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Resenha – Capitu

Marco Antonio Martire

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Titulo: CapituCapitu-CAPA_ALTA

Autor: Thereza Christina Rocque da Motta

Editora: Ibis Libris 

Thereza Christina Rocque da Motta conseguiu, parecia difícil, mas ela fez com que aquela Capitu viesse à luz. Através das 96 páginas deste volume, publicado pela Editora Ibis Libris, surge uma Capitu possível, aquela que Bentinho, o protagonista de “Dom Casmurro”, não viu, ou da qual esqueceu. Para saber quais verdades ficaram ocultas no coração dela, já que se rendeu ao silêncio depois de exposta ao julgamento de gerações de leitores, é preciso acompanhar o trabalho inspirado desta autora, que finalmente deu a Capitu uma chance de defesa. E o que ela confessa? O seu amor por Bentinho, aquele nascido pronto desde a meninice: se estiveram sempre juntos, iguais feito crianças, depois casados segundo as convenções da vida adulta, como o amor poderia acabar? A Capitu de Thereza Christina dá a entender que seguiu a cartilha perfeitamente, mas não faz acusações, revela como manteve seus sentimentos a salvo mesmo diante dos ciúmes do marido. Parece ser sua única aspiração: salvaguardar para si o amor puro de sua querida infância, aquela promessa de eterna felicidade. Desta maneira desafia os julgamentos, não pede redenção nem se justifica, apenas abre o coração em profusão, e a dúvida continua, santa ou pecadora? Hoje há certamente caminhos onde as palavras de Capitu podem vicejar, livres de acusações de adultério. Traiu ou não traiu? O mistério prossegue, com a hábil cumplicidade desta autora, que reafirma com seu trabalho a qualidade imortal de “Dom Casmurro”. Bom que agora Capitu possui também o seu universo, vive a partir de Machado de Assis, através dos olhos de Bentinho, vive também a partir de Thereza Christina, com aqueles seus olhos de ressaca. É uma linda Capitu.

Marco Antonio Martire é formado em Comunicação Social pela UFRJ, trabalha como servidor público concursado no TRE-RJ e publica no CABANA DO LEITOR, no BLOGUI DO MARCO (www.obloguidomarco.blogspot.com) e na RUBEM (www.rubem.wordpress.com). Vive na cidade do Rio de Janeiro.

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J.K. Rowling culpa leitores por seu Tweet “transfóbico”

J.K. Rowling voltou ao Twitter no fim de semana e respondeu às críticas sobre seu controverso tweet de dezembro que muitos consideravam transfóbico.

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J.K. Rowling voltou ao Twitter no fim de semana e respondeu às críticas sobre seu controverso tweet de dezembro que muitos consideravam transfóbico.

Depois de ficar quieta por mais de um mês, a conta de Rowling no Twitter voltou a esquentar no sábado, quando ela respondeu a um vídeo comovente da filha de Patton Oswalt terminando a série Harry Potter. Horas depois, ela anunciou que havia terminado de escrever o Cormoran Strike Book 5.

Então, no domingo de manhã, Rowling postou a seguinte citação da filósofa Hannah Arendt.

“… se a falsificação de uma palavra … é acreditada por tantas pessoas, a tarefa do historiador não é mais descobrir uma falsificação. A falsificação está sendo propagada. Esse fato é mais importante do que a circunstância de ser uma falsificação” Hannah Arendt, Origens do totalitarismo

Embora Rowling não compartilhe diretamente o motivo pelo qual ela postou a citação, parece ser uma resposta ao seu tweet de Maya Forstater em dezembro passado, que abalou os fãs por causa de seu ponto de vista aparentemente transfóbico.

Aqui, Rowling parece estar implicando que os críticos distorceram suas palavras e que o público aceitou algo incorreto como verdadeiro.

Dadas as críticas ferozes que cercaram o tweet no mês passado e a forte presença de Rowling no Twitter nos últimos anos, muitos esperavam que a autora fizesse algum tipo de declaração depois.

Demorou muito mais do que esperávamos, mas agora temos: ela não está se desculpando e acredita que o ponto de vista do público está errado.

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Férias de Verão: 10 filmes que vieram de livros e você não sabia

Prova de que os livros muitas vezes antecedem as produções milionárias.

Mylla Martins de Lima

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A adaptação de uma obra literária para o cinema é um desafio imenso, até porque nem tudo que é atrativo em um funciona com o outro. Mas existem histórias tão bem repassadas para as grandes telas que ninguém diz que o roteiro saiu de uma primeira ideia. Conheça filmes que saíram dos livros e você talvez não saiba.

1. Uma dobra no tempo

A ficção científica escrita por Madeleine L’engle em 1962, chegou às livrarias brasileiras em 2018 pela DarkSide Books com uma HQ magnífia do primeiro volume e pela Harper Collins Brasil com livros em formato tradicional da trilogia completa.

No mesmo ano, a Disney contempla seus fãs com um filme cheio de magia e grandes nomes como Oprah Winfrey e Reise Witherspoon.

2. Alita: Anjo de Combate

Muito antes do filme de ação futurista que chegou nos cinemas em fevereiro de 2019, o thriller já fazia sucesso no formato mangá. Este foi escrito em 1990 por Yukito Kishiro e finalizado em 1995 com um total de nove volumes.

Aqui no Brasil, o mangá ainda é comercializado pela editora JBC.

