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RESENHA DE SESSÃO DE TERAPIA – TERCEIRA TEMPORADA – QUARTA SEMANA

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A GNT já está noticiando que as próximas serão as últimas semanas de Sessão de Terapia. Uma pena. O caso dos pacientes continua se desenvolvendo de forma brilhante, e a cada sessão, Theo mostra um desempenho como terapeuta bastante satisfatório. Ainda que a série originalmente não seja sobre os pacientes e sim sobre Theo (como é explorado de maneira sensacional no 100º episódio da Série, a supervisão com Evandro), é indiscutível que nas duas últimas semanas as intervenções clínicas de Theo tem se mostradas acertadas, condizentes com o que poderia ocorrer em uma terapia real – diferente, inclusive, do que sugere Evandro na supervisão. Nunca antes se viu um Theo tão analista quanto nessa semana.

 Tal como semana passada, essa semana foi excelente; semana passada a supervisão foi quente, mas foi um episódio inferior aos demais da semana; o episódio dessa sexta, contudo, foi de tirar o fôlego. E fechou com chave de ouro. Confira agora a resenha dos episódios da quarta semana de sessão de Terapia.

Episódio 16 – Quarta Sessão de Bianca Cadore

Confira Aqui

Episódio 17 – Quarta Sessão de Diego Duarte

Diego teve um episódio extremamente emocionante. Se semana passada os afetos do jovem já foram explorados de maneira sensível e bela, nessa semana eles estiveram à flor da pele, E Ravel se mostra bastante alinhado ao personagem por surgir constantemente com os olhos marejados, sem nunca porém abandonar aquela postura desafiadora de adolescente rebelde do Diego. Selton Mello se mostra excepcional na direção de atores, num nível de excelência primoroso – principalmente quando falamos de uma série cujo o rosto dos atores está constantemente em close.

Theo parece conseguir se desvencilhar de seus próprios conflitos para com o filho – ainda que demonstre estar extremamente envolvido no caso de Diego, com seus sorrisos quando ele atende o telefonema da garota que gosta, e ZéCarlos Machado é hábil em demonstrar tais emoções – e realiza uma sessão fundamental com Diego. Desta vez já falando diretamente do olho do furacão – da falta do apoio e do amor Paterno, Theo finalmente aborda o x da questão e mostra para Diego que a dificuldade do pai em lhe demonstrar os sentimentos não pode ser norteador de sua vida; que ele deve aprender a buscar quem possa lhe amar e aceitar esse amor. Aquela trilha belíssima pontuando as falas quando entram num nível mais emocional é sempre um destaque e um convite às lágrimas descerem pelo rosto. E nessa sessão, não foram poucas.

A rejeição paterna é dolorosa, pode ser muito difícil para um sujeito superar a falta de amor do pai ou dos pais. Diego ainda tem como defesa a fantasia que tem sobre sua mãe – e os quadrinhos que faz. Mas junto a isso, tem a fantasia negativa que ninguém o ama. Por baixo daquela crosta, da bebida, que ele mesmo assume não ser o que ele realmente gosta, está o antigo Diego. Alguém que mais do reencontrar, ele quer não aprisionar mais.

Aquele abraço no final foi… avassalador.

Episódio 18 – Quarta sessão de Felipe Alcântara Figueiredo

Felipe é um paciente complicado. Relembrando seu primeiro episódio, ele levou o tempo todo da sessão para apenas no final dizer que a emergência de sua situação era ter recebido um ultimato do namorado com quem tinha um relacionamento escondido há três anos – e só em sua segunda sessão que resolveu contar que já estava noivo de Nicole, com quem tinha um relacionamento de fachada.

