Connect with us

Livros

Resenha | Menina Veneno um conto para lá de diferente de Carina Rissi

Francine Colonia

Published

on

Sinopse

Contada sob a perspectiva ferina e cheia de humor ácido de Malvina, a madrasta, essa história vai te surpreender. Da mesma autora da série best-seller Perdida. Você conhece a história de uma certa princesa que sofreu inúmeras tentativas de assassinato por sua madrasta, uma delas com uma maçã envenenada. O bem contra o mal, a indefesa donzela ameaçada pela perversa Rainha… É bonito, não é mesmo? Francamente, me embrulha o estômago só de falar dessa história da carochinha. Eu não sou uma bruxa, não sou má e eu nunca planejei matar ninguém. Por anos, fui a maior modelo do planeta, o nome mais poderoso do mundo da moda… Até o dia em que a insossa da minha enteada, Bianca, roubou a minha maior campanha. Dá pra acreditar? Bianca é tão sonsa… e tem esse arzinho azedo e avoado que me dá vontade de voar no pescoço dela… Eu sei, parece mesmo que eu fiz tudo o que a imprensa me acusa de ter feito. Mas não foi bem assim. Senta aqui e me ouça até o fim. Depois me diga se acha mesmo que mereço o título de Rainha Má… Talvez só Rainha seja muito melhor.

 

Menina Veneno é um livro de ficção da autora Carina Rissi, publicado pela Galera Record. Nele, você encontrará a história de Malvina Neves, uma super modelo que se vê ameaçada pela sua enteada Bianca Neves.

Aterrorizada pela possível exclusão do mundo da moda, Malvina começa a planejar de todas as formas tirar Bianca do seu caminho com a ajuda dos seus amigos Abel (seu fiel motorista) e Sarina (sua secretária particular). E aí começa a confusão e a corrida contra o tempo para que Malvina possa conseguir a sua campanha de a Menina Veneno de volta.

Menina Veneno é uma versão moderna da história de Branca de Neve, contada pelo ponto de vista da madastra má, neste caso seria a Malvina Neves. Um conto muito engraçado, sendo narrado pela Malvina em primeira pessoa, tendo a sensação que você está batendo um papo com ela.

Um livro com um humor ácido, onde Carina me surpreendeu. Nunca tinha lido nenhum conto adaptado das histórias clássicas como a da Branca de Neve. No início, fiquei com um pouco de aversão pela Malvina, mas as páginas foram passando e você acaba se encantando pela vilã, como pode isso. Arnaldo?!. Sim, admito que me encantei pela Malvina e no final até entendi o por que ela fez o que fez com a Bianca. Sim, ela se tornou minha malvada preferida. Esse foi o primeiro contato com a escrita da Carina, e como não se apaixonar por essa mulher Meu Deus?

Agora falando um pouco sobre o livro: a diagramação está lindíssima e a capa ficou fantástica. Um livro que você lê em um dia. Uma escrita simples e que flui muito bem. Para quem gosta de um livro bem humorado e ainda não leu nada ainda sobre esse tipo de gênero ou até mesmo nada da Carina, é uma ótima escolha.

Disponível em: AMAZON | SARAIVA | LIVRARIA CULTURA

 

Menina Veneno da Carina Rissi

9.8

História

9.5/10

Escrita

10.0/10

Conclusão

9.8/10
Continue Reading
Comments

Livros

Mês do Horror | 15 livros de terror para não dormir à noite

De invocação até casa mal-assombrada, os melhores livros para ler no halloween.

Mylla Martins de Lima

Published

on

Não é todo mundo que se aventura nos caminhos do horror, afinal muitos não querem dar asas à imaginação no cair da noite, não é? Contudo, há quem se divirta com a situação, sentindo prazer no medo, no arrepio.

A listagem abaixo é para quem é curioso e não conhece muito sobre o mundo espiritual, para quem deseja conhecer os mestres do gênero, para quem gosta dos clássicos e também para quem quer conhecer algo novo… enfim, é para todos aqueles que tem coração forte e não se importam com aquela sombrinha que se mexe na frestinha de sua porta às três da manhã. Agora vocês estão por sua conta e risco… Boa Sorte!

1. Hellraiser

É um dos contos de Clive Barker que foi publicado pela primeira vez em 1986. Aqui no Brasil foi impresso pela DarkSide Books em uma edição linda, de capa dura e material que lembra o couro.