3. Garota Exemplar

O suspense premiado pelo Critic’s Choice Awards por melhor roteiro adaptado em 2015 também surgiu do best-seller de Gillian Flyn, publicado em 2012 e impresso pela editora Intrínseca. O mesmo já havia rendido prêmios à autora, como o Edgar de melhor romance e o Goodreads Choice Awards best of the best e melhor estreia de autor.

4. Blade Runer

Falando em adaptações, Blade Runer foi inspirado em Androids sonham com ovelhas elétricas? publicado em 1968 e escrito pelo mestre da ficção científica Philip K. Dicks. O livro foi trazido para o Brasil pela editora Aleph.

Este é tão amado no meio cinematográfico que foi ao ar em três edições, sendo Blade Runer – o Caçador de Androides, de 1982, Blade Runer 2049, 2017, e Blade Runer Black out 2022 no mesmo ano.

5. Mogli: O menino lobo

Esse é conhecido tanto como uma clássica animação dos estúdios Disney de 1967, quanto o live action de 2016. Mas o que poucos sabem é que Mogli é um dos seis contos do livro The Jungle Book (Os Livros da Selva) escrito em 1894 por Rudyard Kipling e ilustrado pelo seu pai, John Lockwood Kipling.

Aqui no Brasil, a obra foi trazida pela editora Zahar.

6. Shrek

Pois é! Muito antes da primeira vez do Ogro mais fofo do cinema aparecer em alguma tela, 2001, existiu um livro publicado em 1990, escrito e ilustrado por William Steig. A estética dos personagens nas páginas são ainda mais bizarras e divertidas.

O livro é publicado no Brasil pela Editora Companhia das Letrinhas.

7. JUMANJI

O livro de fantasia infantil escrito e ilustrado por Chris Van Allsburg foi originalmente publicado em 1981, e sua primeira adaptação cinematográfica foi em 1995. Anos após o primeiro filme, agora em 2017, a continuação da franquia voltou aos cinemas e, com o seu sucesso, a editora DarkSide Books desenterra o livro com uma edição capa dura e muito próxima da original.

O terceiro filme estreia esse mês aqui no Brasil.

8. O exorcista

O glorioso filme de 1974, dirigido por William Friedkin e detentor do Oscar nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Mixagem de Som, também teve suas origens nas páginas de um livro. O romance assustador foi publicado em 1971, escrito por William Blatty, trazido pela Harper Collins Brasil, e ainda esse, tem como inspiração um segundo de nome Exorcismo, escrito por Thomas B. Allen, um historiador americano que baseou-se em documentos do primeiro relato oficial de exorcismo, publicado pela DarkSide Books.

9. Psicose

Um dos sucessos de Hitchcock, o clássico suspense Psicose, tem suas raízes literárias. A obra foi escrita por Robert Bloch em 1959, publicada pela DarkSide Books aqui no Brasil, e já recebeu duas adaptações nas telonas.

10. Hellraiser

Hellraiser é um dos exemplos que o autor do livro é, também, o roteirista. Clive Barker publicou a obra em 1986 dando origem ao filme em 1987, sequenciando mais nove filmes da mesma franquia.

A DarkSide Books tem uma excelente edição, com capa de couro e detalhes dourados.

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Christopher Tolkien, filho de JRR Tolkien, morre aos 95 anos

A Tokien Society deu a notícia hoje mais cedo para confirmar que o jovem de 95 anos faleceu.

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Hoje, o fandom da Terra-média lamentou a perda de um de seus maiores campeões. Há pouco tempo notificais foram divulgadas confirmando a morte de Christopher Tokien, filho de JRR Tolkien, que escreveu O Senhor dos Anéis.

A Tokien Society deu a notícia hoje mais cedo para confirmar que o jovem de 95 anos faleceu.

Em 1975, Christopher Tolkien deixou sua bolsa de estudos no New College, Oxford, para editar o legendário legado de seu falecido pai. A perspectiva era assustadora. O medievalista de 50 anos se viu confrontado com 70 caixas de obras não publicadas. Milhares de páginas de anotações, fragmentos e poemas, algumas datadas de mais de seis décadas, foram colocadas ao acaso nas caixas. 

Os textos manuscritos foram rabiscados às pressas a lápis e anotados com um amontoado de notas e correções. Uma história inicial foi redigida em um caderno de exercícios do ensino médio.

Uma grande parte do arquivo dizia respeito à história do mundo ficcional de JRR Tolkien, a Terra-média. As anotações continham uma imagem mais ampla de um universo, apenas sugerido nos dois romances mais vendidos de Tolkien, O Hobbit (1937) e O Senhor dos Anéis (1954-55). 

Tolkien pretendia trazer essa imagem à tona em uma longa e solene história que remonta à própria criação, mas ele morreu antes de concluir uma versão final e coerente.

Christopher decidiu editar esse livro, publicado em 1977 como O Silmarillion. Ele então se voltou para outro projeto extraído dos papéis de seu pai, e depois outro – finalmente publicando poesia, obras acadêmicas, ficção e uma história de 12 volumes da criação da Terra-média. The Fall of Gondolin, publicado em agosto, é o 25º livro póstumo que Christopher Tolkien produziu nos arquivos de seu pai.

Uma nova série produzida pelo Amazon esta chegando antes que o filho de Tolkien pudesse contempla-la.

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