Agora, mais uma vez um novo motivo para adiar a resolução de sua questão – é importante também notar como ele demora a contar à Theo o que ocorreu com a mãe, que está em um hospital, com estafa. E com tamanha histericidade, todo o episódio médico que é um simples quadro de estresse quase se transforma num perigo de morte. Theo, habilmente, lhe aponta como a questão pode ser mais uma desculpa para adiar resolver seu dilema principal. Felipe narra como foi o episódio e como ele mesmo havia dito que sentia-se culpado, a mãe passa mal quando ele foi para casa decidido abordar o assunto com ela. Não me surpreenderia se fosse proposital. E ele mesmo sente-se aliviado de não ter que contar naquela hora. Ele quer adiar o assunto, ele não quer pensar nisso agora. Talvez não queira pensar nunca. Na última sessão ele anunciou que poderia estar na terapia preparando o terreno para deixar Guto. Agora ele assume isso, com palavras, dizendo que conta com a ajuda de Theo para assumir essa vida do casamento com Nicole e o abandono do Guto. Covardemente ele recua em seu desejo para viver a vida que a mãe queria para ele – mas que ele também quis, para agradar à mãe.

Pegando o significante, aliado à figura paterna omissa, Theo devolve a frase que marca a relação de Felipe com o Pai. Ainda que de forma nociva para a relação de completude simbiótica que o filho desenvolveu com a mãe, o pai vive sua vida, e se afasta dos desmandos da mãe – que Felipe usa um poderoso significante para adjetivar, de Trator. O pai pilota, dirige sua vida, aludindo aos automóveis que diz para o filho. “existe muito carro por ai, mas poucos pilotos”. Felipe tampouco está dirigindo sua vida. E é fabuloso como a câmera se aproxima do rosto dele quando Theo faz sua intervenção final na sessão.

O Desenho de Diego, deixado na porta de Theo, abre o episódio de forma tocante.

Episódio 19 – Quarta sessão de Milena Dantas

Controle – a palavra de ordem que define Milena. Ela chega parabenizando Theo por atende-la pontualmente. Tenta, mais uma vez, controlar a forma como os objetos na sala de Theo estão dispostos, e ele a impede, repondo os objetos na posição original. Milena traz a bula do remédio passado pelo psiquiatra indicado por ele sessão passada – para mostrar que está cumprindo tudo direitinho, exigindo assim um retorno, uma troca.

E é curioso que o sintoma que mais a alarme como efeito colateral é a ausência de orgasmo. Algo que ela mesma declara ter tido poucas vezes. E Theo aponta que, nosso comportamento no sexo vai ser igual a nosso comportamento na vida. Numa postura de controle como em seus sintomas de Obsessão, Milena dificilmente estaria livre para se permitir – eis a dificuldade de experimentar o pecado da Masturbação. É curioso notar também como Milena volta a falar de Breno, com um comentário que é quase um apelo a Theo para saber se o ex-marido a traia. E é excelente a maneira como o terapeuta não entra no jogo.

Mais uma sessão exemplar de Theo, com intervenções interessantes e uma direção de tratamento muito importante para um caso como esse – inclusive com o tempo lógico estendido, mas logicamente negado pela Dona da história.

Episódio 20 – Quarta sessão de Supervisão com Evandro.

O grupo de supervisão acabou. Guilherme não aparece no episódio (o que é congruente com a falta de ação dramática do personagem), Rita só aparece no início – mas continuando seus conflitos da melhor maneira possível (ainda que previsível). E ao que parece, pode ser a última sessão do Evandro. Theo desiste do grupo no final do episódio, que mais parece uma sessão de análise do que de supervisão. Evandro evidencia o fato de nas demais sessões Theo ter sido o centro das atenções, e o tempo todo o confronta. O papel de supervisor é praticamente abandonado por Evandro, que de fato confronta Theo como um terapeuta mesmo.

A sessão evidencia como a série de fato é sobre Theo, e não sobre seus pacientes. Theo é a pessoa frágil – e é emblemático como ele se sente impelido a proteger e salvar seus pacientes mais vulneráveis. E ainda que tenha se tornado um terapeuta bom, realizando excelentes sessões, mesmo em meio à crise pessoal que passava, ainda demonstra existirem questões emocionais importantes ali que precisam de elaboração. A relação com o Pai, a Mãe que se suicidara, a relação conflituosa com o Tio e com o irmão – e a predileção do filho pelo tio. Theo mantem-se na defensiva, com imensa dificuldade em assumir o papel de paciente, o que ocasionou imensos conflitos e dificuldades terapêuticas nas temporadas passadas. Evandro vai ao cerne dos afetos de Theo, ainda que não possa e não seja seu terapeuta. E a pesar da negativa de Theo – ele não pode assumir as falhas e críticas? – ele se sente balançado e revirado pela “supervisão” que liga para sua antiga mentora. Dora estará de volta.