O livro conta a história de Frank Cotton, um homem egoísta que buscava novos tipos de prazeres carnais, pois, segundo ele, já teria experimentado todos que existiam. Ao escutar sobre a configuração dos Lemarchand, uma antiga caixa quebra-cabeça, que diziam abrir portas para uma outra dimensão no intuito dos prazeres, o homem curioso consegue o objeto e o desvenda. Para sua surpresa, em vez de lindas mulheres, o que sai da caixa são os Cenobitas, membros de uma ordem religiosa que cultua o sadomasoquismo.

2. O Exorcista

Resultado de imagem para o exorcista livro harper collins

O romance aterrorizante que deu origem ao filme que traumatiza fãs até hoje foi escrito por William Peter Blatty, com sua primeira publicação em 1971. No Brasil, será relançado este mês pela editora Harper Collins, numa edição especial de capa dura e corte de folha verde.

O livro conta a história da trajetória da possessão de Regan MacNeil, uma menina de apenas 12 anos. Há quem afirme que o romance foi baseado em outro livro chamado Exorcismo, que conta a história do primeiro ato documentado do seu início.

3. Exorcismo

Resultado de imagem para exorcismo darkside

Escrito pelo jornalista Thomas B. Allen, esta é a obra real que, ao que tudo indica, serviu de inspiração para o fenômeno cinematográfico O Exorcista. Seu lançamento no Brasil foi feito pela DarkSide Books em 2016, numa edição que merece prestígio pela capa dura, relevo na cruz e, ao abrir, surpresa! Um tabuleiro OUIJA.

A história é passada em 1949, acontecendo dessa vez com um jovem de 14 anos chamado Robert Mannhein que brincava com seu tabuleiro OUIJA dado por sua tia de presente.

4. Série Ed & Lorraine Warren

Resultado de imagem para serei ed e lorraine warren livros

A trilogia conta os casos mais horripilantes que o casal já enfrentou. É mais um caso real publicado aqui no Brasil pela editora DarkSide Books direto de seus arquivos sobrenaturais.

Gerald Brittle, autor dessa obra, teve acesso especial aos documentos oficiais do casal, os quais incluem relato de poltergeist, casas assombradas e possessões demoníacas.

5. It – A coisa

Uma das obras mais famosas do Rei Stephen King, que foi publicada em 1981 e trazida para o Brasil só em 2014 pela SUMA, selo fantástico da Companhia das Letras.

As férias de Bill, Mike, Richie, Stan, Eddie, Ben e Beverly na cidade de Derry não foram as mesmas desde aquele verão, a primeira vez que viram o medo de perto sendo obrigados a enfrentar A Coisa. Vinte e sete anos depois daquilo, Mike, único ainda na cidade, avisa que o maligno voltou e ambos precisam acabar definitivamente com isso.

6. Edgar Allan Poe: Medo clássico 1 e 2

Resultado de imagem para edgar allan poe medo clássico

A DarkSide Books traz duas edições com o melhor do Medo Clássico em capa dura e detalhes dourados. A homenagem ao mestre do horror não poderia ser mais grandiosa sem a ajuda de Marcia Heloisa, tradutora, e Ramon Rodrigues, dono das xilogravuras encontradas durante os contos.

7. Lovecraft: Medo Clássico Vol.1

Resultado de imagem para lovecraft darkside

Aos adoradores do terror cósmico de H.P. Lovecraft, reconhecido como o sucessor de Edgar Allan Poe, a edição Miskatonic da DarkSide Books está incrível! Dentro do volume , além de contos, foram selecionados pelo historiador Clemente Penna, da Brown University, documentos e cartas escritos pelo autor. A obra conta com a tradução de Roman Mapa e a ilustração de Walter Pax.

8. O bebê de Rosemary

Resultado de imagem para livro o bebe de rosemary

Escrito por Ira Levin em 1969, o romance foi publicado no Brasil pela editora Amarilys. A história começa quando Rosemary e seu marido, o ator Guy, se mudam para um bairro onde aconteceram macabros incidentes ao longo da história. Tudo na vida do casal vai muito bem até a gravidez de Rosemary, que é quando seus vizinhos começam a tratá-la de maneira diferente.

