação da lenda medieval inglesa para os cinemas, ​Rei Arthur: A Lenda da Espada, narra a trajetória de Arthur até se tornar Rei; há especulações que esse é o primeiro filme de uma nova saga sobre o herói inglês.

O filme tem na direção o inglês Guy Ritchie (​Sherlock Holmes), atuações de Charlie Hunnam (​Sons of Anarchy) como o Rei Arthur, Jude Law (​Alfie, O Sedutor ) como o Rei Vortigern, Eric Bana (​Hulk​) como pai de Arthur, o Rei Uther, e para os amantes de futebol, ainda tem o jogador David Beckham numa pequena aparição.

O longa conta a história de um jovem órfão e pobre que controla as ruas de Londinium, mas que tem uma predestinação um pouco maior que dominar apenas uma cidade. Após passar por um teste a mando do Rei Vortigern, Arthur entra em contato com a espada Excalibur que revela para ele sua verdadeira origem e predestinação. Com ajuda da Maga (​Astrid Berges-Frisbey) e de seu Mentor (Djimon Hounsou), Arthur luta para aceitar e aprender a lidar com o poder da espada, até estar pronto para enfrentar em uma batalha sangrenta seu frio e maligno Tio, Rei Vortigern; que acaba tornando ele um Rei, ao invés de um nada como Vortigern pretendia.

São 2 horas bem intensas de filme, com brigas de família (que atingem e envolvem um ‘país’ inteiro) regadas a sangue e embaladas por lutas de espadas.

Além desse lado sangrento e malvado, ​A Lenda da Espada ​ também mostra o quanto a amizade é importante, como um princípio de romance pode causar mudanças positivas nas pessoas, e passa uma lição importante para o telespectador: não adianta correr dos seus demônios e medos, a única forma de resolvê-los é enfrentá-los e aprender da melhor forma a lidar com eles.

A fotografia do longa é repleta de tons cinzas e frios, que ajudam a compor o tema medieval, sombrio e malvado que a história propõe, para completar essa composição vem o figurino repleto de armaduras, espadas, elmos e roupas mais rústicas. Os efeitos sonoros funcionam muito bem, criando a atmosfera de tensão que te faz esperar e quase gritar por mais ação; para os amantes de bandas como Imagine Dragons e Led Zeppelin, a trilha sonora com certeza agradará, já que ela é composta por músicas e melodias de Indie Rock, que casam super bem com a trama.

A atuação de destaque fica por conta de Jude Law, que deixa seu lado romântico e engraçado de lado, e consegue convencer bem no papel de vilão sombrio e sem coração. Eric Bana e Charlie Hunnam também atuam bem, mas não são extraordinários. A atuação mais fraca fica com Astrid, que mantém seu personagem no básico e perdendo cada vez mais personalidade ao longa da trama; por ser a única mulher importante da história, esperava-se que ela tivesse uma força e reconhecimento maior, e se não fosse pedir muito, um pouco mais de empoderamento não faria mal também.

Para os amantes de história medieval e cavaleiros ingleses a trama deixa um pouco a desejar, já que deixa bastante de lado o contexto histórico e geográfico (tem uma espécie de Coliseu, no meio da Inglaterra – ??) e foca mais na fantasia. Mas já para os amantes de ação,​ Rei Arthur , pode ser perfeito, já que é uma espécie de ‘Os Mercenários’ medieval, que possui tem uma quase Batalha de Hogwarts.

Como blockbuster descompromissado com a realidade, Rei Arthur: A Lenda da Espada funciona bem.

Mariana Mota
Atual Editora-Chefe de Cinema. Estudante de Publicidade e Propaganda, apaixonada por viagens, pole dance, fotografia e doguinhos <3
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