Diego é escritor, possui contos publicados nas coletâneas da FLUPP Pensa (2012 e 2013), é amante de teatro (fez cursos de dramaturgia moderna e contemporânea) e ainda faz críticas de cinema (tendo estudado Teoria cinematográfica e crítica com Pablo Villaça). Na vida real é Psicólogo e trabalha com clínica e projetos sociais.

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Fox Premium estreia “Godfather Of Harlem” neste mês

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O canal Fox Premium 1 divulgou por meio de um release a estréia da série “Godfther Of Harlem” ainda neste mês de junho.

Estrelada e produzida por Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia), que interpreta Ellsworth “Bumpy” Johnson, um dos mafiosos mais relevantes dos Estados Unidos, que, no início dos anos 60, retorna para recuperar seu bairro depois de passar uma década na prisão de Alcatraz, em São Francisco, sob uma acusação de envolvimento com drogas; é escrita por Chris Brancado e Paul Eckstein (Narcos).

De acordo com a sinopse oficial, “inspirado na incrível vida de Johnson, “Godfather of Harlem” começa em 1963, logo após ele cumprir sua sentença, quando retorna ao Harlem, em Nova York, e descobre que o bairro que ele uma vez “governou”, agora se encontra em ruínas. Com as ruas controladas pela máfia italiana, para recuperar o controle, Bumpy deve enfrentar a família genovesa liderada por Vincent “Chin” Gigante (Vincent D’onofrio, Law & Order: Criminal Intent), considerado um dos mafiosos mais infames da cidade de Nova York.”

Godfather of Harlem” mistura eventos históricos e políticos que retratam por um lado o movimento liderado por Martin Luther King na década de 1960 nos Estados Unidos pela luta dos direitos civis e, por outro, a criminalidade da época, efeito do negócio de drogas e tráfico de armas nas mãos de várias máfias perigosas.

Com 10 episódios de uma hora cada, o elenco da série conta ainda com Kelvin Harrison Jr. (Luce), Paul Sorvino (Bad Blood), Kathrine Narducci (O Irlandês), Rafi Gavron (Nasce Uma Estrela) e Lucy Fry (Vampire Academy) e chegará ao FOX Premium 1 nesta sexta-feira, 19 de junho, no Brasil e em toda a América Latina. A partir desta data todos os episódios também estarão disponíveis no App da FOX.

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5 curiosidades científicas sobre o universo que a série Cosmos explica

Nova temporada de Cosmos estreia dia 06 de junho, no National Geographic.

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Considerada uma das séries científicas mais importantes da televisão mundial, #Cosmos foi criada e lançada em 1980 pelo astrônomo e cientista Carl Sagan com o título de Cosmos: Uma Viagem Pessoal. Sucesso de público, estima-se que a série foi assistida por quase meio bilhão de pessoas ao redor do mundo desde sua criação.

Após três décadas da sua estreia, a série voltou a ser exibida em 2014 em Cosmos: Uma Odisseia no Espaço – um remake da primeira temporada, apresentado pelo Neil DeGrasse Tyson – um seguidor de Sagan. Agora, em 2020, a franquia científica ganha uma nova temporada intitulada Cosmos: Mundos Possíveis, que estreia no dia 06 de junho, às 22h30, no National Geographic, também apresentada por Tyson. 

Composto por treze episódios, Cosmos: Mundos Possíveis transportará o público através de uma jornada pela evolução da vida, o cosmos, átomos e até a análise do futuro que nos espera dentro 20 anos, sendo uma ótima fonte para quem se interessa por ciência, astronomia e o universo em geral. 

E para esquentar a estreia, confira abaixo curiosidades científicas que a série #Cosmos explicou em suas temporadas passadas.