9. O Iluminado

Resultado de imagem para o iluminado livro

Mais um clássico de Stephen King, seu primeiro best-seller, publicado aqui pela editora Suma. O romance de horror lançado originalmente em 1977 fala sobre Jack Torrance, um escritor aspirante e alcoólatra em recuperação que aceita o emprego de zelador no Hotel Overlook. Junto à sua esposa e seu filho Danny, o homem se muda para seu novo emprego, mas o que ele não sabe é que forças sobrenaturais que rondam o lugar estão preparadas para brincar com seu psicológico.

Doutor Sono, a sequência de O Iluminado, também foi publicado pela Suma (2014) e recentemente foi adaptado para o cinema. A estreia do filme está prevista para 8 de novembro.

10. HEX

Resultado de imagem para livro hex

Primeiro livro de Thomas Olde Heuvelt, um grande sucesso mundial. Hex veio para DarkSide Books mostrar que nem só de clássicos vive o gênero horror.

Abastecido da própria cultura holandesa, o livro conta a história do fardo dos habitantes de um pequeno vilarejo chamado Black Spring. Pequeno lugar, grandes segredos. Todos sabem que não se mexe com a bruxa. Não é à toa que seus olhos estão costurados e seus braços acorrentados.

11. 1977 – Enfield: Relatos sobrenaturais

Resultado de imagem para 1977 livro

Publicado em 2017 pela DarkSide Books, foi escrito por Guy Lyon Playfair, especialista em mediunidade.

A casa localizada no subúrbio de Londres, Green Street, n°284, desperta o medo e curiosidade a mais de 40 anos. Neste livro seguem relatos dos fenômenos paranormais que deixaram uma família em pânico. Essa é mais uma história baseada em fatos reais.

13. Medicina dos Horrores

Imagem relacionada

Contada por Lindsey Fizharris e publicada pela editora Intrínseca, o livro trata da história da cirurgia desde sua primeira aparição em XIX.

A autora transporta os leitores para anfiteatros lotados de curiosos para ver as primeiras operações, executadas sem higiene básica e em lugares abafados numa época em que era mais fácil sobreviver à guerra que à medicina.

13. O diário de Jack, o Estripador

Shirley Harrison analisa os conteúdos do diário do próprio serial killer e revela fotos das vítimas, mapas e textos em uma edição de luxo com capa dura republicada pela editora Universo dos Livros.

O Diário de Jack, o Estripador é uma investigação sobre a legitimidade tanto do diário de James Maybrick quanto o seu relógio, que foi encontrado com os dizeres “I am Jack” gravados no tampo externo.

14. O lado sombrio do Sítio

O Lado Sombrio do Sítio - André Vianco

Organizado por Felipe S. Mendes e André Vianco, o Lado sombrio do Sítio traz diversos autores brasileiros para mostrar um outro lado do mágico Sítio do Picapau Amarelo. A antologia foi lançada em agosto desse ano pela Lura Editorial e teve sessão de autógrafos na 19ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

15. Bom dia, Verônica

Resultado de imagem para bom dia veronica

O livro foi republicado de capa nova contendo pela primeira vez o nome dos autores reais da obra após a revelação da identidade por trás de Andrea Killmore em plena Bienal do Livro Rio 2019. Bom dia, Verônica é mais um sucesso de edição da DarkSide Books. Ele foi escrito por Ilana Casoy e Raphael Montes.

A história gira em torno de Verônica Torres, que é escrivã da polícia, mas que acaba enveredando uma investigação no que era para ser um dia comum. Contudo ele muda de figura devido a dois acontecimentos inesperados. Primeiro o suicídio presenciado por ela e em seguida a ligação de uma mulher implorando pela vida. Verônica agarra os dois casos, mas a investigação começa a sair de seu controle e a deixa cara a cara com o pior lado do homem.

Menina Veneno da Carina Rissi

9.8

História

9.5/10

Escrita

10.0/10

Conclusão

9.8/10
Continue Reading

Resenha

Resenha | O Homem de Giz

Título remete à metáfora sobre reflexão humana: enxergar no espelho as próprias características.

Rodrigo Roddick

Published

on

Os adultos carregam desde a infância seus medos, desejos e experiências e tudo isso se sintetiza em uma marca que chamamos de personalidade. O Homem de Giz vem acrescentar mais material para enriquecer esta discussão. Com um pano de fundo criminal, C. J. Tudor conduz o leitor para uma investigação de sua própria identidade.

