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Mylla Martins de Lima

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O melhor que podíamos fazer, publicada em 2017 pela editora NEMO, traz a memória gráfica da família de Thi Bui, uma vietnamita refugiada para os Estados Unidos. Essa autobiografia tem o intuito de encorajar, educar e inspirar de um modo diferente.

O melhor que podíamos fazer | Amazon.com.br

A história já começa com um momento muito especial na vida da autora, o parto de seu primeiro filho. Toda a ideia por trás da obra teve sua origem na construção de sua própria família partindo do questionamento: como seria a vida de seu bebê senão uma sombra carregada de medo e sofrimento?

Thi Bui começa a explicação dessa primeira pergunta através de um flashback extenso que se prolonga até as últimas páginas do memorial, desenhando em quadros as passagens de sua dura vida no Vietnã, a começar pela origem da guerra. Dessa forma, a autora vai dando voz às histórias contadas sobre a infância dos mais velhos. Abrindo espaço para seu pai, a autora reproduz as agressões aferidas de seu avô contra sua avó, que foi posta para fora de casa mesmo em um período conturbado, onde a fome devastava a população mais pobre.

Thi Bui Nos Faz Refletir Sobre O Melhor Que Podíamos Fazer Em Uma ...

Em 1940, época da Segunda Guerra Mundial, não só a Europa sofria com a invasão das tropas nazistas, mas o Japão e a China também entraram em conflito. Quando a ‘Terra do Sol Nascente’ resolveu bloquear as rotas de abastecimento chinesas, as pessoas improvisavam como podiam para sobreviver, e com a família dele não foi diferente. Sem mãe, o pai Nam descobre toda a maldade do mundo antes mesmo de se reconhecer como cidadão. Ele passa a narrativa inteira preocupado com sua própria vida. Ele foi criado pelos avós e futuramente se torna pai de Thi Bui e seus irmãos.

A vida de Má, mãe da menina, é bem diferente da de seu marido. Vinda da classe alta, seu pai era um engenheiro que trabalhava para os franceses, por isso as coisas só ficaram mais estreitas. A guerra se torna um empecilho mais tarde, quando os caminhos dela se cruzaram com os de Nam. Por conta do relacionamento de dar entre classes totalmente divergentes, o preconceito por parte da família da moça a acabou afastando, passando a viver na humildade junto ao seu futuro esposo.

Apesar de todos os transtornos na juventude, mesmo após o nascimento de seus filhos, a vida do casal não teve qualquer alívio. Os horrores do passado ainda os assombravam e, pensando no futuro dos pequenos, decidem tentar uma vida longe do caos que o Vietnã dos anos 70 ainda era, mesmo que isso significasse um tiro no escuro.

Crítica | O Melhor Que Podíamos Fazer: Memórias Gráficas – Central ...

Thi Bui dá ênfase no passado de seus pais, mas também fala um pouco sobre a dificuldade no nascimento de cada irmão. Contudo, o mais interessante, e até importante, dessa trajetória narrada é a perspectiva do anciãos sobre a guerra… até porque, quem melhor para falar senão quem passou pela dificuldade desde o início?

Com muita sensibilidade, a autora fala um pouco sobre a vida difícil de seus pais, dando mais visibilidade a Nam, já que esse se mostrava um homem mais ríspido. É de aquecer até o coração mais frio o respeito, orgulho e gratidão em suas palavras quando o assunto beira à luta, à força e à superação de seus ascendentes.

A ilustração é única. As partes mais escuras refletem muito bem o teor dramático que Thi quis empregar. Alguns detalhes avermelhados em formato aquarelado, bem manchado, não alegram as páginas, apenas fazem o papel de ponto focal, como para localizar o personagem a ser destacado.

A estréia da autora é fascinante, a qualidade do material e sua escrita estão impecáveis. O livro é indicado para quem ama leituras de superação ou quem ama textos históricos. É uma verdadeira aula sobre o século XX.

O melhor que podíamos fazer é o tipo de história que tem muito para ensinar. As mensagens mais importantes são a de coragem e perseverança.

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Prévia de Vingadores mostra equipe original de volta

Marvel Comics liberou a prévia de Avengers #35!

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A Marvel Comics liberou uma prévia exclusiva à CBR do quadrinho Avengers (Vingadores) #35. As imagens revelam o confronto entre Khonshu e os vingadores de 1.000.000 anos atrás.

A equipe criativa conta com o roteirista Jason Aaron (Thor: God of Thunder) e o ilustrador Javier Garrón (Miles Morales). A arte da capa é do Matteo Scalera (Black Science).

Sinopse

Um poderoso Cavaleiro da Lua, semelhante a um deus, acaba de salvar o mundo da ruína de fogo. Agora, um exército de múmias e sacerdotes da lua começa a remodelar o mundo à imagem do antigo Egito. Mas onde isso deixa os Vingadores? Quebrado, preso – ou fugindo nas ruas iluminadas pela lua da Cidade de Nova Tebas.