O começo de tudo

No episódio “O Limiar da Eternidade”, de Cosmos: Uma Viagem Pessoal, Sagan aborda as origens do universo explicando desde o Big Bang, até a formação de galáxia, mostrando o que as crenças populares falam sobre o tema. De forma didática, apresenta as noções básicas de física do universo, como o conceito das três dimensões – tudo o que existe tem comprimento, largura e profundidade – e a possível quarta dimensão (altura) para simbolizar a ideia de que o universo pode ter um tamanho oscilante.

A vida e morte das estrelas

No nono episódio de Cosmos: Uma Viagem Pessoal, o “A vida as Estrelas”, Sagan fala a respeito da vida e morte das estrelas, descrevendo seus estágios. As estrelas nascem a partir de uma nebulosa, se transformam nas gigantes vermelhas, depois em anãs brancas quando já perdem sua luz e, por fim, se transformam em estrelas de nêutrons ou buracos negros quando já possuem grande massa.

Calendário cósmico 

Em As Origens da Vida”, episódio de Cosmos: Uma Viagem Pessoal, Sagan apresenta aos espectadores o seu calendário cósmico, um método criado por ele para visualizar o tempo de vida do universo. Este calendário tem como objetivo abreviar os mais de 13 bilhões de anos de história do universo dentro do período de um ano, sendo o Big Bang no primeiro dia de janeiro, exatamente à meia-noite, e o começo da cultura moderna no dia 31 de dezembro. Entre o primeiro e o último dia do calendário, Sagan inclui outros fatos que marcaram a ciência e humanidade.

O mundo microscópico

No episódio “Aprofundando”, de Cosmos: Uma Odisseia no Espaço, Neil daGrasse Tyson apresenta o mundo além do que os humanos enxergam. A bordo da nave da imaginação, DeGrasse viaja para o interior de uma gota de orvalho, onde observa a batalha entre dois protozoários. Também acompanha animais microscópicos e analisa como tais teriam sobrevivido às cinco grandes extinções em massa do planeta Terra.  Dando continuidade, fala da importância das plantas e da clorofila, reduzindo ainda mais o tamanho da nave da imaginação para explicar o processo em termos bioquímicos. 

Cientistas esquecidos

Tanto em Cosmos: Uma viagem Pessoal, quanto em Cosmos: Uma Odisseia no Espaço, Sagan, DaGrasse e os roteiristas da série dão vida, nomes e rosto há uma dezena de cientistas que fizeram descobertas importantes para o mundo da ciência, mas que foram esquecidos e não tiveram o reconhecimento devido. Em “As Irmãs Sol”, DaGrasse apresenta Annie Jump Cannone Henrietta Swan cujos trabalhos foram fundamentais para a atual classificação estelar. Já Cecilia Payne foi desacreditada pelo próprio orientador em relação ao trabalho intitulado “Atmosferas Estelares”, atualmente considerado um dos principais estudos de astronomia no século XX.

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NOS4A2 | Segunda temporada ganha trailer cheio de tensão

Daiane de Mário

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As aventuras de Charlie Manx e Vic McQueen estão programadas para continuar em uma segunda temporada de NOS4A2 na AMC, e nessa quinta (28), foi liberado um novo trailer da próxima temporada, o que nos dá uma melhor ideia dos terrores reservados para os telespectadores.

A segunda temporada se passará 8 anos após os eventos da primeira.

“Vic McQueen continua ainda mais determinada em destruir Charlie Manx. Charlie, tendo enfrentado sua própria mortalidade, está em busca de vingança. Dessa vez, ele vai atrás da pessoa mais importante para a Vic – seu filho de oito anos, Wayne. A corrida pela alma do Wayne coloca ambos em rota de colisão, forçando-os a confrontar erros do passado para garantir o futuro da criança.”

A série também conta em seu elenco com Jahkara Smith, Olafur Darri Olafsson, Ebon Moss-Bachrach, Virginia Kull, Jonathan Langdon, Jonathan Langdon, Ashley Romans, Jason David e Mattea Conforti. Jami O’Brien mais uma vez serve como showrunner da série.

A segunda temporada de NOS4A2 estreia dia 21 de Junho.

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