“Quero que tudo isso não passe de um pesadelo terrível. Mas a realidade é sempre mais difícil e cruel”

Publicado em março de 2018 pela editora Intrínseca, o Homem de Giz é o romance de estreia da britânica C. J. Tudor, que passeou por diferentes profissões até se encontrar na escrita. A história, que possui o gostinho de Stranger Things e It – A Coisa, gira em torno de um assassinato de uma jovem de dezessete anos que mantinha relacionamento com um homem mais velho. A narrativa é conduzida por Eddie, o personagem principal, que vai contando as peripécias de sua gangue, como ela se envolveu com crime e como eles cresceram com isso.

A autora também escreveu O que aconteceu com Annie e participou de um debate na 19ª Bienal do Livro Rio que aconteceu este ano junto de Raphael Montes. Além de confessar que escreve livros de terror porque é uma maneira de conversar com seus medos, ela mais uma vez enfatizou a sua grande inspiração em Stephen King; e não apenas com palavras. Tudor estava usando uma camiseta com as duas meninas de O Iluminado.

Arena #Semfiltro: encontro entre C.J. Tudor e Raphael Montes

“Amigos de verdade são pessoas que você ama e odeia na mesma medida, mas que são parte de você tanto quanto você mesmo”

Por esse motivo, não é mistério algum que o leitor de Tudor vá encontrar forte influência de Stephen King em O Homem de Giz. Isso se torna ao mesmo tempo instigante e um pouco anticlímax. Porque se a pessoa for um fã de King – o que provavelmente deve ser, se gosta de leituras de horror – ela vai adivinhar facilmente alguns pontos da história, como o assassino, por exemplo.

“Todo mundo erra. Todo mundo tem o bem e o mal dentro de si”

Entrementes, O Homem de Giz se prova uma verdadeira busca por nossa identidade. Enquanto humanos, as pessoas manifestam sempre a tentativa de se compreender através do que os outros veem delas misturado a uma concepção do que elas fazem delas mesmas e ainda de acordo com os seus sentimentos, aos quais dão atenção comedida. Mas poucas pessoas realmente se consultam com um psicólogo para encarar essa busca com mais seriedade e profundidade; poucas leem livros com essa finalidade e uma parcela menor ainda sabe que está fazendo isso.

“Afinal, quem somos nós além da soma de nossas experiências, das coisas que aprendemos e colecionamos ao longo da vida? Sem isso, não passamos de um conjunto de pele, ossos e vasos sanguíneos”

Tudor propõe que olhemos para trás, para nossa infância, de modo a compreender o momento que originou tal comportamento, ou o acontecimento que nos fez temer alguma coisa, até mesmo uma pequena rixa que nos fez odiar para sempre uma pessoa. Acontece que tudo na vida nos marca. Talvez desenhar homenzinhos de giz seja uma forma do subconsciente nos mostrar que queremos – ou precisamos – conversar com nosso interior.

“Esse é o problema com adultos: às vezes não importa o que você diga, eles só ouvem o que querem ouvir”

Outro debate bem interessante ao qual a autora convida o leitor é sobre a morte. Além de presenteá-lo com os pensamentos das crianças em relação a este tema, ela, ao mesmo tempo, aponta esta questão: como os pequenos lidam com a morte? O assunto no livro é tratado da maneira mais orgânica que se pode imaginar. Para isso basta analisar como ela é vista no cotidiano. Tudor mostra como ela, a mais temida pelo ser humano, fica escondida no meio de um monótono dia a dia e como as pessoas estão mais preocupadas em se iludir. Também faz questão de lembrar aos esquecidos que eles um dia morrerão, querendo ou não.

“A morte não aceita argumentos. Nenhum apelo final. Nenhum recurso. Morte é morte, e ela detém todas as cartas”

O leitor de Tudor não vai encontrar neste romance um thriller policial vibrante em que as pistas vão apontar resultados eletrizantes. Ela trabalha com a causalidade e transmite isso muito bem ao colocar elementos triviais como fechamento dos casos. Ou seja, ela brinca com as conjecturas do espectador, que, de tão acostumado pela mídia, espera uma reviravolta de outro planeta, mas descobre que o resultado, na verdade, é algo bem comum; algo que poderia acontecer no cotidiano de qualquer pessoa, inclusive no dele.

