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Resenha | Daytripper

Se morremos a cada dia, quando teremos tempo para viver?

Rodrigo Roddick

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O que você faria se não precisasse fazer o que está fazendo agora? Agora. Uma palavrinha pequena que muitos valorizam, mas poucos entendem seu valor ou sequer exercem-no. Daytripper vem contar como a “nossa vida inteira” é feita de vidas e mortes, de como cada momento vivido pode ser o último.

Dos premiados irmãos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá – que ficou mais evidente agora devido à série The Umbrella AcademyDaytripper foi publicada pela primeira vez em 2010 pela DC Comics através do selo Vertigo. Aqui no Brasil, a Panini é a responsável por imprimir as edições da DC. Logo no ano seguinte, a obra levou três importantes prêmios: o Eisner, na categoria Melhor série limitada; Harvey, em Melhor edição única; Eagle, em Novo comicbook favorito.

Daytripper percorre a vida Brás de Oliva Domingos, um escritor de obituários que sonhava em escrever um romance de sucesso. Todo o enredo tem como palco nosso maravilhoso país. O livro é separado em nove capítulos que recorta momentos distintos da vida de Brás intercalados fora de ordem cronológica e revelando suas diferentes idades. Ao final de cada capítulo, Brás morre de maneira diferente, e como nos desenhos animados, a história continua como se ele não tivesse morrido. 

Esta é a primeira coisa que chama atenção do leitor porque revela o tema da história. O dia a dia que nos mata. A discussão que a HQ propõe é fazer o leitor levar sua atenção ao que lhe faz viver de verdade. A vida não é esta rotina urbana que os adultos sustentam com afinco, a vida é muito mais e muito menos que isso. A vida é viver. Mas, dentre os milhares de significados que podemos dar à vida, viver é fazer aquilo que amamos. E quanto tempo perdemos para fazer o que a gente quer? Quanto tempo levamos para apenas descobrir o que a gente ama?

Viver o momento não é apenas uma questão de estar presente em um lugar. Isso você pode conseguir indo em um hospital. A diferença no viver está no optar por estar ali e querer gastar seu tempo naquele momento. E o mais interessante é que sequer damos importância para a palavra tempo quando estamos realmente vivendo. Porque viver é infinito em cada momento.

Além de relembrar com bastante propriedade aquilo que falta para preencher nosso vazio (viver?), Daytripper propõe uma maneira da pessoa estar no constante movimento da vida: sonhar. Não se engane. Mesmo analisando planilhas no décimo andar de uma torre empresarial ou deitado em uma rede ao sol brilhante de uma ilha, todos nós temos sonhos. Todos nós queremos realizar esses sonhos. Os sonhos são a nossa vida. São eles que realizamos (ou deveríamos) a cada batida do coração.

Impossível não construir um paralelo dessa dialética com Sandman, que trata das várias manifestações do sonho. Ambas as obras ressaltam que tentar realizar os sonhos, correr atrás deles e realizá-los é o que significa viver para seres como nós, que possui a capacidade de raciocinar.

O trabalho gráfico e as cores acompanham a linha de pensamento da história, pois os recortes de quadro a quadro focalizam expressões necessárias para apoiar o tema. O tom meio “desbotado” das cores faz o leitor perceber em quais momentos a vida de Brás era sem graça e em quais ela foi colorida

Os gêmeos souberam trabalhar em equipe, pois o desenho de Bá dava às palavras de Moon a densidade que elas evocavam. Assim como há quadros em que o holofote está nas palavras, também há outros em que Bá continua a narrativa sem dizer uma palavra sequer, apenas com seus traços.

Sonhar é viver. Viver é agora. Não há nada para nós no futuro, exceto a morte certa.

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Tom King sugere que colaboradores ganhem título de criadores

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Tom King, famoso escritor do Batman, publicou em seu Twitter dizendo acreditar que o título de criador deveria ir além de Bob Kane e Bill Finger e incluir os artistas que ajudaram a definir o personagem.

Nesta Bat-Semana, A TNT estava incentivando opinião controversas que o público tem sobre o Batman. Nesse meio tempo, o escritor nomeou Denny O’Neil, Neal Adams, Steve Englehart, Marshall Rogers e Frank Miller como os cinco artistas que ele acrescentaria aos criadores do Batman.

O’Neil/Adams, Englehart/Rogers e Frank Miller deveriam ser creditados como criadores do Batman. Neste momento, suas contribuições em quem é o Batman são igual ou até ultrapassam Kane/Finger.

No início dos anos 70, Denny O’Neil e Neal Adams trabalharam juntos em várias histórias do Batman. Foi durante esse período, que foi tomada a decisão de trazer uma abordagem mais sombria; o que estava faltando no personagem desde a série de TV Batman dos anos 1960.

A versão de Adams do traje, com a capa longa e as barbatanas em suas luvas, tornou-se o design definitivo de Batman pelas próximas décadas.

A participação de Steve Englehart e Marshall Rogers foi -até então- breve, mas o que era o adeus de Englehart aos quadrinhos, se tornou uma história que influenciou o filme do Batman de 1989 .

O Cavaleiro das Trevas Ressurge de Frank Miller foi um enorme sucesso em 1986 e se tornou uma influência sobre todas as histórias posteriores do Batman, incluindo na trilogia de Nolan.

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O Batman Ano Um , do Miller e do artista David Mazzuchelli, reiniciou o personagem pós-crise em Terras Infinitas.

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Prévia de Doomsday Clock #12 é revelada

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DC Comics publicou tweets mostrando a prévia da última edição de Doomsday Clock, com arte de Gary Frank e Brad Anderson.

No primeiro tweet vemos a volta do Rorschach – presumivelmente Reggie Long, o segundo Rorschach – que foi visto na última edição escapando do Arkham Asylum.

No segundo mostra o Batman descendo dos céus com, parece ser, o Batplane.

E o terceiro tweet já temos o Superman e o Doutor Manhattan se encontrando.

Esperado confronto entre Superman e Dr. Manhattan
Capa da última edição

Doomsday Clock #12 estará à venda em 18 de dezembro nas lojas nos Estados Unidos. Até o momento desta matéria, não há datas para publicação no Brasil.


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JOKER: KILLER SMILE #2 de Jeff Lemire chega em dezembro

Pedro Augusto

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O sorriso cheio de dentes do Coringa ganha o nome desta série neste primeiro olhar de Joker: Killer Smile # 2 de 18 de dezembro – junto com um olhar bônus na nova capa de Killer Smile # 3.

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JOKER: SORRISO DO ASSASSINO # 2
escrito por JEFF LEMIRE
arte e capa por ANDREA SORRENTINO
capa variante por JEFF LEMIRE
Ben Arnell prometeu uma coisa à esposa e ao filho: mesmo que ele gaste seus dias tentando chegar ao fundo da loucura do Coringa, ele nunca traria essa loucura para casa. Não importa a escuridão do trabalho, ele nunca permitiria que a loucura do Coringa destruísse sua família.
E nisso, ele falhou

A equipe criativa de Gideon Falls, vencedora de Eisner, lança em alta velocidade sua crônica crítica da influência destrutiva do Coringa, com uma questão que transforma toda a história em sua cabeça, com conseqüências desastrosas para o Dr. Arnell!

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