Avengers #35 estará à venda no dia 19 de Agosto.

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Death Metal | Herói cai em armadilha mortal do Rei Robin

Será que o personagem conseguirá escapar das garras do jovem vilão?

Jacqueline Cristina

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O Rei Robin tem se mostrado como o único aliado do Batman que Ri, realmente intrigante, uma vez que se tornou um aliado extremamente sombrio em combate com os heróis restantes, pois em Dark Nights: Death Metal #3, ele  apenas insultou o Flash, como uma maneira perfeita para assombrar, torturar e matar Barry Allen.

A Cripta dos Heróis estava servindo como a última base de operações para os heróis remanescentes, entretanto, na nova edição publicada, o leitor presencia o Rei Robin violando o local antes do Cavaleiro Mais Sombrio, que é uma versão distorcida de Bruce Wayne, um assassino sociopata.

Em vista disso, é revelado aos heróis reunidos que em seu mundo foi criado diversas maneiras para derrotar e matar a todos em que pudessem encontrar. Enquanto Barry zomba do Robin, o jovem vilão rapidamente revela o plano para matar o personagem.

Após descobrir a identidade secreta do Flash, o Rei Robin desenterrou o corpo de Nora, sua mãe, e criou uma toxina capaz de cancelar a Força de Aceleração, na qual revestiu todo o corpo dela. Ao comprimi-la, o jovem vilão a encaixou dentro de um “Anel Flash”, que no momento de sua ativação, foi arremessada para fora com os braços abertos, sendo que Robin descreveu como se estivesse tentado abraçá-lo.

Quando “o corpo infectado” se conecta com um velocista, o soro revestido nele iria neutralizar suas habilidades, dissolvendo seus músculos e deixando a infeliz versão do herói morrer em agonia.

A partir de sua descrição, o vilão mostrou-se ansioso para tirar o objeto de seu cinto de utilidades na oportunidade certa, embora as três versões presentes do Flash decidam usar o que resta da Força de Aceleração para escapar, significando que Barry (pelo menos por enquanto) escapou do destino sombrio preparado para ele.

Ao transformar o corpo de Nora em uma arma final contra a super-velocidade, o Rei Robin maquinou para usar o desejo de Barry em se reunir com sua família como inspiração para uma ideia extremamente sombria que sugere o nível de crueldade o qual seus outros planos podem alcançar.

Dark Nights: Death Metal #3 já se encontra disponível nas lojas físicas e digitais dos EUA.

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Drácula de Bela Lugosi retorna em nova publicação da Legendary Comics

Uma nova adaptação para os fãs da obra do escritor Bram Stoker.

Jacqueline Cristina

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O Conde Drácula interpretado pelo ator Bela Lugosi, ficou conhecido por sua icônica interpretação no filme de 1931, o qual seu papel será reprisado em uma nova Graphic Novel da Legendary Comics.

A obra será uma adaptação do romance de terror gótico do escritor Bram Stoker, com arte de El Garing, em que seguirá o vampiro deixando a Transilvânia para viver na Inglaterra, onde ocorrerá um conflito com o professor Abraham Van Helsing após sua tentativa de espalhar sua maldição de “mortos-vivos” por todo o país.

Confira abaixo a imagem da capa divulgada, que contou com ajuda de Robert Napton e Kerry Gammill:

“Em nome da Família Lugosi, quero agradecer à Legendary Comics, especialmente Robert Napton, bem como aos artistas El Garing e Kerry Gammill, por homenagearem meu pai com uma impressionante Graphic Novel que apresenta Bela Lugosi como Drácula de Bram Stoker“, disse Bela G. Lugosi, filha do ator e membro gerente da Lugosi LLC, que está cooperando com o desenvolvimento da nova publicação.

“Houve grandes romances gráficos do Drácula, contudo unir o romance de Bram Stoker em uma adaptação fiel com a interpretação definitiva na forma do ícone Bela Lugosi é um sonho realizado. Sou grato a Lugosi Estate, ao artista El Garing e ao diretor de arte Kerry Gammill por trazerem sua paixão a este projeto”, disse Napton, vice-presidente sênior da Legendary Comics.

O longa Drácula foi lançado em 12 de fevereiro de 1931 na cidade de Nova York, em que foi estrelado por Bela Lugosi, David Manners, Helen Chandler, Dwight Frye e Edward Van Sloan, sendo a primeira adaptação cinematográfica sonora do romance de Stoker após os filmes mudos, A Morte de Drácula de 1921 e Nosferatu: Um Sinfonia de Horror de 1922.

Drácula estará à venda, a partir de 6 de outubro pela Legendary Comics.

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