“As pessoas sempre vão trapacear, Eddie. E sempre vão mentir. Por isso é muito importante questionar tudo. Sempre tente enxergar além do óbvio”

A autora escreve com uma leveza gostosa que é, ao mesmo tempo, estranha ao tema morte. Além disso a fluidez que ela aplica em suas palavras é o que te faz ler cem páginas, acreditando que leu dez. A forma como funciona a mente da escritora no processo criativo é uma beleza à parte, pois evidencia como ela sabe contar uma história. Tudor é muito gentil nas palavras, assim como Neil Gaiman – deve ter alguma coisa na água dos britânicos [risos] – pois mesmo quando narra acontecimentos sangrentos e violentos, o faz com uma leveza inacreditável.

“Fazemos perguntas esperando que nos digam a verdade que queremos ouvir”

Outro ponto muito positivo são os personagens. É impossível não se apaixonar por eles. Cada um mais peculiar que o outro. O leitor sente que não está lendo, mas participando do diálogo deles, conversando com eles. Este fator é muito importante, porque sem personagem não tem história.

O Homem de Giz chega ao leitor com a promessa de contar um caso policial, mas termina a narrativa fazendo-o pensar na própria existência.

Menina Veneno da Carina Rissi

9.8

História

9.5/10

Escrita

10.0/10

Conclusão

9.8/10
Continue Reading

Livros

Mês do Horror | Conheça 7 autores que fomentam a literatura macabra

Aproximação do halloween evidencia escritores que flertam com o sombrio.

Thaís Rossi

Published

on

Estamos no mês mais assombroso do ano! Para comemorar essa data horripilante, trouxemos a lista de autores que nos transportam para tramas sangrentas, intrigantes e marcantes, cada vez que viramos as páginas de suas obras.

O medo, o horror, o fantástico sombrio e as lendas dark fascinam pessoas desde quando a humanidade começou a contar a histórias e descobrir o poder escondido nelas. Estas vertentes despertam sentimentos que residem na obscuridade de nossa mente… contudo é mais seguro explorá-los em obras fictícias que experimentá-los na vida real.

Conheça agora sete autores contemporâneos que mantêm nosso convívio com o mundo sombrio uma experiência deliciosa – e segura.

1. Neil Gaiman


O autor nasceu em 1960 na cidade de Portchester, na Inglaterra. Desde pequeno sempre demonstrou uma ligação especial com histórias em quadrinhos. Como jornalista, se tornou crítico de HQ e aos vinte anos teve seu primeiro título Violent Cases publicado pela editora inglesa Titan. O escritor é responsável por obras consagradas como Coraline, sua edição sombria de João e Maria e os levantes de sua carreira: Sandman e Morte.

Destinada aos amantes de HQs que não são chegados a histórias de heróis, Sandman tornou-se o carro-chefe do selo Vertigo/DC, além de render a Gaiman reconhecimento mundial, diversas críticas positivas e vários prêmios prestigiados, incluindo o World Fantasy Award.

Nos dias de hoje, além de se dedicar às suas obras, Neil Gaiman também atua como roteirista e diretor das adaptações de suas histórias para as Telinhas. As séries Belas Maldições e Deuses Americanos estão entre as mais procuradas no canal de streaming Amazon Prime. Sandman está sendo adaptada para uma série e, em breve, terá sua estreia através da Netflix.

2. J. K. Rowling

Quem vê o sucesso estonteante da autora não imagina o caminho tortuoso que ela percorreu até se tornar a mãe dos bruxos mais famosos do mundo.

Nascida em 1965, na cidade de Yate, na Inglaterra, Joane sempre foi uma leitora voraz. Com uma mãe doente e um pai com quem mantém, até hoje, uma relação afastada, ela tinha nos livros o seu refúgio da realidade. Entre mudanças de países, um divórcio conturbado, a falta de emprego e as dificuldades de ser mãe solteira nasceu Harry Potter e, junto dele, o legado de J. K. Rowling.

O primeiro livro da saga foi publicado em 1997 com apenas mil cópias impressas, desbancando diversas obras famosas da época. O livro, As Relíquias da Morte, quebrou todos os recordes de venda com onze milhões de exemplares vendidos em menos de 24h nos EUA e no reino Unido. Os três primeiros livros da autora venceram, consecutivamente, o prêmio Nestlé Smarties Books Prizes, tornando Rowling em a única autora a ganhar três prêmios seguidos.

O sucesso foi tão grande que a Warner Bros Comprou os direitos para o cinema, transformando a história em um fenômeno cinematográfico em 1998. Os oitos títulos renderam à companhia mais de oito bilhões de dólares em bilheteria.

3. Stephen King

Nascido em setembro 1947 na cidade de Portland, nos Estados Unidos, Stephen King começou sua saga no mundo da escrita aos 19 anos, quando começou a escrever colunas semanais para o jornal da faculdade.

Após se graduar, em 1970, King começou a lecionar inglês para o ensino médio e nas horas vagas escrevia histórias curtas para revistas locais. Seu primeiro livro publicado foi Carrie no ano de 1974, seguido por A Hora do Vampiro em 1975. A partir daí começou a trilhar sua carreira de escritor.

Stephen King tornou-se o autor de diversos best-sellers, publicou mais de cinquenta romances, quase todos nos gêneros de terror e de fantasia. É um dos autores mais adaptados para o cinema e televisão, como a série Under The Dome. O seu livro A Zona Morta originou a série da Fox com o mesmo nome. Escreveu roteiros de episódios para a série Arquivo X, entre eles, Feitiço, da quinta temporada.

A próxima obra do autor a ganhar uma produção audiovisual é Doutor Sono, com estréia prevista para 8 de novembro. O filme é a sequência de O Iluminado, que contou com a atuação emblemática de Jack Nicholson.

Em 2003, Stephen King recebeu a Medalha Nacional da Fundação do Livro, por sua contribuição à literatura americana. Em 2014, Stephen lançou Revival, romance gótico pop sobre um roqueiro amaldiçoado por um estranho amigo de infância.

4. André Vianco


O autor de Osasco nasceu em janeiro 1975 em São Paulo. Começou a carreira trabalhando como redator para o departamento de jornalismo da Rádio Jovem Pan, permanecendo lá por dois anos. Ele também tinha um emprego de meio-período em uma empresa de cartões de crédito. Publicou por conta própria seu romance de estreia O Senhor da Chuva em 1998.

Após ser demitido da empresa de cartões, André Vianco usou o dinheiro do FGTS para publicar o livro que veio a ser seu primeiro best-seller. E assim nasceu Os Sete, em 1999, livro que foi sucesso de crítica e de vendas, com mais de 50.000 exemplares comercializados até 2008. O livro chamou a atenção da editora Novo Século, que o reeditou um ano depois e foi responsável por publicar muitas das obras subsequentes de autor.

Em 2016, Vianco assinou com a Editora Aleph para relançar todos os seus trabalhos antigos. No mesmo ano teve seu primeiro romance de ficção científica, Dartana, publicado pelo selo Fábrica231 da Rocco. Em 29 de maio de 2017, o autor anunciou em sua página no Facebook que o acordo com a Aleph veio a ser cancelado por razões não esclarecidas e que suas obras anteriores seriam então relançadas pela LeYa Brasil. A editora publicou seu décimo-sétimo romance (e vigésima-terceira obra literária como um todo) Penumbra no halloween de 2017.

André Vianco é o fundador e CEO da iniciativa Vivendo de Inventar, onde ministra aulas sobres técnicas de storytelling e fornece dicas sobre o mercado editorial, além de oferecer oportunidades literárias para que seus alunos, também escritores, tenham a chance de serem publicados. O livro O Lado Sombrio do Sítio é a obra mais recente do projeto de Vianco. Ele esteve em uma sessão de autógrafos na 19ª Bienal do Livro Rio ao lado dos autores da antologia.

5. Raphael Montes


O queridinho que marcou o thriller policial nacional nasceu em setembro de 1990 na cidade do Rio de Janeiro. O escritor, que também é formado em direito, começou a escrever desde a adolescência e teve diversos contos publicados na Playboy, na antologia Rio Noir e na prestigiada revista americana Ellery Queen’s Mystery Magazine.

Aos 20 anos chocou a crítica e o público com o romance Suicidas, um suspense policial que o levou à final do Prêmio Benvirá em 2010, ao Prêmio Machado de Assis 2012 da Biblioteca Nacional e do prestigiado Prêmio São Paulo de Literatura 2013. Em 2017, Suicidas foi publicado em nova edição pela Companhia das Letras.

Aos 24 anos, publicou Dias Perfeitos, que se tornou um fenômeno e levou seu nome para fora do Brasil. O romance teve os direitos de tradução vendidos para 22 países e foi escolhido como Livro do Mês na Amazon norte-americana. No exterior, o livro mereceu resenhas em jornais como The Guardian e Chicago Tribune, recebeu elogios de autores internacionais e foi considerado uma espécie de Irmãos Coen brasileiro.

Em agosto de 2015, a editora Suma lançou O Vilarejo, que o fez ser comparado ao mestre do horror Stephen King. Em 2016, foi a vez de Jantar Secreto, integrando a lista de mais vendidos daquele mês e com direitos de tradução vendidos para França, República Tcheca, Espanha e Polônia. E em maio deste ano, a Companhia das Letras trouxe aos leitores Uma mulher no escuro.

Durante a 19ª Bienal do Livro Rio, Raphael Montes chocou o público literário ao revelar que ele, junto de Ilana Casoy, eram “Andrea Killmore”, a misteriosa autora por trás do livro Bom dia Verônica, relançado em 19 de setembro deste ano com o nome dos dois escritores na capa. O livro está sendo adaptado como série pela Netflix.

6. C. J. TUDOR

C. J. Tudor nasceu em Salisbury e cresceu em Nottingham, Inglaterra, onde ainda mora com a família. O amor pela escrita, especialmente pelo estilo sombrio e macabro, surgiu logo cedo, não é à toa que suas inspirações são Stephen King e Jame Hebert. Ao longo dos anos, assumiu várias profissões como repórter, redatora, roteirista para rádio, apresentadora de televisão, dubladora, passeadora de cães, mas foi na escrita que se encontrou.

Seu primeiro livro, O Homem de Giz – que em breve vai receber uma resenha do Cabana – foi lançado em 2018. Em entrevista na 19ª Bienal do Livro Rio a autora confessou que a inspiração do livro surgiu através dos desenhos de giz que sua filha fazia pela casa.

Em maio deste ano, O que aconteceu com Annie foi publicado pela editora Intrínseca no Brasil. O livro foi tema da caixa 006 do Clube Intrínsecos e encabeçou por duas semanas a lista dos mais vendidos pela editora.

7. Anne Rice


Howard Allen O’Brien
, nasceu em 1941 em New Orleans, nos estados unidos. Adotou o nome Anne ao entrar na escola, pois achava que seria mais fácil se enturmar com um nome mais ‘comum’. Mudou-se para o Texas em 1958, dois anos após a morte de sua mãe, pois seu pai se casou novamente. Foi lá que ela conheceu seu futuro marido, o poeta e pintor Stan Rice. Casou-se em 1961 e a partir daí passou a usar o nome que escolheu para si junto ao sobrenome do marido.

Formou-se em escrita criativa pela Universidade de São Francisco e já escreveu cerca de 19 livros. Seu romance de estreia, Entrevista com o vampiro (1976), já foi se configurando como um grande best-seller, ganhando até adaptação para o cinema. O livro deu origem a uma série literária sobre  vampiros, intituladas As Crônicas Vampíricas, que incluem cerca de doze volumes.

Debruçada sobre a fantasia, o forte da autora é criar personagens sobrenaturais que procuram, através da essência literária gótica, promover uma espécie de “subcultura vampírica” que  mescla morte  e sexualidade.

Em seus livros a autora costuma brincar com a humanidade primitiva de seus vampiros. Por isso eles são indivíduos com suas paixões, teorias, sentimentos, defeitos e qualidades como os seres humanos. São como uma exacerbação do homem, uma metáfora à sede de sangue que permeia a humanidade. Sua especialidade é mostrar o quão pesado é o fardo da imortalidade através da visão de cada um dos seus personagens.

Um dado curioso sobre Entrevista com Vampiro é que ele foi escrito em uma semana, logo após o falecimento de sua filha por leucemia. Para homenageá-la, Anne Rice criou a personagem Cláudia. Quando a obra chegou às telas dos cinemas, a autora estava no por trás do roteiro e acompanhando a produção de perto.

Em 2005, Anne Rice anunciou que, após o falecimento de seu marido Stan Rice, ela deixaria de escrever obras sobre vampiros, bruxas e outros seres fantásticos e que agora iria se dedicar a outros gêneros literários.

Menina Veneno da Carina Rissi

9.8

História

9.5/10

Escrita

10.0/10

Conclusão

9.8/10
Continue Reading

Parceiros Editorias

error: Conteúdo Protegido